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quinta-feira, 26 de março de 2026

Março Azul: como hábitos simples reduzem o risco de doenças graves

 

Campanha de conscientização reforça que alimentação equilibrada, atividade física e atenção aos sintomas são aliados importantes na prevenção de doenças intestinais


 

O mês de março é marcado pela campanha Março Azul, dedicada à conscientização sobre o câncer colorretal e outras doenças intestinais. A iniciativa chama atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, já que grande parte dos casos está associada a hábitos de vida que podem ser modificados.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer colorretal é o segundo tipo mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma, com estimativa de cerca de 45 mil novos casos por ano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que até 50% dos casos poderiam ser prevenidos com mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável, prática regular de atividade física e redução do consumo de álcool e tabaco.

De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, o intestino é um dos principais pilares da saúde geral do organismo. “O funcionamento intestinal adequado influencia diretamente a absorção de nutrientes, o sistema imunológico e até o equilíbrio metabólico. Quando há desequilíbrio, o risco de inflamações e doenças aumenta significativamente”, explica.

Entre os principais fatores de risco para doenças intestinais estão o sedentarismo, dietas pobres em fibras, alto consumo de alimentos ultraprocessados e histórico familiar. “A prevenção começa com atitudes simples, como incluir frutas, legumes e verduras na rotina alimentar, manter boa hidratação e evitar longos períodos sem evacuar”, orienta o especialista.

O médico alerta ainda para sinais que não devem ser ignorados, como dor abdominal persistente, alterações no hábito intestinal, presença de sangue nas fezes, perda de peso sem causa aparente e anemia. “Muitos pacientes adiam a procura por atendimento por vergonha ou por achar que é algo passageiro. Esses sintomas podem indicar desde inflamações até doenças mais graves”, afirma.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a taxa de mortalidade por câncer colorretal vem crescendo nos últimos anos, especialmente em pessoas acima dos 50 anos, faixa etária em que o rastreamento por exames como a colonoscopia se torna ainda mais importante. No entanto, especialistas destacam que casos em pessoas mais jovens também têm sido observados com maior frequência, reforçando a necessidade de atenção aos sintomas em qualquer idade.

Além dos exames periódicos, a manutenção de hábitos saudáveis é considerada uma das estratégias mais eficazes para reduzir riscos. “A saúde intestinal é construída diariamente. Pequenas escolhas feitas ao longo da vida têm impacto direto na prevenção de doenças graves”, ressalta Dr. Carlos.

Para o especialista, campanhas como o Março Azul ajudam a quebrar tabus e ampliar o debate sobre um tema ainda pouco discutido. “Falar sobre intestino é falar sobre qualidade de vida. Quanto mais cedo a população entender a importância da prevenção, maiores são as chances de diagnóstico precoce e tratamento bem-sucedido”, finaliza.

 

Carnot® Laboratórios

 

Inscrições para o programa CiberEducação da Cisco terminam neste domingo (29)

 

A iniciativa do Cisco Networking Academy passa a contemplar desde a formação básica


até a especialização em cibersegurança, com oferta de 5.000 bolsas gratuitas

 

Terminam neste domingo (29) as inscrições para a 12ª edição do programa CiberEducação Cisco Brasil, iniciativa líder em formação profissionalizante em cibersegurança do país. Para se inscrever para as bolsas gratuitas, acesse o site aqui. 

Para participar do programa, os candidatos devem se inscrever na Maratona, que consiste no curso online “Introdução à Cibersegurança” do Cisco Networking Academy, com duração de 6 horas. Apenas quem concluir esta etapa e for aprovado no processo seletivo poderá avançar para a próxima fase: o processo seletivo para as bolsas de estudos profissionalizantes. 

Pela primeira vez, há duas opções de formação profissionalizante - uma para quem deseja ingressar na área de segurança digital e outra para quem já possui conhecimento no tema e busca especialização. No total, serão distribuídas 5 mil bolsas de estudo gratuitas, reforçando o compromisso da Cisco com a democratização da educação em cibersegurança, a inclusão digital e a formação de profissionais qualificados para atender à crescente demanda do mercado. 

A primeira opção de formação, totalmente online e com 140 horas de duração, inclui cursos de Fundamentos de Redes e Fundamentos de Cibersegurança, alinhados a certificações internacionais, como a CCST (Cisco Certified Support Technician). Essa trilha valida as habilidades essenciais necessárias para o participante ingressar no mercado de segurança digital e é ministrada por instrutores de parceiros renomados como Senai, Senac, Centro Paula Souza e Academia Brasileira de Redes (ABRedes). 

A segunda opção, também online e com 70 horas de duração, é focada no curso Hacker Ético, com aulas conduzidas por instrutores da Escola de Comunicações do Exército Brasileiro. Essa opção é indicada para quem já tem o conhecimento básico em cibersegurança e quer se aprofundar, com técnicas de ataque e defesa no ambiente digital e práticas de hacker ético alinhadas ao mercado. 

“Com mais de 4,7 milhões de vagas não preenchidas na área de cibersegurança no mundo, a formação de profissionais qualificados é essencial para reduzir o déficit de talentos e fortalecer a segurança digital do país. Com as parcerias estratégicas que estabelecemos com grandes instituições do mercado, o programa CiberEducação está preparado para formar profissionais alinhados às demandas reais do mercado de trabalho” diz Gabriel Bello Barros, Head do Cisco Networking Academy no Brasil e responsável pelo programa CiberEducação. 

O programa mantém sua estrutura em três etapas: a Maratona CiberEducação, etapa inicial online aberta a todos os interessados, que traz o curso “Introdução à Cibersegurança”; a segunda fase, na qual os melhores estudantes selecionados da primeira fase poderão escolher entre as duas trilhas de formação profissional; e a terceira etapa, em que os participantes podem acessar oportunidades de estágio e emprego por meio do ecossistema de parceiros da Cisco. O programa também inclui formações gratuitas para instrutores NetAcad para que se tornem replicadores do conteúdo, mais um legado educacional do programa para o Brasil. 

Parte do programa global de educação e empregabilidade, Cisco Networking Academy, o CiberEducação já se consolidou como uma das principais portas de entrada para carreiras em segurança digital no Brasil. Desde o seu lançamento, o programa já impactou mais de 330 mil estudantes de todos os Estados e desenvolveu mais de 9 mil novos talentos para o mercado brasileiro.

 

Serviço:

12ª edição do programa CiberEducação Cisco Brasil
Inscrições: até domingo (29) pelo site
Valor: gratuito
Formato: online pela plataforma da Cisco
Saiba mais em www.cisco.com.br/cibereducacao.


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Espanha Fácil explica quanto tempo leva para conseguir residência na Espanha em 2026

Com regras atualizadas desde 2025, prazos variam conforme tipo de autorização, localidade e preparo documental e podem ir além do limite legal previsto 

 

Uma das principais dúvidas de brasileiros que planejam viver legalmente na Europa é quanto tempo leva para conseguir residência na Espanha. Embora a legislação estabeleça prazos claros, a realidade administrativa pode apresentar variações importantes, o que torna o planejamento um fator decisivo para o sucesso do processo. 

De acordo com a legislação vigente, baseada na Ley Orgánica 4/2000 e regulamentada pelo Real Decreto 1155/2024, em vigor desde maio de 2025, a Administração espanhola dispõe, em regra, de até três meses para analisar a maioria das solicitações iniciais de residência. Esse prazo se aplica a modalidades como residência não lucrativa, trabalho por conta própria, trabalho por conta alheia e diferentes tipos de arraigo. Já nos casos de reagrupamento familiar, o período oficial de análise costuma ser de até dois meses. 

Apesar disso, especialistas alertam que o prazo legal nem sempre reflete o tempo efetivo do processo. Isso porque fatores como a província onde o pedido é analisado, o volume de solicitações e a organização interna das Oficinas de Extranjería podem impactar diretamente a duração da tramitação. 

“A legislação estabelece um parâmetro importante, mas o tempo real depende de uma série de variáveis administrativas e, principalmente, da qualidade do processo apresentado. Um expediente bem estruturado tende a reduzir significativamente os riscos de atrasos”, explica Renata Barbalho, CEO da Espanha Fácil

A entrada em vigor do novo Regulamento de Estrangeiros, em 2025, trouxe avanços como a digitalização de procedimentos e a reorganização de algumas modalidades de autorização. Ainda assim, o prazo legal máximo de análise foi mantido. Segundo especialistas, o período de adaptação das administrações locais às novas regras pode ter gerado oscilações iniciais, mas, em 2026, o cenário já apresenta maior estabilidade — embora variações regionais ainda sejam comuns. 

Outro ponto que gera dúvidas é o chamado “silêncio administrativo”. Caso a Administração não se manifeste dentro do prazo legal, a legislação prevê que o pedido pode ser considerado indeferido, dependendo do tipo de autorização. No entanto, na prática, é comum que processos continuem em análise mesmo após esse período, podendo resultar em decisões posteriores, tanto favoráveis quanto negativas. 

“É fundamental entender que o silêncio administrativo não significa automaticamente uma negativa definitiva. Cada caso precisa ser analisado com estratégia jurídica adequada para definir os próximos passos”, destaca Renata. 

Mesmo após a aprovação da residência, o processo ainda inclui uma etapa essencial: a emissão da Tarjeta de Identidad de Extranjero (TIE). Para isso, é necessário agendar atendimento na Polícia Nacional para coleta de impressões digitais. O tempo para conseguir esse agendamento varia conforme a localidade, e a emissão do documento costuma levar entre 30 e 45 dias após essa etapa. 

Na prática, considerando todas as fases — desde o protocolo até a emissão da TIE, o processo completo pode levar alguns meses, dependendo do caso e da região. 

Entre os principais fatores que influenciam o prazo estão a consistência da documentação, o enquadramento correto na modalidade de residência e o cumprimento das exigências legais. Erros ou inconsistências podem gerar exigências adicionais, interromper o fluxo do processo e aumentar significativamente o tempo de espera.

Além disso, diferentes tipos de autorização possuem dinâmicas próprias. Processos vinculados a contratos de trabalho tendem a ter análise mais objetiva, enquanto modalidades como arraigo ou visto de nômade digital podem exigir avaliações mais detalhadas. 

Para a CEO da Espanha Fácil, o planejamento é o principal aliado de quem deseja evitar atrasos e garantir maior previsibilidade. “Grande parte dos problemas que impactam o prazo não está na Administração, mas na preparação do processo. Quando o planejamento é feito com base técnica e atualização normativa, as chances de sucesso aumentam consideravelmente”, afirma. 

Diante desse cenário, a recomendação é que o solicitante considere não apenas o prazo legal, mas também possíveis variações práticas ao organizar sua mudança para a Espanha. 

A Espanha Fácil atua justamente nesse acompanhamento completo, desde a análise inicial até a emissão final da residência, oferecendo suporte técnico, orientação documental e monitoramento de prazos em todas as etapas do processo. 

“Mais do que definir um prazo exato, o importante é construir um processo seguro, previsível e juridicamente bem estruturado. Isso faz toda a diferença na experiência de quem está planejando viver em terras espanholas”, conclui Renata Barbalho.


Saúde mental e ambiente de trabalho: avanços regulatórios com responsabilidade equilibrada


A saúde mental tornou-se uma das maiores preocupações contemporâneas. Em tempos de mudanças aceleradas, pressões diárias e instabilidades diversas, o cuidado com o bem-estar psicoemocional passou a ser central para a qualidade de vida das pessoas e a produtividade das organizações. 

O Brasil, infelizmente, está entre os países com maior incidência de transtornos de ansiedade. É um problema multifatorial, com causas que vão de questões pessoais e genéticas a aspectos socioeconômicos e familiares. O ambiente de trabalho pode agravar esse quadro, quando marcado por condições inadequadas, mas não deve ser tratado como origem exclusiva do problema. 

Nesse contexto, uma mudança regulatória merece atenção. A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata das disposições gerais sobre segurança e saúde no trabalho, passou a exigir que os riscos psicossociais — já previstos na NR-17 acerca da ergonomia, com apontamentos para aperfeiçoamento das condições organizacionais e psicofisiológicas dos trabalhadores — sejam obrigatoriamente mapeados no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). No entanto, essa exigência só entra em vigor em maio de 2026. Até lá, não há obrigatoriedade formal nem fase educativa em andamento. 

Importa destacar que, segundo a NR-17, os riscos psicossociais considerados são apenas os ligados ao ambiente de trabalho — como sobrecarga, jornadas exaustivas, falta de pausas ou conflitos. A norma não trata de aspectos individuais da saúde mental, mas de fatores organizacionais que possam afetar a integridade psíquica dos empregados. 

O dever da empresa de agir sobre esses riscos só existe se eles forem mapeados no PGR. Uma vez identificados, cabe à organização definir ações para mitigá-los ou eliminá-los. Sem esse mapeamento, não há obrigação clara. 

É essencial distinguir o papel da empresa na promoção de um ambiente saudável de sua responsabilidade legal. Investir em saúde mental, psicológica, incentivando qualidade de vida e campanhas de conscientização. Mas isso não se confunde com os deveres legais ligados à gestão de riscos ocupacionais. 

Esse debate exige equilíbrio, clareza técnica e serenidade. A construção de ambientes laborais mais saudáveis deve unir empresas, trabalhadores e governo — sempre com base em critérios objetivos e respeito aos limites de responsabilidade de cada parte.  



Fernando Valente Pimentel - diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

Rosane Ramos dos Santos Tanabe - Advogada com MBA em Gestão de Pessoas e pós-graduação em Direito Civil.


Feriadões de 2026: cuidados com contratos de viagem e como se proteger de golpes em hotéis, voos e agências

Com 12 feriados ao longo do ano, especialista explica os pontos de atenção para garantir uma viagem sem imprevistos e se prevenir de golpes

 

Com 8 feriados nacionais em 2026 e até 12 em São Paulo, os brasileiros têm encontrado diversas oportunidades de descanso e turismo para 2026, aumentando a procura por viagens. Segundo dados do Google Brasil, a busca pelo termo “pacote de viagem 2026” cresceu 817% em 2025. Esse cenário cria janelas perfeitas para deslocamentos curtos ou longas, ampliando a projeção de contratações de serviços turísticos ao longo deste ano, como agências de viagens e passeios, além de passagens de avião e reservas de hotéis. 

Para que esse planejamento seja livre de imprevistos, no entanto, é necessário se atentar ao contrato de prestação de serviços e operadoras de turismo, tal como em compras de passagens, reservas de hotéis, pousadas e passeios. Rafael Figueiredo, formado em direito e CEO da D4Sign by Zucchetti, plataforma brasileira de assinatura eletrônica, reforça a importância da formalização dos contratos para garantir uma viagem tranquila para todos. 

“Muitos olham para o calendário para escolher o próximo destino, mas acabam se deixando passar alguns detalhes ao assinar contratos, seja para o aluguel de uma residência de temporada ou até mesmo para aquele hotel tão esperado. Atentar-se a fatores como esse garante mais segurança jurídica ao viajante e evita surpresas com mudanças de itinerário, cancelamentos, taxas inesperadas ou desencontros de expectativas”, comenta o CEO. 

Nesse cenário, a tecnologia é uma grande aliada na análise de contratos, especialmente os mais extensos. Ferramentas como a D4Sign.AI utilizam inteligência artificial para resumir cláusulas, destacar pontos importantes e ajudar a identificar possíveis inconsistências nos documentos, funcionando como uma “camada extra de proteção” contra golpes digitais. Esse apoio é ainda mais relevante em casos de locação por temporada, onde anúncios falsos e contratos de fachada têm se tornado práticas frequentes. Embora não substitua a avaliação de um profissional especializado, como um advogado, a ferramenta facilita o acesso à informação e reforça a segurança do consumidor nas negociações. 

Assim, o executivo da D4Sign reuniu uma série de pontos que merecem ser levados em consideração no momento da contratação de pacotes:

Descrição detalhada dos serviços: Todo contrato precisa especificar tudo o que está ou não incluso no serviço contratado: deslocamento, tipo e categoria da hospedagem, alimentação, seguro, entre outros fatores. Quanto mais detalhado o documento, menor a chance de divergências entre expectativa e entrega.
 

Valores, formas de pagamento e custos adicionais: Além do valor da viagem, é importante que o documento indique prazos, parcelamentos, possíveis taxas extras de reajuste e, em casos internacionais, variações de câmbio. A transparência é a chave contra possíveis frustrações que possam surgir durante o período de estadia. 

Políticas de cancelamento, alteração e reembolso: É fundamental que estejam claramente definidos os prazos e condições de cancelamento, percentuais de multa e as políticas de reembolso, tanto por iniciativa do consumidor quanto por parte da agência ou operadora envolvida. No caso de voos, o contrato também deve prever situações de overbooking, deixando claro quais alternativas serão oferecidas ao viajante, como realocação, compensação ou reembolso. 

Além disso, é importante que estejam previstas alterações decorrentes de casos de força maior, como condições climáticas extremas, greves, emergências sanitárias ou fechamento de fronteiras. Em um ano de muitos feriados, mudanças de planos e imprevistos podem acontecer, então é essencial prever esses cenários para evitar frustrações. 

Seguro-viagem e assistência ao viajante: Em muitos dos casos, a contratação de seguros precisa ser feita à parte do serviço contratado. Por isso, é importante se atentar a informações como coberturas, limites, formas de acionamento e possíveis pagamentos extras que necessitem ser realizados. 

Proteção de dados pessoais (LGPD): Com o avanço da tecnologia no setor turístico, cresce a importância de cláusulas relacionadas à Lei Geral de Proteção de Dados. O contrato deve informar quais dados pessoais serão coletados, como serão utilizados e com quais parceiros poderão ser compartilhados, assegurando a transparência e conformidade legal. 

Em contextos como esse, a assinatura eletrônica assegura validade jurídica, rastreabilidade e segurança das informações tanto para as agências de turismo quanto para seus clientes. Com recursos de autenticação como IP, geolocalização e até selfie, é possível criar uma trilha de auditoria que ajuda a inibir fraudes, inclusive o golpe do ‘proprietário fantasma’, já que golpistas evitam deixar rastros digitais identificáveis”, finaliza. 

Além disso, o especialista ainda explica que, em viagens de feriado, muitas vezes decididas em cima da hora, a tecnologia permite fechar contratos com rapidez, até mesmo a caminho do aeroporto, sem abrir mão da confiabilidade. Em um ano com calendário tão favorável a viagens, começar pelo contrato certo pode fazer toda a diferença entre uma experiência positiva e a prevenção de problemas evitáveis.

 

D4Sign by Zucchetti
D4Sign.AI

 

Com jogos e desafios, crianças apresentam importância das olimpíadas científicas em evento nacional

Grupo do Clube Amplexo Educação participa do Science Days Brasil, maior mostra internacional de ciência e tecnologia do país, com stand criado pelas próprias crianças

 

O Clube Amplexo Educação participará do Science Days Brasil, considerada a maior Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia para crianças, adolescentes e educadores do país. O evento será realizado, entre dos dias 27 e 28 de março, no Centro de Eventos do Vale Sul Shopping, em São José dos Campos, com entrada gratuita. 

Promovido em parceria com a Michaelis Foundation for Global Education, o encontro celebra 10 anos de atividades no Brasil e deve reunir cerca de 15 mil visitantes. Ao todo, mais de 130 instituições participarão com experiências interativas, oficinas, palestras, exposições e atrações voltadas ao universo da ciência e inovação. 

Representando o Amplexo Educação, 14 crianças participarão ativamente do evento, levando ao público um stand desenvolvido a partir de suas próprias ideias. A proposta é apresentar, sob a perspectiva dos alunos, a importância das olimpíadas científicas no processo de aprendizagem. 

Diferente de exposições tradicionais, o espaço foi pensado para ser totalmente autoral. As crianças ficaram responsáveis por idealizar e construir as atividades que serão apresentadas ao público, incluindo jogos, desafios e dinâmicas interativas. 

Além das experiências, o grupo também preparou materiais como bottons, adesivos e flyers para distribuir durante o evento, ampliando a comunicação e o engajamento com os visitantes. 

Para Clarissa Vergara, educadora e fundadora do Clube Amplexo Educação, o objetivo vai além da participação em um evento científico. "Esse espaço é das crianças. Eu propus que elas pensassem o que gostariam de mostrar e como fariam isso. O resultado é um stand que traduz, na prática, como elas enxergam o aprendizado e a importância das olimpíadas científicas", afirma. 

Segundo ela, dar autonomia para que os alunos construam suas próprias propostas é uma forma de fortalecer o protagonismo e o pensamento crítico. "Quando a criança participa da criação, ela deixa de ser apenas espectadora e passa a ser autora do próprio processo de aprendizagem", explica. 

As olimpíadas científicas fazem parte do trabalho desenvolvido pelo Amplexo Educação em parceria com o Medalhei Olimpíadas Científicas e são apresentadas aos alunos como uma ferramenta de desenvolvimento que vai além do desempenho acadêmico. O foco está na construção de habilidades cognitivas e socioemocionais ao longo do tempo. 

Entre os benefícios, estão o estímulo ao raciocínio lógico, a disciplina intelectual e a capacidade de lidar com desafios complexos, além do fortalecimento da autonomia e da resiliência. 

Outro ponto destacado é o impacto dessas experiências na trajetória acadêmica dos estudantes. A participação em competições pode contribuir para a construção de um currículo diferenciado e abrir oportunidades em processos seletivos, tanto no Brasil quanto no exterior . 

Para Clarissa, levar esse tema para um evento como o Science Days é uma forma de ampliar o acesso à informação. "Muitas famílias ainda não conhecem o potencial das olimpíadas científicas. Quando são as próprias crianças explicando isso, a mensagem ganha outra força", afirma. 

A participação no evento também reforça a proposta do Amplexo Educação de criar ambientes em que a curiosidade, a investigação e o interesse pelo conhecimento sejam valorizados desde cedo. 

"A gente acredita que aprender vai muito além do conteúdo. É sobre despertar interesse, incentivar perguntas e criar oportunidades para que a criança descubra do que gosta. E eventos como esse mostram exatamente isso em ação", conclui Clarissa.

 

Setor de móveis e eletrodomésticos registra queda de 3,2% em fevereiro, aponta Índice do Varejo Stone (IVS)

Na comparação anual, o segmento também apresentou resultado negativo, de 8,1%

 

O setor de Móveis e eletrodomésticos teve queda de 3,2% no volume de vendas em fevereiro, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). Na comparação anual, o segmento também apresentou resultado negativo, de 8,1%. O estudo, que acompanha mensalmente a movimentação do varejo no país, é uma iniciativa da Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro. 

No recorte mensal, todos os oito segmentos analisados apresentaram retração em fevereiro. A maior queda foi registrada em Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (17,9%), seguida por Combustíveis e Lubrificantes (6,5%), Tecidos, Vestuário e Calçados (5,3%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (3,3%), Material de Construção (2,8%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (2,3%) e Artigos Farmacêuticos (1,6%). 

Na comparação anual, apenas dois dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento, justamente os ligados a bens mais essenciais, cuja demanda tende a responder mais à renda das famílias e menos às condições do mercado de crédito. A maior alta foi observada em Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (2,5%), seguida por Artigos Farmacêuticos (1,7%). Entre os setores com retração, a maior queda foi registrada em Tecidos, Vestuário e Calçados (11,3%), seguida por Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (5,2%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (5%), Combustíveis e Lubrificantes (3,9%) e Material de Construção (1,5%). 

O relatório completo pode ser encontrado na nova plataforma de conteúdo da Stone.
 

Segmentos analisados

O Índice de Atividade Econômica Stone Varejo avalia oito segmentos:

1) Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos;

2) Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo;

3) Livros, jornais, revistas e papelaria;

4) Móveis e eletrodomésticos;

5) Tecidos, vestuários e calçados;

6) Material de Construção;

7) Combustíveis e Lubrificantes;

8) Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico.


Exame toxicológico de larga janela completa 10 anos no Brasil e se consolida como ferramenta de prevenção no trânsito

Evento reunirá especialistas para discutir impacto da política pública na segurança viária, avanços científicos e expansão do modelo para outras atividades de risco

 

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) realiza, no dia 27 de março, no Rio de Janeiro, o evento “Ciência que Salva Vidas: Uma Década do Exame Toxicológico no Trânsito”, que marca os dez anos da implementação do exame toxicológico de larga janela no Brasil. O encontro reunirá especialistas em saúde, segurança viária, transporte e políticas públicas para discutir os resultados da medida na prevenção do uso de drogas entre motoristas profissionais e seu impacto na segurança das estradas. 

A programação inclui debates sobre o impacto dos sinistros de trânsito na saúde pública, o papel da toxicologia laboratorial na prevenção de acidentes e a aplicação do exame em outros setores estratégicos, como transporte aéreo e forças de segurança. O evento contará com a participação de especialistas nacionais e internacionais e terá transmissão online com possibilidade de interação da imprensa. 

Um dos destaques da agenda internacional será a participação de Luciana Iorio, presidente do Global Forum for Road Traffic Safety (WP.1), da United Nations Economic Commission for Europe (UNECE) - único órgão permanente da ONU dedicado exclusivamente à legislação de trânsito e à segurança viária. A especialista abordará o tema “Segurança viária e políticas globais de prevenção”, trazendo uma perspectiva internacional sobre o avanço de políticas públicas na área. 

Para o toxicologista e patologista clínico Alvaro Pulchinelli Jr., presidente da Comissão de Ex-Presidentes da SBPC/ML, o principal legado desses dez anos vai além da segurança viária e inclui um importante avanço científico para a medicina laboratorial brasileira. “Após uma década de implantação, acumulamos uma enorme quantidade de conhecimento científico, especialmente no uso da matriz cabelo e nas tecnologias de espectrometria de massa e cromatografia. Há dez anos esses métodos eram restritos, e hoje estão presentes em diversas áreas do laboratório. A toxicologia foi a ponta de lança desse processo”, afirma. 

Segundo ele, o Brasil se tornou referência internacional nessa área. “Hoje realizamos mais de 300 mil exames por mês, o maior volume do mundo. Isso fez com que o país desenvolvesse uma experiência única em análise toxicológica em cabelo e espectrometria de massa”, diz. Pulchinelli destaca ainda que o exame de larga janela é uma ferramenta eficaz porque permite monitorar um período prolongado de exposição a substâncias psicoativas. “Quando a legislação exige que a amostra cubra pelo menos 90 dias, significa que o motorista precisa permanecer afastado dessas substâncias durante todo esse período. Isso reduz diretamente o risco de dirigir sob efeito de drogas e contribui para a mudança de comportamento ao longo do tempo.” 

De acordo com o especialista, evidências acumuladas ao longo da última década indicam que a política pública tem impacto positivo na segurança viária. “Há estudos importantes, como o conduzido pelo Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso, que mostraram redução de acidentes e de mortalidade após a implantação da legislação. Isso demonstra que o programa vem produzindo resultados concretos”, afirma. 

O toxicologista ressalta ainda que o volume de dados gerados pelos exames representa um patrimônio científico para o país. “Esse programa colocou os laboratórios brasileiros entre os principais produtores de conhecimento na área. Temos hoje um grande conjunto de informações que pode orientar políticas públicas de segurança e ajudar a entender melhor onde estão os principais riscos”, explica. 

Um exemplo citado por ele aparece em dados recentes sobre habilitação de motoristas. “Em um relatório recente observamos que cerca de 12 mil motoristas das categorias A e B foram reprovados ao tentar obter habilitação para dirigir veículos de carga ou passageiros. Isso significa que evitamos que milhares de pessoas potencialmente sob efeito de drogas passassem a conduzir ônibus ou caminhões.” 

Segundo Pulchinelli, o reconhecimento internacional também reforça a importância do modelo brasileiro. “A própria ONU e a Organização Mundial da Saúde reconheceram a experiência do Brasil, e o tema tem sido discutido no grupo de trabalho de segurança viária das Nações Unidas. Existe inclusive a perspectiva de que o exame em cabelo venha a ser recomendado para outros países.” 

Para o presidente da SBPC/ML, Guilherme Ferreira de Oliveira, celebrar os dez anos da política pública é também reconhecer o papel da ciência laboratorial na proteção da vida. “Comemorar essa década é reconhecer como a ciência produzida pelos laboratórios pode contribuir diretamente para políticas públicas e para a segurança da população. O exame toxicológico de larga janela mostrou que o conhecimento científico pode ser aplicado de forma concreta na prevenção de acidentes e na construção de um trânsito mais seguro”, afirma. 

O evento também discutirá a expansão do uso do exame toxicológico para outras áreas que envolvem grande responsabilidade e risco. Atualmente, setores como o transporte aéreo e as forças de segurança já utilizam testes toxicológicos em seus protocolos de segurança. “São iniciativas que começaram até antes da legislação dos motoristas profissionais. O que acontece agora é uma ampliação gradual do debate sobre a aplicação desse tipo de monitoramento em outras atividades de alto risco”, explica Pulchinelli. 

Na avaliação do especialista, embora seja difícil estimar qual seria o cenário sem a legislação, há consenso sobre seu impacto positivo. “Não é possível afirmar exatamente como seria a situação sem essa política, mas podemos dizer com segurança que as estradas estariam em um patamar pior. A adoção do exame contribuiu para reduzir acidentes e salvar vidas.” 

A programação reforça a abordagem multidisciplinar do evento, com a abertura conduzida por Guilherme Ferreira de Oliveira, presidente da SBPC/ML, seguida pela mensagem internacional de Luciana Iorio, presidente do WP.1 da ONU. Na sequência, o procurador do Ministério Público do Trabalho, Paulo Douglas, aborda a importância do exame toxicológico na proteção dos trabalhadores do transporte. O médico ortopedista Marcos Musafir apresenta o impacto dos sinistros graves de trânsito na saúde pública brasileira, enquanto Alvaro Pulchinelli Jr. discute a relevância científica do exame toxicológico de larga janela. A perspectiva das vítimas será trazida por Rodolfo Rizzotto, fundador da ONG Trânsito Amigo. 

A agenda inclui ainda a participação de Marco Cantero, que aborda o controle de drogas no transporte aéreo e padrões internacionais de segurança, e do coronel Elias Miler da Silva, sobre o uso do exame toxicológico nas polícias militares. O especialista Marco Túlio Mello discute a relação entre sono, fadiga e uso de drogas nos transportes. O evento também traz depoimentos em vídeo do motorista profissional Cajau Antonelli, com a visão de quem vive na estrada, e de Renato Dias, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, sobre o impacto da política na segurança viária.



SBPC/ML - Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial


ACSP: Impostos, alta do cacau e endividamento limitam o consumo na Páscoa

IMAGEM: Felipe Denuzzo
DC
A expectativa da associação comercial para a data é de vendas estáveis em relação a 2025

 

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) estima que as vendas de Páscoa devem apresentar estabilidade em relação ao ano passado. A alta na cotação do cacau e o elevado nível de endividamento das famílias são elementos que explicam essa estagnação.

“Apesar de o emprego e a renda continuarem crescendo, os fortes aumentos no preço do chocolate, motivados pela disparada no preço do cacau, em um contexto de elevado endividamento das famílias e taxas de juros elevadas, que encarecem o crédito e desestimulam o consumo, devem manter o volume de vendas praticamente no mesmo nível do ano passado”, explica Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP.

Ruiz de Gamboa diz ainda que, “para o varejo em geral, a Páscoa não é uma data tão importante, pois a maior parte das vendas se concentra em produtos alimentícios, especialmente os ovos de chocolate. Esse movimento acaba favorecendo, principalmente, supermercados e hipermercados, além de lojas especializadas em chocolate”.

 

Impostos na Páscoa

O preço dos produtos de Páscoa, sujeitos a uma elevada carga tributária, também limita o consumo. Quem planeja comprar ou presentear com ovos de chocolate precisa estar ciente de que 38,25% do valor do produto correspondem a impostos. Essa informação é baseada em dados do Impostômetro coletados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Entre os produtos listados pela ACSP como típicos da Páscoa, o mais tributado, nesta temporada, é o vinho importado, com uma carga de 64,57%. Isso significa que, por exemplo, ao adquirir uma garrafa pelo preço de R$ 54,38, o consumidor desembolsa R$ 19,27 pelo produto e mais R$ 35,11 em tributos.

O vinho nacional apresenta uma carga tributária menor, porém, ainda elevada, com média de 45,56%.

Os ovos de Páscoa caseiros podem ser uma alternativa para os consumidores e uma oportunidade de renda extra para os microempreendedores. No entanto, evitar os produtos industrializados não significa, necessariamente, escapar dos altos impostos. Para a produção de um ovo simples, que requer chocolate, papel celofane e fita adesiva para embalagem, são gastos, respectivamente, 38,25%, 39,11% e 40,06% em impostos.

“Os tributos elevados sobre os produtos de Páscoa limitam o poder de compra dos consumidores, impedindo que muitos adquiram itens de melhor qualidade nesse período”, diz João Eloi Olenike, presidente-executivo do IBPT.

Segundo ele, o sistema tributário brasileiro, muito focado no consumo, acaba penalizando as pessoas de renda mais baixa, que pagam, proporcionalmente, mais impostos do que as de renda mais alta. “Isso dificulta ainda mais o acesso das classes menos favorecidas aos produtos típicos da data”, completa Olenike.

 

Redação DC
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/acsp-impostos-alta-do-cacau-e-endividamento-limitam-o-consumo-na-pascoa


Daniel Vorcaro e Banco Master: quando o sistema falha, quem paga a conta é todo o País

  

O caso do Banco Master, em evidência desde novembro do ano passado, no noticiário nacional, vai muito além de um episódio isolado envolvendo um empresário e uma instituição financeira. Ele escancara um conjunto de problemas estruturais que o Brasil insiste em empurrar para debaixo do tapete: o uso inadequado do dinheiro público, a fragilidade de mecanismos de controle e a facilidade com que alguns poucos conseguem acumular riqueza manipulando as brechas dos sistemas econômico e político do País. 

O Brasil convive há décadas com um paradoxo. De um lado, temos uma Economia complexa, uma estrutura bancária sofisticada e instituições que, em tese, deveriam garantir estabilidade e previsibilidade. De outro, ocorrências recorrentes demonstram que, quando regras são contornadas ou manipuladas, o resultado é a concentração acelerada de riqueza nas mãos de uma minoria e prejuízos incalculáveis para toda a sociedade. 

O caso em tela, e que tem o banqueiro Daniel Vorcaro no epicentro, ilustra bem tal distorção. Quando um empresário consegue construir fortuna em velocidade extraordinária, deve-se perguntar: quais condições permitiram isso? Houve acesso privilegiado a crédito, a relações políticas ou a estruturas pouco transparentes? Houve falhas de supervisão? Essas questões dizem respeito à credibilidade de todo a estrutura nacional - social, econômica e política. 

Em economias modernas, o conjunto financeiro funciona, essencialmente, com base em confiança. Investidores, correntistas e empresas depositam recursos nos bancos, porque acreditam que existe supervisão adequada, regras claras e mecanismos capazes de evitar abusos. Quando surgem acontecimentos que colocam em dúvida tal credibilidade, o institucional se fragiliza e o custo do crédito tende a subir - e isso não tem nada a ver com competitividade, mas, sim, com manobra. 

Outro aspecto preocupante é a relação entre os poderes econômico e político. A história mostra inúmeros casos em que grandes impérios se formaram a partir da proximidade de especuladores com o Estado, por meio de crédito subsidiado, acesso indiscutivelmente privilegiado a contratos, ou influência sobre decisões regulatórias. 

O debate, agora, em meio à prisão preventiva de Vorcaro, à possibilidade de o banqueiro fechar acordo de delação premiada, e aos indícios de proximidade de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o investigado tem de ir além da responsabilização individual. É necessário discutir o funcionamento do mecanismo como um todo. 

Reguladores precisam ter autonomia técnica e capacidade real de fiscalização. Órgãos de controle devem agir com independência e transparência. Relações entre setor financeiro, Política e Estado necessitam ser mais claras e rastreáveis. É o mínimo que se espera para termos um ambiente, digamos, sério e não contaminado por fraudes, desvios e interesses particulares que se sobrepõem ao interesse coletivo. 

Países que conseguiram construir economias sólidas combinaram liberdade econômica com respeitabilidade. E, que fique claro: o sucesso empresarial é desejável e necessário; só não pode ser baseado na manipulação de regras ou na captura, no sequestro do Estado. 

Se quisermos evitar que episódios semelhantes ao do Banco Master se repitam, a resposta passa por instituições mais fortes, transparência radical nas relações entre os poderes econômico e público e uma cultura de responsabilidade. Porque, no fim das contas, quando o sistema é manipulado por poucos, quem paga a conta é sempre o País inteiro.

 

Paulo Serra - especialista em Gestão Governamental e em Políticas Públicas, pela Escola Paulista de Direito; e em Financiamento de Infraestrutura, Regulação e Gestão de Parcerias Público-Privadas (PPPs), pela Universidade de Harvard (Estados Unidos); cursou Economia, na Universidade de São Paulo (USP); é graduado em Direito, pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo-SP; professor universitário no curso de Direito, também é 1º vice-presidente da Executiva Nacional do PSDB e presidente do Diretório Estadual do PSDB de São Paulo; foi prefeito de Santo André-SP, de 2017 a 2024.



Roteirização inteligente ganha protagonismo e redefine a segurança e eficiência nas operações logísticas

Digitalização, uso de dados em tempo real e automação estão no centro da mudança de patamar operacional do setor

 

A logística, setor essencial e pilar para o funcionamento da economia e do abastecimento do país, vem atravessando uma transformação significativa impulsionada pela digitalização. Com a adoção de novas ferramentas e tecnologias, o que já era estratégico ganha/tem ganhado novos desdobramentos e possibilidades para a operação. Segundo estudo da Infor, o mercado global de logística digital deve crescer mais de 18% ao ano até 2030, impulsionado por soluções baseadas em inteligência artificial, análise preditiva e otimização operacional. Nesse cenário, a roteirização inteligente - tecnologia que usa dados em tempo real, inteligência artificial e automação para criar rotas eficientes, seguras e adaptáveis - se consolida como uma das ferramentas mais relevantes para elevar a performance das operações.  

“No transporte rodoviário de cargas, esse modelo considera, em tempo real, variáveis como tráfego, janelas e exigências de tempo, capacidade dos veículos, custos e consumo de combustível, além de condições externas, a partir da integração de dados e inteligência aplicada à operação. A grande virada está em sair de um planejamento estático para um sistema dinâmico, que aprende com a própria operação e se adapta continuamente. Isso muda o patamar de previsibilidade, agilidade e confiança no setor”, afirma André Pimenta, CEO da Motz, transportadora digital que conecta cargas e destinos facilitando a jornada da cadeia logística.  

Na prática, com a solução, os impactos são percebidos em toda a cadeia. Transportadoras conseguem reduzir custos operacionais e aumentar a produtividade; embarcadores passam a operar com maior previsibilidade nos prazos; e motoristas se beneficiam de jornadas mais organizadas e seguras. Além disso, a visibilidade operacional em tempo real fortalece a tomada de decisão e reduz falhas que historicamente comprometem o desempenho logístico. 

Além disso, esse movimento acompanha uma mudança estrutural no papel da logística dentro das empresas: essa área, que sempre foi técnica e estratégica, acaba sendo, também, potencializada, uma vez que a roteirização torna o ramo mais preciso, escalável e seguro com benefícios estruturais no longo prazo - como eficiência, previsibilidade, crescimento em escala, sustentabilidade, etc.  

Com o avanço de tecnologias como IA, automação e analytics, cresce a pressão para que as operações sejam não apenas mais rápidas, mas também mais eficientes e sustentáveis. A roteirização inteligente é sobre otimização de rota, mas também sobre organização de risco, uma vez que tira a operação do improviso, reduz a exposição e a transforma em um sistema mais estrategicamente protegido em vários níveis (operacional, humano, jurídico, financeiro...). 

“No fim, é tudo sobre melhorar o ecossistema logístico como um todo. A inteligência de dados gera segurança integrada - para o embarcador, o motorista, para os parceiros ou para a empresa. O diferencial competitivo, daqui para frente, estará na capacidade de transformar informação em ação. E usar essas informações para o desenvolvimento do setor. Quem conseguir estruturar fluxos logísticos inteligentes, com base em dados confiáveis, tende a operar com menos desperdício, maior qualidade e segurança de serviço e maior capacidade de escalar”, finaliza Pimenta.


André Pimenta - CEO da Motz

Motz
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ECA Digital e proteção na internet são destaques da nova edição da Revista Lugar de Criança

Publicação do Projeto Primeira Infância Cidadã (PiC) traz entrevista com Thiago Tavares, da SaferNet Brasil, e discute desafios da infância no ambiente digital 

 

A proteção de crianças no ambiente digital e os desafios de transformar leis em políticas públicas efetivas são temas centrais da nova edição da Revista Lugar de Criança, iniciativa do Projeto Primeira Infância Cidadã (PiC), lançada neste mês de março. A publicação reúne análises, entrevistas e experiências que colocam a primeira infância - dos 0 aos 6 anos - no centro do debate público.

Logo no conteúdo principal da revista, a entrevista com o fundador e presidente da SaferNet Brasil, Thiago Tavares, aprofunda o debate sobre o chamado ECA Digital (Lei nº 15.211/2025), que entrou em vigor em 17 de março, e o cenário atual de proteção de crianças e adolescentes na internet. O especialista destaca que, embora a legislação represente um avanço importante, ainda há um longo caminho para sua implementação efetiva.

“É evidente que se trata de uma lei positiva, e a internet será muito melhor após sua implementação, mas muita coisa ainda está por ser definida”, afirma Tavares. Segundo ele, o principal desafio agora é garantir que o marco legal saia do papel e se traduza em ações concretas.

A entrevista chama atenção para uma mudança no cotidiano das infâncias: com o aumento da violência urbana e a redução de espaços públicos, crianças passam mais tempo em casa - e, consequentemente, mais expostas às telas. Ainda assim, o ambiente digital não garante segurança por si só.

“O desafio não é proteger meninos e meninas da internet, mas na internet”, diz Tavares. Ele reforça que o ECA Digital estabelece responsabilidades para plataformas, empresas e também para a sociedade, incluindo mecanismos como verificação de idade, controle parental e maior transparência nos algoritmos.

Outro ponto central da entrevista é a necessidade de transformar o ECA Digital em política de Estado. Para Tavares, isso exige articulação entre diferentes setores e compromisso contínuo com a pauta da infância. “O que temos é um instrumento importante, mas que exige trabalho coletivo, seja da sociedade civil, do setor privado, da academia e do Poder Público. É hora de mapear os desafios e colocar a mão na massa”, destaca.

A publicação também aborda a importância da escuta e da participação das próprias crianças na construção de políticas digitais. “Nada sobre elas sem elas. As crianças precisam ser ouvidas e participar dessas discussões de forma real, não apenas simbólica”, afirma o especialista.

Além da entrevista, a revista traz uma abordagem ampla sobre políticas públicas de primeira infância no Brasil, destacando avanços desde a Constituição de 1988 até iniciativas mais recentes, como a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI). O conteúdo reforça a urgência de priorizar essa agenda no país.

A edição também apresenta experiências que buscam reconectar crianças aos espaços públicos e à convivência coletiva, contrapondo o excesso de tempo nas telas com iniciativas que valorizam o brincar, a natureza e a vida em comunidade.

Para o projeto Primeira Infância Cidadã, a nova edição da revista cumpre um papel estratégico ao ampliar o debate sobre temas contemporâneos que impactam diretamente o desenvolvimento infantil. “A Revista Lugar de Criança é um instrumento de mobilização e reflexão. Ao trazer o debate sobre o ECA Digital, queremos contribuir para que a proteção das crianças no ambiente online seja tratada como prioridade absoluta, assim como já está previsto na Constituição”, afirma  Ana Luiza Buratto, consultora associada da Avante e coordenadora geral do PiC.

A publicação também reúne outras vozes e experiências relevantes, como a da educadora e etnomusicóloga Lydia Hortélio, que propõe a reconexão das crianças com os espaços públicos; do educador Roque Antônio Joaquim (Roquinho), que defende o brincar como base da vida comunitária; e da especialista Nadia Hage Fialho, que analisa os desafios e caminhos das políticas de Educação Infantil no Brasil.

Ao articular diferentes perspectivas - da proteção digital ao direito à cidade e à Educação -, a revista reforça que garantir uma infância plena exige ação integrada, compromisso público e escuta ativa das crianças, apontando caminhos concretos para a construção de uma sociedade mais justa desde os primeiros anos de vida.

 

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