Conversar com os idosos é uma das melhores formas de estímulo
intelectual e demonstração de afeto
Dois pontos
que são fundamentais para promover uma melhor qualidade de vida na
terceira idade são estimular o intelecto e a afetividade. Uma simples
atividade, mas que contribui imensamente para isso, é o bom e velho diálogo.
Conversar com os idosos, ouvir as suas histórias e pedir conselhos, além de ser
uma demonstração de interesse e afeto, estimula a memória, a linguagem e a
interação. E se você for esperto, ainda aprende um bocado.
O que a gente já imaginava (que vamos ficando
mais sábios com o tempo) foi comprovado em pesquisa realizada por um time de
pesquisadores da Universidade do Texas e da Universidade A&M, também do
Texas, nos Estados Unidos. De acordo com o estudo, homens e mulheres com pelo
menos 60 anos são mais capacitados para tomar decisões com impactos em longo
prazo do que adultos com 20, 30 anos, que pensam com imediatismo.
Cerca de 50 homens e mulheres com idades entre
67 e 82 anos e outro grupo com idade entre 20 e 36 foram convidados a dizer
como armazenariam oxigênio em uma missão virtual em Marte. Eles puderam
escolher entre uma opção que aumentou as recompensas num ensaio futuro e uma
que diminuiu essa recompensa em longo prazo, mas trouxe maiores benefícios
imediatos. Em cada caso os participantes mais velhos superaram os demais por
descobrirem qual opção levaria aos melhores resultados. Interessante, não?
E para ajudar a manter essa capacidade de
raciocínio diferenciada que os idosos possuem, é preciso incentivo. Estimular o
aprendizado, como por exemplo, com o uso das novas tecnologias de comunicação.
“Além de aprendermos muito com a sabedoria de quem já viveu mais do que
nós, estimular que os idosos conversem, contem suas histórias, exercitem a
fala, a linguagem e a memória facilita muito a interação deles com a vida
cotidiana e o mundo ao seu redor”, afirma Marcia Sena, especialista em qualidade
de vida na terceira idade da Senior Concierge.
Não se trata apenas de fazer perguntas ou de
ouvir o que eles têm a dizer. É preciso interagir e também apresentar coisas
novas. Principalmente se o idoso residir sozinho e precisar de cuidados, é importante
que ele seja acompanhado de uma pessoa capacitada e atenta a essas
necessidades. “Não pode ser qualquer cuidador, uma pessoa que só observa e
medica. Tem que ser alguém com essa capacidade de interação e de escuta”,
explica a especialista.
Márcia faz questão de ressaltar que os
benefícios desta interação não se restringem aos idosos, pelo contrário, quem
souber tirar proveito de toda a sabedoria que eles possuem, incluindo a
capacidade de tomar decisões mencionada na pesquisa, vai perceber que nunca é
em vão conversar com um idoso, mas na verdade, uma oportunidade de aprendizado
muito valiosa.
Márcia Sena - especialista em qualidade de vida na terceira idade da Senior
Concierge. Possui MBA em Administração na Marquette University (EUA) e experiência
em várias áreas da indústria farmacêutica. Criou a Senior Concierge a partir de
uma experiência pessoal de dificuldade de conciliar seu trabalho como executiva
e cuidar dos pais que estão envelhecendo. Se especializou nas necessidades e
desafios da terceira idade e desenvolveu serviços com foco na manutenção da
autonomia de pessoas da melhor idade no seu local de convívio, oferecendo
resolução de problemas de mobilidade, bem-estar, tarefas domésticas do dia a
dia, segurança contra males súbitos e serviço de acompanhantes. www.seniorconcierge.com.br
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