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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Vício em apostas acende debate sobre efeitos nefastos na saúde mental e no bolso dos brasileiro

Debate realizado pelo COCCID da ACSP contrapôs defesa da regulamentação do setor aos alertas sobre ludopatia, desvio de recursos antes destinados ao comércio e serviços e os prejuízos sociais provocados pelos jogos online


Os jogos online vêm operando uma mudança nos hábitos dos brasileiros, provocando evasão de receitas do comércio para as apostas, com impactos sobre o consumo e o endividamento das famílias devido à compulsão por jogos.

Enquanto o setor destaca a regulamentação e mecanismos de controle, críticos afirmam que o país enfrenta uma epidemia silenciosa de ludopatia. Para alguns especialistas, o vício em apostas tem efeitos semelhantes aos provocados por drogas, segundo o psiquiatra forense Guido Arturo Palomba, que chama o fenômeno de “desgraça regulamentada”. 

Mas a questão é mais profunda. Para ouvir a opinião de especialistas, o Comitê de Civismo e Cidadania (COCCID) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) promoveu na última terça-feira (16/06) o debate “Apostas Online - Dependência Mental e os Desafios Socioeconômicos”, com a participação de Palomba, o mais respeitado profissional da área, com trabalhos importantes sobre a mente criminosa e histórico de atuação em casos importantes da crônica criminal brasileira.

Também participou Renato Toporcov Simões Barreiros, especialista em Relações Internacionais, consultor da Rede Globo, diretor de Fábrica de Cultura e especialista em comportamento de jovens da periferia, que tratou do efeito das bens sobre os jovens no Podcast do Associativismo do Diário do Comércio. Já a advogada Marina Zonis, head de Assuntos Regulatórios da Entain, grupo que controla empresas de apostas e que assumiu a complexa missão de defender o segmento, classificado por ela como a “indústria dos jogos online”.

As apostas online vêm provocando debates frequentes entre os que as defendem como mais uma modalidade de jogo que alimenta a esperança de grande parte dos brasileiros de ganhar uma bolada e mudar de vida. Para seus defensores, as plataformas de jogos online e as bets — regulamentadas pelo governo federal — não são tão diferentes das loterias da Caixa, que arrecadam cerca de R$ 22 bilhões anuais para os cofres públicos segundo relatório de administração da instituição de 2024.

Aliás, nesse quesito, as bets já demonstram um forte desempenho, com arrecadação anual de R$ 9 bilhões em 2025, de acordo com dados da Receita Federal. Só no primeiro trimestre de 2026, a arrecadação chegou a R$ 3,6 bilhões, segundo a mesma fonte.

Por outro lado, uma pesquisa  da Confederação Nacional do Comércio (CNC) aponta que o prejuízo para a economia chega a R$ 140 bilhões anuais, por conta da enorme evasão de recursos antes direcionados ao comércio e ao setor de serviços.


Saúde mental, regulação e controles

Antes da exposição da representante das empresas de jogos, Renato Barreiros trouxe para a mesa sua experiência diária com os jovens da periferia: “O jogo online está ampliando as diferenças sociais. Crianças e adolescentes estão jogando o dinheiro do lanche nas plataformas”, afirmou.

Em sua avaliação, está mais do que evidente a necessidade de conter os impactos negativos dessa prática. Ele citou uma pesquisa de mantenedoras de faculdades particulares que revelou que 24% dos alunos abandonam ou deixam de cursar o ensino superior em consequência das apostas online.

Para Barreiros, a situação já é crítica. “Os jovens estão sendo totalmente influenciados pelo enorme investimento feito em propaganda nos veículos de comunicação e nas redes pelas bets. Os principais influenciadores, jogadores e clubes de futebol têm um enorme poder de influência sobre esses públicos.” 

O psiquiatra forense Guido Palomba: não existe regulamentação
 que controle a saúde mental das pessoas.
FOTO: André Lessa

A defesa do setor foi feita pela advogada Marina Zonis. Ela apresentou as principais diretrizes criadas para monitorar o mercado nacional. “A regulação é mais do que necessária e, pelo nosso monitoramento, os apostadores já começam a demonstrar uma adequação a um jogo mais responsável.”  A advogada salientou ainda que os controles exercidos pelas bets têm conseguido estabelecer limites para os usuários.

“Hoje temos condições de conter os excessos pelas próprias plataformas. É possível programar e limitar o valor das apostas para reduzir os danos”, 

Segundo a advogada, a “indústria do jogo” é uma atividade legítima, de grande adesão e devidamente regulamentada, operada por empresas constituídas e com sede no Brasil. “Na verdade, o grande problema são as empresas internacionais que operam no país sem qualquer fiscalização. Hoje elas representam 50% do mercado e, sem dúvida, são motivo de preocupação pela total falta de regras sobre suas atividades. É contra elas que devemos trabalhar”, afirmou.


Visão médica

Essa, porém, não é a posição do psiquiatra Guido Palomba, que abriu sua intervenção de forma contundente, reiterando que os jogos online são a “desgraça regulamentada”. Ele afirma que, com ou sem regras, o setor contribui para uma tragédia nacional. “Não existe regulamentação que controle a saúde mental das pessoas. Jogos online são uma desgraça para a economia e, principalmente, para a mente dos apostadores.”

Para o médico, trata-se de um vício similar ao da cocaína. “O viciado em drogas não consome só um pouquinho. Assim como o alcoolista, o jogador compulsivo não admite o vício, continua jogando e perdendo seu patrimônio.” Palomba acrescentou acreditar que, mesmo com a intervenção do Estado, o mercado de jogos acaba sendo "dominado pelo crime organizado." 

"As bets são parte de um negócio bilionário: movimentam de R$ 20 a 30 bilhões em apostas brutas por mês com um faturamento mensal de R$ 3 bilhões. Investem milhões em propaganda, ou seja, jogos online movimentam muito dinheiro, mas quem paga tudo isso é o coitado do apostador que vende até a mãe para jogar. Vicio sempre existiu e essa categoria de jogo é evidentemente muito viciante, provocando, em alguns casos, até o suicídio”.

Para o psiquiatra, a regulação não tem funcionado, e as bets continuam funcionando com o que eles consideram autorregulação. "Isso não existe: o engraçado é que o governo proíbe bingo e cassinos, mas esta desgraça (sic) pode."

Sua fala angariou o apoio da maior parte da audiência presencial e online e, para o coordenador do COCCID, Samir Nakhle Khoury, é natural que, diante de posições antagônicas, sempre é preciso ficar atento a possíveis tensões. "Mas pretendemos continuar debatendo temas polêmicos que atingem diretamente a sociedade brasileira”, concluiu.  


                                                     https://youtu.be/zDPNMK_dr28?si=eptARRdUW82vMJw2~

                                         (Da esq.) João Vitor de Carvalho Almeida, coordenador adjunto do COCCID, 
                                 Marina, Nahkle, Palomba e Barreiros: meios para reduzir os impactos da 'indústria de jogos on-line

 

 

Arthur Gebara Junior

https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/vicio-em-apostas-acende-debate-sobre-efeitos-nefastos-na-saude-mental-e-no-bolso-dos-brasileiros


EUA reforçam fiscalização sobre trabalho realizado com visto de turista durante a Copa do Mundo de 2026; descumprimento pode levar à deportação

Especialista em imigração alerta para riscos de exercer atividades profissionais sem a autorização migratória adequada 

 

As autoridades de imigração dos Estados Unidos reforçam os alertas sobre as restrições aplicáveis a estrangeiros que pretendem trabalhar no país durante a Copa do Mundo de 2026 utilizando visto de turista. A orientação, divulgada pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), destaca que visitantes portadores de vistos das categorias B-1 e B-2 devem respeitar rigorosamente os limites de suas autorizações migratórias, sob risco de sanções severas.

Segundo as autoridades americanas, o visto de turista não permite o exercício de atividades profissionais ou a prestação de serviços em território norte-americano. A restrição vale para diversas formas de trabalho, incluindo atividades presenciais, coberturas profissionais de eventos, produção de conteúdo com finalidade comercial, prestação de serviços para empresas, participação em ações promocionais remuneradas e qualquer outra atividade que possa ser interpretada como geração de renda ou exercício profissional durante a estadia no país.

O descumprimento das regras pode resultar no cancelamento imediato do visto, remoção do território americano e dificuldades para futuras solicitações migratórias ou entradas nos Estados Unidos.

Para o advogado especialista em imigração para os Estados Unidos e CEO da YOUSA Law Firm, Otávio Haverroth, o reforço das orientações ocorre em um momento de atenção redobrada das autoridades em razão do aumento esperado no fluxo de visitantes internacionais durante o torneio.

"As autoridades americanas estão deixando claro que o visto de turista não pode ser utilizado para atividades que gerem renda ou tenham finalidade comercial. Quando existe monetização, patrocínio, publicidade ou qualquer tipo de retorno financeiro durante a estadia nos Estados Unidos, a situação pode ser interpretada como exercício de atividade profissional. Em um momento de fiscalização reforçada por causa da Copa do Mundo, o risco de questionamentos na entrada do país e até de cancelamento do visto aumenta significativamente", afirma Haverroth.

O especialista ressalta que profissionais de diferentes áreas que pretendam desempenhar atividades relacionadas ao trabalho durante a permanência nos Estados Unidos devem verificar previamente se possuem a categoria migratória adequada para a finalidade da viagem. 

Segundo Haverroth, cada situação exige análise individual, considerando fatores como o tipo de atividade, a existência de remuneração, a relação contratual com empresas ou clientes e o local onde o serviço será efetivamente prestado. Em caso de dúvidas, a recomendação é buscar orientação jurídica especializada antes do embarque para evitar problemas na imigração e garantir.


2º semestre reacende busca por moradia estudantil e segurança ganha peso na decisão das famíli

Movimento de transferências, aprovações tardias e adaptação fora de casa faz pais priorizarem ambientes estruturados, com monitoramento e suporte ao estudante

 

Com a chegada do segundo semestre letivo, um novo fluxo de estudantes volta a movimentar o mercado de moradia universitária no Brasil. Aprovações em chamadas posteriores, transferências de curso, intercâmbios e mudanças de cidade realizadas em curto prazo fazem com que a segurança se torne um dos principais fatores de decisão para famílias e universitários. 

O movimento ocorre em um contexto de crescimento da demanda por moradias estudantis profissionalizadas. Segundo dados da consultoria Brain, cerca de 1,5 milhão de estudantes brasileiros cursam o ensino superior fora de suas cidades de origem. Apesar desse contingente, a oferta formal de moradias estudantis ainda é limitada no país, cenário que tem impulsionado a expansão do segmento de student housing e ampliado o interesse por empreendimentos voltados exclusivamente ao público universitário. 

Nesse contexto, cresce a procura por moradias que ofereçam não apenas boa localização, mas também estrutura operacional capaz de proporcionar tranquilidade aos moradores e seus familiares. “Existe uma mudança clara na forma como pais e estudantes avaliam a moradia. Segurança deixou de ser apenas localização e passou a incluir gestão do espaço, controle de acesso, monitoramento e qualidade do ambiente. As famílias querem entender como funciona a rotina do local e quais mecanismos existem para proteger o estudante”, afirma Juliana Onias, gerente regional de operações da Share Student Living.

 

Segurança passa a ser diferencial na escolha 

A percepção de segurança tem se tornado mais ampla. Além da localização, entram na avaliação fatores como controle de circulação, monitoramento, presença de equipes de apoio e protocolos operacionais capazes de oferecer maior previsibilidade para a rotina dos estudantes. Em modelos tradicionais de moradia compartilhada, muitas vezes organizados de forma informal, esses recursos nem sempre estão disponíveis. Já em empreendimentos com gestão profissional, a segurança passa a integrar a própria operação do residencial. 

Na Share Student Living, as unidades contam com portaria 24 horas, acesso por catracas, sistema de clausura para entrada e saída de pessoas, monitoramento por circuito fechado de televisão (CFTV), alarme perimetral e equipe administrativa presente nas unidades. O conjunto de medidas busca garantir maior controle da circulação de pessoas e mais tranquilidade para estudantes e familiares.

“Observamos uma evolução no perfil de escolha das famílias. Antes, a decisão era muito concentrada em localização e custo. Hoje, existe uma preocupação crescente com a forma como a moradia é administrada, quais controles de acesso existem e como o estudante será apoiado no dia a dia. Segurança passou a ser um conjunto de fatores que envolve gestão, monitoramento e suporte”, avalia Juliana.

 

Adaptação também é fator de segurança 

A segurança não está relacionada apenas à proteção física. A adaptação à nova rotina, a construção de vínculos e o acesso a uma rede de apoio também influenciam diretamente a experiência universitária. Para quem se muda de cidade, um dos desafios mais comuns é lidar com a distância da família e a necessidade de criar novas conexões sociais. Nesse contexto, ambientes que estimulam a convivência entre estudantes tendem a contribuir para uma adaptação mais equilibrada. 

“Segurança também passa pelo sentimento de pertencimento. Quando o estudante encontra um ambiente organizado, com espaços de convivência e oportunidades de interação, ele se adapta com mais facilidade à nova realidade acadêmica e pessoal”, afirma a gerente regional.

 

O que observar na escolha da moradia 

Mesmo em processos de decisão mais rápidos, alguns critérios podem ajudar estudantes e familiares a reduzir riscos durante a contratação: 

• Verificar a existência de contrato formal e regras claras de convivência;

• Avaliar os sistemas de controle de acesso e monitoramento disponíveis;

• Entender como funciona o suporte ao morador e a manutenção dos espaços;

• Buscar referências e avaliações de residentes;

• Confirmar a existência de equipe responsável pela gestão da operação;

• Evitar pagamentos antecipados sem validação prévia do imóvel e da empresa responsável.

 

Estrutura completa para morar, estudar e conviver 

Além dos recursos voltados à segurança, a Share Student Living oferece uma infraestrutura desenvolvida para atender às necessidades acadêmicas, sociais e de mobilidade dos estudantes que vivem longe de casa. As unidades contam com studios e apartamentos mobiliados, prontos para morar, além de ambientes voltados ao estudo e à produtividade, como salas de estudo e espaços de coworking com funcionamento 24 horas. A estrutura inclui ainda academia 24 horas, cozinhas coletivas, lavanderia pay-per-use, bicicletário e internet Wi-Fi, proporcionando praticidade para a rotina universitária. 

Os empreendimentos também oferecem áreas de convivência planejadas para estimular a integração entre os moradores, criando oportunidades de interação e fortalecimento da comunidade estudantil. A proposta é proporcionar uma experiência que vá além da hospedagem, apoiando o estudante em diferentes aspectos da vida universitária. Outro diferencial está na localização estratégica das unidades, próximas a importantes instituições de ensino, transporte público e serviços essenciais, contribuindo para mais praticidade e segurança nos deslocamentos diários. 

A combinação entre infraestrutura, suporte operacional, comunidade estudantil e protocolos de segurança reflete uma transformação observada em todo o mercado de student housing. A moradia deixa de ser apenas uma necessidade logística e passa a desempenhar papel estratégico na experiência universitária, impactando diretamente a adaptação, o bem-estar e a permanência dos estudantes ao longo da graduação. “Hoje, as famílias entendem que a escolha da moradia influencia diretamente a qualidade de vida e a experiência universitária. Segurança, acolhimento, infraestrutura e suporte deixaram de ser diferenciais e passaram a ser fatores determinantes na tomada de decisão”, conclui a gerente.

 

Share Student Living
https://sharesl.com.br/
Instagram oficial: @share.s

 

Startups têm até 21 de junho para se inscrever em edital com aporte de até R$ 120 mil

Programa Mais Turismo busca soluções de inteligência artificial, análise de dados, automação, sustentabilidade e eficiência operacional, com oportunidade de validação em ambiente real 

 

Startups e projetos de base tecnológica têm até o dia 21 de junho para se inscrever no Programa Mais Turismo, iniciativa realizada pelo Itaipu Parquetec, em parceria com a Itaipu Binacional e o EmbraturLAB. O edital busca soluções inovadoras com potencial de aplicação prática em desafios reais e oferece aportes de até R$ 120 mil, além da oportunidade de validar tecnologias em um ambiente operacional de grande escala. 

A chamada é voltada para startups que atuam com inteligência artificial, análise de dados, automação, experiência do usuário, tecnologia da informação, sustentabilidade e eficiência operacional, com potencial de aplicação nos desafios do setor turístico. Os projetos selecionados poderão ser desenvolvidos, testados e aprimorados dentro do Complexo Turístico Itaipu, um dos principais destinos turísticos do país e um ambiente de experimentação para novas tecnologias. 

O diferencial está justamente na possibilidade de validar soluções em condições reais de operação. Durante o programa, as startups terão acesso ao ambiente de testes Smart CTI, um laboratório de inovação em turismo criado para impulsionar o desenvolvimento e a implementação de novas tecnologias. Nele, será possível avaliar desempenho, escalabilidade e aderência das soluções antes de sua inserção no mercado, reduzindo riscos e acelerando o desenvolvimento tecnológico. 

“Um dos maiores desafios para uma startup é comprovar o potencial da sua inovação em um contexto real de uso. O Mais Turismo cria essa oportunidade ao conectar empresas a demandas já mapeadas no setor, permitindo testar, aperfeiçoar e escalar suas propostas. Ao passar por um ambiente operacional complexo, as startups geram evidências, fortalecem sua competitividade e aceleram sua entrada no mercado. É esse tipo de conexão entre inovação e aplicação prática que buscamos fomentar com o programa”, destaca o diretor de Negócios do Itaipu Parquetec, Eduardo de Miranda.  

O edital está estruturado em três grandes eixos temáticos: sustentabilidade no setor turístico, operação inteligente do atrativo e tecnologias aplicadas à experiência turística. As propostas deverão responder a demandas relacionadas a esses temas, com potencial de aplicação prática e geração de resultados. 

O programa contempla duas modalidades. Na categoria Aceleração (startups já estruturadas, em busca de validação e expansão), as empresas poderão receber aporte de até R$ 120 mil. Já na modalidade Incubação (ideias em fase inicial), o valor é de até R$ 20 mil por projeto. Os participantes terão acesso a uma jornada de desenvolvimento com acompanhamento técnico e de negócios, capacitações especializadas, etapas de qualificação e validação, além de conexão com o ecossistema de inovação do Itaipu Parquetec e potenciais parceiros de mercado. 

As inscrições seguem abertas até 21 de junho. Para inscrever sua startup no programa, acesse o site oficial do Mais Turismo. 

 

Uma notificação errada pode abalar a confiança que o consumidor deposita no seu banco?

Na última sexta-feira, dia 12 de junho, milhares de clientes do Nubank receberam uma mensagem que, para qualquer correntista, soaria como um pesadelo: o banco estava encerrando suas atividades. A notificação, enviada pelo próprio aplicativo e por e-mail, nos canais oficiais da instituição, informava que o Banco Central havia decretado a liquidação extrajudicial do Nubank e orientava os clientes a solicitar o ressarcimento junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).


O susto foi imediato.

Horas depois, o Nubank esclareceu que se tratava de um erro operacional pontual, já identificado e solucionado. O Banco Central confirmou que nenhum processo de encerramento havia sido decretado. O banco reafirmou que opera normalmente, com todas as licenças ativas, mais de 112 milhões de clientes no Brasil e resultados financeiros sólidos.

Mas o episódio levanta uma questão que vai muito além de um equívoco: o que será que acontece, de verdade, quando um banco encerra suas atividades? E quais são os direitos do consumidor nessa situação?

O susto do episódio do Nubank não surgiu do nada. Desde o fim de 2025, o sistema financeiro brasileiro passou por abalos concretos. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025, e o conjunto de liquidações ligadas ao conglomerado – que se estendeu até fevereiro de 2026 e incluiu o Will Bank (adquirido pelo Banco Master em 2024) – resultando em um impacto estimado de R$ 51,8 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos, o maior acionamento do FGC na história do sistema financeiro nacional.

Ou seja: quando a notificação falsa chegou às telas dos clientes do Nubank, o ambiente já estava carregado. A expressão "liquidação extrajudicial" não soava mais como um termo técnico distante. Ela havia sido usada recentemente para descrever situações reais, que afetaram milhões de pessoas.


O que é a liquidação extrajudicial, e o que ela significa para o consumidor?

A liquidação extrajudicial é uma das medidas mais severas que o Banco Central pode aplicar a uma instituição financeira. Ela ocorre quando o regulador avalia que a situação da instituição é irrecuperável: as operações são interrompidas, a administração é afastada e tem início um processo ordenado de encerramento das atividades, com o objetivo de proteger clientes, credores e a estabilidade do sistema financeiro como um todo.

Nesse cenário, o principal mecanismo de proteção ao consumidor é o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura a devolução de até R$ 250 mil por CPF, por conglomerado financeiro, para produtos como conta-corrente,

poupança, CDBs e outros investimentos cobertos. Valores acima desse limite não estão protegidos pelo fundo.

Além do FGC, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), instituído pela Lei nº 8.078/1990, oferece amparo relevante. O artigo 6º, inciso I, garante ao consumidor o direito à proteção de sua saúde, segurança e interesse econômico nas relações de consumo. O artigo 6º, inciso III, vai além: assegura "a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços", o que engloba qualquer comunicação que possa impactar os interesses do consumidor na relação com a instituição. E o artigo 14 estabelece a responsabilidade objetiva do fornecedor de serviços. Ou seja, independentemente de culpa, a instituição pode ser responsabilizada por danos causados ao consumidor em decorrência de falhas na prestação do serviço, inclusive falhas de comunicação que gerem pânico, movimentações desnecessárias ou prejuízos concretos.


O que o consumidor deve fazer?

Se você receber uma mensagem informando que seu banco está encerrando as atividades, a primeira atitude é verificar a informação por fontes oficiais: o site e o aplicativo do Banco Central (bcb.gov.br) são as referências mais confiáveis para confirmar se alguma medida regulatória foi decretada. Também é importante consultar os canais de atendimento oficiais da própria instituição, e nunca clicar em links enviados por e-mail sem essa verificação prévia.

Caso a liquidação seja real, o caminho para acionar o FGC passou a ser mais acessível: o investidor pode acessar o aplicativo do FGC (disponível para iOS e Android) ou o portal do investidor em fgc.org.br. O fundo não cobra taxas e alerta para tentativas de golpe, comuns justamente em períodos de instabilidade bancária.

É fundamental guardar extratos, contratos e comprovantes de investimentos. Em situações de liquidação, esses documentos são essenciais para habilitar o pedido de ressarcimento e para eventual busca de reparação por danos.


O que esse episódio nos ensina

O caso do Nubank evidencia algo que vai além de um botão disparado na hora errada. Ele revela que a confiança do consumidor no sistema bancário, especialmente no modelo digital (construído sobre a promessa de transparência e agilidade), é um bem frágil. E que pode ser abalado em segundos por uma mensagem mal direcionada.

Em um cenário em que liquidações extrajudiciais reais aconteceram recentemente e afetaram milhões de brasileiros, qualquer comunicação institucional que envolva termos como "FGC", "encerramento" ou "liquidação" carrega um peso que vai muito além do técnico. Ela mobiliza memórias recentes, gera ansiedade legítima e, em casos extremos, pode levar o consumidor a tomar decisões precipitadas sobre seu próprio dinheiro.

O Código de Defesa do Consumidor foi construído sobre o princípio de que a vulnerabilidade do consumidor precisa ser reconhecida e compensada por quem

detém o poder na relação de consumo. Instituições financeiras, mais do que qualquer outro setor, têm o dever de garantir que sua comunicação seja tão segura quanto seus sistemas. Porque quando o consumidor não pode confiar nem na mensagem que recebe do próprio banco, algo estrutural precisa ser revisto, e o CDC está lá para lembrar que esse não é apenas um compromisso ético, é uma obrigação legal.

  

Andrea Mottola - advogada especialista em Direito do Consumidor e Direito Digital. É coautora do livro Golpes Contra a Pessoa Idosa, Portal Edições, 2024. mottolaemedeirosadv.adv.br


Copa do Mundo: Seria a Filadélfia, a cidade mais apaixonada por futebol fora do Brasil?

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Quando os torcedores brasileiros viajam para os Estados Unidos para a Copa do Mundo, podem descobrir algo inesperado na Filadélfia. A cultura esportiva da cidade é barulhenta, emotiva e profundamente comunitária, com um nível de intensidade que muitas vezes surpreende visitantes internacionais. Para muitos fãs brasileiros, a atmosfera vai parecer surpreendentemente familiar.

A Filadélfia é há muito reconhecida como uma das cidades mais apaixonadas por esportes na América do Norte. A lealdade às equipas locais é profunda e os dias de jogo são tratados como ocasiões que mobilizam toda a cidade. As ruas enchem-se de adeptos com as cores dos clubes, reunidos em bares de bairro e a celebrar juntos muito antes do apito inicial. Quando a Copa chegar, essa mesma energia será direcionada para o futebol global.

A cidade vai receber vários jogos no Lincoln Financial Field durante junho e julho, incluindo uma partida da fase de grupos com o Brasil. O jogo contra o Haiti no dia 19 de junho vai reunir milhares de adeptos brasileiros em um dos ambientes esportivos mais vibrantes dos Estados Unidos.


Uma cidade que vive para o esporte

Para entender a reputação de Filadélfia em termos de paixão esportiva, ajuda perceber o quão central o esporte é para a identidade da cidade. Os adeptos são conhecidos em todo o país pela sua intensidade e devoção. Seja futebol americano, basebol, basquetebol ou futebol, os jogos raramente são silenciosos.

Os fãs começam a reunir-se horas antes dos jogos no distrito esportivo do sul de Filadélfia, onde o Lincoln Financial Field está localizado junto a outros grandes estádios. A zona enche-se de música, vendedores de comida e torcedores que celebram e se preparam para assistir aos jogos.

Para os visitantes brasileiros, este sentido de antecipação coletiva será imediatamente reconhecível. O ritual de encontrar amigos antes do jogo, cantar nas bancadas e celebrar nas ruas depois espelha as tradições do futebol no Brasil e com a chegada da Copa, essa energia se expande ainda mais para acolher os fãs de futebol de todos os continentes.


O jogo do Brasil em Filadélfia

O jogo da fase de grupos do Brasil na Filadélfia deverá ser um dos mais vibrantes do torneio na cidade. O Lincoln Financial Field, no sul de Filadélfia, se transformará em ponto de encontro internacional cheio de bandeiras, cores e cânticos de todo o mundo.

O estádio é um dos mais modernos dos Estados Unidos e recebe regularmente grandes eventos internacionais. Durante a Copa, ele se tornará um centro da cultura global do futebol, acolhendo fãs das Américas, Europa e outros continentes.

Para os fãs brasileiros, este jogo oferece a oportunidade de trazer as suas próprias tradições de celebração para uma cidade que já valoriza profundamente o esporte. O som dos tambores e os hinos das torcidas ecoará pelo distrito do estádio enquanto os torcedores se juntam para um dos jogos mais aguardados do torneio na Pensilvânia.


Uma base perfeita para seguir o Brasil

A localização de Filadélfia torna-a uma base ideal para fãs que viajam pelo nordeste dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo.

A cidade está situada num dos corredores de transporte mais ligados do país. A partir de Filadélfia, os torcedores podem chegar de Nova Jersey/NY, local do primeiro jogo do Brasil nos EUA, em menos de duas horas de trem. Isto significa que os turistas brasileiros podem viajar para norte para o primeiro jogo da seleção e regressar à Filadélfia para o segundo jogo na fase classificatória.

Esta proximidade permite seguir o Brasil em vários jogos sem necessidade de mudar de hotel ou fazer voos domésticos longos. Muitos visitantes deverão ficar na Pensilvânia e deslocar-se entre cidades de trem ou carro, criando um itinerário flexível e confortável durante todo o torneio mundial de futebol.


O Fan Festival Oficial da Filadélfia

Para os torcedores sem ingressos ou simplesmente para quem quer prolongar a atmosfera do futebol para além do estádio, o Fan Festival Oficial da Filadélfia será o coração das celebrações da Copa do Mundo na cidade.

Localizado em Lemon Hill, no Fairmount Park, o festival decorrerá continuamente durante todo o torneio ao longo de 39 dias. A entrada será gratuita, tornando-o acessível tanto aos residentes como aos visitantes internacionais.

O Fan Festival terá grandes telões de transmissão dos jogos de todo o torneio, transformando o parque em um espaço de encontro onde milhares de adeptos podem ver os jogos juntos. Nos dias de jogo haverá watch parties com comida internacional, bebidas, música ao vivo e entretenimento.

Os visitantes podem também esperar atividades culturais, experiências interativas e celebrações que refletem a diversidade das seleções participantes. Adeptos de diferentes países trarão as suas tradições, cores e música, criando uma atmosfera que representa o espírito global da Copa do Mundo.

Nos dias sem jogos, o festival continuará com concertos pagos e eventos culturais, garantindo que a celebração se mantenha durante todo o torneio.

Para os fãs brasileiros de futebol, será o local ideal para se juntarem, celebrarem vitórias e partilharem o amor pelo futebol com visitantes de todo o mundo.


Como chegar ao estádio

Uma das vantagens de Filadélfia como cidade anfitriã é o seu sistema de transportes simples. A SEPTA, autoridade de transportes do sudeste da Pensilvânia, opera uma rede extensa de carros, trens regionais, ônibus elétricos e metrô em toda a cidade e subúrbios.

A forma mais rápida de chegar ao Lincoln Financial Field é a linha de metrô Broad Street. Seguindo para o sul a partir do centro da cidade, os fãs saem na estação AT&T, a última parada, a poucos minutos a pé do estádio.

O aeroporto internacional da Filadélfia também fica relativamente perto do centro da cidade, facilitando a chegada e partida de visitantes internacionais.

Para quem viaja de carro, o departamento de transportes da Pensilvânia disponibilizará atualizações em tempo real sobre trânsito, cortes de estrada e desvios.


Descobrir a cidade entre jogos

Entre jogos, os turistas brasileiros terão muitas oportunidades para explorar uma cidade rica em história e cultura. A Filadélfia é frequentemente descrita como o berço dos Estados Unidos. O Independence Hall é onde a Declaração de Independência foi assinada em 1776, e nas proximidades está a Liberty Bell, um dos símbolos mais reconhecidos do país.

O bairro Old City convida os visitantes a passear por ruas de pedra com edifícios históricos, pequenos museus e cafés. Ao mesmo tempo, bairros como Rittenhouse Square, Fishtown e Northern Liberties revelam uma cidade moderna com arte contemporânea, música ao vivo e espaços criativos.

A Filadélfia é também famosa pelos seus murais públicos. Centenas de paredes pintadas transformam os bairros em galerias ao ar livre, misturando arquitetura histórica com expressão artística moderna.


Comida, bairros e cultura local

A gastronomia da Filadélfia é outro destaque para os visitantes. A cidade é conhecida internacionalmente pelo cheesesteak e pelos pretzels macios, mas a cultura gastronômica vai muito além destes ícones. O Reading Terminal Market, um dos mercados mais antigos dos Estados Unidos, oferece dezenas de bancas com pratos regionais e cozinha internacional.

Restaurantes de bairro, cervejarias artesanais como a All Saints Brewing Company e wine bars como o Le Virtù criam espaços vibrantes onde os adeptos se reúnem depois dos jogos para reviver a partida e celebrar.

Para viajantes brasileiros habituados a viver o futebol como uma experiência social, esta cultura de bairro oferece uma sensação semelhante de conexão.


Um momento histórico para a cidade

A Copa do Mundo chega à Filadélfia em um momento particularmente significativo da história do país. Em 2026, os Estados Unidos celebram o 250.º aniversário da sua fundação e muitas das comemorações nacionais terão lugar na cidade onde o país nasceu.

Ao longo do torneio, os visitantes irão também encontrar celebrações ligadas a este marco, incluindo festivais culturais, concertos e eventos públicos que destacam a história e herança do país. Para os turistas brasileiros, isto cria a rara oportunidade de viver duas grandes celebrações globais ao mesmo tempo.


Paixão pelo futebol que parece familiar

Para os torcedores brasileiros que chegam à Filadélfia, o aspecto mais memorável da visita pode não ser os monumentos históricos ou o estádio moderno, mas sim a atmosfera.

Quando os adeptos se juntam nas bancadas a cantar e celebrar juntos, a sensação será imediatamente reconhecível para qualquer pessoa que já viveu o futebol no Brasil.

Podem falar línguas diferentes e vestir camisas diferentes, mas a emoção é a mesma. Nesses momentos, a Filadélfia mostra que a paixão pelo futebol é universal e que o espírito do jogo pode prosperar muito para além dos seus lugares tradicionais.

 

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Nova Lei do Chocolate é uma vitória para o consumidor e para o cacau brasileiro

Paulo Gonçalves
A aprovação da Lei nº 15.404/2026 representa um marco histórico para a cadeia do cacau e do chocolate no Brasil. Mais do que estabelecer regras para a composição dos produtos, a nova legislação devolve significado à palavra "chocolate", valoriza a matéria-prima nacional e coloca o consumidor no centro da discussão sobre qualidade e transparência.

Durante muitos anos, vimos crescer nas prateleiras produtos com baixo teor de cacau e grande quantidade de açúcares, gorduras vegetais e aditivos, que, apesar de serem comercializados como chocolate, se distanciavam cada vez mais da essência desse alimento. Agora, o país passa a adotar critérios mais rigorosos para definir o que realmente pode ser chamado de chocolate e obriga a indústria a informar, de forma clara, o percentual de cacau presente em cada produto.

Trata-se de uma conquista importante para o consumidor brasileiro, que terá mais informações para fazer suas escolhas. A transparência é um direito. Quem compra um chocolate deve saber exatamente o que está levando para casa e compreender a diferença entre um produto elaborado com maior concentração de cacau e outro que utiliza predominantemente açúcar e substitutos da manteiga de cacau.

A mudança também deve provocar uma transformação positiva em toda a cadeia produtiva. Ao exigir percentual mínimo de 35% de cacau para ser considerado chocolate, a legislação tende a estimular a demanda por amêndoas e fortalecer regiões produtoras como Pará, Bahia e Espírito Santo, responsáveis por grande parte da produção nacional. O Brasil possui uma das mais ricas biodiversidades do mundo e reúne condições excepcionais para produzir cacaus de origem e chocolates de alto padrão, capazes de competir com os melhores do mercado internacional.

Essa valorização da matéria-prima nacional pode impulsionar investimentos no campo, incentivar práticas mais sustentáveis e favorecer pequenos produtores que apostam em qualidade e rastreabilidade. O movimento acompanha uma tendência mundial de crescimento do segmento premium e dos chocolates bean to bar, nos quais a origem do cacau e o processo de fabricação ganham protagonismo.

Na Espírito Cacau, somos produtores de cacau e acompanhamos todas as etapas do processo, da lavoura à barra. Por isso, defendemos um chocolate mais natural, com maior percentual de cacau e respeito à origem. Não se trata apenas de uma questão gastronômica, mas de valorizar uma cadeia produtiva que gera empregos, preserva conhecimento e agrega renda ao produtor rural.

É natural que a indústria tenha um período de adaptação. A própria lei estabelece prazo de 360 dias para que as empresas se adequem às novas exigências. Algumas marcas precisarão reformular receitas, rever processos e reposicionar produtos que passarão a ser identificados como "cobertura sabor chocolate" ou outras denominações compatíveis com sua composição.

Essa mudança pode representar desafios, mas também abre espaço para a inovação e para uma concorrência mais justa. Afinal, produtos diferentes devem ser apresentados de forma diferente. O consumidor não pode ser induzido a acreditar que está adquirindo um chocolate quando, na realidade, está comprando algo apenas com sabor semelhante. A clareza das informações fortalece a confiança no mercado e contribui para elevar o padrão de qualidade do setor.

O brasileiro está cada vez mais atento aos ingredientes e à procedência dos alimentos e a busca por produtos mais naturais e menos processados é uma tendência global, e o chocolate não fica de fora desse movimento. Quanto maior a presença do cacau, mais o consumidor se aproxima das características originais desse alimento, reconhecido por conter compostos antioxidantes e por fazer parte de uma alimentação equilibrada quando consumido com moderação.

Mais do que uma mudança regulatória, a nova Lei do Chocolate representa uma oportunidade para reposicionar o Brasil como referência em qualidade. É uma vitória para os produtores, para as indústrias que investem em matéria-prima de excelência e, principalmente, para os consumidores, que finalmente poderão distinguir com mais clareza o chocolate de verdade dos produtos “sabor chocolate”.

O verdadeiro chocolate começa no cacau. E, quando valorizamos a origem, todos ganham.

 

Paulo Gonçalves - produtor de cacau e fundador da Espírito Cacau. Defensor da valorização do cacau brasileiro e dos chocolates de origem, acompanha toda a cadeia produtiva, do cultivo das amêndoas à fabricação do chocolate.


Dia do Cinema Brasileiro (19/06)

7 filmes nacionais para citar na redação do ENEM
 

Professora de Redação destaca obras que contribuem para reflexões sobre temas sociais, históricos e culturais
 

Celebrado em 19 de junho, o Dia do Cinema Brasileiro é uma oportunidade para valorizar produções que retratam a identidade, a cultura e os desafios do nosso país. Para estudantes que se preparam para o Enem e os vestibulares, essas obras também podem ser importantes fontes de repertório sociocultural, auxiliando na construção de argumentos e na ampliação do pensamento crítico. 

"Muitos alunos procuram referências para utilizar nas redações e, frequentemente, recorrem a obras estrangeiras. Mas o cinema brasileiro mostra que esses repertórios também estão presentes na nossa história e na nossa cultura, com obras que ajudam os jovens a desenvolver empatia, consciência crítica e capacidade argumentativa. Valorizar o cinema nacional é valorizar a nossa identidade e a nossa capacidade de compreender o Brasil por meio da arte", afirma Virginie Pierin Isber, professora de Redação do Colégio Contemporâneo, da Inspira Rede de Educadores. 

Em homenagem ao Dia do Cinema Brasileiro, a professora selecionou 7 filmes nacionais que podem contribuir para a construção de um bom repertório sociocultural:


1. Que Horas Ela Volta? (2015)

Dirigido por Anna Muylaert, o longa acompanha Val, empregada doméstica que trabalha na casa de uma família de classe média em São Paulo. A chegada de sua filha, que pretende prestar vestibular, provoca questionamentos sobre relações de poder e desigualdades naturalizadas no cotidiano. "A obra permite discutir desigualdade social, mobilidade por meio da educação, privilégios e relações de classe. São temas frequentes em propostas de redação e debates sobre cidadania", comenta Virginie.


2. Ainda Estou Aqui (2024)

Dirigido por Walter Salles e vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional, o filme resgata a trajetória de Eunice Paiva após o desaparecimento de seu marido durante a ditadura militar brasileira. A narrativa reforça a importância da preservação da memória histórica e da defesa dos direitos humanos. "O filme oferece uma oportunidade valiosa para refletir sobre democracia, justiça, memória coletiva e direitos humanos. Também contribui para que os estudantes compreendam como acontecimentos históricos seguem impactando o presente", destaca a professora.


3. O Agente Secreto (2025)

A produção de Kleber Mendonça Filho possibilita reflexões sobre vigilância, autoritarismo e mecanismos de controle social. Questões relacionadas à privacidade, ao papel das instituições e aos limites do poder são extremamente atuais e podem enriquecer discussões sobre cidadania e democracia.


4. Nem Toda História de Amor Acaba em Morte (2025)

Dirigido por Bruno Costa, o filme contribui para debates sobre diversidade, afetividade e respeito às diferenças, estimulando reflexões sobre convivência, inclusão e reconhecimento da pluralidade das experiências humanas. "É uma obra que amplia o olhar dos estudantes sobre empatia, respeito e direitos individuais, aspectos cada vez mais presentes nas discussões sociais contemporâneas", explica a professora.


5. Cidade de Deus (2002)

Um clássico do cinema nacional, o filme retrata o crescimento da violência em uma comunidade do Rio de Janeiro e evidencia os impactos da exclusão social. A obra permite discutir segurança pública, desigualdade, ausência do Estado e as consequências das vulnerabilidades sociais, oferecendo um repertório muito consistente para análises críticas.


6. Central do Brasil (1998)

Dora, uma ex-professora, ganha a vida escrevendo cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Cética e distante, ela vê sua rotina mudar ao conhecer Josué, um menino que acaba de perder a mãe, e acaba embarcando com o garoto em uma viagem pelo sertão nordestino em busca do pai que ele nunca conheceu.

"A obra ressalta a importância da alfabetização, da solidariedade e da construção de pertencimento, evidenciando o papel dos vínculos humanos e da educação na transformação das trajetórias individuais", destaca Virginie.


7. O Auto da Compadecida (2000) 

Baseado na obra de Ariano Suassuna e dirigido por Guel Arraes, o filme valoriza a cultura popular brasileira por meio do humor e das tradições nordestinas. "Além de reforçar a importância da identidade cultura.


CULTSP PRO abre 30 vagas para curso online gratuito voltado ao mercado internacional do audiovisua

Uma das atividades do ANIMA CULTSP PRO, um seminário formativo
com palestras sobre animação no Brasil e em Portugal, exibições especiais —
incluindo VR, curtas estudantis e produções do stop motion, no final de 2025

Inscrições acontecem entre 20 de junho e 10 de julho pelo site do programa 

 

O CULTSP PRO – Escolas de Profissionais da Cultura, programa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, abre inscrições para o curso gratuito online Desenvolvimento de Argumentos para Internacionalização e Coprodução. As inscrições serão realizadas entre os dias 20 de junho e 10 de julho pelo site do Programa. Ao todo, serão oferecidas 30 vagas para 15 projetos. 

O CULTSP PRO é um programa gerido pelo idg - Instituto de Desenvolvimento e Gestão. 

O curso será realizado entre os dias 20 de julho e 21 de setembro, às segundas e quartas-feiras, sempre das 19h às 21h30. A formação é destinada a profissionais a partir de 16 anos, com conhecimentos avançados em audiovisual. A proposta é atender roteiristas e produtores interessados no desenvolvimento de argumentos para longas-metragens com foco em circulação internacional e coprodução. 

A carga horária total é de 30 horas, distribuídas em 12 encontros de duas horas e trinta minutos cada. A programação inclui ainda dois Laboratórios Criativos, com três horas de duração cada, voltados ao aprofundamento em pitchings e análise de projetos com feedback orientado. 

As aulas serão ministradas por Matheus Colen e Roberta Miller. Colen atua como roteirista e produtor executivo há mais de 20 anos e já desenvolveu projetos para emissoras e plataformas como Band, SBT, Disney Channel, Netflix, Multishow e Canal Sony. Miller é produtora e roteirista com trajetória consolidada no audiovisual, com projetos realizados para TV Brasil, TV5Monde, Globo Play, TV Globo, Futura e Sesc TV. Ambos integram o projeto Histórias que Viajam. 

O processo seletivo será realizado por meio da análise de projetos. Cada proposta poderá ser inscrita por até dois profissionais, sendo obrigatório que um deles atue como roteirista. A inscrição exige o envio de um argumento em fase de primeiro tratamento com até dez páginas e um arquivo com os currículos dos participantes. O material deve apresentar título provisório, gênero, logline, sinopse curta e sinopse expandida.

Os candidatos devem comprovar experiência complementar. Um dos participantes precisa apresentar trajetória na área de roteiro e o outro deve comprovar atuação em direção ou produção audiovisual. A inscrição tem caráter individual e deve ser realizada por ambos os integrantes da dupla. 

Serão selecionados 15 projetos, com duas vagas destinadas a cada proposta.

 

Serviço 

Curso: Desenvolvimento de Argumentos: Internacionalização e Coprodução
Inscrições: de 20/06 a 10/07
Onde: www.cultsppro.org.br
Vagas: 30
Período do curso: de 20/07/2026 a 21/09/2026
Horário: das 19h às 21h30
Carga horária: 30 horas + atividades complementares
Público: profissionais do audiovisual com experiência avançada, a partir de 16 anos
Formato: online
Seleção: envio de argumento e currículo em PDF


CULTSP PRO Luciana Canuto - comunicacaocultsppro@idg.org.br (11) 971528323 | Eder Antonio - eder.silva@idg.org.br (11) 987707847 | Susana Sarmiento - susana.sarmiento@idg.org.br
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Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo

 

Dia Nacional da Lei Seca reforça avanço da fiscalização contra álcool ao volante em São Paul

 Detran-SP quase triplica operações desde 2023 para coibir combinação perigosa e fortalecer segurança no trânsito

 

Celebrado em 19 de junho, o Dia Nacional da Lei Seca marca a importância da legislação que combate a combinação entre álcool e direção, uma das principais causas de sinistros graves no trânsito. Em São Paulo, o Detran-SP tem ampliado a fiscalização e feito dessas operações um objetivo permanente de segurança viária. 

Entre 2023 e 2025, o número de operações realizadas pelo Detran-SP em todo o estado passou de 467 para 1.272, crescimento de 172%. No mesmo período, a quantidade de veículos fiscalizados saltou de 256.901 para 781.458.

 

O avanço segue em 2026. Apenas entre janeiro e maio, foram 693 operações, aumento de 84,8% em relação ao mesmo período de 2025. As ações resultaram na abordagem de 357.086 veículos em todo o estado. As operações são planejadas com base na análise de dados dos Infosiga, priorizando locais e horários com maior incidência de sinistros. 

 

A lei

Uma infração por alcoolemia pode se dar de diversas formas – da negativa ao teste do etilômetro à embriaguez de fato. Em uma operação, vale lembrar, ninguém é obrigado a se submeter ao etilômetro. A recusa, porém, é considerada infração gravíssima, segundo o artigo 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), assim como dirigir sob efeito de álcool – quando o teste afere índice de até 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido –, de acordo com o artigo 165 do CTB e a Resolução 432/2013 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). 

 

Em ambos os casos, o valor da multa é de R$ 2.934,70 e o condutor responde a processo de suspensão da carteira de habilitação. Se houver reincidência no período de 12 meses, a multa é aplicada em dobro, ou seja, no valor de R$ 5.869,40. Na autuação por direção sob efeito de álcool, quando há nova ocorrência durante o período de suspensão da CNH, além da multa em dobro, o motorista responderá ainda a processo administrativo que poderá culminar na cassação do seu direito de dirigir, se forem esgotados todos os meios de defesa. Nesta última situação, ele terá de reiniciar todo o processo de habilitação para voltar a dirigir – e somente após transcorrido o prazo de 24 meses depois da cassação.

 

Já os casos de embriaguez ao volante, quando os motoristas apresentam índice a partir de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido no teste do etilômetro, são considerados crimes de trânsito. Os motoristas flagrados nessa situação, além de receberem a multa de R$ 2.934,70 e responderem ao processo de suspensão da CNH, são também conduzidos à Delegacia de Policial. Se condenados, eles poderão cumprir de seis meses a três anos de detenção, conforme prevê a Lei Seca, também conhecida como “tolerância zero”.


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