Uma doença rara, portanto, de difícil detecção, que precisa ser diagnosticada com precisão, para que o correto tratamento seja iniciado o mais breve possível
O peritônio é a membrana que reveste a parte interna da
cavidade abdominal e recobre órgãos como o estômago e os intestinos, reto,
bexiga e útero. Toda essa camada é rica em vasos do sistema linfático, que
funcionam como sistema de defesa do organismo.
Segundo o Dr. Arnaldo Urbano Ruiz, cirurgião geral e
oncológico, especialista neste tipo de câncer, ele pode ser classificado em
carcinoma primário de peritônio ou mesotelioma, quando se origina no próprio
peritônio, ou secundários. “Os primários, são mais raros. Geralmente são
diagnosticados os secundários, que se iniciam em algum órgão da região,
sobretudo cólon, ovário, útero, apêndice, estômago, pâncreas, intestino, mama
ou endométrio e se disseminam para o peritônio”.
Sintomas
O câncer do peritônio pode ser totalmente assintomático.
No entanto, dor abdominal, diarreia, náuseas, aumento da circunferência
abdominal, ascite (fluído no abdômen), febre, perda de peso, fadiga, perda de
apetite, anemia e distúrbios digestivos podem indicar a doença.
Na presença de um ou mais dos sintomas descritos, Dr.
Arnaldo orienta que é muito importante procurar um médico especialista para um
diagnóstico preciso.
Tratamento
O tratamento para um câncer varia muito conforme a
localização do tumor, o estado de saúde do paciente e, também, o tempo
decorrido entre o início da doença e o diagnóstico.
A cirurgia é uma das possibilidades, que será avaliada
pelo médico conforme cada caso.
“A complexidade varia, e pode ser alta, como o a
carcinomatose peritoneal. Neste caso, a cirurgia é extremamente agressiva e de
alta complexidade, comparada a transplantes de órgãos”, explica.
Para a carcinomatose peritoneal é realizada a cirurgia de
peritoniectomia (ou cirurgia citorredutora), com quimioterapia intraperitoneal
hipertérmica (HIPEC). O procedimento consiste em retirar todo o peritônio
doente e, se necessário, retirar outros órgãos e aplicar quimioterapia.
Alguns casos de câncer de cólon e estômago, pseudomixoma
peritoneal, câncer primário de peritônio e ovário também podem ser tratados com
essa técnica.
De acordo com o Dr. Arnaldo, conforme a origem da
carcinomatose, pode também ser indicada a cirurgia citorredutora e HIPEC.
“Porém, há casos em que apenas há indicação de cirurgia citorredutora sem
HIPEC”.
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