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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Semaglutida melhora quadro de gordura no fígado com inflamação (MASH) para um estado mais saudável, em novo estudo publicado na Nature Medicine

  • Nova pesquisa mostra como a semaglutida atua diretamente na saúde do fígado, reforçando seu impacto além da perda de peso.
  • Resultados foram confirmados em uma coorte independente de pacientes do mundo real, aumentando a relevância clínica dos achados.

 

Um novo estudo publicado na revista científica Nature Medicine¹ revelou que a semaglutida, molécula da Novo Nordisk, tem o potencial de reprogramar o conjunto de proteínas que caracteriza a gordura no fígado com inflamação associada à disfunção metabólica (MASH), uma forma grave da gordura no fígado. O tratamento foi capaz de restaurar o padrão biológico de um paciente com MASH, aproximando-o daquele observado em indivíduos saudáveis. Os achados reforçam as características únicas da semaglutida dentro da classe dos GLP-1s, com benefícios que vão muito além da perda de peso. 

O estudo, que combinou dados de modelos pré-clínicos e de um ensaio clínico, identificou 72 proteínas-chave que estão significativamente associadas à resolução da MASH com o uso de semaglutida. A relevância desses achados foi posteriormente confirmada em uma coorte independente de pacientes do mundo real, o que confere uma robustez importante aos dados.

Essas descobertas científicas chegam em um momento crucial, alinhadas à recente aprovação do Wegovy® (semaglutida 2,4mg) pela FDA², nos Estados Unidos, para o tratamento da gordura no fígado com inflamação, e à submissão da mesma indicação para análise da Anvisa no Brasil.

"Este estudo é um divisor de águas. Ele nos permite ir além do 'o quê' e entender o 'como' a semaglutida atua na MASH", afirma Marília Fonseca, diretora médica da Novo Nordisk no Brasil. "A capacidade de reverter o padrão de proteínas que define a doença, validada em pacientes do mundo real, sugere um potencial de restauração da saúde metabólica que vai muito além da perda de peso. Além do impacto terapêutico, essa descoberta abre caminho para o desenvolvimento de novos biomarcadores que, no futuro, poderão nos ajudar a diagnosticar e monitorar a MASH de forma menos invasiva."

A pesquisa também mostrou que, em modelos pré-clínicos, a semaglutida reduziu a expressão de genes ligados à inflamação e à fibrose no fígado, atacando as causas fundamentais da progressão da doença, o que demonstra que a melhora do paciente se dá pelo uso da molécula e não é um resultado automático do processo de perda de peso.

A gordura no fígado, ou esteatose metabólica, acomete pelo menos 30% da população global. No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia, a porcentagem é um pouco menor: em torno de 20%. A condição está diretamente ligada à obesidade - 8 em cada 10 pessoas com excesso de peso convivem com o problema. Além de aumentar o risco cardiovascular, a esteatose pode evoluir para a MASH (esteato-hepatite), uma inflamação grave que pode levar à cirrose e necessidade de transplante hepático, se não for diagnosticada e devidamente tratada. 



Novo Nordisk
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Dia Nacional de Prevenção da Obesidade: Como evitar o reganho de peso?

Imagem: Herbalife/Divulgação
Nutrólogo dá dicas que ajudam a sustentar os resultados da dieta

 

Emagrecer não é algo fácil para a maioria das pessoas, mas manter o peso perdido também costuma ser um enorme desafio. Um estudo americano mostra que um terço das pessoas que haviam perdido peso voltaram a engordar mais de 5% já no primeiro ano. 

O médico nutrólogo, Nataniel Viuniski, especialista em obesidade e membro do Conselho para Assuntos Nutricionais da Herbalife explica que o reganho de peso acontece por uma combinação de fatores: “O emagrecimento gera alterações fisiológicas, como a queda do gasto energético basal devido à redução de peso e mudanças hormonais, como redução dos níveis de leptina (hormônio da saciedade) e aumento da grelina (hormônio da fome). Além disso, envolve questões comportamentais, como a diminuição da adesão a estratégias de automonitoramento e o retorno ao sedentarismo; fatores emocionais, incluindo estresse, ansiedade e alimentação como válvula de escape; e ainda a influência de um ambiente obesogênico, marcado pelo estímulo e pela ampla oferta de alimentos calóricos e pouco nutritivos”. 

Diante desse cenário, o especialista destaca estratégias que, em conjunto, ajudam a reduzir as chances de recuperar os quilos perdidos:
 

Monitore seu peso e seus hábitos

Pesagens semanais, diários alimentares e aplicativos de registro melhoram a consciência sobre os hábitos e permitem correções precoces, contribuindo para manter os resultados no longo prazo.
 

Pratique exercícios

Segundo Viuniski, praticar com regularidade exercícios aeróbicos moderados a vigorosos, associados a treinos de força ajuda a elevar o gasto energético, a preservar massa magra e a contrabalançar adaptações hormonais que favorecem o reganho de peso. “Minha recomendação é praticar pelo menos cinco dias de exercícios por semana”, coloca.
 

Siga uma dieta saudável e fracionada

“Uma alimentação rica em proteínas e fibras contribui para uma maior saciedade e controle glicêmico, evitando oscilações de apetite”, coloca Viuniski. O fracionamento das refeições também pode ajudar a prevenir episódios de maior ingestão alimentar.
 

Use shakes nutritivos

Quando aliados a planos estruturados, os shakes substitutos de refeições podem ser ferramentas úteis para manter a ingestão calórica sob controle e garantir uma boa oferta de nutrientes, contribuindo para a manutenção do peso, conforme mostra a meta-análise publicada no International Journal of Obesity.
 

Pratique o mindful eating

Segundo o nutrólogo, comer com atenção plena ajuda a identificar sinais do corpo em relação à fome e à saciedade, enquanto a educação nutricional promove autonomia e escolhas mais equilibradas. “Estratégias comportamentais como a terapia cognitivo-comportamental também reduzem recaídas ao ajudar a trabalhar a ansiedade, por exemplo”, complementa o médico.
 

Tenha um sono adequado e manejo do estresse

Dormir um período menor do que sete horas por noite está relacionado a maior fome, menor saciedade e maior ingestão calórica. Portanto, crie uma rotina de sono e priorize seu descanso, pois é nesse momento que todas as funções são equilibradas, incluindo a produção de hormônios.
 

Busque suporte social e profissional

O acompanhamento com médico ou nutricionista, a participação em grupos de apoio e o envolvimento da família e da comunidade tornam o processo de emagrecimento mais sustentável, reforçam a motivação e favorecem mudanças duradouras. Não à toa, a Herbalife, marca #1 do mundo em controle de peso e bem-estar*, oferece uma rede de distribuidores independentes que apoiam seus clientes em seus objetivos de bem-estar e ainda conta com os Espaços Vida Saudável — ambientes gerenciados por distribuidores que promovem ações de bem-estar, degustação de produtos e receitas nutritivas, além da troca de experiências entre pessoas que buscam o mesmo objetivo.
 

Tenha metas realistas e sustentáveis

Segundo o nutrólogo, mais importante do que atingir um padrão de magreza é manter o peso perdido e monitorar indicadores de saúde, como o percentual de massa gorda versus massa magra, além da circunferência abdominal. “Aliás, emagrecer sem perder músculos é uma das melhores maneiras de manter o metabolismo elevado diante da perda de peso”, finaliza Viuniski.

 

Herbalife
www.Herbalife.com


*Fonte: Euromonitor, CH edição 2025, definições de controle de peso e bem-estar; participação de mercado global em valor de venda ao consumidor em 2024.


Variações térmicas exigem atenção redobrada à saúde das criança

Presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul orienta sobre como proteger bebês e crianças das oscilações de temperatura típicas da estação 

 

As mudanças bruscas de temperatura entre o dia e a noite, típicas da primavera no Rio Grande do Sul, exigem cuidados especiais com a saúde das crianças. O chamado “choque térmico”, causado pela variação repentina entre ambientes frios e quentes, pode provocar resfriados, crises alérgicas e agravar doenças respiratórias.

O presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Dr. José Paulo Ferreira, explica que os bebês são especialmente sensíveis, pois ainda não conseguem regular a temperatura corporal de forma adequada.

“É importante vesti-los em camadas leves, que possam ser retiradas conforme o ambiente aquece, mantendo o corpo aquecido, mas sem excesso de roupas que causem transpiração”, orienta.

Em crianças um pouco maiores, o cuidado deve ser com a troca de roupas úmidas por suor e a manutenção da hidratação. O pediatra alerta que esse período de transição climática favorece o aparecimento de gripes, resfriados, bronquiolites, crises de asma, otites e irritações de garganta.

“A prevenção passa por manter os ambientes ventilados, evitar aglomerações e garantir que as vacinas estejam sempre em dia”, reforça o presidente da SPRS.

  

Marcelo Matusiak

 

7 perguntas e respostas sobre o Ozempic e o Mounjaro

Dra. Bruna Durelli, médica nutróloga e fundadora da LevSer Saúde, esclarece dúvidas sobre os medicamentos mais comentados do momento e explica o que você precisa saber antes de usá-los 

 

A corrida entre os novos medicamentos voltados ao controle do peso e à saúde metabólica continua trazendo novidades importantes. A Novo Nordisk anunciou recentemente que seu remédio para perda de peso, o Wegovy, foi associado a uma redução de 57% no risco de ataque cardíaco, derrame ou morte em comparação com os rivais Mounjaro e Zepbound, da Eli Lilly.

 

O dado vem de uma análise de mundo real, feita com pacientes com sobrepeso e obesidade que já apresentavam doenças cardiovasculares, mas não diabetes. Embora não tenha sido um estudo controlado e randomizado, a Novo afirma que os resultados sugerem que os efeitos de proteção cardiovascular do Wegovy e de seu ingrediente ativo, a semaglutida, podem não se repetir em outros medicamentos da mesma classe, como a tirzepatida, presente no Mounjaro e no Zepbound.

 

Essas descobertas reforçam que, apesar de pertencerem à mesma categoria de fármacos, cada medicamento pode ter impacto distinto na saúde do paciente. Nesse cenário, o Ozempic e o Mounjaro se tornaram foco de debates, levantando dúvidas sobre eficácia, segurança e uso adequado. “O que a gente observa hoje é uma espécie de ‘euforia’ em torno desses medicamentos, como se fossem milagrosos. Mas nenhum deles é. São ferramentas poderosas, sim, mas que precisam estar inseridas em um plano de cuidado completo e individualizado”, explica a médica nutróloga Bruna Durelli, fundadora da clínica LevSer Saúde, referência no tratamento da obesidade.

 

A seguir, a especialista responde às principais dúvidas sobre Ozempic e Mounjaro:

 

1. O Mounjaro vem sendo chamado de “Ozempic dos ricos”. Quais são as principais diferenças entre eles?

“Ambos são injetáveis usados no tratamento do diabetes tipo 2 e atuam também na perda de peso, mas com mecanismos distintos. O Ozempic tem como princípio ativo a semaglutida, que age como análogo do GLP-1, hormônio que promove saciedade e reduz o apetite. O Mounjaro, por sua vez, tem como princípio ativo a tirzepatida, que atua tanto no GLP-1 quanto no GIP, outro hormônio ligado ao metabolismo. Essa ação dupla tende a gerar resultados mais expressivos na perda de peso e no controle glicêmico. Mas isso não significa que o Mounjaro seja “melhor” em todos os casos. A escolha depende sempre da avaliação clínica individual”, diz a nutróloga.

 

2. Apesar de serem aprovados para o tratamento do diabetes tipo 2, muitos usam esses medicamentos apenas para emagrecer. Quais são os riscos?

“O uso sem indicação médica pode causar efeitos adversos sérios e a falsa ideia de que os remédios “resolvem tudo sozinhos”. Entre os riscos estão: náuseas intensas, vômitos, constipação, hipoglicemia, desidratação e perda de massa magra junto com gordura. Sem acompanhamento adequado, o resultado não é saudável nem sustentável. O tratamento deve sempre estar associado a alimentação equilibrada, sono adequado, atividade física e cuidado emocional”, completa.

 

3. Esses medicamentos podem substituir a cirurgia bariátrica?

“Não. Embora possam ajudar no controle do peso e do diabetes tipo 2, eles não têm o mesmo impacto metabólico e estrutural da cirurgia. A bariátrica continua sendo indicada para casos de obesidade grave e comorbidades relevantes. Já medicamentos como Ozempic e Mounjaro são recomendados em quadros leves a moderados ou como apoio no pré e pós-bariátrica. São estratégias diferentes para perfis distintos de pacientes”, entende a especialista.

 

4. Quais são os principais efeitos colaterais do Mounjaro e do Ozempic?

“Entre os efeitos mais comuns estão: náuseas, vômitos e constipação, dores abdominais, redução do apetite de forma excessiva. Em alguns casos, refluxo ou desconforto gástrico. Esses medicamentos podem ser indicados com segurança em casos de obesidade grau 1, 2 ou 3, com ou sem comorbidades, desde que haja acompanhamento profissional e exames atualizados”, reafirma. 

 

5. Existe risco de recuperar o peso após interromper o uso?

“Sim. Tanto Ozempic quanto Mounjaro atuam regulando hormônios ligados à fome e à saciedade. Quando o suporte é retirado de forma abrupta e sem planejamento, o risco de reganho de peso aumenta. A suspensão deve ser gradual, acompanhada por um plano de manutenção que envolva ajustes na alimentação, na rotina de treinos e no suporte psicológico”, diz Durelli.

 

6. O tratamento com esses medicamentos é para a vida toda?

“Depende. Algumas pessoas precisarão de uso contínuo, outras apenas por um período. A duração do tratamento varia conforme a resposta clínica, a saúde metabólica e a adesão ao plano alimentar. O mais importante é que o processo seja individualizado e bem acompanhado. Não existe uma regra única para todos”, entende.

 

7. É possível ter um tratamento saudável e sustentável usando Ozempic ou Mounjaro? 


“Sim, desde que o uso seja adequado e acompanhado por profissionais. O segredo está no “como”. É preciso ajustar a dose, monitorar os efeitos, preservar a massa magra e criar uma rotina leve e possível para o paciente. O remédio por si só não garante resultados duradouros. A mudança de comportamento, o acolhimento e o suporte interdisciplinar, envolvendo nutrólogo, nutricionista, educador físico e psicólogo, são o que realmente transformam o processo em algo saudável e sustentável”, conclui Bruna Durelli.

 

Dra. Bruna Durelli - Médica nutróloga e referência no tratamento da obesidade, Dra. Bruna Durelli é fundadora da LevSer Saúde, clínica com foco em cuidados integrativos, que combina atendimento médico especializado, suporte psicológico e estratégias personalizadas para promover saúde, autoestima e qualidade de vida de forma sustentável.


Outubro Rosa tem semana dedicada a combater a desinformação

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Ação coordenada pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) visa alertar a população sobre a propagação de informações falsas (fake news), com prejuízos no enfrentamento do câncer de mama 

 

As ações do Outubro Rosa, voltadas à conscientização e prevenção do câncer de mama, aumentam em cerca de 20% a realização da mamografia, principal exame para detecção precoce da doença. Este ano, com a recomendação do Ministério da Saúde para o início do rastreamento mamográfico a partir dos 40 anos de idade no Sistema Único de Saúde (SUS), a tendência é de que as estatísticas da campanha sejam ainda mais promissoras. Mas nem tudo são boas notícias. Informações falsas, compartilhadas principalmente em redes sociais, têm afastado as mulheres do diagnóstico em fase inicial que confere mais de 90% as chances de cura da doença. Com o propósito de combater a desinformação, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) coordena a partir desta semana uma ação nacional para que a população tenha a oportunidade de se beneficiar com orientações corretas que podem salvar vidas.

Se por um lado a SBM vê contemplados seus esforços junto ao Ministério da Saúde para o início do rastreamento mamográfico no SUS aos 40 anos de idade, e não mais a partir dos 50, como recomendado anteriormente pelas diretrizes públicas, por outro, a entidade expressa uma grande preocupação com a desinformação que interfere no diagnóstico precoce e, consequentemente, no enfrentamento da doença no Brasil.

“A desinformação, propagada principalmente em redes sociais, tem sido um grande entrave para que a conscientização e a prevenção do câncer de mama propostas pelo Outubro Rosa faça total sentido na vida das pessoas”, afirma Tufi Hassan, presidente da SBM.

Com o objetivo de combater informações equivocadas, a SBM dedica uma semana especial no Outubro Rosa para orientar a população. “A campanha vai ressoar em todo o Brasil, com mastologistas compartilhando vídeos e replicando, sistematicamente, informações corretas e baseadas em evidências”, ressalta Tufi Hassan. “É fundamental mostrar à população que a ciência salva vidas.”

Em seus canais oficiais, a SBM divulga esta semana um vídeo informativo sobre os prejuízos causados pelas fake news, ao mesmo tempo que reforça a importância do conhecimento verdadeiro como aliado da saúde das mulheres.

No vídeo, o mastologista Daniel Buttros, do Departamento de Políticas Públicas da SBM, aborda de maneira didática e objetiva a gravidade da propagação informações falsas no contexto do diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

“No que se refere ao câncer de mama, tenho certeza absoluta que o movimento nas redes sociais está na contramão da ciência e a favor de prejuízos”, afirma Buttros. Os “prejuízos” podem ser mensurados pelo aumento do número de casos da doença. Estudo recente apresentado pela SBM, com base no banco de dados do SUS (DataSUS), destaca que no grupo de mulheres com 40 a 49 anos, a média de exames realizados chegou a 22% entre 2013 a 2022. No mesmo período, 54% dos casos diagnosticados são dos estadios III e IV, os mais avançados da doença. De acordo com projeção do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o País deve registrar 74 mil novos casos no encerramento do triênio 2023-2025.

No ambiente das redes sociais, a desinformação ganha visibilidade a partir de leigos e também de profissionais da área da saúde. “Em busca de engajamento ou fama, essas pessoas utilizam a comunicação para trazer discussões polêmicas que vão confundir a população e viralizar”, observa Buttros.

Os efeitos da viralização de informações incorretas são preocupantes, na visão do mastologista. “Uma mulher que tem medo de fazer mamografia, e isso é muito comum, vai se valer dessa informação como verdade porque, para ela, isso se torna conveniente. Ela não vai fazer o exame e talvez um dia descubra ter perdido a oportunidade de receber o diagnóstico de um câncer de mama pequeno e mais fácil de tratar.”

Entre as fake news mais comumente propagadas em redes sociais, o mastologista da SBM elenca a falsa informação de que “a mamografia causa câncer de mama por conta da radiação”. Há também a crença de que “a biópsia de mama alastra a doença”. Para o especialista, quem propaga este tipo de desinformação, assim como convicções equivocadas de que a doença pode ser tratada com “soroterapia ou chás” está tirando a oportunidade de uma mulher de se tratar de maneira digna, amparada pela ciência.

No vídeo da SBM, ainda há orientações de como se precaver contra as fake news. Uma das sugestões é para que em caso de dúvida se busquem informações idôneas. Saber quem está falando, se tem formação específica na área, é outra forma de checar a veracidade do que está sendo propagado.

“As fake news prejudicam a vida de muita gente. É muito importante não fazer parte do compartilhamento, não comentar e não dar ibope, porque é isso que essas pessoas querem”, finaliza Daniel Buttros.


Cuidados com a osteoporose: ortopedista do Hospital HSANP explica sobre a doença que fragiliza os ossos

Divulgação
De acordo com o Ministério da Saúde a doença é uma das principais causas de mortalidade em idosos

 

No dia 20 de outubro, é celebrado o Dia Mundial e Nacional da Osteoporose, data dedicada à conscientização da população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. A osteoporose é prevalente em indivíduos de idade avançada, assim como em pessoas com deficiência severa de cálcio e de vitamina D – com a principal característica sendo a fragilização da estrutura óssea, devido à perda de massa e formação de buracos. 

O ortopedista Ulisses dos Santos, diretor geral do Hospital HSANP, fala sobre as possíveis causas da osteoporose. “O fator mais comum da doença são o envelhecimento e a falta de cálcio e vitamina D, mas existem outros aspectos que podem contribuir, como histórico familiar, alterações hormonais, tabagismo, consumo de álcool e o sedentarismo”, explica o médico. 

De acordo com o Ministério da Saúde, a osteoporose é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em idosos, com a estimativa de que cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com 50 anos ou mais, irão sofrer uma fratura osteoporótica. 

Entre os sintomas mais comuns estão: alteração na postura, devido ao enfraquecimento da coluna, fraturas frequentes, sensibilidade óssea e redução na altura. 

O diagnóstico pode ser feito por meio de exames físicos, de sangue, do metabolismo ósseo, além de radiografias e densitometria óssea. O tratamento envolve acompanhamento médico regular, uso de medicamentos quando indicado, alimentação adequada, suplementação (se necessária) e a prática regular de exercícios físicos. 

“Para que a prevenção seja feita, um dos fatores mais importantes é a prática de exercícios físicos regularmente, para que a estrutura muscular seja fortalecida e assim, servir como suporte para os ossos, acompanhado de uma alimentação rica em cálcio e evitar o excesso de café e sal, que podem dificultar a absorção de cálcio pelo corpo” complementa Ulisses. 

“Exposição ao sol em horários adequados, evitar hábitos como tabagismo e o consumo de álcool e no caso das mulheres, fazer exames regulares na menopausa, devido ao desbalanço hormonal, são cuidados essenciais para que o paciente tenha uma estrutura óssea e muscular fortalecida, assim, evitando a doença”, finaliza.
 


Hospital HSANP


Outubro Rosa: câncer de mama segue sendo o mais incidente entre mulheres brasileira

Segundo INCA, mais de 70 mil casos foram
 diagnosticados no triênio 2023-2025 
Divulgação

Dados do INCA mostram que entre 2023 e 2025 73.610 novos casos surgiram anualmente

 

Entre as campanhas mais importantes do mês de outubro, a conscientização sobre o câncer de mama segue sendo prioritária no Brasil. Considerado o mais incidente entre mulheres brasileiras, foram mais de 73 mil casos por ano no triênio 2023-2025. Em 2021, a Organização Mundial da Saúde informou que o câncer de mama se tornou o mais diagnosticado no mundo, ultrapassando o câncer de pulmão. 

O mastologista do Grupo São Lucas em Ribeirão Preto, Dr. Rafael Pelorca (CRM: 133355 / SP. RQE: 60427/ RQE: 39000), explica que existem fatores demográficos, sociais, reprodutivos, hormonais, comportamentais, ambientais, genéticos e familiares para o aumento de casos, totalizando 29% de todos os casos novos de câncer em mulheres.    

“Envelhecimento populacional, gestação tardia com menor número de filhos, uso de terapia hormonal na menopausa, aumento da obesidade, consumo de álcool e sedentarismo, histórico familiar e mutações hereditárias estão entre as questões consideradas. Mas é importante explicar que esses fatores são um alerta para maior atenção e cuidado, e não se tornam decisivos para um diagnóstico. Outra questão que ‘aumenta’ o número de casos é a melhoria no rastreamento e diagnóstico. Maior acesso aos exames de rastreamento, como a mamografia, permite identificar casos antes não diagnosticados”, explica o médico.  

Maior rastreamento da doença e diagnóstico precoce são estratégias primordiais para reduzir o número de mortalidade. Segundo estatísticas, países desenvolvidos tem redução significativa de mortes pela doença. Nos Estados Unidos a taxa caiu mais de 40% desde 1989. Já no Brasil, a mortalidade ainda se torna preocupante. Entre 2014 e 2023, houve um crescimento de 38% no número de óbitos.  

Outro grande fator positivo é o avanço da medicina em exames e tecnologias para identificar a doença em estágios iniciais. Alguns já em uso e outros em estudo, temos como exemplo a mamografia digital, ressonância magnética com contraste, mamografia com contraste, uso da inteligência artificial e machine learning aplicados à imagem, auxiliando médico radiologista na detecção de nódulos tumorais e biópsia líquida, que faz uso de amostras de sangue para detectar fragmentos de DNA tumoral ou outros biomarcadores liberados por tumores, auxiliando no diagnóstico e tratamento do câncer de mama.  

 “Para além da inovação e tecnologia, atitudes básicas e sempre reforçadas no consultório continuam sendo grandes aliadas. Estudos mostram que aumento excessivo de peso durante a vida adulta e pós-menopausa aparecem consistentemente como fatores de risco elevados, bem como o fato de quantidades moderadas de álcool elevarem o risco. É preciso aderir a um estilo de vida saudável, com níveis mais elevados de atividade física, seguir uma dieta alimentar balanceada e o mais importante, se consultar anualmente com um mastologista para prevenção e rastreamento da saúde da mulher”, conclui.  

  

Grupo São Lucas de Ribeirão Preto (SP)


Déficit de atenção e dislexia: quando a escola ajuda a revelar sinais de alerta

Problemas como TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) e dislexia podem ser confundidos com desinteresse ou “birra” na infância; especialistas alertam para a importância do olhar atento de pais e professores e do diagnóstico precoce 

 

No ambiente escolar, professores e famílias compartilham uma missão essencial: acompanhar de perto o desenvolvimento das crianças. É justamente na sala de aula que muitos dos primeiros sinais de transtornos como o déficit de atenção e a dislexia se tornam evidentes — e podem ser confundidos, em um primeiro momento, com falta de interesse ou até “birra”. A atenção a esses indícios pode fazer toda a diferença para garantir diagnóstico e intervenção precoces. 

Segundo o Dr. Gilberto Ferlin, otorrinolaringologista e foniatra do Hospital Paulista, referência em saúde de ouvido, nariz e garganta, é comum que pais e professores interpretem comportamentos como desatenção momentânea ou dificuldade em seguir instruções como simples traços de personalidade. “Crianças que perdem objetos, se distraem facilmente, parecem não ouvir quando chamadas ou apresentam esquecimentos frequentes podem estar apenas em fases típicas do desenvolvimento. Mas, quando esses sinais se repetem em diferentes contextos — em casa, na escola e nas atividades cotidianas — e passam a comprometer o rendimento, é fundamental buscar avaliação especializada”, explica. 

Além de causas neurobiológicas, há outros fatores que podem influenciar o comportamento e o rendimento escolar das crianças. Alterações no sono, por exemplo, costumam passar despercebidas, mas têm grande impacto, que podem ser decorrentes de dificuldades respiratórias provocadas por aumento das amígdalas ou da adenoide, levando a cansaço, irritabilidade e queda de atenção durante o dia. Da mesma forma, distúrbios de linguagem — que exigem esforço extra para compreender e se expressar — podem gerar aparente desinteresse nas aulas. Por isso, destaca o médico, investigar audição, linguagem e sono é fundamental antes de fechar qualquer diagnóstico.

 

Dislexia: sinais que surgem cedo 

No caso da dislexia — transtorno específico de aprendizagem relacionado à leitura — os primeiros indícios podem aparecer ainda na pré-escola. Dificuldades para brincar com rimas, formar frases, expandir vocabulário ou acompanhar jogos simbólicos já merecem atenção. “Mesmo em ambientes ricos em estímulos linguísticos, algumas crianças apresentam atraso de fala, fala monótona ou dificuldade para evocar palavras. Essas características podem sinalizar que habilidades fundamentais para a leitura e a escrita não estão sendo estruturadas adequadamente”, observa Ferlin. 

O papel do professor, nesse cenário, é crucial. Por acompanhar diariamente a criança em situações de fala, leitura e socialização, o educador está em posição privilegiada para identificar e comunicar à família possíveis dificuldades. A partir daí, a investigação com fonoaudiólogos, foniatras e outros especialistas pode ser encaminhada.

 

Quando procurar ajuda 

De acordo com o especialista, distúrbios auditivos e de linguagem estão frequentemente associados a dificuldades de aprendizagem, podendo confundir o diagnóstico de TDAH ou de dislexia. A avaliação com um foniatra é indicada quando a criança apresenta atrasos de fala, dificuldades persistentes na leitura e escrita, ou comportamentos de desatenção que se repetem em vários ambientes. “É como assistir a uma aula em uma língua que não dominamos totalmente: o esforço para compreender a linguagem consome tanta energia que sobra pouco espaço para aprender o conteúdo”, exemplifica Ferlin.

 

Ações que fazem diferença 

Uma vez confirmado o diagnóstico, a colaboração entre escola e família é determinante. Estratégias de ensino individualizadas, planos educacionais adaptados (PEI) e recursos multissensoriais podem favorecer alunos com dislexia. Já para aqueles com déficit de atenção, ambientes organizados, divisão de tarefas em blocos menores e métodos de ensino mais dinâmicos tendem a facilitar a aprendizagem. 

Em casa, atividades simples como diálogos, narrativas, brincadeiras que envolvem linguagem e interações em grupo também contribuem para o desenvolvimento. “Cada caso é único, mas a chave está em unir esforços: família, escola e profissionais de saúde devem atuar juntos para que a criança tenha condições de alcançar seu pleno potencial”, conclui Ferlin.

  

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Inscrições abertas para os Programas de Residência Médica do Hospital Evangélico de B

São 24 vagas para 11 especialidades médicas, com duração de 2, 3 e 5 anos

 

Já estão abertas as inscrições do Processo Seletivo Unificado (PSU) para os 11 Programas de Residência Médica do Hospital Evangélico de Belo Horizonte (HE), com início em 1º de março de 2026. A instituição filantrópica mineira oferece 24 vagas para as especialidades de Anestesiologia (1), Cardiologia (2), Cirurgia Geral (2), Clínica Médica (6), Medicina Intensiva (1), Oftalmologia (2), Neurocirurgia (1), Endoscopia (1), Ortopedia e Traumatologia (4), Nefrologia (3) e Urologia (1). De forma geral, as especializações têm duração de 2 ou 3 anos, com exceção de Neurocirurgia, com 5 anos de formação. 

As inscrições devem ser feitas entre 10 e 20 de outubro no site www.aremg.org.br, no menu “Processo Seletivo”, onde os candidatos também encontrarão o manual de instrução para acesso ao sistema e poderão acompanhar os resultados e convocações. O valor é de R$ 270 e a prova será realizada em 30 de novembro.

 

Diferenciais 

A gerente de Programas de Residência Médica do HE, Adriana Veriato, destaca o compromisso com a excelência acadêmica e assistencial na formação dos residentes. “Além do acompanhamento pedagógico estruturado, nossos programas se destacam pelo corpo clínico altamente qualificado, integração entre ensino, pesquisa e assistência, e, ainda, ambiente de aprendizado que valoriza o desenvolvimento do futuro especialista”, ressalta. 

O Programa de Residência Médica do HE também conquistou avanços significativos em 2024. Entre eles destacam-se o credenciamento do programa de Endoscopia, uma área estratégica da Medicina e a maior demanda nacional para a especialização em Oftalmologia. “Todos os nossos programas estão regularizados junto ao MEC, o que fortalece a credibilidade institucional e reforça a conformidade com as diretrizes nacionais da residência médica”, informa Adriana Veriato.

 

Requisitos

Para as especialidades de Anestesiologia, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Medicina Intensiva, Neurocirurgia, Oftalmologia e Ortopedia e Traumatologia, a entrada é direta e os programas têm duração de 2, 3 e 5 anos. Já as residências em Cardiologia, Endoscopia, Nefrologia e Urologia exigem como pré-requisitos o credenciamento em Clínica Médica ou em Cirurgia Geral para mais 2 ou 3 anos de estudos. 

O Programa é gerenciado pelo Instituto Euler Borja de Ensino e Pesquisa, braço educacional do grupo Hospital Evangélico de BH.

 

HE –Hospital Evangélico de Belo Horizonte



Tragédia no México acende alerta: menina de 14 anos morre após cirurgia de silicone; especialistas reforçam riscos e cuidados

 

Um caso chocante ocorrido no México ganhou repercussão internacional: uma adolescente de apenas 14 anos morreu após se submeter a uma cirurgia para colocação de próteses de silicone. A tragédia chamou ainda mais atenção pelo fato do cirurgião responsável ser namorado da mãe da vítima, o que levanta questões éticas e de segurança sobre a realização do procedimento. 

De acordo com o cirurgião plástico Dr. Hugo Sabath, pioneiro em técnicas avançadas de rejuvenescimento facial e especialista em procedimentos estéticos, o episódio serve de alerta para a necessidade de extrema cautela na escolha do momento e do profissional adequado para realizar uma cirurgia plástica. 

> “A cirurgia plástica não deve ser encarada como algo banal. Exige preparo, avaliação clínica minuciosa e respeito a critérios básicos de segurança, como idade mínima e maturidade física. Em casos de próteses de silicone, por exemplo, o ideal é que a paciente já tenha completado o desenvolvimento das mamas, o que geralmente acontece por volta dos 18 anos. Antes disso, a cirurgia não é recomendada, salvo raríssimas exceções médicas”, explica o Dr. Hugo.

 

Riscos da cirurgia em adolescentes 

Submeter crianças e adolescentes a procedimentos estéticos invasivos pode trazer sérios riscos. Além das complicações cirúrgicas comuns, como infecções, trombose e rejeição da prótese, há impactos emocionais e psicológicos que precisam ser considerados. 

Outro ponto crucial é a ética médica: profissionais qualificados jamais indicam cirurgias estéticas invasivas para menores de idade sem respaldo médico claro, justamente pelo risco aumentado e pela ausência de maturidade biológica e emocional.

 

Como escolher um profissional seguro 

Para reduzir riscos, o paciente e sua família devem seguir alguns cuidados essenciais antes de optar por uma cirurgia plástica: 

- Verificar a formação: O cirurgião deve ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) ou de entidade equivalente em seu país.

- Checar a experiência: Perguntar sobre a experiência do médico com o procedimento específico desejado.

- Avaliar a estrutura hospitalar: A cirurgia deve ser realizada em hospital ou clínica com suporte completo, nunca em locais improvisados.

- Desconfiar de preços muito baixos: Valores muito abaixo do mercado podem indicar falta de estrutura ou insumos de baixa qualidade.

- Priorizar a segurança, não a pressa: Avaliações pré-operatórias completas, incluindo exames de sangue, cardiológicos e imagem, são obrigatórias.

 

Conclusão 

O caso no México traz uma reflexão importante: cirurgia plástica é medicina séria, não estética superficial. A decisão de realizar um procedimento deve ser pautada em segurança, profissionalismo e no momento certo da vida do paciente. 

 “Cirurgias estéticas, quando indicadas e bem executadas, podem transformar a autoestima de uma pessoa. Mas quando feitas sem critérios, podem resultar em tragédias irreversíveis. A mensagem é clara: busque sempre profissionais altamente qualificados e nunca antecipe procedimentos antes da hora certa”, reforça o Dr. Hugo Sabath.

 

Dr. Hugo Sabath - Cirurgião Plástico – CRM 131.199/SP


Histórico familiar não é sentença: entenda o que realmente aumenta o risco de câncer de mam

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Dra. Ana Maria Passos, especialista em saúde da mulher 40+, alerta para fatores de risco silenciosos e hábitos que podem reduzir a incidência do câncer de mama 

 

Durante o mês de outubro, campanhas de conscientização sobre o câncer de mama ganham força em todo o Brasil. Segundo o estudo “Controle do câncer de mama no Brasil: dados e números 2025”, divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados mais de 73 mil novos casos da doença neste ano. 

O Outubro Rosa, movimento internacional criado na década de 1990, reforça a importância da detecção precoce e especialistas alertam que a prevenção vai além do autoexame e da mamografia. Fatores como obesidade, sedentarismo e consumo de álcool têm contribuído silenciosamente para o aumento dos diagnósticos. 

“Precisamos derrubar o mito de que o câncer de mama está ligado apenas ao histórico familiar. A maioria dos casos ocorre em mulheres sem qualquer antecedente genético. Por isso, o foco deve estar também na prevenção ativa, com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico regular”, afirma Dra. Ana Maria Passos, especialista em saúde da mulher 40+.
 

Especialista Dra. Ana Maria Passos, responsável pelo canal no Instagram Partiu dos 40 elencou os principais pilares da prevenção:

1. Alimentação e peso corporal

Manter uma dieta anti-inflamatória, rica em frutas, legumes, verduras e grãos integrais, é essencial. O excesso de gordura corporal está diretamente associado ao aumento do risco de câncer de mama. Evitar alimentos ultraprocessados, açúcar e farináceos contribuem para uma composição corporal mais saudável.
 

2. Atividade física regular

A prática de exercícios físicos ajuda a equilibrar os níveis hormonais e a reduzir a inflamação sistêmica. A recomendação é de pelo menos 150 minutos semanais de atividade moderada, como caminhadas, natação ou dança.
 

3. Moderação no álcool e abandono do tabagismo

O consumo frequente de bebidas alcoólicas e o tabagismo são fatores de risco comprovados. “Muitas mulheres recorrem ao álcool para lidar com a ansiedade da perimenopausa, sem perceber o impacto que isso pode ter na saúde mamária”, alerta a médica.
 

4. Exames de imagem e autoconhecimento

A mamografia deve ser realizada a partir dos 40 anos. De acordo com as diretrizes oficiais, a recomendação é fazer o exame a cada dois anos entre os 40 e 50 anos, e anualmente após os 50. No entanto, na prática clínica, a especialista recomenda a mamografia anual já a partir dos 40, devido ao aumento de casos de câncer de mama em mulheres mais jovens. “Temos observado cada vez mais diagnósticos precoces em pacientes abaixo dos 50, por isso considero essencial manter esse acompanhamento anual”, afirma. 

Mulheres mais jovens, especialmente aquelas com mamas densas, podem se beneficiar da ultrassonografia mamária, que complementa a mamografia e melhora a acurácia dos exames. Já o autoexame, embora não substitua os exames clínicos, é uma ferramenta importante para que a mulher conheça seu corpo e identifique alterações precocemente. A constância na prática do autoexame ajuda a desenvolver o autoconhecimento corporal, essencial para a detecção de sinais suspeitos.
 

5. Reposição hormonal sem medo

A reposição hormonal com hormônios isomoleculares, também conhecidos como bioidenticos, quando bem indicada e acompanhada, não aumenta o risco de câncer de mama, mesmo em mulheres com histórico familiar. Além disso, a reposição feita com hormônios isomoleculares, como o estradiol, a progesterona e a testosterona, também não eleva esse risco. “Esse é um medo infundado que impede muitas mulheres de se beneficiarem de um tratamento que melhora a qualidade de vida e ajuda a manter a saúde metabólica”, explica Dra. Ana.
  

 

Dra. Ana Maria Passos - Com mais de 19 anos de experiência como ginecologista e obstetra, Dra. Ana Maria Passos oferece um atendimento especializado em saúde da mulher, com foco na prevenção e promoção de um envelhecimento saudável. Atuando na AME Clínica, em Porto Alegre (RS), ela é especialista em perimenopausa, menopausa, endometriose, síndrome dos ovários policísticos e gestação. A Dra. Ana Maria é reconhecida por sua abordagem humanizada e atualizada, utilizando reposição hormonal e suplementação para promover o bem-estar feminino, especialmente em mulheres acima dos 40 anos.

 

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