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terça-feira, 9 de julho de 2019

Dietas restritivas são uma armadilha para a saúde, alertam especialistas



A busca pelo emagrecimento rápido e por um corpo “perfeito” tem levado muitas pessoas a uma prática que, além de perigosa, não remetem a resultados positivos a longo prazo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as dietas restritivas ou como chamadas, dietas da “moda”, presentes em capas de revistas ou em diversos canais da internet, não se mantêm por longos períodos e podem inviabilizar a continuidade da reeducação alimentar.
De acordo com a Dra. Bruna Boromello, nutricionista do Grupo NotreDame Intermédica, a chave para o sucesso está na busca pelo equilíbrio. “Quando explicamos aos nossos beneficiários todo o processo, o qual acontece com a mudança de hábitos, demandando tempo e que não existem dietas milagrosas, muitos não têm a paciência de esperar”, admite.

O problema da restrição de alimentos está na falta da ingestão de nutrientes importantes como carboidratos, proteínas e gorduras, que podem deixar o organismo fraco, acarretando em sintomas como cansaço, flacidez, dores de cabeça, tonturas e até mal humor. “Uma dieta não individualizada não tem nutrientes adequados, não é de acordo com a rotina da pessoa e faltam nutrientes. Portanto, será muito difícil uma pessoa manter por longo tempo, não será transformada em hábito e não será incorporada na rotina”, destaca.

A ideia de restrição no contexto alimentar, por si só, já está relacionada a privações, sendo assim, provoca certo sofrimento, explica a Dra. Karen Valéria Silva, psicóloga do Grupo NotreDame Intermédica. “Quando se sabe que está em uma dieta restritiva, naturalmente existe um foco na informação do tipo não posso comer doce, não posso comer pão, etc. Inconscientemente, a informação que ficará gravada é o doce, o pão e o foco será nestes alimentos, gerando um conflito, pois, provavelmente, aumentará o desejo em tais alimentos”, diz a psicóloga.

“Vivemos em uma sociedade cada vez mais escrava dos padrões de beleza. Isso está causando grande mudança nas formas de pensar das pessoas, fazendo com que elas queiram de qualquer maneira se encaixar nestes padrões”, reforça a Dra. Karen.

Para Desirée Veiga, educadora física do Grupo NotreDame Intermédica, com o passar do tempo, com as dietas restritivas, percebe-se que não conseguimos mais atingir aquele resultado, até porquê perde-se massa muscular, o que torna o nosso metabolismo mais lento. “O tal efeito sanfona é uma resposta do organismo a uma perda rápida e errada do peso corporal. Quando esse hábito se torna frequente, pode desacelerar o metabolismo, aumentando a facilidade do organismo em acumular gordura”, esclarece.

Dra. Karen Valéria Silva alerta para a necessidade de entendermos que não existe um corpo ideal. O que existe são padrões impostos social e culturalmente e que interferem na forma como o indivíduo se enxerga, refletindo, assim, numa imagem idealizada. “De acordo com aquilo que a sociedade impõe como belo, cria-se uma idealização por parte do indivíduo que muitas vezes acaba entrando em sofrimento para conseguir se enquadrar em tais padrões”, conclui.


Saúde em Pauta

Estes cuidados e orientações foram apresentados no dia 2 de julho no encontro “Saúde em Pauta” – promovido mensalmente pelo Grupo NotreDame Intermédica em suas Unidades de Medicina Preventiva – QualiVida. O tema deste mês foi “Dietas restritivas e autoimagem”. Nestas oportunidades, beneficiários e convidados participam de palestras e debates com especialistas em diferentes áreas.






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