Época do ano agrava crises de diversas
enfermidades, como a Doença Obstrutiva Pulmonar Crônica. No Brasil, estima-se
que cerca de cerca de 7 milhões de pessoas tenham DPOC
Até
o dia 21 de junho, os dias de outono no Brasil serão marcados pela diminuição
gradual do calor, tempo mais seco e maior incidência de ventos.De acordo com
o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o outono de 2017 será
marcado por mudanças rápidas nas condições do tempo e temperaturas oscilando
entre os 18° e os 28° graus.
A
chegada da estação, que sucede o verão brasileiro e antecede o inverno, traz
consigo muito além das folhas no chão e da paisagem alaranjada, traz
variações de temperatura e a transição do clima que impactam diretamente no
nosso organismo e o sistema respiratório é um dos que mais sofrem com essas
alterações.
De
acordo com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia
Cérvico-Facial (ABORL-CCF), o índice de doenças respiratórias aumenta em 40%
nesta época do ano, o que leva ainda a um aumento no atendimento nos centros de
saúde. “Quem
já tem alguma doença respiratória crônica, como asma e principalmente DPOC
(Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), apresenta uma tendência muito maior em
ter crises nessa época do ano”, afirma o pneumologista Dr. José Jardim,
professor-livre docente da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP.
No
Brasil, estima-se que cerca de cerca de 7 milhões de pessoas tenham DPOC,
porém, somente 12% são diagnosticados e desses, apenas 18% recebem o tratamento
adequado, segundo a Associação Brasileira de Portadores de DPOC.
A
DPOC tem como sintomas iniciais a presença de tosse e catarro, como uma
bronquite crônica, o que pode levar a muitas pessoas subestimarem os sinais.
Progressivamente ela irá se desenvolver em enfisema, que é a destruição das
paredes dos alvéolos. “A pessoa começa a sentir falta de ar que acaba
prejudicando tarefas do seu dia a dia. Essa é uma doença sem cura e de acordo
com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020 a DPOC será a 3ª maior causa
de morte no mundo”, alerta o pneumologista.
A
DPOC é caracterizada pela obstrução do fluxo de ar associada à inflamação dos
pulmões devido ao contato com gases e partículas nocivas, encontradas em
fumaças como a do cigarro, químicos, madeira e poluição.
Além
das características naturais desta época do ano que impactam na saúde
respiratória, o outono também implica num maior acúmulo de poluentes na
atmosfera, devido à diminuição de chuvas, o que prejudica ainda mais a vida de
quem convive com a doença. Para evitar as crises e melhorar a qualidade de vida
é necessário, além do diagnóstico correto e precoce, que o paciente inicie e
mantenha o tratamento individual com diferentes especialistas, como
pneumologista, fisioterapeuta e nutricionista.
Durante
essas crises infeciosas, o uso de medicamentos anti-infecciosos como o
moxifloxacino (Avalox®, da Bayer) oferece, para 70% dos pacientes, melhora do
quadro em até três dias. Além disso, pesquisas revelam que os pacientes
mais graves que utilizaram o medicamento intermitentemente por um ano,
apresentaram diminuição de infecções em 45% e crescimento no intervalo entre as
crises.
Bayer
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