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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Outubro Rosa: câncer de mama segue sendo o mais incidente entre mulheres brasileira

Segundo INCA, mais de 70 mil casos foram
 diagnosticados no triênio 2023-2025 
Divulgação

Dados do INCA mostram que entre 2023 e 2025 73.610 novos casos surgiram anualmente

 

Entre as campanhas mais importantes do mês de outubro, a conscientização sobre o câncer de mama segue sendo prioritária no Brasil. Considerado o mais incidente entre mulheres brasileiras, foram mais de 73 mil casos por ano no triênio 2023-2025. Em 2021, a Organização Mundial da Saúde informou que o câncer de mama se tornou o mais diagnosticado no mundo, ultrapassando o câncer de pulmão. 

O mastologista do Grupo São Lucas em Ribeirão Preto, Dr. Rafael Pelorca (CRM: 133355 / SP. RQE: 60427/ RQE: 39000), explica que existem fatores demográficos, sociais, reprodutivos, hormonais, comportamentais, ambientais, genéticos e familiares para o aumento de casos, totalizando 29% de todos os casos novos de câncer em mulheres.    

“Envelhecimento populacional, gestação tardia com menor número de filhos, uso de terapia hormonal na menopausa, aumento da obesidade, consumo de álcool e sedentarismo, histórico familiar e mutações hereditárias estão entre as questões consideradas. Mas é importante explicar que esses fatores são um alerta para maior atenção e cuidado, e não se tornam decisivos para um diagnóstico. Outra questão que ‘aumenta’ o número de casos é a melhoria no rastreamento e diagnóstico. Maior acesso aos exames de rastreamento, como a mamografia, permite identificar casos antes não diagnosticados”, explica o médico.  

Maior rastreamento da doença e diagnóstico precoce são estratégias primordiais para reduzir o número de mortalidade. Segundo estatísticas, países desenvolvidos tem redução significativa de mortes pela doença. Nos Estados Unidos a taxa caiu mais de 40% desde 1989. Já no Brasil, a mortalidade ainda se torna preocupante. Entre 2014 e 2023, houve um crescimento de 38% no número de óbitos.  

Outro grande fator positivo é o avanço da medicina em exames e tecnologias para identificar a doença em estágios iniciais. Alguns já em uso e outros em estudo, temos como exemplo a mamografia digital, ressonância magnética com contraste, mamografia com contraste, uso da inteligência artificial e machine learning aplicados à imagem, auxiliando médico radiologista na detecção de nódulos tumorais e biópsia líquida, que faz uso de amostras de sangue para detectar fragmentos de DNA tumoral ou outros biomarcadores liberados por tumores, auxiliando no diagnóstico e tratamento do câncer de mama.  

 “Para além da inovação e tecnologia, atitudes básicas e sempre reforçadas no consultório continuam sendo grandes aliadas. Estudos mostram que aumento excessivo de peso durante a vida adulta e pós-menopausa aparecem consistentemente como fatores de risco elevados, bem como o fato de quantidades moderadas de álcool elevarem o risco. É preciso aderir a um estilo de vida saudável, com níveis mais elevados de atividade física, seguir uma dieta alimentar balanceada e o mais importante, se consultar anualmente com um mastologista para prevenção e rastreamento da saúde da mulher”, conclui.  

  

Grupo São Lucas de Ribeirão Preto (SP)


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