Todos os anos ocorrem em torno de 10
milhões de casos de tromboembolismo venoso (TEV) em todo o mundo¹. O
Tromboembolismo venoso ou TEV, que é a formação de coágulos sanguíneos dentro
das veias, é uma condição médica perigosa e que corresponde a uma importante
causa de mortalidade e invalidez. Esta condição é especialmente importante
dentre os pacientes hospitalizados, uma vez que em sua grande maioria possuem
fatores de risco para o desenvolvimento de TEV². Entre as ações para enfrentar
o problema, a farmacêutica Sanofi criou o Safety Zone: programa de segurança do
paciente desenvolvido para estimular hospitais a adotarem medidas de prevenção
para minimizar os riscos de tromboembolismo. O programa já conta com a
participação de 134 instituições de saúde, que são visitadas por equipes de
gerentes de qualidade da própria farmacêutica em uma ação colaborativa para
orientação sobre aspráticas recomendadas nas diretrizes para a prevenção de
tromboembolismo venoso associado à hospitalização.
O TEV e a segurança do paciente
Além de infecções hospitalares e
quedas, de acordo com um estudo divulgado na Revista da Associação Médica
Brasileira³, o tromboembolismo venoso (TEV) é a principal causa evitável de óbito
hospitalar e a sua ocorrência pode ser tanto durante como após a
hospitalização. Segundo o Dr. José Ribamar Branco, diretor executivo do IBSP,
quando um hospital recebe um paciente, uma das principais preocupações da
instituição deve ser a de não colocá-lo em risco durante o tratamento. “Mesmo
com avanços e descobertas que auxiliam na recuperação de pacientes ao redor do
mundo, é necessário lembrar de que há outros fatores de risco além da
hospitalização e é muito importante que as instituições de saúde avaliem o
risco dos pacientes e adotem medidas preventivas adequadas de acordo com o
risco.
“Pacientes que passam por cirurgias ou
ficam internados, devem receber os cuidados necessários em relação à prevenção
problemas de circulação, principalmente se já possuírem algum fator de risco”,
explica Dr. José Ribamar. “O estimulo, quando possível, para que o paciente
realize caminhadas durante a estadia no hospital e o uso de anticoagulantes são
duas medidas simples e que podem evitar o desenvolvimento do TEV e complicações
como a embolia pulmonar”, complementa.
Pacientes de risco
Quase todos os pacientes de cirurgias
gerais e de emergência têm um risco de moderado à alto de desenvolver TEV.
Porém, alguns dos grupos que precisam de maior atenção são:
- Pacientes com histórico de problemas
de coagulação ou casos de TEV na família
- Pacientes oncológicos
- Pacientes internados em UTI
- Gestantes
Mesmo que o paciente não pertença a
nenhum dos grupos mencionados, é importante que haja uma avaliação individual
no momento da admissão, seja para pacientes clínicos ou cirúrgicos.
Como prevenir o TEV
No momento da admissão hospitalar, a
equipe de assistência do hospital deve realizar uma avalição cautelosa para
determinar se o paciente possui riscos ou não de desenvolver TEV. Como forma de
prevenção, podem ser adotadas medidas de prevenção não farmacológicas como o
uso de meias elásticas e deambulação e, em alguns casos até o uso de medicações
anticoagulantes. Em caso de cirurgias, é importante que a profilaxia contra o
TEV seja iniciada antes e mantida depois do procedimento de acordo com as
recomendações para cada paciente.
Mesmo que existam protocolos
preventivos contra o TEV, é importante que os pacientes também sejam proativos
e estejam cientes a respeito de possíveis riscos ao longo da internação.
Sanofi
Referências:
CHEST
issues new antithrombotic guideline update for treatment of VTE disease. CHEST
2016, Disponível em: http://www.chestnet.org/News/Press-Releases/2016/01/AT10-VTE?p=1 acesso em abril 2019
Geerts, WH. The 7th ACCP. CHEST 2004; 126:338s-400s
Bastos, M; et
al. Tromboprofilaxia: recomendações
médicas e programas hospitalares. Rev. Assoc. Med. Bras. [online].
2011, vol.57
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