Ginecomastia está entre as cinco operações mais
realizadas pelo público masculino no mundo.
Especialista afirma que procedimento de redução pode ser realizado uma
única vez.
Segundo dados da Sociedade Internacional de
Cirurgia Plástica e Estética (Isaps, em inglês), mais de 21 milhões de
procedimentos foram realizados no mundo inteiro, sendo os homens responsáveis
por 14,4% desse total. A operação de ginecomastia está, segundo o órgão, entre
as cinco mais procuradas pelo público masculino.
Caracterizado pelo aumento da mama nos homens, a
ginecomastia afeta principalmente durante o início da puberdade, sendo que 65%
dos casos acontecem entre os 14 e 15 anos de idade. Segundo o
cirurgião-plástico brasiliense Dr. Sérgio Morum, a ginecomastia é uma fase que
pode ser revertida naturalmente. “O homem também tem mama, mas muito pequena.
Ela acaba aparecendo por conta de um desequilíbrio hormonal ligado à produção
de testosterona. Com o passar do tempo, o corpo equilibra essa produção, e esse
aumento da mama pode regredir. Caso não, faz-se a retirada cirurgicamente,
através da sucção da gordura produzida e, dependendo do caso, uma reposição da
aréola. A cirurgia permite que o problema não ocorra novamente, ou seja, um
único procedimento já garante que não cresça mais uma vez.”
De acordo com o médico, homens adultos também
podem estar sujeitos ao quadro, com o uso de esteroides anabolizantes ou alguma
doença no testículo, prejudicando a produção de testosterona. Para ele, esses
são os pacientes que mais procuram resolver o problema. “Vem sendo bastante
comum a procura dos homens pelo procedimento. Em um ano, posso dizer que
realizo 24 operações do tipo.”
O cirurgião conta que muitos chegam ao
consultório reclamando do aspecto que a mama apresenta. “Muitos acham que há
uma aparência feminina, e relatam muita vergonha, não gostam de tirar a camisa,
ou usar uma regata para ir na academia, por exemplo. Eles reportam que também
são alvos de chacotas por outras pessoas. Acaba atrapalhando o convívio social
do paciente.”
A psicóloga da Aliança Oncologia, Izaela Pereira,
explica que o bullyng com os jovens que sofrem com a ginecomastia
podem causar traumas duradouros. “É um período complicado, por ser a
adolescência, toda a questão de afirmação pessoal, em outros casos, o início de
uma vida sexual. Um adolescente que sofre de chacotas por conta das mamas não
se sente à vontade de jogar futebol no esquema de time com camisas e time sem,
não vai se sentir confortável dentro de um vestiário. Isso atrapalha muito a
sua relação com o seu nicho de relacionamentos.” De acordo com a profissional,
alguns dos casos reflete até na autoafirmação sexual. “Podem haver casos de
confusão com relação à identidade de gênero, e esse processo pode ser muito
doloroso.”
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer
(Inca), cerca de 1% dos casos do tumor em mamas no Brasil acometem os homens, e
no ano de 2013, data da última Pesquisa Nacional em Saúde, a doença registrou
181 mortes. Por se tratar do crescimento das mamas, alguns homens podem
confundir a ginecomastia com o câncer de mama masculino. “Essa comparação é
rara, mas ela existe. Há uma facilidade de se distinguir as duas coisas: se o
aumento for bilaterial, a chance de ser um tumor é praticamente zero. Mas
sempre é pedido ao paciente um exame de ecografia mamária, para que a hipótese
seja oficialmente descartada.”
Dr. Sérgio Morum - Cirurgião-plástico
Complexo Brasil XXI: SHS 06 - Conjunto A - Torre E, Sala 820 - Asa Sul - Brasília-DF
Tel. (61) 3234- 8096
Aliança - Instituto de Oncologia
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Telefone: (61) 3326-2000
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