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quinta-feira, 16 de março de 2017

Combate à pirataria: uma questão de honestidade




Um estudo publicado pelo pesquisador Jordi MacKenzie, da Universidade Macquire, em Sidney, na Austrália, revelou que não há indícios concretos de que políticas punitivas reduzam a pirataria nos países onde são aplicadas.

Somei essa informação a uma pesquisa de 2015, realizada pelo CNI que concluiu que 71% dos brasileiros consomem produtos piratas e entendi que existe a normalização do crime de pirataria e que isso é consequência da falta de entendimento das consequências que envolvem a prática de um crime. 

Do impacto social que a pirataria tem quando diminui a capacidade da economia de ser criativa, crescer e gerar empregos. Quando prejudica toda a sociedade pelo não pagamento de impostos e encargos trabalhistas. Quando tira das mãos dos trabalhadores o ganho justo pelo seu trabalho já que o crime de pirataria estimula o trabalho informal, impactando os ganhos daqueles que trabalham na legalidade. 

Sem falar no impacto ambiental, uma vez que a indústria pirata não se compromete com eficiência energética de sua produção ou de seus produtos. E por último e não menos importante: trata-se de um crime.

Quando a sociedade em massa decide normalizar e em apoiar o crime organizado ao consumir conscientemente um produto pirata, ela passa a viver num eterno contrassenso moral. 

Como é possível essa mesma sociedade, exigir honestidade e ética de sua classe política, justamente quando não consegue atuar de maneira ética? Neste momento de reflexão, toda a questão foi reduzida a apenas um fator: honestidade. 

É impactante pensar que os indivíduos escolheram trocar valores morais e éticos, por necessidades efêmeras e não se sentem mal por isso. Quanto você vale? 

Essa reflexão é muito importante se queremos um mundo mais justo e igualitário. Apontar o dedo para fora e exigir uma conduta ideal é ineficiente se cada um de nós não for um ponto positivo na corrente.





Marici Ferreira - presidente da ABRALAssociação Brasileira de Licenciamento e diretora de redação das revistas Zero à Três e Espaço Brinquedo, especializadas no segmento infantil.



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