
Segundo INCA, mais de 70 mil casos foram
diagnosticados no triênio 2023-2025 Divulgação
Dados
do INCA mostram que entre 2023 e 2025 73.610 novos casos surgiram anualmente
Entre as campanhas mais importantes do
mês de outubro, a conscientização sobre o câncer de mama segue
sendo prioritária no Brasil. Considerado o mais incidente entre
mulheres brasileiras, foram mais de 73 mil casos por ano no triênio 2023-2025.
Em 2021, a Organização Mundial da Saúde informou que o câncer de mama se
tornou o mais diagnosticado no mundo, ultrapassando o câncer de pulmão.
O mastologista do Grupo São Lucas em
Ribeirão Preto, Dr. Rafael Pelorca (CRM: 133355 / SP. RQE: 60427/
RQE: 39000), explica que existem fatores demográficos, sociais,
reprodutivos, hormonais, comportamentais, ambientais, genéticos e
familiares para o aumento de casos, totalizando 29% de todos os casos
novos de câncer em mulheres.
“Envelhecimento populacional, gestação
tardia com menor número de filhos, uso de terapia hormonal na menopausa,
aumento da obesidade, consumo de álcool e sedentarismo, histórico familiar
e mutações hereditárias estão entre as questões consideradas. Mas é importante
explicar que esses fatores são um alerta para maior atenção e cuidado, e não se
tornam decisivos para um diagnóstico. Outra questão que ‘aumenta’ o número
de casos é a melhoria no rastreamento e diagnóstico. Maior acesso aos exames de
rastreamento, como a mamografia, permite identificar casos antes não
diagnosticados”, explica o médico.
Maior rastreamento da doença e
diagnóstico precoce são estratégias primordiais para reduzir o número de
mortalidade. Segundo estatísticas, países desenvolvidos tem redução significativa
de mortes pela doença. Nos Estados Unidos a taxa caiu mais de 40% desde
1989. Já no Brasil, a mortalidade ainda se torna preocupante. Entre 2014 e
2023, houve um crescimento de 38% no número de óbitos.
Outro grande fator positivo é o avanço
da medicina em exames e tecnologias para identificar a doença em estágios
iniciais. Alguns já em uso e outros em estudo, temos como exemplo a
mamografia digital, ressonância magnética com contraste, mamografia com
contraste, uso da inteligência artificial e machine learning aplicados à
imagem, auxiliando médico radiologista na detecção de nódulos
tumorais e biópsia líquida, que faz uso de amostras de sangue
para detectar fragmentos de DNA tumoral ou outros biomarcadores liberados por
tumores, auxiliando no diagnóstico e tratamento do câncer de
mama.
“Para além da inovação e
tecnologia, atitudes básicas e sempre reforçadas no consultório
continuam sendo grandes aliadas. Estudos mostram que
aumento excessivo de peso durante a vida adulta e pós-menopausa aparecem
consistentemente como fatores de risco elevados, bem como o fato de
quantidades moderadas de álcool elevarem o risco. É preciso aderir a um estilo
de vida saudável, com níveis mais elevados de atividade física,
seguir uma dieta alimentar balanceada e o mais importante, se consultar
anualmente com um mastologista para prevenção e rastreamento da saúde
da mulher”, conclui.
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