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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Hepatites virais: como identificar e se proteger das doenças silenciosas

Segundo o Ministério da Saúde, entre 2000 e 2024, mais de 800 mil brasileiros foram contaminados

 

A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ter diferentes origens, sendo as formas virais as mais frequentes e preocupantes. Entre elas, destacam-se as hepatites A, B, C, D e E, cada uma com modos distintos de transmissão. A hepatite A e a E, por exemplo, estão geralmente ligadas ao consumo de água ou alimentos contaminados. Já as hepatites B, C e D são transmitidas principalmente pelo contato com sangue infectado e por relações sexuais desprotegidas. 

As hepatites B e C exigem atenção redobrada, pois podem evoluir para formas crônicas. Nesses casos, o vírus permanece no organismo por anos, provocando lesões progressivas no fígado. “Quando não tratadas, essas hepatites aumentam significativamente o risco de cirrose e câncer hepático”, alerta o hematologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Felipe Magalhães. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2000 e 2024 foram confirmados 826.292 casos de hepatites virais no Brasil. Destes, 174.977 (21,2%) foram de hepatite A; 302.351 (36,6%) de hepatite B; 342.328 (41,5%) de hepatite C; 4.722 (0,6%) de hepatite D; e 1.914 (0,1%) de hepatite E. Os números reforçam a necessidade de vigilância e prevenção contínuas.

 

A doença silenciosa 

Um dos maiores desafios no enfrentamento das hepatites é o caráter silencioso da doença. Muitas vezes, o fígado já está sendo lesionado sem que o paciente perceba qualquer alteração. “Mesmo com o fígado comprometido, a pessoa pode se sentir completamente normal. Os sinais só aparecem quando a doença já está em estágio avançado”, explica Magalhães. Por isso, o diagnóstico costuma ocorrer em exames de rotina ou quando os danos já são graves.

O diagnóstico precoce é decisivo. “Faz toda a diferença, porque hoje existem tratamentos muito eficazes, especialmente para a hepatite C, que pode ser curada na grande maioria dos casos”, afirma o hematologista. Essa possibilidade de cura reforça a importância de identificar a doença antes que ela provoque danos irreversíveis.

A detecção é feita principalmente por exames de sangue. Há testes de sorologia, que identificam o contato com o vírus, exames que mostram se a infecção está ativa e análises de biologia molecular capazes de quantificar o vírus no organismo. Além disso, podem ser solicitados exames complementares para avaliar o funcionamento do fígado. “O médico escolhe quais exames são mais indicados de acordo com cada situação”, acrescenta Magalhães.


Prevenção como prioridade 

A prevenção varia conforme o tipo de hepatite, mas algumas medidas são universais e indispensáveis. Manter a vacinação contra as hepatites A e B em dia, consumir água tratada e alimentos bem higienizados, usar preservativo nas relações sexuais e não compartilhar objetos que possam ter contato com sangue são atitudes essenciais. Também é fundamental garantir que procedimentos como tatuagens e piercings sejam realizados em locais que sigam normas rigorosas de higiene. 

Além disso, pessoas que passaram por situações de risco ou pertencem a grupos mais expostos devem realizar testes periodicamente. “Como as hepatites podem não causar sintomas por muitos anos, fazer o diagnóstico precoce é uma das formas mais importantes de proteger a saúde do fígado”, reforça Magalhães.



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Terra farta, povo carente: O contraste de um país

O Brasil não sofre por falta de dinheiro, de talentos ou de recursos naturais. O verdadeiro paradoxo nacional é ter um Estado cada vez mais rico e um povo cada vez mais empobrecido. Essa contradição não é um acidente de percurso; é um projeto de poder. Afinal, para governos que dependem do voto de quem tem fome para se perpetuarem, erradicar a pobreza significaria fechar a própria fábrica de votos. 

A maior prova disso está no bolso dos mais vulneráveis. Enquanto o discurso oficial prega a justiça social, na prática, a renda do trabalhador é corroída. Medidas como a mudança no cálculo do salário-mínimo e o congelamento do Bolsa Família retiram bilhões de circulação de quem mais precisa. Para piorar, a iminente fixação de uma das maiores alíquotas de IVA do mundo sobre o consumo vai massacrar quem vive na base da pirâmide. Como alertava John Kenneth Galbraith, nada limita mais a liberdade do que a total falta de dinheiro. 

O mesmo estrangulamento ocorre na educação. Ocupamos as piores posições nos rankings globais de leitura e matemática, e quase um terço da nossa população adulta sofre com o analfabetismo funcional. Manter o cidadão ignorante é estratégico: afinal, como dizia o abolicionista Frederick Douglass, "o conhecimento torna o homem inadequado para a escravidão". 

Podemos considerar que essa tragédia brasileira se consolida em três atos que, juntos, jogam no lixo mais de R$ 1,5 trilhão por ano (cerca de 12% do PIB): 

1º ato: o gigantismo do Estado (R$ 567 bilhões/ano): nossa máquina pública custa 13,5% do PIB, superando de longe a média dos países da OCDE. Um excesso que serve apenas para sustentar os privilégios dos "donos do poder" e cooptar aliados.
2º ato: a corrupção (R$ 540 bilhões/ano): um mal crônico que nos empurrou para a vergonhosa 108ª posição no ranking de percepção da corrupção da Transparência Internacional.
3º ato: as renúncias fiscais ilegítimas (R$ 500 bilhões/ano): isenções tributárias federais que estouram absurdamente o teto constitucional de 2% do PIB, alcançando 5,7%.
Considero oportuno afirmar que com menos da metade desse R$ 1,5 trilhão desperdiçado, o país poderia dobrar os investimentos no SUS, garantir ensino integral para toda a rede pública, valorizar professores, blindar nossas fronteiras e construir 250 mil moradias populares por ano. 

Dinheiro existe; falta gestão, honestidade e um plano real de metas. O Brasil tem mais de 100 milhões de pessoas sobrevivendo com apenas um salário-mínimo, uma realidade alimentada por políticas dolosas e agravada pelo instituto da reeleição no Executivo, que eterniza esse ciclo de dependência e deveria ser abolido. 

Mudar de rumo não é utopia. Mas o primeiro passo para essa transformação é cortar privilégios, combater a impunidade e entender, de uma vez por todas, que nação rica é aquela em que o povo - e não o governo - vive com dignidade. 

 


Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva”, “Caminhos para um país sem rumo”, “Brasil: que país é este” e “Amazonia: Preservar para viver. Responsabilidade Global, Custo Global” Site: https://samuelhanan.com.br


Você sabe como funciona o processo de criação das leis no Brasil?

O Dia Mundial da Lei, celebrado em 10 de julho, reforça a importância das normas jurídicas para a organização social e para a consolidação do Estado democrático de direito

 

As leis fazem parte da rotina de todos os cidadãos, mesmo quando sua presença passa despercebida. Elas orientam relações sociais, regulam direitos e deveres, organizam instituições e estabelecem parâmetros para a vida em sociedade. No Brasil, porém, para que uma norma passe a valer, é necessário percorrer um processo legislativo composto por etapas de proposição, análise, debate, votação e aprovação. 

Para Carmem Lilian Calvo Bosquê, advogada e sócia do escritório Bosquê & Grieco Advogados Associados, compreender esse caminho é essencial para aproximar a sociedade do funcionamento das instituições democráticas. “Em um Estado democrático de direito, as leis devem ser vistas como instrumentos que refletem a vontade coletiva. Por isso, conhecer o processo legislativo é uma forma de entender como as normas são concebidas, debatidas e aplicadas, além de reforçar a importância da participação cidadã”, afirma.


Qual é o caminho de um projeto de lei?

O processo de criação de uma lei no Brasil começa, em geral, com a apresentação de um Projeto de Lei. Essa proposta pode ser apresentada por parlamentares do Poder Legislativo, pelo Poder Executivo ou pela população, por meio dos chamados Projetos de Lei de Iniciativa Popular.

Após a proposição, o texto é encaminhado para análise das comissões temáticas do Congresso Nacional, responsáveis por avaliar o mérito da proposta e, quando necessário, sugerir alterações. Entre as comissões de maior relevância estão a Comissão de Finanças e Tributação, que verifica a compatibilidade da proposta com o orçamento público, e a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que analisa se o projeto está de acordo com a Constituição Federal.

Em alguns casos, o projeto pode ser aprovado diretamente pelas comissões. Em outros, como nas leis complementares e nos projetos de iniciativa popular, a proposta precisa ser votada em Plenário. Na Câmara dos Deputados, por exemplo, determinados textos exigem aprovação por maioria absoluta, o que corresponde a 257 votos.


Sanção, veto e papel do Congresso Nacional

Quando aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto segue para análise do Senado Federal. Caso seja aprovado sem alterações, é encaminhado ao Presidente da República, que tem o prazo de 15 dias úteis para sancionar ou vetar o texto, total ou parcialmente.

A sanção representa a concordância do chefe do Executivo com o projeto aprovado pelo Congresso. Já o veto ocorre quando o Presidente rejeita parte ou a totalidade da proposta. Nesses casos, o veto é posteriormente analisado pelo Congresso Nacional, que pode mantê-lo ou derrubá-lo. Se o veto for rejeitado, os trechos vetados podem ser incorporados à lei.

Segundo Carmem, esse sistema de etapas e controles busca garantir que as leis sejam analisadas sob diferentes perspectivas antes de entrarem em vigor. “O processo legislativo é complexo justamente porque deve equilibrar interesses diversos e assegurar que as normas sejam compatíveis com a Constituição, com o orçamento público e com as necessidades da sociedade”, explica.


Leis federais, estaduais e municipais: quais são as diferenças?

No Brasil, as leis também se organizam de acordo com diferentes níveis de abrangência: federal, estadual e municipal. As leis federais valem para todo o território nacional e tratam de temas de interesse amplo, como direito civil, penal, trabalhista e tributário.

As leis estaduais, por sua vez, regulam matérias de interesse regional, sempre respeitando os limites estabelecidos pela Constituição Federal. Elas podem tratar, por exemplo, de temas relacionados à segurança pública, saúde e educação no âmbito dos estados. Já as leis municipais têm aplicação local e disciplinam assuntos ligados diretamente à realidade das cidades, como uso do solo urbano, zoneamento, serviços públicos municipais e preservação do patrimônio histórico.


Tipos de normas no sistema jurídico brasileiro

O ordenamento jurídico brasileiro também conta com diferentes espécies normativas. A Constituição Federal ocupa o topo da hierarquia e é considerada a lei máxima do país. Abaixo dela, estão normas como leis complementares, leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos e resoluções.

Cada uma possui finalidade específica. As leis complementares regulamentam pontos previstos na Constituição; as leis ordinárias tratam de temas diversos da vida em sociedade; as medidas provisórias são editadas pelo Presidente da República em situações de urgência e relevância, com vigência imediata; e decretos legislativos e resoluções são utilizados para matérias próprias do Congresso Nacional, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.


Conhecimento jurídico e participação cidadã

Para a advogada, celebrar o Dia Mundial da Lei também significa reforçar a importância da educação jurídica para a população. O conhecimento sobre o funcionamento das leis e das instituições permite que os cidadãos acompanhem melhor os debates públicos, compreendam seus direitos e participem de forma mais ativa da vida democrática.

“Uma sociedade mais consciente sobre seus direitos e deveres tende a participar mais da construção de normas justas, representativas e aplicáveis à realidade social. Por isso, o Dia Mundial da Lei é uma oportunidade para valorizar não apenas as leis em si, mas também o papel de cada cidadão no fortalecimento da democracia”, conclui a especialista.

 

Bosquê & Grieco Advogados Associados
https://bosquegrieco.com.br/


Micro e pequenas empresas lideram contratação de mulheres e apresentam menor disparidade de renda

Maior representatividade feminina e menor diferença entre a remuneração média de renda entre gêneros marca o mercado de trabalho entre as MPE na comparação com médias e grandes 

 

As micro e pequenas empresas (MPE) são as principais criadoras de oportunidades de trabalho formal para as brasileiras e apresentam uma menor disparidade de renda entre os gêneros quando comparadas à realidade do mercado de trabalho das médias e grandes corporações. É o que aponta o estudo Panorama do Emprego 2026, realizado pelo Sebrae com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).   

De acordo com o documento, no final de 2024 cerca de 43% dos postos de trabalho nas micro e pequenas empresas eram ocupados por mulheres (aproximadamente 8,5 milhões de trabalhadoras). Essa proporção é superior à presença feminina em negócios de médio e grande portes (38%) ou mesmo à participação total de mulheres contratadas (41%) no mercado de trabalho brasileiro.  

Quanto à remuneração, a pesquisa do Sebrae revela que os homens recebem mais que mulheres em ambos os portes. Mas entre as MPE essa defasagem é menor que a verificada nas MGE. Enquanto nas micro e pequenas empresas as mulheres recebem em média cerca de 15% menos que homens, nas médias e grandes essa diferença chega a 23%.  

Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, os resultados mostram a importância das micro e pequenas empresas brasileiras como um instrumento de inclusão crescente. “A presença de mulheres nas micro e pequenas empresas é superior à encontrada no mercado formal brasileiro. Esse dado confirma o papel dos das MPE para a geração de emprego e renda, contribuindo para a redução das desigualdades e da pobreza, em um cenário de crescimento da participação feminina como chefes de família”, comenta. 

 

Setores de atividade  

Considerando os segmentos de atividade, o levantamento do Sebrae aponta que Serviços e Comércio empregam juntos mais de 80% da força de trabalho feminina nas micro e pequenas empresas. Entre os homens, o destaque está em Serviços (37,5%), com Indústria e Comércio com percentuais próximos (26% e 25%, respectivamente). Já o setor de Construção emprega 9% do trabalho masculino, mas apenas 2% das mulheres. 

 

Remuneração média de homens e mulheres 

 

Homens 

• MPE - R$ 3.056,29 

• MGE - R$ 4.630,41 

 

Mulheres 

• MPE - R$ 2.596,77 

• MGE - R$ 3.586,40


Muito além da neve: lagos revelam outro lado do inverno em Bariloche

Foto: Emprotur Bariloche
Destino argentino revela como o ciclo da natureza une montanhas brancas e navegações panorâmicas em uma única e surpreendente experiência de viagem

 

Durante o inverno, é fácil associar Bariloche apenas à neve, imaginar montanhas totalmente cobertas de gelo, estações de esqui e paisagens brancas. Mas existem outros protagonistas que transformam a experiência na Patagônia argentina e que ainda passam despercebidos por muitos visitantes: os lagos e rios. 

Espalhados entre montanhas nevadas e florestas andinas, eles revelam um lado menos comentado do destino. Enquanto a neve atrai os turistas, são as águas cristalinas do Nahuel Huapi e de outros lagos da região que proporcionam algumas das experiências mais marcantes da viagem, como navegações panorâmicas, gastronomia à beira d'água, caminhadas contemplativas e cenários onde a água pode ser observada em diferentes estados da natureza. 

O contraste ajuda a explicar o fascínio. A mesma água que cai em forma de neve sobre a Cordilheira dos Andes alimenta os lagos que moldam a paisagem patagônica. É justamente essa convivência entre neve, gelo e água que cria um cenário raro, capaz de oferecer ao visitante duas das principais atrações do inverno em uma única experiência. 

Segundo o Emprotur (Ente Misto de Promoção Turística de Bariloche), cresce a procura por atividades que vão além dos esportes de inverno. Passeios lacustres, experiências gastronômicas exclusivas e roteiros de contemplação ganham espaço entre os visitantes brasileiros, especialmente aqueles que viajam em família, casais ou grupos em busca de uma viagem mais completa. 

"Os lagos são parte essencial da identidade de Bariloche. Durante o inverno, eles oferecem uma perspectiva diferente da Patagônia, com paisagens e experiências que unem natureza, tranquilidade e exclusividade", afirma Eric Guzmán, presidente do Emprotur Bariloche.

 

Experiências sobre as águas

Entre as atividades mais procuradas está a navegação pelo Lago Nahuel Huapi, que permite conhecer diferentes pontos da região, incluindo ilhas, bosques e mirantes naturais. O passeio oferece uma visão privilegiada da Cordilheira dos Andes e das montanhas cobertas de neve. 

Entre os roteiros mais tradicionais está a excursão para a Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes, onde os visitantes percorrem trilhas em meio a uma floresta única, conhecida pelos característicos troncos de coloração canela. Durante o inverno, o contraste entre a vegetação e as montanhas nevadas cria cenários propícios para fotos diferenciadas. 

Outra opção é o passeio para Puerto Blest e a Cascada de los Cántaros, combinado com a navegação pelo Lago Frías. O roteiro permite conhecer uma das áreas mais preservadas do Parque Nacional Nahuel Huapi, cercada por florestas andinas e águas de tonalidade esverdeada, resultado da presença de minerais provenientes dos glaciares da região. 

Para quem busca experiências menos convencionais, a exploração do Brazo Tristeza oferece uma imersão em áreas de natureza praticamente intocada. 

Já os visitantes que desejam exclusividade encontram a possibilidade de realizar passeios em veleiros privados, a experiência combina contemplação, conforto e vistas privilegiadas da paisagem patagônica.

 

Inverno além das pistas

A diversidade de experiências contribui para ampliar o tempo de permanência dos turistas na cidade. Muitos visitantes combinam dias de esqui e snowboard com passeios lacustres, circuitos gastronômicos, visitas a cervejarias artesanais e atividades de bem-estar. 

“A tendência acompanha uma mudança no perfil do viajante, que busca destinos capazes de oferecer diferentes formas de aproveitar a temporada de inverno. Em Bariloche, os lagos cumprem esse papel ao proporcionar momentos de desaceleração e contato profundo com a natureza”, confirma Guzmán. 

Com conectividade aérea recorde para a temporada de inverno, Bariloche terá voos diretos a partir de São Paulo (Guarulhos e Campinas), Belo Horizonte e Porto Alegre. A oferta inclui mais de 30 frequências semanais e aumento de operações em companhias como LATAM, Azul, GOL e Aerolíneas Argentinas, ampliando o acesso dos brasileiros ao destino. Com isso, a expectativa é que milhares de visitantes descubram que o inverno em Bariloche vai muito além da neve. Entre montanhas, lagos glaciais e bosques centenários, a cidade reafirma sua posição como um dos destinos mais completos da América do Sul.

 

Emprotur Bariloche  


Avanço no e-commerce de produtos manipulados

A promulgação recente da Lei nº 23.313/2026 pelo Estado do Paraná representa um avanço importante para o setor magistral brasileiro. Embora seus efeitos jurídicos estejam restritos ao território paranaense, seu significado ultrapassa as fronteiras estaduais ao reacender um debate que há anos mobiliza empresas, entidades e o próprio Poder Judiciário: até que ponto normas infralegais podem limitar atividades que a legislação estadual e federal não vedam expressamente? 

A nova legislação autoriza que farmácias de manipulação mantenham estoque de preparações magistrais isentas de prescrição médica, exponham esses produtos ao consumidor e realizem sua comercialização remota, por meio do comércio eletrônico, desde que observados critérios técnicos e sanitários. Também permite a manutenção de estoque mediante justificativa técnica do farmacêutico responsável. 

À primeira vista, pode parecer uma mudança pontual. Na prática, porém, ela elimina um dos principais motivos que levam farmácias de manipulação a recorrerem ao Judiciário. Há anos, milhares de empresas discutem judicialmente restrições impostas pela RDC nº 67/2007 da Anvisa, que proíbe a formação de estoques mínimos de preparações magistrais e sua exposição com finalidade comercial. O resultado é um ambiente de insegurança jurídica, no qual o exercício de atividades de baixo risco depende frequentemente de decisões judiciais. 

Até então, apenas o Rio Grande do Sul possuía legislação semelhante, em vigor desde 2019. Agora, o Paraná adota o mesmo caminho e demonstra que os estados podem contribuir para a modernização da atividade farmacêutica, reduzindo a excessiva judicialização que hoje onera empresas, Poder Judiciário e a própria administração pública. 

Os benefícios vão além da desburocratização. A possibilidade de manter pequeno estoque de produtos isentos de prescrição melhora a eficiência operacional, reduz desperdícios, acelera o atendimento ao consumidor e permite que as farmácias ampliem sua presença no comércio eletrônico, modalidade que se consolidou como uma das principais formas de consumo no país. Em um mercado cada vez mais digital, impedir que esses estabelecimentos exponham produtos de baixo risco ou realizem vendas online significa impor uma desvantagem competitiva sem justificativa proporcional. 

Naturalmente, a flexibilização não elimina a responsabilidade técnica. Pelo contrário. A própria lei reforça que cabe ao farmacêutico responsável assegurar a qualidade das preparações, manter registros e observar as boas práticas de manipulação. A inovação regulatória não reduz o rigor sanitário; apenas elimina entraves que, na prática, pouco contribuíam para a proteção da saúde pública. 

Entretanto, permanece um desafio relevante. A experiência dos últimos anos demonstra que a existência de leis estaduais ou mesmo de decisões judiciais favoráveis em âmbito local não impede autuações e restrições impostas pela Anvisa, em âmbito federal. Há casos em que empresas obtiveram autorização judicial para comercializar preparações magistrais em ambiente virtual, mas continuaram enfrentando resistência administrativa da Agencia Essa realidade evidencia que o problema não se resume ao texto da norma, mas também à harmonização entre os diferentes níveis de fiscalização. 

Ainda assim, a iniciativa paranaense estabelece um precedente importante. Ao reconhecer a possibilidade de estoque técnico e da comercialização eletrônica de preparações magistrais isentas de prescrição, o estado sinaliza que é possível compatibilizar segurança sanitária, desenvolvimento econômico e liberdade de iniciativa. 

O Brasil precisa reduzir a litigiosidade desnecessária. Quando uma atividade segura, regulamentada e exercida sob responsabilidade técnica depende de ações judiciais para funcionar plenamente, há evidente falha no ambiente regulatório. O Paraná oferece uma resposta concreta a esse problema e pode servir de inspiração para outros estados e, sobretudo, para uma revisão nacional das regras que hoje disciplinam o setor magistral. 

Mais do que uma vitória regional, trata-se de um passo importante em direção a um modelo regulatório mais moderno, coerente e compatível com a realidade da assistência farmacêutica e do comércio contemporâneo.

 


Claudia de Lucca Mano - advogada e consultora empresarial atuando desde 1999 na área de vigilância sanitária e assuntos regulatórios

 

Nova lei pode antecipar entrada de medicamentos no Brasil e muda estratégia de farmacêuticas

Lei nº 15.440/2026 elimina exigência de registro prévio no país de origem para medicamentos importados, mas mantém obrigação de comprovar Boas Práticas de Fabricação junto à Anvisa

 

A Lei nº 15.440/2026 pode mudar a forma como medicamentos chegam ao Brasil. A nova regra elimina a exigência de que medicamentos importados tenham sido registrados primeiro no país de origem antes de serem submetidos à análise da Anvisa. 

Na prática, a mudança pode fazer com que empresas farmacêuticas incluam o Brasil mais cedo em seus planos de lançamento. Hoje, muitas tecnologias em saúde chegam primeiro a outros mercados e só depois entram no processo brasileiro. Com a nova lei, o país pode se tornar uma opção mais direta para companhias que desenvolvem medicamentos inovadores, sintéticos e biológicos, além de genéricos e biossimilares. 

A mudança, no entanto, não significa aprovação automática nem redução das exigências sanitárias. As empresas continuam obrigadas a comprovar Boas Práticas de Fabricação, demonstrando que o medicamento é produzido dentro de padrões adequados de qualidade, segurança e controle.
 

Para Fernanda Manhães, diretora de Serviços Regulatórios da ClarkeModet Brasil, a nova lei pode ter impacto tanto para o acesso a medicamentos quanto para a estratégia das empresas que pretendem atuar no mercado brasileiro.

“A mudança é relevante porque retira uma etapa que podia atrasar a chegada de medicamentos ao Brasil. Antes, no caso de produtos importados, a empresa precisava comprovar que o medicamento já havia sido registrado no país de origem. Agora, o Brasil pode ser considerado desde as etapas iniciais da estratégia regulatória global dessas companhias”, afirma. 

Segundo a executiva, o impacto pode ser especialmente importante para medicamentos inovadores, sintéticos e biológicos, bem como para genéricos e biossimilares. “A nova regra permite que empresas incluam o mercado brasileiro desde o início do planejamento, e não apenas depois de concluírem processos em outros países. Para os pacientes, o possível efeito positivo está na ampliação das chances de acesso a novas terapias em menos tempo”, analisa. 

Fernanda ressalta, porém, que a mudança não reduz o rigor sanitário. “A exigência de Boas Práticas de Fabricação segue sendo essencial. Ou seja, a empresa continua tendo que demonstrar que o medicamento é produzido de acordo com padrões adequados de qualidade e segurança”, explica. 

Para as empresas, o novo cenário exige planejamento. “Quem pretende trazer medicamentos ao Brasil precisa se organizar desde já, com documentação, certificações e estratégia regulatória bem definidas”, conclui Fernanda.

 

Dólar acima de R$ 5,15: especialista alerta para erros ao comprar moeda para as férias de julho

Divulgação
Especialista do ARQ explica como reduzir os custos com câmbio e evitar que a volatilidade da moeda comprometa o orçamento da viagem 

 

Julho marca o início das férias escolares e, para milhares de brasileiros que vão viajar ao exterior, um fator ganha ainda mais relevância no planejamento: o câmbio. Com o dólar operando acima de R$ 5,15, a variação da moeda pode impactar significativamente o custo da viagem, especialmente para quem deixa a compra de dólares para a última hora. 

Segundo Leonardo Bernini, diretor-geral do ARQ no Brasil, o principal erro dos viajantes é concentrar toda a conversão de moeda poucos dias antes do embarque, ficando totalmente expostos à cotação do momento. 

"Assim como pesquisamos passagens e hospedagens com antecedência, o câmbio também deve fazer parte do planejamento da viagem. Acompanhar a cotação e realizar a conversão aos poucos ajuda a reduzir o impacto das oscilações do mercado e traz mais previsibilidade para o orçamento", afirma. 

Além da cotação do dólar, o executivo destaca que muitos consumidores ainda deixam de avaliar o custo total da operação, que inclui spread, impostos e tarifas cobradas pelas instituições financeiras. 

"O valor final da conversão não depende apenas da cotação da moeda. É importante analisar todas as taxas envolvidas, porque pequenas diferenças podem representar uma economia relevante ao longo da viagem", explica Bernini. 

Nesse cenário, as contas globais têm conquistado espaço entre os brasileiros que buscam praticidade e custos mais competitivos para viagens internacionais. A modalidade permite converter recursos antes da viagem e utilizar o saldo diretamente no exterior, reduzindo a necessidade de comprar grandes quantias em espécie ou depender exclusivamente do cartão de crédito internacional. 

No caso do ARQ, a plataforma oferece conversão de reais para dólares digitais com custo total de conversão de 0.5% incluindo spread e impostos aplicáveis, permitindo que o usuário acompanhe a cotação e escolha o melhor momento para converter seus recursos. 

Para quem pretende embarcar nas próximas semanas, Bernini recomenda alguns cuidados simples que podem fazer diferença no orçamento: 

  • acompanhar a cotação do dólar com antecedência;
  • evitar concentrar toda a compra de moeda na véspera da viagem;
  • comparar o custo efetivo das operações, considerando spread, impostos e tarifas;
  • priorizar soluções que permitam converter recursos gradualmente, conforme a variação do câmbio; 

"Cada vez mais brasileiros entendem que economizar na viagem começa antes mesmo do embarque. Um bom planejamento financeiro permite aproveitar oportunidades de câmbio mais favoráveis e evita gastos desnecessários durante o período no exterior", conclui o executivo.

 


ARQ
https://www.arqfinance.com/pt-BR

 

Monitoramento hidrológico permite acompanhar evolução da estiagem na Região Norte

Foto: ESB Professional / Shutterstock
Dados indicam que, na maioria das estações da Bacia do Rio Amazonas, o nível está dentro da normalidade para o período

 

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) realiza o monitoramento hidrológico da Região Norte para subsidiar o planejamento dos órgãos públicos e da Defesa Civil diante dos prognósticos climáticos que indicam a configuração do fenômeno El Niño, no segundo semestre de 2026. As informações têm caráter preventivo, permitindo a adoção antecipada de medidas de mitigação. 

As análises do SGB mostram que o ano de 2026 começou com condições hidrológicas mais favoráveis na bacia do rio Amazonas, com período de cheias dentro da normalidade. O cenário é diferente do enfrentado em 2024 – ano em que a região amazônica registrou a pior seca desde o início dos registros históricos em 1903. Isso ocorreu porque os níveis de pico da cheia em 2023 ficaram abaixo da média, fazendo com que o ano de 2024 já começasse com cotas reduzidas e, devido à escassez persistente de chuvas, culminou na seca mais severa da série histórica. 

A evolução da estiagem dependerá das chuvas que devem ocorrer nos próximos meses, uma vez que as precipitações durante o período seco são fundamentais para evitar uma vazante acelerada, a exemplo do que ocorreu em 2023. O monitoramento hidrológico e a atualização dos modelos prognósticos são realizados continuamente.


Cenário atual

De acordo com as informações do monitoramento, a maioria das estações está dentro da normalidade para o período. A exceção é o rio Acre, em Rio Branco (AC), que sofre com chuva abaixo da média nos últimos dois meses. Na estação, o nível do rio apresentou redução nos últimos dias e não há previsão de volumes expressivos de chuva para a próxima quinzena, o que pode agravar o quadro de estiagem no local. 

Em Manaus (AM), o recuo observado no rio Negro representa um comportamento esperado para o período de transição da cheia para a vazante, que configura o início do processo de vazante deste ano. Segundo os dados do 27º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, divulgado nesta terça-feira (7/07), o nível na estação de Manaus registra 28,38 m, permanecendo acima da média, dentro da faixa de normalidade para a época e ainda acima da cota de inundação (fixada em 27,50 metros).

 

Rio

Município

Cota (m) do dia 07/07

Situação

Negro

Manaus (AM)

28,38 m

Acima da média, dentro da faixa de normalidade para o período

Solimões

Tabatinga (AM)

7,08 m

Acima da média, dentro da faixa de normalidade para o período

Madeira

Porto Velho (RO)

7,42 m

Dentro da faixa de normalidade para o período

Branco

Boa Vista (RR)

5,88 m

Dentro da faixa de normalidade para o período

Tapajós

Santarém (PA)

6,77 m

Dentro da faixa de normalidade para o período

  

Integração institucional e o "Painel do El Niño"

O SGB faz parte do grupo interministerial coordenado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, que reúne órgãos de diferentes áreas para atuar em conjunto na mitigação dos impactos climáticos no Pantanal e na Amazônia. Entre as ações desenvolvidas está o Painel do El Niño, que integra informações hidrológicas produzidas pelo SGB a modelos meteorológicos e climatológicos utilizados pelas instituições participantes. Confira o Boletim Mensal nº 01 de Junho de 2026. 

Acompanhe os dados em tempo real no portal do SACE: www.sgb.gov.br/sace/amazonas


Fortalecemos a I.A. Mas e a I.N.?

 

Nunca foi tão fácil parecer produtivo. E, talvez por isso, nunca tenha sido tão importante continuar pensando por conta própria. Sou um entusiasta declarado e usuário diário da Inteligência Artificial (IA). Defendo seu potencial inquestionável de eliminar tarefas repetitivas, acelerar processos e abrir espaço para o pensamento estratégico. Contudo, o debate sobre a IA há muito tempo deixou de ser exclusividade dos departamentos de tecnologia para ocupar o centro da nossa rotina corporativa, trazendo consigo um paradoxo incômodo: implementamos ferramentas em larga escala para reduzir o trabalho burocrático e aliviar a pressão sobre as equipes, mas o que testemunhamos ao redor são recordes de esgotamento mental, ansiedade e uma crescente dependência de respostas prontas.

 

O problema não reside na tecnologia em si, mas na forma passiva como estamos reagindo a ela, trocando o esforço analítico pela mera gestão de comandos e terceirizando nossa capacidade de reflexão. Essa inquietação ganha contornos científicos quando revisitamos o chamado Efeito Flynn, que documentou o aumento médio de cerca de dois a três pontos de QI por década em diversos países ao longo do século 20. O sinal de alerta surgiu quando essa curva começou a se inverter.

 

Um estudo liderado por Bjørn Bratsberg e Ole Rogeberg, analisou mais de 730 mil recrutas militares noruegueses e mostrou que os escores cognitivos atingiram o pico na coorte de 1975 e vêm declinando cerca de 0,2 ponto por ano desde então. Como esse declínio foi observado inclusive dentro das mesmas famílias, com irmãos mais novos pontuando menos que os mais velhos, os pesquisadores descartaram explicações genéticas e apontaram fatores ambientais como principal causa. Uma revisão sistemática publicada na em uma revista encontrou tendência semelhante em diversos países desenvolvidos.

 

A IA Generativa não explica, sozinha, esse fenômeno, mas amplia um comportamento que merece atenção. Em um estudo experimental publicado em 2025, pesquisadores observaram que participantes que utilizaram o ChatGPT concluíram tarefas de escrita mais rapidamente, porém apresentaram menor engajamento cognitivo e menor retenção do conteúdo produzido. Os autores descrevem esse fenômeno como uma espécie de “dívida cognitiva”: o cérebro executa a tarefa, mas retém significativamente menos conhecimento do processo. Trata-se de uma dinâmica que guarda semelhanças com a aviação comercial, em que pilotos excessivamente dependentes da automação podem apresentar perda de habilidades críticas quando precisam assumir o controle manual em emergências.

 

Essa percepção é reforçada por outra pesquisa. O levantamento mostrou que, quanto maior a confiança depositada na IA, menor tende a ser o esforço de pensamento crítico empregado pelos profissionais. Em contrapartida, aqueles que demonstravam maior confiança em seu próprio conhecimento eram justamente os que mais questionavam, validavam e refinavam as respostas produzidas pela tecnologia. Os pesquisadores chamam atenção para o risco da chamada “convergência mecanizada”: quando todos passam a aceitar sugestões semelhantes sem reflexão adicional, ideias, soluções e estratégias tornam-se progressivamente mais homogêneas.

 

No fim das contas, os modelos de IA são treinados a partir de enormes volumes de dados produzidos anteriormente. São extraordinários para reconhecer padrões, sintetizar conhecimento e acelerar decisões. Mas criatividade, inovação e visão de futuro dependem da capacidade humana de imaginar aquilo que ainda não existe. Por isso, acredito que o diferencial competitivo das próximas décadas estará menos na capacidade de utilizar IA e mais na habilidade de exercer julgamento independente, liderança, empatia e pensamento crítico, atributos que continuam sendo essencialmente humanos.

 

A tecnologia deve atuar como um amplificador cognitivo, ajudando-nos a administrar a avalanche diária de informações e liberando tempo para atividades de maior abstração. O erro começa quando uma ferramenta de apoio passa a substituir o intelecto. Esse desafio também se estende à educação. Não basta alfabetizar as novas gerações para o uso da IA; será igualmente necessário fortalecer a curiosidade, a argumentação, a autonomia intelectual e a capacidade de formular boas perguntas. Em um mundo repleto de respostas instantâneas, pensar continuará sendo uma vantagem competitiva.

 

Essa preocupação extrapola o ambiente corporativo. Hoje valorizamos produtos “feitos à mão” ou a tradicional "comida caseira" justamente porque representam autenticidade em um mundo cada vez mais automatizado. Talvez estejamos caminhando para algo semelhante na produção intelectual e artística. A inauguração, em junho deste ano, do Dataland, em Los Angeles (um museu dedicado exclusivamente a obras produzidas por IA) simboliza essa nova era. É um avanço tecnológico fascinante. Ainda assim, espero que nunca chegue o dia em que uma livraria precise reservar uma seção intitulada “Escrito por Humanos”. Se isso acontecer, talvez tenhamos deixado de valorizar justamente aquilo que tornou possível criar a própria IA: a nossa Inteligência Natural (IN).

 

A IA continuará evoluindo em ritmo exponencial, e essa é uma excelente notícia. O verdadeiro diferencial competitivo do futuro, entretanto, não pertencerá a quem utiliza mais tecnologia, mas a quem souber utilizá-la sem renunciar ao esforço cognitivo que nos tornou humanos. Como alerta Yuval Noah Harari, uma das grandes questões da nossa era será preservar a confiança entre as pessoas em meio às transformações tecnológicas. Eu acrescentaria outra: preservar a confiança na nossa própria capacidade de pensar. Afinal, se não cuidarmos deliberadamente da nossa IN, nenhum algoritmo fará isso por nós.

 

E você, o que tem feito para manter a sua IN em dia no meio de tanta IA?

  

Marco Silva e Silva - diretor-executivo da GFT Tecnologies no Brasil


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