"Para interpretar os exames e conter o avanço dos casos, é preciso compreender as metodologias disponíveis atualmente para detecção do vírus e presença de anticorpos, e também a individualidade das indicações de testagem a serem adotadas", orienta especialista
Passa de 480 mil o número de óbitos registrados
no Brasil pela Covid 19 e diante deste cenário, tão importante quanto as
medidas para conter o avanço de casos é se manter informado quanto às
metodologias de testagem disponíveis para identificação de casos, e
consequentemente "isolamento de pacientes para mitigar a disseminação do
vírus", destaca o médico patologista clínico e gestor do Grupo Sabin, Dr.
Alex Galoro.
O especialista explica que tanto a rede pública
quanto a privada de assistência à saúde seguem sem medir esforços para ampliar
a capacidade de testagem da população, mas é fundamental entender a indicação
dos exames, para resultados mais assertivos. "Um resultado negativo, por
exemplo, não pode ser considerado ausência de doença, com 100% de certeza e nem
libera o paciente para sair sem máscara ou fazer aglomeração, por exemplo. Pelo
contrário, todos devem manter as medidas de proteção, não é hora de descuidar.
Hoje, graças ao avanço da medicina e dos processos de testagem, temos disponíveis
quatro formas de testar pacientes", explica.
Galoro destaca que RT-PCR, considerado padrão de
referência para diagnosticar a covid-19, deve ser realizado em pacientes logo
nos primeiros dias de sintomas. "Por meio da coleta com uso de swab,
introduzido no nariz ou na garganta, é colhida secreção respiratória, que
contém o material genético do vírus vivo. Este é o teste mais indicado e é
considerado padrão pela OMS, por ter quase 90% de precisão e raramente termos
um resultado falso positivo", orienta.
Além disso, há o teste molecular RT-PCR com
material coletado na saliva do paciente. O exame é aprovado pelas autoridades
sanitárias e é fundamental para o diagnóstico seguro dos pacientes. O médico
esclarece que para realizar o PCR em saliva é utilizada a mesma técnica do
RT-PCR tradicional. "O RT-PCR é considerado o padrão ouro para detecção do
vírus, mas a coleta pela via nasal pode ser desconfortável para algumas pessoas
(crianças e idosos, por exemplo), por isso indicamos o exame em saliva. É uma
alternativa indolor, eficaz e menos invasiva - além de ser mais aceita por este
público" afirma e complementa "o momento ideal para a coleta é entre
o 1º e 7º dia após o início dos sintomas. Quem teve contato com doentes
comprovadamente com infecção pelo Coronavírus deve aguardar pelo menos 5 dias
após a data de contato para fazer o teste".
Outra opção é o exame PCR Express ‘point of care’, que detecta a
presença do vírus SARS-CoV-2 para diagnóstico da infecção ativa em fase aguda.
"Este exame deve ser realizado a partir do 1º dia de sintomas, até o 10º
dia ele ainda é indicado. O exame também é feito com material coletado nas
narinas, por meio de swab nasal. O grande diferencial é que p resultado sai em
até 4 horas e é um verdadeiro aliado de quem precisar viajar, por exemplo, e
auxilia na rápida tomada de decisão clínica e início do tratamento",
atesta o médico.
Indicados para casos em que o paciente teve
contato com o vírus e se desenvolveu anticorpos, os exames de sorologia IGM/IGG
ajudam a identificar os anticorpos do tipo IgG dos do tipo IgM no organismo do
paciente. "Esta é uma alternativa indicada para pacientes que tiveram ou
não os sintomas de COVID, não fizeram o RT-PCR e que passam a apresentar
sintomas tardios da doença, ou outros agravos que possam estar relacionados à
COVID. Neste caso, a melhor fase para fazer a coleta é a partir do 10º dia após
o início dos sintomas". O especialista reitera ainda que é importante
atentar à diferença de sensibilidade entre os testes PCR e os testes de antígeno.
"O PCR é mais sensível, pode dar positivo e a pessoa ter a doença, e o
antígeno ser negativo", esclarece.
Aprovado pela Anvisa e indicado pelo FDA (Food
and Drug Administration), o teste para detecção de anticorpos neutralizantes
para Covid 19 também é uma excelente opção. O exame sorológico detecta a
presença de anticorpos neutralizantes, produzidos contra o SARS-CoV-2 e é
indicado a partir do 10º dia de sintomas ou 15 dias após a 2º dose da vacina
contra a Covid 19. "É este teste que informa se o paciente já teve algum
contato com o Coronavírus e se ele desenvolveu uma resposta imunológica ao
SARS-CoV-2", explica.
Segundo Galoro, o teste ajuda a entender melhor a
relação entre imunidade e a presença de anticorpos, o exame é indicado também
quem já tomou vacina contra a Covid 19. " A resposta imune, varia muito
entre as diferentes pessoas que tiveram a doença e mais ainda após a vacinação.
Os estudos apontam diferença na produção dos anticorpos de pacientes que
receberam as vacinas produzidas com o vírus inativado, como a Coronavac, dos
vacinados com AstraZeneca, Pfizer e Moderna (que induzem a produção da proteína
S do vírus). Por isso, é imprescindível salientar que a sorologia utilizada
após a vacinação deve ser avaliada de acordo com a vacina recebida. Um teste de
resultado negativo não indica falha de imunidade, assim como um resultado
positivo não indica proteção total", ressalta o médico.
Cuidar da saúde da população brasileira: uma
prioridade do Grupo Sabin
Desde que os primeiros casos de Covid 19 foram registrados no Brasil, o Grupo Sabin desenvolveu uma série de medidas de enfrentamento, com impactos positivos na batalha contra a doença, de norte a sul do País. A empresa foi uma das pioneiras a oferecer à população os testes para detecção do vírus, em fevereiro de 2020, e hoje - mais de um ano depois do início dos casos - segue investindo fortemente na inovação dos seus métodos e processos para que seus mais de 5.7 milhões de clientes tenham acesso ao que há de mais inovador em assistência à saúde.
Grupo Sabin
https://www.sabin.com.br/coronavirus


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