Com
as quedas de temperatura, hospital da Zona Sul do Rio de Janeiro faz alerta
para os cuidados com a saúde das crianças
De
acordo com o Climatempo, os termômetros da capital fluminense vão seguir em
queda nos próximos dias de inverno. Bastou o frio chegar para a
recém-inaugurada pediatria do Hospital Pró-Cardíaco registrar 80% de seus
atendimentos por doenças respiratórias. Com o aumento
desses casos, Mônica Britto, coordenadora da pediatria da instituição, elencou
algumas informações para a criançada aproveitar melhor a estação mais fria do
ano.
“ Nessa época do ano, as emergências pediátricas costumam
ficar mais movimentadas, porque as crianças estão mais suscetíveis a problemas
respiratórios a exemplo de gripes, resfriados, alergias,
amigdalites, otites e sinusites. Essas doenças ocorrem com mais frequência no
inverno, porque as pessoas tendem a ficar mais em ambientes fechados - o que
propicia a disseminação de agentes infecciosos, como vírus e bactérias”,
explica.
A especialista observa que os resfriados são
causados por vírus e costumam apresentar sintomas mais leves, como coriza,
tosse e febre baixa. A duração pode variar de três a cinco dias e, geralmente,
exigem apenas medicamentos como analgésicos, antitérmicos e lavagem nasal. “Por
outro lado, as gripes, causadas pelo vírus Influenza, têm sintomas parecidos
com os do resfriado, porém com maior intensidade, inclusive, com potencial para
complicações, que podem evoluir para bronquites e, no caso de bebês, as
bronquiolites (infecção na parte mais delicada do pulmão dos bebês, os
bronquíolos)”, diz.
Ainda sobre as crianças menores de dois anos, a
médica informa que os problemas respiratórios podem ficar mais graves, porque
as defesas imunológicas são fracas, com capacidade respiratória baixa. “O recomendado
é que os pais procurem atendimento médico, assim que os sintomas surgirem, para
que se evite um agravamento do quadro clínico dos bebês”, informa.
A especialista indica ainda que se mantenham os
ambientes bem arejados, com circulação de ar adequada, boa higienização das
mãos e que se evite contato com quem já está doente. “Se algum membro da
família já estiver com sintomas, recomendo a proteção da boca ao tossir ou
espirrar, porque a transmissão da grande maioria desses problemas se dá pelas
gotículas que ficam no ar”, finaliza.
Hospital Pró-Cardíaco
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