Presente no centro de qualquer
potencial interesse, o cliente costuma ter importante papel no mecanismo que
faz mover o mercado, local que abriga todas as atividades desenvolvidas que
possuam determinado propósito. Sua origem vem da sociedade existente nos tempos
da Roma Antiga, ainda por volta do século V a.C., que se dividia basicamente em
patrícios, que compunham a aristocracia, os pebleus, cidadãos livres
responsáveis pelo comércio e atividades artesanais, e os escravos, prisioneiros
obtidos por meio de guerras. Entre os patrícios e os pebleus, no entanto, havia
grupos que costumavam seguir determinado patrício, os chamados “Cliens” (em
latim). Daí vem a palavra clientes. A partir deste entendimento é válido
considerar que cliente, antes de qualquer coisa, é um seguidor.
Sendo assim, o desafio maior de todos nós, pessoas
físicas e jurídicas, prestadores de serviços e/ou fornecedores de produtos
tende a estar intimamente ligado ao desenvolvimento de ações que permitam criar,
manter, estreitar e fortalecer relações com seguidores, os nossos clientes.
Ainda que não haja receita pré concebida tampouco fórmula mágica, algumas delas
parecem tão óbvias que acabam por ser tornar requisitos essenciais para este
fim, dentre as quais se destacam:
1. Identificar as reais necessidades
Estudar de forma estruturada e cuidadosa a demanda a ser
atendida sem que haja qualquer contaminação quanto a atual capacidade para
cumpri-la. Manter o afastamento devido entre o que se pode e o que se deve
realmente fazer é fator crítico de sucesso na identificação das necessidades de
quaisquer clientes;
2. Desenvolver empatia
Saber se colocar na posição do cliente, identificando
seus temores e obstáculos existentes, sejam quais forem suas complexidades, reconhecendo
eventuais limitações e propiciando, de forma colaborativa, a criação de
iniciativas que possam se transformar em meios eficazes para atender as
demandas;
3. Estabelecer relação de confiança
Ser verdadeiro com o cliente é a única forma de potencializar
uma relação duradoura. Ainda que, às vezes, determinada ação ou resultado não
esteja compatível com as expectativas criadas, nada pior que esconder ou criar
subterfúgios que burlem, deliberadamente, o caminho previamente traçado;
4. Superar as expectativas traçadas
Partindo do pressuposto de que cumprir o acordado é algo
mandatório, cabe estarmos sempre em busca daquilo que possa nos diferenciar.
Manter como objetivo perpétuo a superação das metas e entregas alinhadas
previamente é um importante requisito de encantamento, o que fortalece qualquer
relação;
5. Aprender com os erros
Identificar desvios, assumi-los o quanto antes e criar
meios para corrigi-los sinalizam respeito ao cliente e comprometimento com a
existência de um ciclo de melhoria contínua. Ainda que sejam vistos como
infortúnios a serem evitados, os erros podem nos presentear com aprendizados
únicos;
6. Incrementar competências
Aumentar os ‘conhecimentos na prática’, as competências,
que irão servir como motor propulsor para o desenvolvimento de novas
características geradoras de riqueza em produtos e serviços é requisito básico
para qualquer organização que anseia se perpetuar em seu mercado e/ou buscar
novas áreas de atuação;
7. Estar atento aos arredores
Observar as ações de atuais e potenciais concorrentes
permitirá identificar características que possam despertar interesse dos
seguidores que almejamos. Conhecer os outros atores presentes no cenário do
qual fazemos e identificar, o quanto antes, eventuais mudanças não é apenas
oportuno, é essencial.
José Renato Sátiro Santiago - Consultor e
Professor, atuo e escrevo sobre temas relacionados a Gestão do Conhecimento,
Inovação, Pessoas, Projetos e Lições Aprendidas.

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