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sábado, 11 de outubro de 2025

Dia das Crianças: brincar sozinho ou em grupo?

Especialista explica a importância das diferentes formas de interação 

Segundo estudo da Mattel, cerca de quatro em cada dez entrevistados dizem não brincar o suficiente, seja por não ter companhia (38%), ou pela falta de segurança (34%); 

Letícia Amici, médica psiquiatra e professora da Faculdade São Leopoldo Mandic, também comenta o papel das atividades lúdicas no relacionamento familiar.

 

Existe um meme famoso que ilustra a diferença da relação de pais e filhos com as atividades lúdicas (ou brincadeiras) até os anos 1990 e agora. No primeiro quadro, representando o passado, a mãe pede para o filho voltar para a casa. No segundo, mais atual, a mãe pede que o filho vá brincar na rua. Um estudo* conduzido em sete países – incluindo o Brasil – pela empresa de brinquedos Mattel, com apoio dos institutos de dados e pesquisa MADO e Dynata, mostrou que a grande maioria das pessoas consideram a brincadeira como parte fundamental da vida cotidiana (85%) e uma forma de reduzir a solidão (87%). Porém, cerca de quatro em cada dez entrevistados dizem não brincar o suficiente, seja por não ter companhia (38%), ou pela falta de segurança (34%). 

Segundo Letícia Amici, médica psiquiatra e professora da Faculdade São Leopoldo Mandic, a brincadeira possui um papel fundamental para o desenvolvimento do processo cognitivo na infância. E brincar sozinho é tão importante quanto em grupo – com papéis específicos, essas duas atividades se complementam. De acordo com a especialista, enquanto a primeira estimula o desenvolvimento de habilidades cognitivas, as atividades coletivas favorecem a interação social e o gerenciamento das emoções. 

Já as brincadeiras em família são igualmente importantes nesta fase da vida: “Brincadeiras [em família] auxiliam na interação de diversas maneiras, estreitam os vínculos, aproximando membros de gerações diferentes, além de permitir reforçar aspectos importantes para a parentalidade saudável, com o direcionamento da atenção para o filho, a implementação de respostas cuidadosas, atentas, assim como a clareza e consistência das regras e limites”, acrescenta Letícia. 

Nesta entrevista, a especialista também comenta a dicotomia entre telas e mundo real, explicando a necessidade dos pais buscarem o equilíbrio, e importância da brincadeira para outros aspectos da formação da criança, como criatividade e desenvolvimento físico.
 

O que a ciência já comprovou sobre os impactos das atividades lúdicas no cérebro e na saúde mental?

Sabemos que as atividades lúdicas contribuem para a estruturação das circuitarias cerebrais, estimulando conexões neuronais e ativação de redes cerebrais importantes. Durante jogos e brincadeiras, por exemplo, sabemos que circuitos associados às funções executivas são estimulados, sejam através do controle inibitório, planejamento ou direcionamento da atenção, além de estimular regiões associadas à linguagem e à criatividade. Além desse estímulo direto nestes circuitos, o brincar também estimula a liberação de substâncias importantes para o funcionamento cerebral, como, por exemplo, a dopamina, associada ao prazer, aprendizado e motivação, contribuindo, consecutivamente, para o bem-estar.
 

Existe diferença entre brincar sozinho (ex.: montar um jogo de construção) e brincar em grupo (ex.: jogos de tabuleiro) em termos de benefícios para a saúde?

Sim, existem diferenças entre brincar sozinho ou em grupo, e de maneira geral, os efeitos se complementam. As brincadeiras “individuais" estimulam o desenvolvimento de habilidades cognitivas, como planejamento, flexibilidade, criatividade, imaginação, capacidade de abstração, estratégias autorregulatórias e de resiliência, além de contribuir com habilidades emocionais, como o gerenciamento de sentimentos, desenvolvimento da confiança, independência e senso de autoeficácia. 

Já o brincar com outras pessoas favorece a interação social, seja durante à cooperação e parcerias nos jogos, contribui com habilidades de comunicação efetiva, estimula o desenvolvimento de habilidades empáticas, além de auxiliar na aprendizagem do gerenciamento das emoções, seja nas vitórias, como também nas derrotas.
 

Qual é o papel do brincar em família no fortalecimento de vínculos entre pais e filhos?

Em nosso cotidiano, muitas vezes tão acelerado e sobrecarregado, cada vez mais estimulamos que as famílias consigam tempo de qualidade para interagirem de forma saudável. Brincadeiras como os jogos auxiliam na interação de diversas maneiras - estreitam os vínculos, aproximando membros de gerações diferentes, o que muitas vezes pode ser desafiador; podem servir como oportunidades de ensinar comportamentos e estratégias durante os jogos ou faz-de-conta, aumentando a confiança e autonomia dos filhos; aumentam as formas de comunicação, expressão e apoio emocional. Durante as brincadeiras os pais podem reforçar aspectos importantes para a parentalidade saudável - seja com o direcionamento da atenção para o filho, a implementação de respostas cuidadosas, atentas, assim como a clareza e consistência das regras e limites.
 

Brincadeiras mais físicas (ex.: jogar bola, correr com filhos) também podem ser consideradas formas de exercício com impacto positivo na saúde cardiovascular e metabólica?

Definitivamente! Atividades físicas, mesmo durante as brincadeiras, contribuem de forma positiva tanto no controle da pressão arterial, na melhora da função cardiovascular, como um todo, e na capacidade cardiorrespiratória. Também auxiliam no controle das taxas de glicemia, colesterol e triglicerídeos e favorecem o controle do peso corporal, essenciais pra saúde metabólica.
 

Em uma sociedade cada vez mais conectada a telas, o que os pais deveriam priorizar para estimular o brincar nas crianças?

Enfrentamos um grande desafio em como conciliar o desenvolvimento de nossas crianças com um acesso saudável a telas e jogos digitais. Recentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendou que até os dois anos de idade, as crianças não sejam expostas às telas, e entre os dois a cinco anos, esse tempo seja reduzido e limitado, para no máximo uma hora ao dia. O brincar, então, passa a ter um papel crucial nas atividades saudáveis nesse período do desenvolvimento, estimulando de forma adequada o desenvolvimento cognitivo, motor, social e emocional das crianças. Jogar junto, brincar de faz-de-conta, construir e criar personagens e histórias, usar a imaginação, compreender as regras, tudo isso é extremamente importante para evitar a exposição às telas nesse período. 



*The Shape of Play 2025", pesquisa conduzida entre março e abril de 2024, com apoio da MADO e da Dynata, envolvendo 33.449 participantes de todas as idades de sete países: Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Finlândia, Brasil e África do Sul.


Leopoldo Mandic
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Seis sinais que podem indicar automutilação em adolescentes segundo especialista em saúde emocional

Estudo da USP e do Ministério da Saúde apontam que 16,9% dos jovens já praticaram automutilação. O comportamento já é reconhecido como problema de saúde pública

 

O artigo “Automutilação na adolescência e vivência escolar”, publicado na Revista Educação e Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), aponta que o comportamento autodestrutivo deixou de ser episódico e passou a ser reconhecido como problema de saúde pública. Dados do Ministério da Saúde indicam que, em média, 16,9% dos jovens já praticaram comportamentos autolesivos, o que acende alerta para famílias e escolas brasileiras. 

Ferir o próprio corpo é, muitas vezes, a maneira que o adolescente encontra para expressar dores emocionais que não consegue traduzir em palavras, quase sempre invisíveis no ambiente escolar e familiar. Para o psicólogo Jair Soares, fundador do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT) e doutorando em Psicologia pela Universidade de Flores (UFLO), na Argentina, o corpo passa a funcionar como porta-voz daquilo que não foi elaborado internamente. “O corte denuncia o silêncio da alma. O jovem, sem recursos para nomear sua dor, utiliza o corpo como válvula de escape”, afirma.

No Brasil, a automutilação tem se tornado visível em escolas, universidades e redes sociais, exigindo atenção redobrada de professores e famílias. O especialista alerta que a repressão ou a punição não são eficazes. “Quando o adolescente é recebido com medo ou repreensão, a dor se intensifica. O que precisamos é de acolhimento, escuta e investigação terapêutica da origem desse sofrimento”.

De acordo com Soares, o ambiente escolar é um dos primeiros espaços onde os sinais aparecem. “Mudança de comportamento, isolamento, queda no rendimento e até rabiscos em cadernos são alertas que não podem ser ignorados. O professor é muitas vezes o primeiro adulto a notar que algo não vai bem”.

A Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), criada pelo psicólogo e aplicada por profissionais formados no IBFT, tem mostrado eficácia em jovens com comportamentos autodestrutivos. O método atua no reprocessamento de memórias emocionais, reorganizando a forma como o cérebro responde a experiências marcantes.

Para o IBFT, a resposta deve envolver escola, família e profissionais de saúde. “A automutilação não é moda nem frescura. É um pedido de ajuda. Quanto mais cedo for compreendida, maiores as chances de interromper esse ciclo e oferecer ao jovem novas formas de lidar com suas emoções”, diz o psicólogo.


Sinais de alerta para pais e professores

O especialista alerta que a automutilação raramente começa de forma abrupta. Entre os indícios que exigem atenção, estão:

  1. Marcas ou cortes frequentes no corpo explicados de forma vaga ou com justificativas repetidas.
  2. Isolamento repentino, afastamento de amigos, familiares e atividades antes prazerosas.
  3. Mudanças bruscas de humor, irritabilidade ou apatia prolongada.
  4. Queda no desempenho escolar, desatenção e falta de interesse por tarefas cotidianas.
  5. Uso constante de roupas compridas mesmo em dias quentes, para esconder ferimentos.
  6. Rabiscos, músicas ou postagens que mencionam dor, morte ou autodestruição.

 

O que fazer?

  1. Manter diálogo aberto e sem julgamentos, demonstrando disponibilidade para ouvir.
  2. Procurar apoio especializado, evitando minimizar os sinais.
  3. Acionar a escola, quando necessário, para que haja acompanhamento conjunto.
  4. Evitar repreensões ou ameaças, que podem ampliar a sensação de solidão e agravar o comportamento.

“Percebo diariamente no consultório que esses jovens não desejam se ferir, mas sim aliviar uma dor que não conseguem explicar. Quando encontram um espaço seguro para elaborar suas emoções, descobrem que é possível viver sem recorrer à automutilação. É isso que me motiva: mostrar que há outro caminho, mais humano e viável”, conclui Soares.

 

Sobre o IBFT

O Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT) é uma instituição educacional dedicada à formação de terapeutas especializados em saúde emocional. Fundado com o propósito de transformar vidas por meio do conhecimento, o IBFT oferece formações em diversas áreas, incluindo a Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), uma metodologia desenvolvida para tratar dores emocionais profundas. Com mais de 50 mil terapeutas formados no Brasil e no exterior, o instituto se destaca por sua abordagem prática e eficaz no tratamento de traumas, fobias, depressão, ansiedade e outros transtornos emocionais.

Para mais informações, visite o site ou o Instagram. 



Jair Soares dos Santos - psicólogo, terapeuta, hipnólogo, pesquisador e professor, além de ser o fundador do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT). Criador da Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), sua trajetória é marcada por desafios pessoais que o motivaram a buscar soluções eficazes para o sofrimento emocional. Após enfrentar episódios de depressão e insatisfação com abordagens terapêuticas tradicionais, Jair dedicou-se ao desenvolvimento de uma metodologia que pudesse proporcionar alívio real e duradouro aos pacientes. Sua formação inclui graduação em Psicologia pela Faculdade Integrada do Recife e especializações em áreas como hipnoterapia e análise comportamental. Atualmente é doutorando em Psicologia pela Universidade de Flores (UFLO) na Argentina, onde desenvolve uma pesquisa com a TRG em pessoas com depressão e ansiedade, alcançando resultados promissores com a remissão dos sintomas nestes participantes. Há mais dois doutorados com a TRG a serem desenvolvidos neste momento.
Para mais informações, visite o Instagram.


50% DA GERAÇÃO Z SENTE NOSTALGIA: ESPECIALISTA EXPLICA PORQUE PASSADO TEM APELO TÃO GRANDE AOS JOVENS

Mídias como filmes e música e itens como câmeras e discos de vinil são os itens preferidos; Nícolas Reig, CEO do Grupo Invoice, explica como eles transformam itens do passado em identidade


Formada por jovens que cresceram em meio à hiperconectividade e ao excesso de estímulos digitais, a Geração Z tem resgatado elementos do passado como parte da sua identidade. Segundo pesquisa do GWI, esta é a geração mais nostálgica e 15% disseram que preferem pensar no passado em vez do futuro. Junto dos millennials, eles são os que mais impulsionam esse sentimento, com 50% da Geração Z sentindo nostalgia por tipos de mídia como filmes, séries e música.

Indo além, 37% disseram sentir nostalgia pelos anos 90, sendo que muitos nem viveram essa década de forma consciente. Discos de vinil, câmeras digitais, como a Cybershot, o retorno de revistas como a Capricho e o uso de maquiagens marcantes do começo do milênio só exemplificam como a nostalgia se tornou uma forma de expressão cultural, consumo e pertencimento.

Essa necessidade tem feito com que muitos jovens revirem as gavetas e os armários onde ficaram guardadas as coisas mais antigas, buscando por itens do passado que tragam mais presença e espontaneidade. Para o CEO do Grupo Invoice, Nícolas Reig, a internet proporciona muita conectividade, mas essa “fragmentação” entre muitos grupos causa dificuldade em encontrar a própria autenticidade.

“Os jovens têm muita facilidade de encontrar grupos, de estar em muitas rodas, mas o sentimento de pertencimento pode ser menos nítido dentro desse contexto de superexposição a internet, onde tudo é perfeito. A autenticidade de um período menos tecnológico e ‘mais imperfeito’, causa uma sensação de que as coisas são reais e aí vem o pertencimento. É um modo de colocar “os pés no chão” dentro de um universo tão grandioso e impecável”, analisa Reig.

Pensando nisso, o Nícolas trouxe os cinco motivos pelos quais a Geração Z tem buscado cada vez mais itens do passado, ativando de vez o modo nostalgia.


Busca por autenticidade: Em um mundo dominado por smartphones e filtros de IA, a Geração Z valoriza o que parece mais natural e imperfeito. “Ao escolher câmeras compactas antigas, por exemplo, esses jovens rejeitam a padronização digital e encontram na nostalgia uma forma de registrar memórias de maneira mais autêntica”, explica.


Conexão afetiva com o passado: Usar os mesmos objetos que seus pais ou irmãos mais velhos já utilizaram cria uma sensação de vínculo emocional. A nostalgia funciona como uma ponte entre gerações, permitindo que a Gen Z se conecte com histórias familiares, crie laços mais fortes com a própria família e adquira referências culturais que marcaram o início dos anos 2000.


Construção de identidade e estilo: A nostalgia também é uma forma de diferenciação. Incorporar símbolos retrô no dia a dia não é apenas resgatar o passado, mas transformá-lo em um gesto de estilo. Para essa geração, objetos nostálgicos carregam exclusividade e funcionam como marcadores de identidade dentro de grupos sociais.


Redefinição do ciclo de consumo: A Geração Z também tem o poder de transformar produtos obsoletos em itens de desejo. Ao revisitar tecnologias antigas, eles criam novas demandas em mercados de revenda, elevando preços e atribuindo novo valor a objetos esquecidos. “Isso mostra como a nostalgia não é apenas emocional, mas também econômica e cultural. Ela é capaz de reviver um mercado e trazer de volta todo um setor esquecido”, diz Nícolas.


O que as marcas podem aproveitar 

“Não é sobre reviver o passado de forma literal, mas sobre entender o que ele representa para a Geração Z”, explica Nícolas Reig. “Eles estão buscando autenticidade em um mundo hiperconectado, tentando se reconhecer em referências que carregam memória e identidade. Para uma marca, isso é ouro. Porque quando você entende quais códigos emocionais eles estão resgatando, consegue criar conexões que vão muito além de um produto ou campanha.” 

Ele reforça que marcas não podem apenas observar, precisam interpretar. “Se você pega um objeto antigo e só o coloca na prateleira, não acontece nada. Mas se você entende o que aquele objeto significa — pertencimento, autenticidade, estilo — aí sim você consegue falar a língua dessa geração. A nostalgia deixa pistas sobre comportamento, valores e prioridades deles. É uma forma de mapear o que engaja, o que emociona e o que gera vínculo real.” 

Segundo Nícolas, essa é uma oportunidade estratégica, não apenas de marketing. “Marcas que captam esse movimento conseguem criar experiências, narrativas e posicionamentos que têm relevância emocional e cultural. É aí que a memória vira valor, mas não em vendas imediatas, e sim em conexão genuína, reconhecimento e fidelidade”, conclui Reig.


Grupo Invoice
Saiba mais em: Invoice


SABIA QUE O SEU SIGNO PODE TE AJUDAR A SER PROMOVIDO NO TRABALHO? VEJA AS DICAS

Consultora esotérica da iQuilibrio, dá dicas de como cada signo pode dar um salto na carreira.

 

Independente da área em que trabalhe, com certeza você já pensou em como ser promovido no trabalho. Mas você sabia que de acordo com seu signo existem algumas energias que podem ser aproveitadas para sua vida profissional? 

Segundo Tatiana Marinho, consultora esotérica da iQuilibrio, os signos podem ser um norte para quem deseja ascender profissionalmente. “Combinando sua personalidade (casa 1), com a carreira (casa 10), seu mapa natal e de revolução solar podem mostrar alguns aspectos que vão te ajudar a abrir seus caminhos profissionais.” 

Veja como isso funciona para cada signo segundo a especialista.
 

Áries (21 de março - 19 de abril)

Ser proativo e assumir responsabilidades ou desafios adicionais podem colocar a Ariana em destaque. Sendo assim, mostre sua determinação, habilidade de liderança e iniciativa. Não tenha medo de se mostrar, pois suas habilidades podem te levar longe.
 

Touro (20 de abril - 20 de maio)

Seu apego com coisas concretas e seu compromisso podem te ajudar a produzir resultados tangíveis e mostrar suas capacidades. Por isso, dê destaque para suas habilidades práticas e racionais, a consistência e a confiabilidade. “A Taurina Touro é conhecida por seu trabalho duro, então, não tenha medo de ‘pôr a mão na massa’.” Completa Tatiana
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Gêmeos (21 de maio - 20 de junho)

Com grande capacidade de comunicação e a habilidade de se adaptar a novas situações, a Geminiana só precisa se manter atualizado nas tendências de sua área de atuação e mostrar sua capacidade de aprender rapidamente. Além disso, aproveite suas habilidades de comunicação e entre em contato com outras pessoas, nunca se sabe o que essas conexões podem trazer.
 

Câncer (21 de junho - 22 de julho)

A sensibilidade da Canceriana pode te dar um grande destaque, principalmente nos cuidados e atenção com sua equipe. Sendo assim, não deixe de mostrar sua dedicação ao trabalho e a habilidade de criar um ambiente harmonioso e tranquilo. 

Contudo, lembre-se de que cuidar das pessoas não significa esquecer de você, ou seja, não deixe que tirem vantagem de sua sensibilidade no ambiente de trabalho.
 

Leão (23 de julho - 22 de agosto)

Certamente, a Leonina, não passa despercebido no seu local de trabalho, por isso não deixe de mostrar, carisma, criatividade e capacidade de liderança. Igualmente, procure assumir projetos importantes e papéis de destaque.
 

Virgem (23 de agosto - 22 de setembro)

Se você é desse signo e quer saber como ser promovido no trabalho, não deixe de mostrar sua atenção aos detalhes, eficiência e habilidades analíticas. Além disso, seja organizada e demonstre sua capacidade de resolver problemas de forma eficaz e rápida.
 

Libra (23 de setembro - 22 de outubro)

Suas habilidades sociais o mantém em destaque, principalmente por sua diplomacia, habilidade de trabalhar em equipe. Mas não se esqueça de mostrar seu talento em resolver conflitos e criar um ambiente colaborativo.
 

Escorpião (23 de outubro - 21 de novembro)

Sua mente estratégica pode te dar uma boa vantagem em sua vida profissional, principalmente por saber lidar com situações desafiadoras. Sendo assim, dê destaque à sua determinação, intensidade e capacidade de liderança.
 

Sagitário (22 de novembro - 21 de dezembro)

Sua visão ampla e otimismo podem ser ferramentas poderosas ao buscar maneiras de como ser promovido. Com isso, aproveite sua capacidade de inspirar os outros e mostre que você consegue, assumir riscos calculados e explorar novas oportunidades.
 

Capricórnio (22 de dezembro - 19 de janeiro)

Sua habilidade de gestão precisa ser explorada se você busca ser promovido. Por isso, lembre-se de mostrar que você é disciplinada e confiável. Além disso, mostre seu grande compromisso em alcançar metas de longo prazo.
 

Aquário (20 de janeiro - 18 de fevereiro)

Sua originalidade e pensamento inovador são a sua chave para ser promovido no trabalho. Sendo assim, aproveite sua habilidade de pensar fora da caixa e mostre que consegue: trazer novas ideias e criações e encontrar diferentes soluções para algum problema ou situação.
 

Peixes (19 de fevereiro - 20 de março)

Sua intuição e compaixão podem te levar muito longe em sua vida profissional, mas não se esqueça de mostrar que você também sabe ser criativa e flexível. Além disso, mostrar suas habilidades para resolver problemas de maneira criativa, vai te dar uma boa visibilidade, então aproveite suas qualidades. 

Enfim, por mais que a Astronomia consiga nos guiar, não adianta buscar maneiras de como ser promovido no trabalho mas não agir. Sendo assim, aproveite essas energias e corra atrás do seu sucesso.

 

iQuilibrio
www.iQuilibrio.com.br


A consciência que desperta é também a que assusta — por isso tantos preferem ignorar*

 

Há alguns anos, conversando com o emérito professor da USP, Carlos Guilherme Mota, refletíamos sobre sua visão de sistema e suas múltiplas dimensões. Para ele, três conceitos são fundamentais: sistema, estrutura e processo.

Tenho para mim que tudo é sistema. Nós próprios somos sistemas interagindo com outros: pessoas, empresas, meios de comunicação, administração pública, famílias, sociedade, país, mundo, planeta, Universo. São múltiplas relações com as quais interagimos constantemente.

E podemos testemunhar que o sistema tem vida própria, imprevisibilidade, valores, necessidades, regras e objetivos — assim como nós. Por isso, se não aprimoramos os sistemas, não criamos condições para cenários melhores.

Olhando para o mundo de hoje, percebemos que continuamos girando em círculos. A arrogância, o poder, a busca por dinheiro a qualquer custo, a corrupção e a fragilidade das instituições ainda moldam a realidade.

Uma das armadilhas mais perigosas está em acreditar que desenvolvimento humano e organizacional é secundário e/ou dispensável. De fato, em todas as camadas sociais, quase ninguém quer se aprofundar em si mesmo, desenvolver-se e transformar-se em alguém melhor.

• Os que têm menos recursos vivem em modo de sobrevivência.

• A classe média segue um roteiro pré-estabelecido — nascer, estudar, casar, ter filhos — sem espaço para reflexão.

• Os que possuem privilégios constroem bolhas para proteger o conforto conquistado.

O resultado é que muitos seguem anestesiados, presos ao ciclo de trabalhar, pagar contas e buscar pequenos alívios em consumo ou vícios. É mais fácil fugir da reflexão do que encarar a transformação.

E é justamente aí que entra a importância do ADTT (Autoconhecimento, Desenvolvimento, Transformação e Transcendência). O despertar para olhar para si, reconhecer pontos positivos e negativos, ampliar a consciência e, a partir disso, transformar-se e transformar o entorno, é o que rompe esse ciclo. O desenvolvimento humano e organizacional não é luxo: trata-se de necessidade estratégica, tanto para indivíduos quanto para organizações.

Constata-se que a maioria só busca o ADTT quando a dor é insuportável, quando a vida saiu dos trilhos. Preventivamente, quase ninguém procura esse caminho — e é esse o maior erro. Gestores de RH, líderes e pessoas comuns precisam compreender que investir no desenvolvimento humano e organizacional é o que sustenta equipes engajadas, organizações mais saudáveis e uma sociedade mais justa e próspera.

O despertar exige coragem: olhar a si mesmo sem extremismos, assumir responsabilidades e buscar evolução contínua. É lento, exige esforço — mas é o único caminho capaz de criar impacto real e duradouro para si e para o mundo.

Em verdade, diante dos inúmeros desafios da vida, a maioria prefere abrir a “carteira” para beleza, comida e lazer, porque isso exige menos trabalho interior. Para cenários mais graves, recorrem a anestesias rápidas — vícios como bebida, drogas, jogos e até relações superficiais.

É mais fácil gastar para fugir da dor do que investir em si mesmo. Mas, enquanto isso, continuamos presos no mesmo ciclo: sobreviver, consumir, anestesiar… e repetir. C’est la vie? Ou apenas é uma escolha inconsciente de permanecer na estagnação? 

Enfim, a consciência que desperta, também assusta.

 

Viviane Gago - advogada e consteladora pelo Instituto de Psiquiatria da USP (IPQ/USP) com parceria do Instituto Evoluir e ProSer e facilitadora pela Viviane Gago Desenvolvimento Humano. Mais informações no site



Leitura melhora equilíbrio emocional em tempos de inteligência artificial

53% da população não leu um livro nos três meses anteriores, derrubando a média anual de leitura para 3,96 exemplares por habitante


Mesmo diante dos avanços da inteligência artificial, a leitura segue sendo apontada por especialistas como insubstituível para o desenvolvimento cognitivo e emocional dos jovens. Hoje, respostas instantâneas e conteúdos produzidos por algoritmos estão sempre ao alcance de um clique.

O que mudou? A praticidade chegou, mas o preço por tal facilidade está nos impactos na formação das novas gerações.A Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024 mostrou 53% da população não leu um livro nos três meses anteriores, derrubando a média anual de leitura para 3,96 exemplares por habitante.
Para o psicólogo clínico Luti Christóforo,é preciso muita atenção> o jovem que apenas consome respostas prontas corre o risco de não aprender e nem elaborar suas próprias ideias:

“A leitura exige esforço cognitivo, como interpretar, questionar e imaginar. É fundamental para a autonomia intelectual dos jovens que estão em formação, observa.



Leitura sem IA

Luti explica que crianças que crescem em contato com livros conseguem, ainda na adolescência, apresentarem melhores desempenhos cognitivos e até mesmo demonstrar maior equilíbrio emocional.

“Ao mergulhar em histórias e personagens, o jovem entra em contato com dilemas humanos universais. Esse processo desenvolve empatia e sensibilidade, além de oferecer uma pausa saudável em um mundo ansioso e acelerado”, destaca Christóforo.

A IA pode ser uma aliada, desde que usada de forma complementar. “O equilíbrio é a chave. A tecnologia deve ser vista como apoio, não como substituta do esforço humano de reflexão”, ressalta o psicólogo.


Luz elétrica ajuda a estimular brincadeiras e afastar crianças das telas

Dia das Crianças se aproxima evidenciando a importância de estratégias para incentivar outras brincadeiras

 

Em um cenário onde crianças e adolescentes estão cada vez mais conectados, os pais enfrentam um desafio crescente: incentivar os filhos a se desligarem das telas e explorarem atividades que promovam seu desenvolvimento. Dados recentes do IBGE, em sua última pesquisa realizada em 2024, mostram que 88,9% da população brasileira de 10 anos ou mais possuía celular para uso pessoal em 2024. Nesse mesmo ano, apenas 56,5% das pessoas de 10 a 13 anos tinham telefone celular próprio. Esse contraste evidencia a urgência de estratégias para estimular brincadeiras e interações além do mundo digital, especialmente nas faixas etárias mais jovens.

 

A Sociedade Brasileira de Pediatria é clara em sua orientação: crianças menores de 2 anos de idade não devem ser expostas a telas, enquanto crianças entre 2 e 5 anos devem ter o tempo de tela limitado a, no máximo, uma hora por dia. Já crianças entre 6 e 10 anos devem utilizar telas por até duas horas diárias, e crianças maiores e adolescentes, entre 11 e 18 anos, não devem ultrapassar o tempo limite de três horas de tela por dia, incluindo o uso de televisão e videogames.

 

O ato de brincar é essencial para o desenvolvimento infantil. Além de ser uma atividade prazerosa, ele promove habilidades fundamentais como criatividade, empatia, colaboração e a capacidade de se relacionar com os outros. "Brincar alivia o estresse e aumenta a sensação de bem-estar. Quando as crianças são privadas dessa oportunidade, seu desenvolvimento pode ser comprometido", explica Adriana Tedesco, especialista em iluminação saudável.

 

Nesse contexto, a iluminação dos espaços infantis tem se mostrado uma ferramenta eficaz para motivar as crianças a se afastarem dos dispositivos eletrônicos e se engajarem em brincadeiras que estimulam o corpo e a mente. Adriana ressalta que ambientes lúdicos, compostos por elementos circulares, esféricos e orgânicos, criam uma maior interação das crianças com o espaço. "Quando projetamos ambientes para elas, utilizamos a luz artificial como estratégia para estimular brincadeiras que promovem uma verdadeira festa química no cérebro, auxiliando também na concentração, aprendizagem e memória."

 

Essas técnicas, segundo Adriana, ajudam as crianças a se desconectarem do celular e se sentirem atraídas pela socialização e pelas brincadeiras. A especialista detalha como a luz pode ser explorada de forma lúdica: "Imagens impressas em telas tensionadas, com iluminação dinâmica, regulam hormônios de acordo com o ciclo circadiano, enquanto a iluminação colorida traz sensações mais envolventes e interativas."

 

A criação de ambientes que simulam cenários naturais, como parques, florestas ou praias, através de telas iluminadas em formas orgânicas e circulares nos tetos e nas paredes, também tem um papel importante nesse estímulo. "Essa conexão visual com o exterior atrai naturalmente as crianças e as mantêm mais engajadas na brincadeira", observa Adriana. Além disso, ela aponta que a simulação de um céu estrelado, feita com fibra ótica, é uma técnica eficaz para prender a atenção dos pequenos e reduzir a tensão neural.

 

Outras estratégias incluem caminhos de neon LED no chão, piscinas de bolinhas iluminadas e cachos de fibra ótica, que permitem uma interação segura e divertida com a luz. "Esses elementos complementam os espaços lúdicos e garantem que as crianças permaneçam por mais tempo nesses ambientes que estimulam a criatividade e a brincadeira, fases cruciais para o desenvolvimento infantil", conclui Adriana.

 

Enquanto os pais buscam formas de equilibrar o tempo de uso das telas com outras atividades, criar espaços que incentivem o brincar de forma interativa e envolvente pode ser uma solução eficaz para ajudar as crianças a se desconectarem do mundo digital e explorarem o que a infância tem de mais natural: o brincar.

 

 

 

Adriana Tedesco - tem como missão projetar ambientes luminosos saudáveis, trazendo experiências da natureza para dentro de nossos espaços, permitindo que o corpo humano reconheça e se sincronize com os ciclos naturais. Seu trabalho visa proporcionar bem-estar e qualidade de vida, transformando a iluminação em uma ferramenta de cura e reconexão com a própria essência. Ela é titular do Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa, referência no setor, onde lidera o desenvolvimento de projetos que aliam luz e saúde. Seu escritório é um dos poucos especializados nessa abordagem inovadora, que considera os impactos da iluminação no ser humano. Adriana iniciou sua trajetória na arte e no design desde a infância, influenciada por sua família e amigos. Aos 18 anos, formou-se em Educação Artística e licenciatura em Artes Cênicas, especializando-se posteriormente na Itália, onde teve contato com fábricas renomadas e participou, por 13 anos consecutivos, dos maiores eventos internacionais de tecnologia e design em Frankfurt e Milão. Ela se aprofundou nos impactos da luz artificial na saúde e no comportamento humano, especializando-se em Lighting Design com foco em neurociência e bem-estar. É pós-graduada em Naturopatia, capacitada em Neuroiluminação pelo Instituto Poli Design de Milão e possui MBA em Neuroarquitetura e Iluminação pelo Instituto Franklin Covey. Como especialista em design biofílico, Adriana une diferentes áreas do conhecimento para criar uma metodologia própria na projeção da iluminação nos ambientes construídos. Sua abordagem humanizada coloca as pessoas no centro dos projetos, minimizando os impactos negativos da luz artificial e promovendo um ambiente mais harmônico e equilibrado. O Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa está localizado na Rua Guaiaó, 66 - sala 809 - Praiamar Corporate - Santos - SP. Telefone: (13) 3234-3445.



Como usar a IA no aprendizado de línguas estrangeiras?

Estudantes que usam a IA reduziram em cerca de 27% o tempo total de estudo sem prejuízo no aprendizado, diz pesquisa


A Inteligência Artificial (IA) vem revolucionando diferentes setores, e a educação de idiomas não ficou de fora dessa transformação. Se antes o aprendizado dependia exclusivamente de livros e cursos presenciais, hoje os estudantes contam com recursos digitais que tornam a experiência mais personalizada, interativa e acessível. 

Um estudo da IU International University of Applied Sciences, conduzido em mais de 40 cursos universitários, testou o impacto do apoio educacional por inteligência artificial (IA) no desempenho dos alunos. A pesquisa revelou que estudantes que utilizaram tutores virtuais conseguiram reduzir em cerca de 27% o tempo total de estudo sem prejuízo no aprendizado, além de apresentarem maior engajamento e autonomia ao longo do processo. 

Já o desafio de aprender um novo idioma, vai muito além de dominar a gramática ou memorizar vocabulário, é preciso vivenciar a língua e usar a tecnologia ao seu favor, como aplicativos, vídeos e podcasts. Pensando nisso, a Spaceclass, rede de franquias especializada em soluções no ensino de idiomas, criou uma IA que interage com os estudantes, tira dúvidas, corrige e fala até o nível de proficiência:

 “A Spaceup, como foi batizada a IA da Spaceclass, é sem dúvidas, uma ferramenta poderosa e eficiente, que permite que cada aluno pratique de forma personalizada, de acordo com suas necessidades e interesses reais. Muitos estudantes que ainda sentem vergonha ou insegurança em falar o segundo idioma com outras pessoas podem usar a IA como aliada para treinar o speaking e serem corrigidos sem medo do julgamento ou do erro. A tecnologia foi desenvolvida justamente para potencializar e acelerar o aprendizado, proporcionando, acima de tudo, um ambiente seguro”, explica Lucca Lacerda, sócio-fundador da Spaceclass.

O objetivo principal da IA é atuar em três frentes: personalização, feedback em tempo real e acessibilidade. Ferramentas baseadas em algoritmos conseguem identificar o nível de conhecimento do aluno, mapear pontos fortes e fracos e montar trilhas de aprendizado sob medida. Além disso, chatbots e assistentes virtuais já são capazes de simular diálogos em diferentes contextos, permitindo ao estudante praticar conversação com mais segurança e confiança.

Outro destaque está no uso de sistemas de reconhecimento de voz, que corrigem pronúncia e entonação de forma instantânea. Essa tecnologia ajuda a acelerar a fluência, principalmente em línguas que apresentam sons e fonéticas distintas do português.

A acessibilidade também é um ponto-chave: aplicativos com tradução simultânea, dicionários inteligentes e legendas automáticas ampliam as possibilidades de contato com o idioma, tornando o aprendizado contínuo e presente no dia a dia. No entanto, a IA deve ser vista como um complemento e não como substituta do professor. 

“O grande diferencial da inteligência artificial é oferecer suporte personalizado, mas o papel do professor segue essencial na mediação, motivação e adaptação cultural do ensino”, explica Lucca.

  

Spaceclass

 

Uma em cada seis crianças de até seis anos já sofreu racismo

Levantamento nacional mostra que 63% dos brasileiros acreditam que a discriminação racial começa já na primeira infância; creches e pré-escolas são os locais em que os casos são mais identificados
 

Às vésperas do Mês da Consciência Negra, novos dados revelam que 63% da população acredita que o racismo afeta as crianças desde os primeiros anos de vida. A informação integra o “Panorama da Primeira Infância: o impacto do racismo”, pesquisa nacional encomendada ao Datafolha pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. A prevalência dessa percepção é mais comum entre mulheres, jovens e pessoas com maior renda e escolaridade. 

Os achados revelam que o racismo atinge a infância de forma precoce: 16% dos responsáveis por crianças de até 6 anos afirmam que elas já sofreram discriminação racial. Entre cuidadores de pele preta e parda, esse índice chega a 19%. 

“Isso é inadmissível em todos os aspectos. Estamos falando de uma fase da vida em que cada experiência conta para o desenvolvimento. Sofrer racismo, sobretudo nessa etapa, pode deixar marcas profundas na saúde, na aprendizagem e na autoestima das crianças”, afirma Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. 

Os casos também são mais percebidos à medida que as crianças crescem. Enquanto 10% dos cuidadores relataram que crianças de 0 a 3 anos já passaram por alguma situação de discriminação, o percentual sobe para 21% entre os cuidadores de crianças de 4 e 6 anos. Um dos motivos é que crianças maiores conseguem verbalizar e compreender melhor as situações em que estão inseridas.
 

O racismo na escola

A pesquisa revela que creches e pré-escolas são os ambientes mais citados como locais onde crianças já sofreram discriminação racial. Entre os cuidadores entrevistados, 54% afirmam que suas crianças vivenciaram situações desse tipo em unidades de educação infantil, sendo mais frequente na pré-escola (61%) do que na creche (38%). 

“Esse é um dado que deve ser observado com atenção e cautela. Parte disso pode ser explicado pelo fato de a escola ser um ambiente em que as crianças passam mais tempo e, portanto, ficam mais expostas”, analisa Mariana Luz. “Mas, se por um lado a escola pode ser cenário de discriminação, por outro, ela tem o potencial de ser o espaço onde a diversidade é valorizada e o racismo combatido. Preparar educadores e oferecer materiais adequados, conforme preconiza a Lei de História e Cultura Afro-Brasileira, é essencial para transformar essa realidade”, completa Luz. 

Apesar de a Lei 10.639/2003 determinar que todas as escolas do país ensinem História e Cultura Afro-Brasileira, a prática ainda está longe de se consolidar. Um estudo realizado em turmas de creche e pré-escola de 12 municípios brasileiros revelou que 89,8% delas ignoram o ensino de questões étnico-raciais. Os dados constam na “Avaliação da Qualidade da Educação Infantil: Um retrato pós-BNCC”, realizada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal em parceria com o Itaú Social, em 2023. 

Além das escolas, outros espaços também foram citados como locais de racismo: parques e praças públicas (42%), condomínios e vizinhança (20%) e o próprio ambiente familiar (15%). 

Serviços de saúde e assistência responderam por 6% dos casos relatados pelos cuidadores. Sendo que, nesses espaços, o índice de crianças de 0 a 3 anos que sofreram racismo é maior (12%) dos entre as crianças de 4 a 6 (3%).
 

Como o racismo afeta o desenvolvimento infantil

O enfrentamento do racismo desde cedo é crucial porque as experiências de discriminação estão associadas ao chamado estresse tóxico, que prejudica a saúde física e mental das crianças. Entre os impactos estão dificuldades de aprendizagem, baixa autoestima, rejeição da própria identidade, inibição comportamental e prejuízos na socialização. 

“Garantir que bebês e crianças cresçam livres do racismo e qualquer outro tipo de discriminação é assegurar seu direito ao desenvolvimento pleno. Esse compromisso precisa ser assumido agora”, conclui Luz.
 

Metodologia

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 10 de abril de 2025, com uma amostra nacional de 2.206 pessoas, sendo 822 responsáveis por crianças de 0 a 6 anos, que foram ouvidas em entrevistas presenciais em pontos de fluxo populacional. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para a amostra geral e 3 pontos percentuais para o grupo de responsáveis por crianças. 

Em agosto, uma primeira parte da pesquisa “Panorama da Primeira Infância: O que o Brasil sabe, vive e pensa sobre os primeiros seis anos de vida” foi lançado com foco na percepção da sociedade sobre a primeira infância uso de telas e disciplinas punitivas.

 

Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal


Divisão de tarefas domésticas e cuidado infantil: como a sobrecarga afeta a saúde das mães

Neuropsicologa destaca impactos físicos e emocionais da sobrecarga feminina e propõe caminhos para uma vida mais equilibrada.



Dados recentes mostram que a rotina de muitas mulheres brasileiras ainda está marcada por jornadas duplas – e, em muitos casos, triplas. Segundo o IBGE, mulheres dedicam, em média, 21,5 horas semanais a afazeres domésticos. Já a terceira edição da pesquisa Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado, realizada pela Fundação Perseu Abramo e pelo SESC, aponta que mães de filhos pequenos passam cerca de 15 horas semanais cuidando das crianças. Por fim, o IPEA estima que mulheres com trabalho remunerado chegam a 47 horas semanais em suas ocupações profissionais.


“Esse nível de adoecimento físico e mental é desumano e cruel. Precisamos primeiro entender como estão as mulheres que cuidam das crianças – as mães – para depois pensarmos no bem-estar infantil”, alerta Aline Graffiette, neuropsicóloga e CEO da Mental One.


Para Aline, a sobrecarga não é inevitável. “Uma criança vem ao mundo por uma conjunção de duas pessoas. E, se a responsabilidade é compartilhada, por que os afazeres domésticos e o cuidado infantil ainda recaem majoritariamente sobre a mulher?”, questiona.


A especialista reforça que dividir tarefas domésticas e de cuidado não é apenas justo, mas essencial para a saúde mental e física das mulheres. “Na minha casa, por exemplo, aos finais de semana, as tarefas domésticas ficam por conta dos meninos. Eles passam aspirador, lavam a louça, retiram o lixo e arrumam as camas. Isso dá mais tempo para mim e permite que todos tenhamos uma vida mais equilibrada”, explica Aline.


Ela ainda destaca a importância de comunicar insatisfações e propor alternativas: “Quando abrimos mão de controlar a forma como tudo é feito, percebemos que existem diversas maneiras de realizar uma tarefa. E ao permitir isso, ganhamos mais qualidade de vida, humor e disposição para atividades que realmente nos fazem bem”. 


Aline reforça que a mudança deve ocorrer em diferentes frentes: famílias, instituições e organizações. “Não há como uma sociedade se constituir como justa e feliz enquanto mulheres continuam sobrevivendo sob a alcunha de ‘maternidade’ ou ‘amor’”, conclui.



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