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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Quem é o profissional que “segura a vida” nas mãos?

Com mais de 6 mil procedimentos realizados, o biomédico e
perfusionista Bruno Alencar Herrera de Souza é um dos pioneiros
no Paraná, devidamente regulamentado pelo CRBM6
Crédito das fotos Helder Lacerda e Ana Dias

Conheça o perfusionista, o “herói invisível” das cirurgias cardíacas; no Paraná, são apenas cerca de 50 profissionais atuantes

 

Imagine um cenário onde o coração de um paciente para de bater e seus pulmões param de respirar. Em qualquer outra situação, isso seria o fim. Mas, dentro de um centro cirúrgico de alta complexidade, é apenas o começo de um procedimento que salva vidas. No centro dessa operação está o perfusionista, um profissional que, literalmente, assume o controle das funções vitais do paciente enquanto os cirurgiões cardiovasculares realizam o tratamento cirúrgico.

 

No próximo dia 6 de maio, celebra-se o Dia Mundial do Perfusionista. A data marca os 73 anos da primeira cirurgia cardíaca da história a utilizar a máquina “coração-pulmão”, realizada em 1953 pelo cirurgião americano John Gibbon Jr. Mais de sete décadas depois, embora a tecnologia tenha evoluído de forma extraordinária, a profissão ainda é desconhecida por grande parte da população.


 

Quem é o perfusionista?


É o profissional que opera a máquina de circulação extracorpórea (CEC), popularmente conhecida como a máquina “coração-pulmão” em cirurgias cardíacas. Sua função é manter as funções vitais e a circulação sanguínea, garantindo a estabilidade fisiológica do paciente durante o procedimento.

 

Entre os indicadores monitorados estão oxigenação, temperatura, pressão, eletrólitos e equilíbrio ácido-base. O perfusionista também ajusta fluxos e a composição sanguínea, administra anticoagulantes e atua em situações de emergência. As responsabilidades estendem-se além da sala de cirurgia, alcançando as Unidades de Terapia Intensiva Cardiovascular (UTI-CV).

 


O “coração” fora do corpo


A profissão exige equilíbrio emocional e agilidade na tomada de decisões em ambientes de alta pressão.

 

“As pessoas me perguntam se o paciente fica vivo só com a máquina. A resposta é sim: durante o tempo em que o coração e os pulmões estão inativos para a cirurgia, a máquina assume a vida naquele momento. Sem o perfusionista, transplantes e cirurgias modernas simplesmente não existiriam”, explica o biomédico Bruno Alencar Herrera de Souza, mestre em Promoção da Saúde e um dos pioneiros da área no Paraná.

 


Importância e atuação


Com mais de 6 mil procedimentos no currículo, Souza – que também é membro do Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6) – destaca que a responsabilidade é extrema.

 

“O perfusionista, junto aos cirurgiões, coordena o momento de parar o coração e gerencia cada necessidade metabólica do paciente enquanto os cirurgiões realizam reparos delicados”, conta.

 

O trabalho se destaca em:

 

·         Segurança cirúrgica: Permite que cirurgias cardíacas (adultas e infantis) e vasculares sejam realizadas com o coração parado e "vazio", garantindo a proteção do coração inativo e a vida do paciente.

 

·         Suporte em cirurgias de alto risco: Em alguns casos, menos comuns, o perfusionista também é essencial em cirurgias pulmonares, hepáticas e transplantes de órgãos.

 

·         Preservação de órgãos: Monitora a proteção miocárdica (do coração) para evitar danos durante a interrupção da circulação ou do bypass cardiopulmonar.

 

Um exército de poucos

Apesar de sua importância vital na área da saúde, o número desses especialistas é reduzido. Estima-se que existam entre 600 e 900 perfusionistas em todo o Brasil. No Paraná, esse número é ainda mais restrito: entre 30 e 50 profissionais atuam nos hospitais de referência.

 

A baixa visibilidade deve-se ao fato de o trabalho acontecer “nos bastidores”. No entanto, a exigência para entrar no setor é altíssima: além da graduação na área da saúde, é necessária uma especialização em Circulação Extracorpórea e Assistência Circulatória Mecânica, com no mínimo 1.200 horas e reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

 

A formação é oferecida por centros formadores reconhecidos pelo MEC, universidades e pela Sociedade Brasileira de Circulação Extracorpórea (SBCEC).

 


Regulamentação e segurança


O CRBM6 atua no reconhecimento e na regularização do perfusionista no Paraná ao normatizar a habilitação em perfusão/circulação extracorpórea. O Conselho exige a comprovação de formação (especialização ou estágio com carga horária mínima, conforme a Resolução 001/2019 do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) e o registro desses profissionais, garantindo a segurança técnica e legal do biomédico perfusionista no Paraná.

 

“A perfusão é uma área que poucas pessoas veem, mas que transforma vidas todos os dias. Quando um coração precisa parar para ser tratado, é o perfusionista que mantém a vida acontecendo. Nosso trabalho exige precisão, ciência, calma e proatividade. É justamente por isso que a profissão merece ser mais conhecida e fortalecida”, complementa o biomédico Bruno Alencar Herrera de Souza.

 

 

Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região - CRBM6


Dor intensa não é normal: quando a endometriose pode indicar um quadro mais complexo

Doença pode levar anos para ser diagnosticada e, em casos avançados, atingir órgãos como intestino, bexiga e ureter
 

Cólicas incapacitantes, dor pélvica crônica, dor durante as relações sexuais e alterações intestinais ou urinárias no período menstrual não devem ser normalizadas. Apesar de atingir uma parcela relevante da população feminina, a endometriose ainda enfrenta desafios importantes de diagnóstico. Segundo o Ministério da Saúde, a doença afeta cerca de 10% das mulheres e meninas em idade reprodutiva no mundo, o equivalente a mais de 190 milhões de pessoas, e o intervalo entre o início dos sintomas e a confirmação diagnóstica pode chegar a sete anos1. 

No Brasil, a maior busca por cuidado também aparece nos dados do sistema público. O Ministério da Saúde registrou aumento de 30% na assistência relacionada ao diagnóstico da endometriose na Atenção Primária, passando de 115.131 atendimentos em 2022 para cerca de 144,9 mil em 20242. O cenário reforça a importância de ampliar a conscientização sobre a doença e qualificar o acesso ao diagnóstico, especialmente nos casos de endometriose profunda, que podem exigir acompanhamento especializado e planejamento terapêutico individualizado. 

Segundo a Dra. Anne Pereira, ginecologista do Centro Especializado em Endometriose do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, quando a condição acomete simultaneamente ovários, intestino, bexiga e ureter, o quadro costuma indicar uma doença mais extensa, com maior risco de impacto na rotina, na fertilidade e na qualidade de vida da paciente. 

“Na endometriose profunda, a doença pode ultrapassar a região ginecológica e comprometer estruturas como intestino, bexiga e ureter. Isso muda completamente a condução do caso, porque não estamos falando apenas de tratar a dor, mas de entender a extensão da doença, proteger a função dos órgãos envolvidos e planejar uma abordagem segura para cada paciente”, explica. 

Entre os principais desafios no tratamento desses quadros está a necessidade de identificar com precisão todos os focos da doença e removê-los de forma segura, preservando ao máximo a função dos órgãos acometidos. Em alguns casos, podem ser necessários procedimentos cirúrgicos complexos, como ressecções intestinais segmentares ou reconstruções do trato urinário. 

“O tratamento precisa ser completo, mas também cuidadoso. Em casos com múltiplos órgãos envolvidos, a cirurgia pode exigir diferentes estratégias no mesmo procedimento. Por isso, a experiência da equipe e a estrutura hospitalar são determinantes para reduzir riscos e garantir uma condução mais segura”, afirma a especialista. 

Nesse contexto, o planejamento pré-operatório tem papel central. Exames de imagem de alta qualidade, como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve, ajudam a mapear a extensão da doença, orientar a estratégia cirúrgica e antecipar a necessidade de participação de diferentes especialidades. A condução pode envolver ginecologistas, cirurgiões do aparelho digestivo, urologistas, radiologistas e, em muitos casos, profissionais dedicados ao manejo da dor e à reprodução humana. 

“Os exames de imagem são fundamentais para que a equipe saiba, antes da cirurgia, quais órgãos podem estar comprometidos e qual será a melhor estratégia para aquele caso. Esse mapeamento permite envolver, quando necessário, cirurgiões do aparelho digestivo, urologistas, radiologistas, especialistas em dor e profissionais de reprodução humana, sempre de forma integrada”, destaca a Dra. Anne. 

A preservação da fertilidade também pode fazer parte da discussão, especialmente em mulheres que ainda desejam engravidar. A decisão deve considerar fatores como idade, reserva ovariana, extensão da doença e planejamento reprodutivo. Em alguns casos, pode ser indicada a preservação da fertilidade antes da cirurgia, por meio de técnicas como o congelamento de óvulos. Em outros, a própria cirurgia, quando bem indicada e planejada, pode contribuir para melhorar as chances reprodutivas. 

“Esse é um dos pontos mais delicados do cuidado. A paciente precisa participar da decisão, entender os riscos, os benefícios e as possibilidades. O tratamento da endometriose não deve olhar apenas para a doença, mas também para os planos de vida, o desejo reprodutivo e o impacto dos sintomas na rotina dessa mulher”, afirma.

Para a especialista, hospitais de alta complexidade podem fazer diferença justamente por reunir infraestrutura, tecnologia diagnóstica, equipes integradas e capacidade de resposta para diferentes etapas do cuidado, do diagnóstico ao acompanhamento pós-operatório. 

“Em casos desafiadores, ter múltiplas especialidades atuando de forma coordenada faz diferença. Isso permite maior previsibilidade no planejamento cirúrgico, resposta mais rápida diante de intercorrências e um acompanhamento mais completo no pós-operatório, com impacto direto na recuperação e na qualidade de vida da paciente”, diz. 

No Dia Internacional da Luta contra a Endometriose, lembrado em 7 de maio, a principal mensagem, segundo a médica, é que a dor não deve ser normalizada. “Dor não é normal. Cólicas incapacitantes, dor durante as relações sexuais e sintomas intestinais ou urinários associados ao ciclo menstrual precisam ser investigados. Informação, escuta qualificada, diagnóstico precoce e acesso a centros especializados fazem toda a diferença para reduzir o tempo até a confirmação da doença e melhorar o cuidado”, conclui a Dra. Anne.


Hospital Alemão Oswaldo Cruz


Burnout: como o estresse crônico adoece o corpo antes da mente

Freepik


De dores nas costas a gastrites persistentes, os sinais físicos do esgotamento muitas vezes levam pacientes a consultórios errados 

 

O burnout nem sempre começa com um colapso emocional, mas sim como dor física silenciosa. No Brasil, os afastamentos por esgotamento cresceram 677% em cinco anos, saltando de 628 casos em 2019 para 4.880 em 2024, segundo a Fundacentro. 

Em meio a esse avanço, as novas diretrizes da NR-1, que entram em vigor a partir de 26 de maio, passam a exigir que empresas identifiquem e gerenciem riscos psicossociais no trabalho, como o estresse crônico – justamente o gatilho por trás de sintomas como gastrite persistente, dores nas costas e insônia que ainda levam pacientes a buscar o diagnóstico nos consultórios errados. 

“O burnout é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas relacionados ao estresse crônico no contexto profissional. Dentre as principais características estão a exaustão extrema, esgotamento físico, ansiedade, depressão, alteração de humor, negatividade e falta de interesse em realizar as atividades”, explica a psiquiatra Livia Beraldo de Lima, do Sírio-Libanês. 

No Brasil, o Ministério da Saúde reconhece o burnout como um distúrbio relacionado ao trabalho, associado à exaustão extrema, estresse e esgotamento físico, além de sintomas como dores no corpo, tontura e fadiga persistente. Do ponto de vista fisiológico, o impacto vai além da saúde mental. A condição provoca alterações no sistema nervoso autônomo, mantendo o organismo em um estado de "luta ou fuga" constante. Nessa dinâmica, o corpo perde a capacidade de retornar ao estado de descanso, elevando os níveis de cortisol – hormônio responsável pelo estresse - por períodos prolongados. 

“Os impactos do burnout não são apenas emocionais, mas também físicos, e podem incluir desde alterações no sono até prejuízos cognitivos importantes, como dificuldade de concentração e memória”, afirma a médica.
 

Quando o excesso de dedicação mascara o problema 

A dificuldade em identificar o burnout precocemente muitas vezes reside na confusão com outra condição correlata, embora menos óbvia, o burnon. 

“O termo burnon tem sido utilizado para situações em que há dedicação excessiva ou obsessão pelo trabalho, com dificuldade de impor limites. A pessoa acredita que sua entrega nunca é suficiente e mantém níveis elevados de exigência pessoal”, diz Livia. Nesse padrão, o corpo também paga o preço. O estado de alerta constante mantém o cortisol elevado, o que pode impactar o sistema cardiovascular, aumentar o risco de hipertensão e comprometer a imunidade. Psicologicamente, surgem a ansiedade crônica, insônia e, com o tempo, o próprio burnout. 

Entre os sinais mais comuns estão a hiperatividade no trabalho, o perfeccionismo, a dificuldade de relaxar e a sensação persistente de estar sempre devendo mais. Mesmo cansada, a pessoa segue produzindo, muitas vezes mascarando sintomas físicos e emocionais. 

A especialista afirma que práticas simples, como respiração diafragmática e exercícios físicos regulares, ajudam o cérebro a reduzir a produção de hormônios do estresse. Em quadros mais graves, com perda de memória ou cansaço persistente mesmo após o repouso, a busca por ajuda profissional é indispensável. “Sinais como exaustão que não melhora, insônia persistente ou o uso de substâncias para ‘desligar’ indicam a necessidade de apoio especializado. Reconhecer que o trabalho não pode ser o único eixo da vida é o primeiro passo para uma produtividade sustentável e para a preservação da saúde mental”, finaliza Livia.
 

Checklist: Você pode ter burnout se... 

Identificar o esgotamento antes do colapso total é fundamental. Se você se identifica com os pontos abaixo, é hora de acender o sinal amarelo e rever sua relação com o trabalho:

  • O descanso não recupera: Você acorda tão cansado quanto deitou, e mesmo após um final de semana ou férias, a sensação de exaustão permanece intacta.
  • O cinismo se tornou sua resposta padrão: Você se sente distante, "anestesiado" ou desenvolveu uma visão negativa e irônica sobre suas tarefas, colegas e clientes.
  • Sua saúde física começou a falhar sem explicação: Dores de cabeça frequentes, gastrite, tensão muscular crônica e palpitações tornaram-se parte da sua rotina.
  • A produtividade despencou: Tarefas que antes eram simples agora parecem montanhas intransponíveis, e você sente que sua competência desapareceu.
  • Sua memória e foco estão falhando: Você esquece compromissos recentes, perde o fio da meada em reuniões e sente um "nevoeiro mental" constante.
  • Você não consegue mais sentir prazer nas conquistas: Receber um elogio ou bater uma meta não gera mais satisfação, apenas o alívio temporário de que "pelo menos acabou".


Checklist: Você pode ter burnon se... 

Diferente do burnout, o burnon é o esgotamento de quem continua produzindo a todo vapor, mas sob um estado de alerta constante que consome a saúde silenciosamente. Fique atento se:

  • Você não consegue "desligar" o modo trabalho: Mesmo em momentos de lazer ou antes de dormir, sua mente continua projetando planilhas, e-mails e pendências. A pausa gera culpa em vez de relaxamento.
  • Sua entrega nunca parece suficiente: Por mais que os resultados sejam excelentes, você convive com uma sensação persistente de que está "devendo" ou que poderia ter feito melhor.
  • Você funciona no "piloto automático": As tarefas são executadas com perfeição técnica, mas você se sente desmotivado e descontente por dentro, como se estivesse apenas cumprindo um protocolo sem alma.
  • O perfeccionismo se tornou uma prisão: Você impõe a si mesmo padrões irreais e tem uma dificuldade enorme em dizer "não" ou delegar, por medo de que a qualidade caia ou sua imagem seja prejudicada.
  • Você mascara o cansaço com hiperatividade: Quando o corpo pede trégua, sua resposta é trabalhar ainda mais. Você ignora sinais de fadiga e usa a produtividade como uma armadura.
  • Suas necessidades pessoais são sempre a última prioridade: Atividades físicas, consultas médicas, hobbies e até o convívio familiar são sacrificados sistematicamente em prol do ambiente profissional.

 

Hospital Sírio-Libanês
Saiba mais em nosso site

  

Um novo lar para Juninho: macaco-aranha voa de São Paulo a Brasília com o Avião Solidário da LATAM

Juninho foi transportado pelo programa Avião Solidário da LATAM
para o Zoológico de Brasília, onde integrará programa de
reprodução da espécie
 Crédito: Zoológico de Sorocaba


Animal nascido no Zoológico de Sorocaba chega ao DF para integrar programa de reprodução de espécie ameaçada


O programa Avião Solidário, da LATAM, realizou nesta segunda-feira (4) o transporte gratuito de um macaco-aranha-de-cara-preta (Ateles chamek) entre São Paulo e o Distrito Federal, em uma ação coordenada com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O animal, chamado Juninho, nasceu em 2017 no Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”, em Sorocaba (SP), e passa a integrar o Zoológico de Brasília, onde participará de um programa de reprodução da espécie. 

A operação partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos e reduziu em cerca de 10 horas o tempo de deslocamento em comparação ao transporte terrestre. A agilidade logística contribui para o bem-estar do animal, minimizando o estresse e garantindo condições adequadas durante todo o trajeto. 

“Operamos uma malha aérea que conecta todas as regiões do país e, mais do que transportar passageiros e cargas, sabemos que esse alcance pode gerar impacto positivo para a sociedade e o meio ambiente. Por isso, há 14 anos compartilhamos nossa conectividade para apoiar causas fundamentais, como a conservação da biodiversidade brasileira”, afirma Raquel Argentino, gerente de Sustentabilidade e Impacto Social da LATAM Brasil.

 

CONSERVAÇÃO E REPRODUÇÃO DE ESPÉCIE AMEAÇADA 

Após período de adaptação, Juninho será apresentado a uma fêmea no Zoológico de Brasília, com a finalidade de reprodução da espécie. Nativo da Amazônia, o macaco-aranha-de-cara-preta é classificado como “em perigo” de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), principalmente em função da perda de habitat. 

A preservação da espécie depende da atuação integrada entre órgãos públicos, centros de conservação e iniciativas privadas, com foco na proteção dos ecossistemas e no fortalecimento de programas de reprodução assistida.

 

AVIÃO SOLIDÁRIO: CONECTIVIDADE A SERVIÇO DO BRASIL 

Há 14 anos, o Avião Solidário conecta regiões e viabiliza o transporte gratuito de cargas, pessoas e animais em apoio a iniciativas humanitárias, ambientais e de desenvolvimento regional. No período, o programa já transportou no Brasil 868 toneladas de cargas, 4,6 mil animais em ações de conservação e 282 milhões de vacinas contra a Covid-19. 

Somente em 2025, foram 48 toneladas de doações e 835 voluntários transportados. A LATAM mantém parcerias com organizações como Amigos do Bem, Movimento União BR, Gastromotiva, SOS Mata Atlântica e AZAB, entre outras. 

Ao ampliar a conectividade e colocar sua eficiência logística a serviço de projetos de interesse público, a LATAM contribui para o desenvolvimento sustentável do país e reforça seu compromisso com a sociedade brasileira.

  


Grupo LATAM
www.latam.com

 

Dia Mundial da Mineração: setor avança com inovação e apresenta resultados positivos no país

Atividade registra crescimento, amplia investimentos e aponta transformação digital e qualificação profissional como fatores decisivos para sustentar a competitividade nos próximos anos
 

A mineração brasileira iniciou o ano de 2026 com resultados expressivos, consolidando seu papel estratégico para a economia nacional, com o avanço no uso de tecnologias. No primeiro trimestre deste ano, o setor faturou R$ 77,9 bilhões, registrando crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). A data de 07 de maio é escolhida mundialmente para celebrar a importância da atividade para a economia global, para o desenvolvimento tecnológico e para o reconhecimento dos trabalhadores dessa área, com destaque para a importância da produção de minerais essenciais, que estão inseridos em boa parte da sociedade. 

O minério de ferro segue como principal produto mineral do país, com faturamento de R$ 37,5 bilhões, seguido pelo ouro, que apresentou forte alta de 45%, alcançando R$ 13,5 bilhões, e pelo cobre, com crescimento de 28% e receita de R$ 10,3 bilhões. No mesmo período, as exportações minerais somaram US$ 11,4 bilhões, aumento de 21,5% em valor, com a China absorvendo 66% desse volume. 

Além do desempenho financeiro, a atividade também reforça sua relevância para o setor de geração de empregos: em fevereiro, a mineração brasileira gerou 230 mil postos de trabalho diretos e arrecadou R$ 26,9 bilhões em tributos, avanço de 5,5% frente ao ano anterior. Para os próximos anos, a projeção é ainda maior: estão previstos US$ 76,9 bilhões em investimentos entre 2026 e 2030, recorde histórico para o segmento, com destaque para a exploração de minerais críticos, que devem receber US$ 21,3 bilhões.

 

Avanços e produtividade

Neste cenário, inovação e transformação digital o passam a ocupar posição central na estratégia das mineradoras. Tecnologias como inteligência artificial, automação de processos, análise preditiva e integração de dados vêm transformando a produtividade, a segurança operacional e a sustentabilidade das operações. 

Para Valdomiro Roman, diretor de Operações da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), a mineração vive uma mudança estrutural que exige uma nova visão sobre competitividade. “A mineração deixou de ser vista apenas pela sua capacidade produtiva e passou a ser avaliada também pela sua inteligência operacional. Hoje, eficiência, segurança, sustentabilidade e inovação caminham juntas, e a transformação digital é um dos principais motores dessa transformação”, afirma. 

Estudos recentes da Deloitte, especialista em auditoria, consultoria e gestão de riscos apontam justamente a inteligência artificial, a colaboração entre empresas e a preparação da força de trabalho como algumas das principais tendências globais para mineração em 2026. Paralelamente, iniciativas como a consulta pública da Agência Nacional de Mineração (ANM) para o novo Plano de Dados Abertos 2026-2028 reforçam o movimento de maior transparência e uso estratégico da informação no setor. 

Segundo Roman, no entanto, a modernização tecnológica só será sustentável se vier acompanhada da formação adequada de profissionais capazes de operar essa nova mineração. “Não basta investir em tecnologia se não houver pessoas preparadas para liderar essa transformação. A formação de engenheiros e especialistas precisa acompanhar a velocidade das mudanças industriais. Esse é um dos grandes desafios do setor hoje”, destaca. 

A demanda por profissionais qualificados, a necessidade de atualização técnica constante e a sucessão geracional já são temas recorrentes entre empresas e instituições do setor. Atrair jovens talentos para a engenharia mineral e preparar profissionais para um ambiente cada vez mais automatizado tornou-se uma prioridade estratégica. 

Para a ABM, essa discussão também passa pelo fortalecimento da conexão entre indústria, universidades e centros de formação técnica, criando uma jornada mais alinhada às demandas do mercado. “Precisamos mostrar para os novos profissionais que a mineração de hoje é altamente tecnológica, estratégica e essencial para o futuro do país. Falar de mineração é falar de transição energética, infraestrutura, inovação e desenvolvimento industrial. Formar essa nova geração é garantir a competitividade do Brasil nas próximas décadas”, completa Valdomiro.

 

Cenário brasileiro

Em um momento em que minerais críticos ganham protagonismo global e a demanda por operações mais sustentáveis cresce em ritmo acelerado, o Brasil reúne vantagens competitivas importantes. Transformar esse potencial em liderança, porém, dependerá cada vez mais da capacidade de unir investimento, inovação e capital humano qualificado. 

Diante dessas questões, a ABM reforça seu papel como articuladora técnica e institucional do setor, promovendo o desenvolvimento profissional, a disseminação de conhecimento e o debate sobre o futuro da mineração brasileira. Ao conectar especialistas, empresas e academia, a entidade contribui para preparar a indústria mineral para uma nova era de maior eficiência, sustentabilidade e protagonismo internacional.


FAssessoria ABM

 

Da maternidade à aposentadoria: como funcionam os benefícios do INSS para mães

Conheça os benefícios disponíveis para mães no INSS e o que considerar para não perder nenhum direito 

 

O Dia das Mães costuma trazer homenagens, mas também coincide com um momento de dúvida para muitas mulheres: como manter a renda depois da chegada de um filho, especialmente em casos de afastamento do trabalho, perda de emprego ou mudança na rotina profissional. É nesse ponto que surgem perguntas diretas sobre o INSS: quem tem direito, quanto pode receber e o que muda na aposentadoria após a maternidade. 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que mulheres seguem com renda menor e maior presença na informalidade, o que dificulta contribuições regulares ao INSS e pode afetar o acesso a benefícios ao longo do tempo. “Em muitos casos, a mulher tem direito, mas não sabe por onde começar ou acredita que não se encaixa nas regras. Entender esses critérios com antecedência faz diferença no acesso ao benefício”, explica Thaís Bertuol Xavier, advogada e consultora jurídica do Previdenciarista.

 

Quem tem direito ao salário-maternidade em 2026? 

O salário-maternidade é o principal benefício ligado à maternidade no INSS e pode ser solicitado em casos de nascimento, aborto não criminoso, natimorto, adoção ou guarda judicial. Isso significa que o direito pode alcançar diferentes perfis, inclusive mulheres fora do emprego formal: 

·         trabalhadoras com carteira assinada

·         autônomas e contribuintes individuais

·         MEIs

·         seguradas facultativas

·         desempregadas dentro do período de graça 

A duração, em regra, é de 120 dias.

 

Mãe desempregada pode receber salário-maternidade?

 

Uma mãe desempregada pode receber salário-maternidade. Perder o emprego não significa perder automaticamente o direito ao benefício. Na prática, muitas mulheres ainda estão protegidas pelo chamado período de graça, mesmo sem contribuir naquele momento. 

Para ter direito, é preciso ter contribuído antes do desemprego e estar dentro do período de graça.

 

Quanto tempo precisa contribuir e qual o valor do benefício?

 

Até pouco tempo atrás, a resposta dependia da modalidade de filiação da segurada. Para contribuintes individuais, facultativas e seguradas especiais, exigia-se o tempo mínimo de carência de 10 meses. Ou seja, eram preciso dez contribuições ao INSS antes da ocorrência do fato gerador. 

 

No entanto, com a decisão do STF, na ADI 2110, em 2024, foi declarada a inconstitucionalidade da exigência da carência. 

 

Assim, atualmente, tanto para trabalhadoras CLT, como para contribuintes individuais, MEI e facultativas, não há necessidade de comprovar um mínimo de contribuições. No entanto, ainda é necessário comprovar a qualidade de segurada.

 

Sendo assim, basta uma contribuição para ter direito ao benefício. 

 

Já o valor varia conforme o histórico: 

·         CLT: recebe o equivalente ao salário mensal

·         autônomas: média das contribuições

·         MEI: geralmente vinculado ao salário mínimo

 

Como pedir o salário-maternidade?

 

O pedido pode ser feito de forma digital, o que facilita o acesso ao benefício. Ainda assim, erros simples continuam sendo uma das principais causas de atraso ou negativa. 

O requerimento é feito pelo site ou aplicativo “Meu INSS” e com envio de documentos como certidão de nascimento, termo de guarda ou atestado médico.

 

A maternidade pode afetar a aposentadoria?

 

Pode. Pausas na carreira, redução de renda ou períodos sem contribuição influenciam o tempo de contribuição e o valor final da aposentadoria. Situações comuns após a maternidade impactam: tempo total de contribuição, média salarial e valor do benefício. 

 

Mesmo com interrupções na carreira, é possível manter a proteção previdenciária com planejamento e acompanhamento do histórico no INSS”, explica Thaís. Segundo a especialista, organizar essas informações ao longo do tempo faz diferença para evitar prejuízos no futuro e ferramentas como o PrevCasos, do Previdenciarista, contribuem nesse processo ao permitir que advogados recebam e avaliem os casos dos segurados, com acesso às informações em um único ambiente e possibilidade de contato para dar andamento às demandas.

 

Algumas medidas ajudam a reduzir esse impacto: 

·         contribuir como facultativa em períodos sem renda formal

·         manter regularidade, mesmo com valores menores

·         acompanhar o extrato do INSS

 

Previdenciarista



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