A busca
pelo emagrecimento rápido e por um corpo “perfeito” tem levado muitas pessoas a
uma prática que, além de perigosa, não remetem a resultados positivos a longo
prazo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as dietas restritivas ou
como chamadas, dietas da “moda”, presentes em capas de revistas ou em diversos
canais da internet, não se mantêm por longos períodos e podem inviabilizar a
continuidade da reeducação alimentar.
De
acordo com a Dra. Bruna Boromello, nutricionista do Grupo NotreDame Intermédica,
a chave para o sucesso está na busca pelo equilíbrio. “Quando explicamos aos
nossos beneficiários todo o processo, o qual acontece com a mudança de hábitos,
demandando tempo e que não existem dietas milagrosas, muitos não têm a
paciência de esperar”, admite.
O
problema da restrição de alimentos está na falta da ingestão de nutrientes
importantes como carboidratos, proteínas e gorduras, que podem deixar o
organismo fraco, acarretando em sintomas como cansaço, flacidez, dores de
cabeça, tonturas e até mal humor. “Uma dieta não individualizada não tem
nutrientes adequados, não é de acordo com a rotina da pessoa e faltam
nutrientes. Portanto, será muito difícil uma pessoa manter por longo tempo, não
será transformada em hábito e não será incorporada na rotina”, destaca.
A
ideia de restrição no contexto alimentar, por si só, já está relacionada a
privações, sendo assim, provoca certo sofrimento, explica a Dra. Karen Valéria
Silva, psicóloga do Grupo NotreDame Intermédica. “Quando se sabe que está em uma
dieta restritiva, naturalmente existe um foco na informação do tipo não posso
comer doce, não posso comer pão, etc. Inconscientemente, a informação que
ficará gravada é o doce, o pão e o foco será nestes alimentos, gerando um
conflito, pois, provavelmente, aumentará o desejo em tais alimentos”, diz a
psicóloga.
“Vivemos
em uma sociedade cada vez mais escrava dos padrões de beleza. Isso está
causando grande mudança nas formas de pensar das pessoas, fazendo com que elas
queiram de qualquer maneira se encaixar nestes padrões”, reforça a Dra. Karen.
Para
Desirée Veiga, educadora física do Grupo NotreDame Intermédica, com o passar do
tempo, com as dietas restritivas, percebe-se que não conseguimos mais atingir
aquele resultado, até porquê perde-se massa muscular, o que torna o nosso
metabolismo mais lento. “O tal efeito sanfona é uma resposta do organismo a uma
perda rápida e errada do peso corporal. Quando esse hábito se torna frequente,
pode desacelerar o metabolismo, aumentando a facilidade do organismo em
acumular gordura”, esclarece.
Dra. Karen Valéria Silva alerta para a necessidade de entendermos
que não existe um corpo ideal. O que existe são padrões impostos social e
culturalmente e que interferem na forma como o indivíduo se enxerga,
refletindo, assim, numa imagem idealizada. “De acordo com aquilo que a
sociedade impõe como belo, cria-se uma idealização por parte do indivíduo que
muitas vezes acaba entrando em sofrimento para conseguir se enquadrar em tais
padrões”, conclui.
Saúde em Pauta
Estes cuidados e orientações
foram apresentados no dia 2 de julho no encontro “Saúde em Pauta” – promovido
mensalmente pelo Grupo NotreDame Intermédica em suas Unidades de Medicina
Preventiva – QualiVida. O tema deste mês foi “Dietas restritivas e autoimagem”.
Nestas oportunidades, beneficiários e convidados participam de palestras e
debates com especialistas em diferentes áreas.
Grupo NotreDame Intermédica https://www.youtube.com/playlist?list=PLfJnzTJJhlD9hsK4ZKGKbOXSPYnhSKXPm
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