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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Planos coletivos devem subir até 10% em 2026

Mesmo com desaceleração, índice continua elevado e exige atenção a contratos e regras de coparticipação

 

Os planos de saúde coletivos devem registrar reajustes de até 10% em 2026, segundo estimativas de mercado. Já segundo o último Boletim Focus, pesquisa do Banco Central, o mercado estima que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurou, a precisão é que o reajuste fique em 4,80% ao fim de 2026. Embora o percentual represente desaceleração em relação ao ano anterior, ainda permanece acima da inflação projetada, o que mantém a pressão sobre empresas e beneficiários.

A dinâmica de correção dos contratos é influenciada por fatores estruturais do setor. Entre eles, a inflação médica, impulsionada pelo custo de medicamentos, equipamentos e novas tecnologias, além da maior utilização dos serviços. A sinistralidade, que mede a relação entre despesas assistenciais e receitas das operadoras, também segue como indicador relevante na definição dos índices.

“Nos últimos anos, operadoras intensificaram medidas para conter despesas. Houve endurecimento nas regras de reembolso, ampliação da coparticipação e revisão das redes credenciadas. Essas mudanças contribuíram para reduzir o ritmo dos reajustes, ao mesmo tempo em que alteraram a forma de acesso dos usuários aos serviços”, esclarece o advogado Thayan Fernando Ferreira, especialista em direito público e direito de saúde, membro da Comissão de Direito Médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados. 

Ainda para Thayan, o cenário exige atenção redobrada dos consumidores, sobretudo nos contratos coletivos, que não possuem teto de reajuste definido por órgão regulador. “O beneficiário precisa acompanhar de perto as condições do contrato e questionar aumentos que não estejam devidamente justificados. Mesmo nos planos coletivos, há limites legais e critérios técnicos que precisam ser respeitados”, afirma.

Segundo o especialista, práticas como restrição de reembolso e aumento da coparticipação devem ser analisadas com cautela. Ele destaca que mudanças contratuais não podem comprometer o acesso efetivo ao atendimento. “É importante que o consumidor avalie se essas medidas não tornam o plano inviável na prática. Caso haja prejuízo evidente, é possível buscar revisão administrativa ou até judicial”, diz.

Uma orientação importante é que as empresas e usuários mantenham registro de comunicações com as operadoras e solicitem detalhamento dos reajustes aplicados. A transparência, segundo ele, é um direito do consumidor e um instrumento essencial para evitar abusos.

“Apesar da melhora nos resultados financeiros das operadoras após a pandemia, o setor ainda enfrenta desafios, sobretudo entre empresas de menor porte. A expectativa é de que ajustes recentes, inclusive no campo regulatório e jurídico, contribuam para maior previsibilidade nos custos. Para os usuários, no entanto, o momento ainda exige cautela e acompanhamento constante das condições contratuais”, finaliza Thayan.

 

Mãe gasta, mãe deve, mãe investe: conheça 5 perfis financeiros das mães brasileiras

Especialista da Simplic explica que existem cinco perfis financeiros, que indicam como as mulheres lidam com as finanças pessoais e da família

 

No Brasil, um número significativo de domicílios é chefiado por mulheres, que assumiram mais responsabilidades econômicas ao longo dos anos, mas ainda enfrentam desafios para alcançar a equidade no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, no último trimestre de 2025, a taxa de desocupação foi de 6,2% para as mulheres, enquanto a dos homens ficou em 4,2%. 


Apesar disso, uma pesquisa da Serasa em parceria com o Opinion Box, divulgada em fevereiro de 2026, revela que 34% das mulheres são as únicas responsáveis por manter a família financeiramente, percentual que sobe para 45% entre as classes D e E. Um agravante é que mais de 11,3 milhões de mulheres no país são mães solo e criam seus filhos sem uma rede de apoio, segundo dados da FGV referentes a 2022.

 

Os números mostram que, ao se tornar mãe, o planejamento financeiro se torna ainda mais essencial. Os gastos com a criação de um filho até a vida adulta podem variar enormemente conforme o padrão de vida da família. Estimativas de consultorias e institutos de pesquisa, como as divulgadas por materiais de planejamento familiar em 2026, apontam que o custo total pode oscilar entre R$ 50 mil e R$ 2 milhões, dependendo da região e das escolhas dos pais.

 

Para manter uma vida material confortável, as mães (e pais!) precisam aprender sobre educação financeira e transmitir esses valores para os filhos desde cedo, bem como entender o próprio perfil de gastos. A seguir, Ana Paula Oliveira, executiva de negócios da Simplic, fintech de crédito pessoal online, explica quais são os cinco perfis mais comuns das mães quando se trata de dinheiro. Confira:

 

Mães com perfil gastador

Mulheres com esse perfil costumam gastar toda a renda mensal disponível. Isso não significa, necessariamente, que elas acumulam dívidas; contudo, dificilmente conseguem fazer sobrar dinheiro. Por serem impulsivas e motivadas pelo prazer imediato que sentem ao comprar, podem deixar de construir uma reserva financeira ou realizar investimentos.

 

“As mães com perfil gastador precisam desenvolver autocontrole, estabelecer um orçamento e desenvolver estratégias para controlar os gastos. É uma maneira de dar o exemplo mais adequado aos filhos e evitar dar início a uma longa cadeia de endividamento familiar”, aconselha Ana.

 

Mães com perfil devedor

Mulheres com esse perfil tendem a ter um longo histórico de dívidas. Como têm dificuldade em controlar os gastos, costumam recorrer a alternativas de crédito desvantajosas, que comprometem ainda mais o equilíbrio financeiro da família.

 

“Para mulheres com perfil devedor, é importante aprender a administrar as dívidas, bem como buscar soluções alternativas para reduzi-las. Uma ideia é substituir ‘dívidas caras’, como as do rotativo do cartão de crédito ou do cheque especial, por ‘dívidas mais baratas’, como um empréstimo pessoal com juros reduzidos”, opina a executiva.

 

Mães com perfil poupador

Mulheres com esse perfil costumam ter mais equilíbrio financeiro, pois além de controlarem os gastos, colocam a segurança financeira em primeiro lugar, mantendo o hábito de guardar dinheiro para emergências. Também planejam o futuro dos filhos, guardando algum montante para despesas com educação.

 

“O único ponto de atenção para mães com perfil poupador está na tendência de adotar uma postura excessivamente cautelosa, o que pode limitar a visão para oportunidades que poderiam fazer o dinheiro render de forma segura. Em alguns casos, essa atitude também leva a renunciar a momentos de lazer, seus e de seus filhos, deixando de curtir o presente”, sugere.

 

Mães com perfil investidor

Mulheres com esse perfil buscam aprender sobre finanças para diversificar seus investimentos e assumem riscos em busca de retornos financeiros mais robustos, especialmente para aumentar o patrimônio. Mas devem tomar cuidado para não perder dinheiro em investimentos de alto risco, colocando a estabilidade financeira da família em xeque.

 

Mães com perfil “desligado”

Mulheres com esse perfil não gastam tudo o que ganham, tampouco têm dívidas; contudo, costumam deixar o dinheiro parado na conta corrente e não estabelecem objetivos financeiros, demonstrando completo desinteresse pelo assunto. O desafio para essas pessoas é desenvolver consciência financeira, educar-se sobre o assunto e aprender a investir.

 

Independente do perfil financeiro de cada mulher, 53% dos pais brasileiros começam a conversar sobre finanças com os filhos antes dos 8 anos de idade, de acordo com uma pesquisa da Serasa e Opinion Box. Além disso, 39% das famílias oferecem mesada às crianças como ferramenta de aprendizado financeiro prático, segundo o mesmo levantamento.

  

Simplic

 

Faturamento do comércio varejista paulista deve crescer 3% com Dia das Mães

 
Estimativa da FecomercioSP é que setor fature R$ 82 bilhões no mês de maio; mercado de trabalho aquecido e aumento da renda sustentam alta
 

As vendas nas atividades mais impactadas pelo Dia das Mães devem crescer 3% em maio, no Estado de São Paulo, de acordo com projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). A expectativa é que o faturamento atinja quase R$ 82 bilhões, R$ 2,7 bilhões a mais em comparação com o mesmo período do ano passado.

 
[TABELA 1]
Projeções Faturamento do Comércio Varejista Estado de São Paulo — maio de 2026
Fonte: Secretaria do Estado de São Paulo
Elaboração: FecomercioSP
Valores em R$ mil a preços de fev/26

 


Na avaliação da FecomercioSP, o crescimento pode parecer tímido tanto no Estado como na capital (2%), mas, considerando a forte base de comparação e o cenário macroeconômico marcado por juros elevados, famílias endividadas e inflação ainda em patamar desconfortável, o resultado, se confirmado, pode ser avaliado como positivo.
 
A expectativa otimista se sustenta principalmente pelo mercado de trabalho, que segue positivo, e pelo aumento da renda, tornando possível que mais pessoas consumam e obtenham crédito. Assim, o Dia das Mães permanece como uma data importante para as vendas, principalmente nos segmentos ligados a presentes tradicionais (cosméticos, roupas e calçados) e experiências familiares.


 
Crescimento disseminado


Todos os segmentos analisados pelo levantamento da FecomercioSP devem exibir alta no faturamento. Os principais destaques são as farmácias e perfumarias, com avanço de 6%; as lojas de vestuário, tecidos e calçados, que devem crescer 4%; e os supermercados, com elevação de 3%.
 
Os juros elevados e o endividamento familiar, somados às incertezas econômicas e eleitorais, acabaram afetando negativamente as vendas de bens duráveis. Nesses casos, a compra normalmente depende de crédito e do comprometimento da renda por vários meses.
 
Nesse contexto, as atividades de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos, bem como as lojas de móveis e decoração, devem apresentar as menores taxas de crescimento em maio, com altas de 1% e 2%, respectivamente.


 
Capital paulista


Na Cidade de São Paulo, o Dia das Mães deve levar o faturamento do mês de maio a crescer 2%. Lojas de vestuário, tecidos e calçados apresentarão a maior alta (4%). Na sequência, estão farmácias e perfumarias (3%), supermercados (2%) e lojas de móveis e decoração (1%). Eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento devem registrar estabilidade.

 
[TABELA 2]
Projeções Faturamento do Comércio Varejista cidade de São Paulo — maio de 2026
Fonte: Secretaria do Estado de São Paulo
Elaboração: FecomercioSP
Valores em R$ mil a preços de fev/26



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Recorde de emprego no Brasil. Recorde de jovens em funções que estão em extinção

João tem 19 anos, mora na periferia de São Paulo e conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada. Auxiliar logístico. Jornada puxada. Tarefas repetitivas. Salário abaixo da média nacional. 

Para as estatísticas, João é parte de um recorde histórico. Para o futuro, ele pode estar entrando numa função que não existirá daqui a poucos anos.

 

E esse é exatamente o ponto que poucos no Brasil estão discutindo com a seriedade que o momento exige.

 

O Brasil encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012: 5,1%, segundo o IBGE. O país atingiu 103 milhões de pessoas ocupadas. O rendimento médio dos trabalhadores também alcançou o maior nível da série.

 

São, objetivamente, os melhores números do mercado de trabalho brasileiro de toda a história.

 

Quando você abre os dados, aparece uma realidade bem menos confortável.

 

Pesquisa do FGV IBRE baseada em microdados da PNAD Contínua mostra que metade dos jovens de 18 a 24 anos está concentrada em apenas 20 ocupações — balconistas, escriturários, auxiliares de limpeza, caixas, operadores de telemarketing. Funções de baixa complexidade, alta rotatividade e baixo salário. O rendimento médio mensal desse grupo é de R$1.815. A renda média nacional: R$3.315. Uma diferença de quase 45%.

 

A taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos chegou a 14,9% no primeiro trimestre de 2025 — quase o dobro da média nacional de 7%, segundo o IBGE. E entre 2019 e 2024, a ocupação dos jovens cresceu 4,2% enquanto a dos adultos de 30 a 59 anos cresceu 8,6%. O mercado aqueceu. Mas não aqueceu igual para todo mundo.

 

Tem ainda um dado que passou quase despercebido no noticiário de janeiro de 2026: o CAGED fechou 2025 com 1,27 milhão de empregos formais — queda relevante em relação a 2024, indicando desaceleração no ritmo de criação de empregos formais. O governo celebrou o saldo positivo. A imprensa destacou o recorde de desemprego baixo. Ninguém parou para notar que o mercado formal está desacelerando exatamente no momento em que a automação está acelerando.

 

A escada que alguém está removendo

Existe um conceito simples na economia do trabalho chamado learning by doing — aprender fazendo. As primeiras funções de uma carreira não existem só para produzir. Existem para formar. O analista júnior que organiza dados aprende a interpretar dados. O redator de entrada aprende a estruturar argumentos. O assistente de atendimento aprende a lidar com pessoas sob pressão. Essas funções são degraus, não destinos.

O que está acontecendo agora é que a inteligência artificial chegou exatamente nesse ponto. Não no topo da escada. No primeiro degrau.

 

Em abril de 2026, economistas do Goldman Sachs publicaram a análise mais precisa já feita sobre o impacto real da IA no mercado de trabalho — baseada em dados reais de folha de pagamento, não em projeções. A IA está eliminando, líquido, 16 mil empregos por mês nos Estados Unidos. A substituição destrói 25 mil posições mensais; a criação de novas funções repõe apenas 9 mil. Quem absorve o impacto primeiro: trabalhadores entre 22 e 25 anos, que experimentaram queda de 16% no emprego em funções expostas à IA em menos de três anos.

 

Os setores mais afetados são: entrada de dados, suporte ao cliente, redação básica, análise elementar, suporte administrativo. Exatamente as funções onde metade dos jovens brasileiros está concentrada.

 

O mesmo Goldman Sachs publicou, na mesma semana, um segundo estudo baseado em 40 anos de dados individuais: trabalhadores deslocados por tecnologia levam em média dez anos para recuperar a trajetória salarial que teriam tido em condições normais. Os economistas chamam isso de scarring — cicatriz de carreira. Não é metáfora. É o que acontece quando uma geração passa os anos formativos sem acumular a experiência que deveria.

 

Fluentes na ferramenta. Bloqueados na porta.

Existe uma ironia que precisa ser nomeada: quem está chegando agora ao mercado é a geração mais fluente em inteligência artificial de toda a história do trabalho. São jovens que usam agentes de IA no dia a dia, que constroem projetos com modelos de linguagem, que chegam às empresas já operando ferramentas que seus gestores de 45 anos ainda estão tentando entender.

 

E são exatamente essas pessoas que estão absorvendo o maior impacto da substituição por IA.

 

Não por incapacidade. Mas porque estão concentradas exatamente nas funções que a IA aprendeu primeiro a executar — funções que historicamente serviram de porta de entrada e de escola ao mesmo tempo. A competência técnica chegou. A oportunidade de aplicá-la dentro de uma carreira estruturada, ainda não.

 

Acompanho isso de perto. À frente do CIEE — a maior ONG de inserção jovem da América Latina, que inseriu mais de 290 mil jovens em programas de estágio e aprendizagem só em 2025 — vejo um movimento que os dados agregados ainda não capturam com precisão — mas que já é evidente na ponta: as vagas com maior potencial de desenvolvimento, aquelas que ensinavam enquanto ocupavam, estão encolhendo. A demanda por jovens de entrada continua, mas tem uma velocidade mais acelerada para funções operacionais. O degrau está sendo retirado em silêncio.

 

O Brasil que envelhece enquanto desperdiça seus jovens

Aqui o argumento deixa de ser só econômico e passa a ser estrutural.

O Brasil está envelhecendo mais rápido do que consegue criar riqueza. A PNAD 2025 do IBGE confirma: a proporção de brasileiros com menos de 30 anos caiu de 49,9% para 41,4% desde 2012. O grupo com 60 anos ou mais já representa 16,6% da população. A taxa de fecundidade chegou a 1,57 filho por mulher — abaixo do nível de reposição de 2,1. A população brasileira deve parar de crescer em 2041.

 

Isso significa uma coisa simples e inescapável: o país depende de que os jovens de hoje construam trajetórias sólidas. Com salários crescentes. Com contribuição previdenciária acumulada ao longo de décadas. Não existe outro caminho — não existe matematicamente.

 

Quando essa geração entra no mercado em funções de baixo salário, alta rotatividade e alto risco de automação, o problema não é só social. É fiscal. É o tipo de conta que aparece no balanço do INSS daqui a vinte anos e faz todo mundo perguntar como não vimos isso vindo.

 

Três mudanças que o Brasil ainda não fez — e que precisam começar agora

Trabalho há mais de duas décadas com jovens e mercado de trabalho. Fui CEO do Instituto PROA, que preparou dezenas de milhares de jovens de baixa renda para o primeiro emprego. Passei 14 anos no Instituto Ayrton Senna, onde aprendi que educação e empregabilidade são dois lados de uma crise que o Brasil insiste em tratar separadamente. Hoje, à frente do CIEE, vejo esse mercado de dentro e de fora, do lado dos jovens e do lado das empresas, ao mesmo tempo.

 

E o que décadas de experiência e os dados mostram em conjunto é que três mudanças são urgentes — e ninguém está tomando a sério o custo de não fazê-las:

 

Para o governo: o CAGED precisa evoluir. Medir só o volume de vagas abertas em 2026 é como avaliar a saúde de um país pelo número de refeições servidas, sem checar o valor nutricional. É possível e necessário criar um índice de qualidade do emprego jovem que inclua potencial de automação da função, faixa salarial em relação à média e mobilidade ocupacional em 24 meses. Sem isso, continuamos comemorando números que escondem uma crise.

 

Para as empresas: eliminar posições de entrada em nome da eficiência de curto prazo é uma conta que vai cobrar juros. Sem base, não existe topo. Quem não forma júnior hoje não terá liderança sênior amanhã — e vai pagar por isso no mercado de talentos daqui a uma década, quando a conta chegar e não houver de onde tirar.

 

Para o sistema educacional: as habilidades que a IA não substitui — julgamento contextual, negociação, resiliência, colaboração, leitura emocional de situações complexas, comunicação que convence — precisam ser desenvolvidas antes da entrada no mercado, não depois. O Brasil tem mais de 7 milhões de jovens no ensino médio. É ali, e não na faculdade, que a janela de intervenção mais eficiente ainda está aberta.

 

A pergunta que falta fazer

O CAGED de 2025 mostra 1,27 milhão de novos empregos formais. É real. Mas não responde às perguntas que mais importam: que tipo de emprego é esse? Quanto ele paga? Quanto ele ensina? E esse emprego ainda existirá daqui a dez anos?

 

O João, de 19 anos, da periferia de São Paulo, não está fazendo essas perguntas. Ele está aliviado por ter conseguido o primeiro emprego. Tem todo o direito de estar.

 

A questão é quem está fazendo essas perguntas por ele. E com que urgência.

 

O Brasil nunca teve tantos jovens trabalhando. E talvez nunca tenha corrido tanto risco de desperdiçá-los.O problema não é a falta de trabalho — formal ou informal. É a falta de caminho.

 

Rodrigo Dib - superintendente Institucional do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE

 

5 coisas que (provavelmente) nunca te contaram sobre o Imposto de Renda


A reta final da declaração do Imposto de Renda já começou e o prazo está mais apertado do que muitos imaginam. A entrega se encerra no próximo dia 29 de maio e milhões de brasileiros ainda não enviaram seus dados à Receita Federal. 

 

Até o momento, mais de 19 milhões de declarações já foram entregues em todo o país, mas o número ainda está abaixo do esperado para o período. Especialistas alertam que deixar para a última hora pode aumentar o risco de erros, além de dificuldades técnicas causadas pelo alto volume de acessos próximos ao fim do prazo. 

 

Com o encerramento se aproximando, a recomendação é clara: não há mais tanto tempo quanto parece. A reta final exige atenção redobrada dos contribuintes, tanto para evitar inconsistências quanto para garantir o envio dentro do prazo. 

 

A declaração de Imposto de Renda é uma certeza na vida de milhões de brasileiros, mas há detalhes nesse processo que podem passar despercebidos até mesmo pelos mais atentos. André Charone, contador, tributarista e mestre em negócios internacionais, professor universitário e autor do livro "Declaração de Imposto de Renda: Dicas e Truques que o Leão Não Quer Que Você Saiba", esclarece alguns desses pontos menos óbvios. Veja abaixo cinco aspectos do imposto de renda que raramente são discutidos: 

 

1. Erros podem ser corrigidos sem pânico: 

 

André Charone ressalta que um dos maiores medos dos contribuintes é cometer erros na declaração. No entanto, ele tranquiliza: "Se você cometeu um erro, pode enviar uma declaração retificadora sem necessidade de pagar multas, desde que faça isso antes de ser notificado para uma auditoria." Isso mostra a flexibilidade do sistema em permitir correções. No entanto, o contador ressalta que o contribuinte deve ficar atento para corrigir as inconsistências antes de receber a notificação da Receita Federal. “Caso contrário, não será possível mais realizar a retificação”, destaca Charone. 

 

2. Pode ser bom declarar mesmo que você não esteja obrigado: 

 

O contador destaca um aspecto muitas vezes ignorado sobre a declaração do imposto de renda: os benefícios de declarar mesmo quando não se é obrigado. Muitos contribuintes assumem que, se não atingem o limite de renda que torna a declaração obrigatória, não há vantagens em preenchê-la. No entanto, existem situações em que declarar pode ser extremamente benéfico. 

 

"Por exemplo, pessoas que tiveram imposto retido na fonte e não são obrigadas a declarar podem receber uma restituição se optarem por enviar a declaração", explica Charone. Além disso, realizar a declaração voluntariamente pode facilitar a obtenção de vistos para viagens internacionais ou a aprovação de financiamentos e empréstimos, já que muitas instituições financeiras e consulados pedem o comprovante de declaração de renda como prova de rendimentos. 

 

3. Declarações em conjunto podem ser benéficas (ou não): 

 

Casais têm a opção de fazer a declaração conjuntamente ou separadamente, e a escolha entre uma e outra pode impactar significativamente o valor a pagar ou a restituir. André destaca que "em muitos casos, a declaração conjunta pode ser mais benéfica, dependendo das rendas e das deduções envolvidas". Ele recomenda analisar cuidadosamente as finanças do casal antes de decidir. 

 

O especialista explica que, em algumas situações, a soma das deduções e dos limites fiscais pode favorecer a declaração conjunta, especialmente quando um dos cônjuges não tem rendimentos. “No entanto, quando ambos possuem rendimentos altos tende a ser mais vantajoso declarar em separado”, alerta o contador. 

 

4. A restituição não passa de um “empréstimo grátis” ao governo: 

 

Embora aquele dinheirinho extra da restituição possa ajudar bastante no orçamento familiar, André Charone comenta que não existe muito motivo para ficar agradecido ao Fisco. “A restituição não é um benefício concedido pelo governo. Muito pelo contrário, na verdade é o reembolso dos valores que foram retidos a mais em relação ao que você devia”. Segundo o contador, a declaração de imposto de renda faz um ajuste entre o valor que foi retido ao longo do ano anterior e o que o contribuinte de fato devia, após o lançamento de todas as deduções. 

 

“Se foi retido mais do que era devido, o governo vai lhe restituir essa diferença. Na prática, é como se você tivesse emprestado, sem juros e sem escolha, seu dinheiro para o Fisco e agora o recebesse de volta”, explana Charone. 

 

5. A fiscalização está mais tecnológica do que nunca: 

 

Com o avanço tecnológico, a Receita Federal tem melhorado seu sistema de cruzamento de dados. "A chance de ser convocado para ajustar sua declaração ou mesmo enfrentar uma auditoria aumenta se houver inconsistências", alerta o autor. A tecnologia tem tornado a fiscalização mais eficaz, exigindo maior precisão nas declarações. Charone destaca que o uso de softwares sofisticados pela Receita permite que ela identifique rapidamente discrepâncias ou omissões, o que torna ainda mais crucial a precisão no preenchimento das informações. 

 



André Charone - contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e centenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. Seu mais recente trabalho é o livro "Empresário Sem Fronteiras: Importação e Exportação para pequenas empresas na prática", em que apresenta um guia realista para transformar negócios locais em marcas globais. A obra traz passo a passo estratégias de importação, exportação, precificação para mercados externos, regimes tributários corretos, além de dicas práticas de negociação e prevenção contra armadilhas no comércio internacional.
Disponível em versão física: https://loja.uiclap.com/titulo/ua111005/
e digital: https://play.google.com/store/books/details?id=nAB5EQAAQBAJ&pli=1
Instagram: @andrecharone


quarta-feira, 6 de maio de 2026

Um presente que cultiva vidas

GSH Banco de Sangue de São Paulo promove ação especial de Dia das Mães

 

Na semana do Dia das Mães, o GSH Banco de Sangue de São Paulo convida a população a celebrar a data com um gesto que vai além dos presentes tradicionais: a doação de sangue.

Nos dias 9 e 10 de maio, a instituição realiza uma ação especial para homenagear as mulheres que transformam cuidado em vida. Durante o período, as mulheres que realizarem a doação receberão uma suculenta em embalagem personalizada (enquanto durarem os estoques), símbolo de cuidado, afeto e continuidade da vida, valores que se conectam ao gesto de doar sangue.

A campanha integra uma mobilização nacional do GSH Banco de Sangue e inclui um incentivo extra: as doadoras que comparecerem ao longo do mês de maio participarão do sorteio de um kit Natura da linha Todo Dia.

“Além de homenagear essas mulheres incríveis, queremos, ao mesmo tempo, estimular que famílias inteiras enxerguem a doação de sangue como um ato de amor e de solidariedade ao próximo”, destaca Janaína Ferreira, líder de captação do GSH Banco de Sangue.

A iniciativa também chama a atenção para a importância de se manter os estoques abastecidos, especialmente neste período em que foram impactados pelos recentes feriados prolongados. Doações regulares são essenciais para garantir o atendimento de pacientes que dependem de transfusões diariamente.

A campanha será divulgada nas redes sociais e nos demais canais digitais da instituição, ampliando o convite para que mais pessoas transformem o carinho pela data em solidariedade.


As doações podem ser feitas nos seguintes endereços:

  • Unidade Paraíso: Rua Tomás Carvalhal, 711, bairro Paraíso – atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados;
Unidade Beneficência Portuguesa, Rua Maestro Cardim 769, Bela Vista (Portaria 2) – atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados;



Estação Tatuapé da CPTM terá inscrição para Mutirão de Atendimento de Catarata

Entre os dias 07 e 14 de maio, os passageiros poderão se inscrever para o Mutirão de Atendimento de Catarata gratuito, promovido pelo Instituto São Paulo de Ação Voluntária


A estação Tatuapé da CPTM terá, a partir desta quinta-feira (7), inscrição para Mutirão de Atendimento de Catarata gratuito. A equipe do Instituto São Paulo de Ação Voluntária estará no local das 9h às 16h para promover a 22ª edição do evento, que já beneficiou mais de 30 mil pessoas ao longo dos anos. 

O objetivo é cadastrar pacientes que necessitam da cirurgia. Para se inscrever é necessário ter mais de 50 anos, residir no município de São Paulo, apresentar documento de identidade com foto e CPF (do paciente e do acompanhante) e levar comprovante de residência (do paciente e do acompanhante). 

As inscrições estarão abertas até o dia 14 de maio de 2026. 

Após a inscrição, os passageiros serão orientados a comparecer ao Shopping Aricanduva para passar por avaliação médica completa, com realização de exames gratuitos. Todo o processo, desde a triagem até o procedimento cirúrgico, é 100% gratuito, viabilizado por meio de parcerias consolidadas ao longo das edições do projeto. 

A iniciativa reforça o compromisso com a saúde da população, ampliando o acesso ao diagnóstico e ao tratamento da catarata, uma das principais causas de cegueira reversível no Brasil.
 

Serviço

Inscrição Mutirão de Atendimento de Catarata
Local: Estação Tatuapé (Linhas 11-Coral e 12-Safira)
Data: Do dia 7 ao dia 14 de maio
Horário: 9h às 16h


Estação da Luz da CPTM recebe ação com psicoterapeutas nesta quinta-feira (7)

 

Divulgação
CPTM

Profissionais da saúde estarão presentes para atender passageiros gratuitamente

 

Nesta quinta-feira (7), quem estiver na Estação da Luz da CPTM poderá utilizar o atendimento gratuito com psicoterapeutas do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP. A ação é oferecida pelo Museu da Língua Portuguesa em parceria com o IPq. 

A ação “Converse com o Psicoterapeuta” acontece das 10h às 13h. Os profissionais estarão situados ao lado do guarda-volumes, próximo à antiga bilheteria, oferecendo escuta e acolhimento psicoterapêutico aos passageiros e promovendo o cuidado da saúde mental a população em um espaço urbano de grande circulação. 


Serviço

Converse com o Psicoterapeuta
Local: Estação da Luz (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e Expresso Aeroporto)
Data: quinta-feira (07/05)
Horário: 10h às 13h


 

Estação Brás da CPTM recebe ação para prevenção ao HIV e outras ISTs nesta quinta-feira (7)

Divulgação CPTM
Entre 9h30 e 13h30, os passageiros poderão realizar testes e receber orientações da equipe de saúde

 

A Estação Brás da CPTM recebe ação de saúde para prevenção e tratamento ao HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) nesta quinta-feira (07/05). 

Das 9h30 às 13h30, técnicos estarão disponíveis para realizar testes rápidos de HIV e sífilis por meio de punção digital, distribuir autotestes de HIV com oferta de cabine e profilaxia pós-exposição (PrEP), para pessoas que possam ter sido expostas por meio de relações sexuais. 

O objetivo da ação, em parceria com a Coordenação do Programa Estadual IST/Aids da Secretaria de Saúde, é oferecer diagnóstico precoce para quem não tem conhecimento de seu status sorológico, além de prevenir a disseminação da doença.
 

Serviço

Ação de saúde: testagem de ISTs
Local: estação Brás (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira)
Data: quinta-feira (07/05)
Horário: das 9h30 às 13h30


Exames laboratoriais podem fazer a diferença na preparação para grandes maratonas

Foco Radical
 
Maratona Internacional de Porto Alegre

Com a Maratona Internacional de Porto Alegre e a New Balance 42K Porto Alegre no calendário, atletas intensificam cuidados para chegar bem no dia da prova 

 

A contagem regressiva para duas das principais provas de rua do Sul do país já mudam a rotina de quem vai encarar os 42 quilômetros e 195 metros na Maratona Internacional de Porto Alegre e na New Balance 42K Porto Alegre. Na fase final de preparação, além dos treinos longos e do ajuste fino na planilha, cresce entre os corredores a busca por exames laboratoriais como ferramenta para chegar mais seguro e competitivo no dia da largada. 

A lógica é simples para quem já vive o ambiente das maratonas: não basta treinar bem, é preciso garantir que o corpo esteja pronto para sustentar o esforço. Alterações silenciosas, como baixa de ferro, desgaste muscular acumulado ou desequilíbrios de eletrólitos, podem comprometer o rendimento justamente quando mais importa. E, muitas vezes, só aparecem com exames. 

A supervisora Operacional do Laboratório Qualitá, Dra. Stephany Lima de Camargo (CRBM 8890), explica que esse acompanhamento tem impacto direto na reta final de preparação. “Os exames laboratoriais são essenciais antes de competições porque ajudam a avaliar a saúde e a performance do atleta de forma mais precisa, identificando alterações que nem sempre aparecem na avaliação clínica, mas que podem prejudicar o rendimento. Eles permitem monitorar adaptações do organismo ao treino intenso, diferenciar respostas normais de sinais de fadiga, inflamação ou overtraining, além de detectar problemas comuns como anemia, desequilíbrio de eletrólitos e lesões musculares silenciosas. Com isso, é possível prevenir riscos, manter a performance ao longo do ciclo competitivo e ainda personalizar treino e nutrição de acordo com as necessidades individuais de cada atleta”, afirma. 

Entre os principais indicadores observados por quem vai encarar a distância estão o hemograma e a ferritina, fundamentais para a resistência e o transporte de oxigênio; a glicemia, que influencia a disponibilidade de energia; e a creatinoquinase (CK), que mostra o nível de desgaste muscular após os treinos mais pesados. Eletrólitos como sódio e potássio também entram no controle, especialmente para evitar queda de desempenho e câimbras nos quilômetros finais. 

Outros exames, como creatinina, ureia e marcadores inflamatórios, ajudam a entender como o corpo está respondendo ao volume acumulado de treinos. Para muitos atletas, esse acompanhamento funciona como um ajuste fino antes da prova, evitando surpresas e permitindo chegar na largada com mais confiança. 

Com o crescimento das maratonas em Porto Alegre e o aumento do número de participantes, a preparação também evolui. Cada vez mais, corredores incorporam dados à rotina para tomar decisões mais precisas e evitar que meses de treino sejam comprometidos por detalhes que poderiam ser identificados com antecedência. 

Para saber quais exames são mais indicados para o seu momento de preparação, o Laboratório Qualitá orienta que atletas consultem o seu médico e, posteriormente, procurem suas unidades ou canais oficiais para uma avaliação individualizada.

 

Marcelo Matusiak


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