Dia das Crianças se aproxima evidenciando a importância de estratégias para incentivar outras brincadeiras
Em um cenário onde crianças e adolescentes
estão cada vez mais conectados, os pais enfrentam um desafio crescente:
incentivar os filhos a se desligarem das telas e explorarem atividades que
promovam seu desenvolvimento. Dados recentes do IBGE, em sua última pesquisa
realizada em 2024, mostram que 88,9% da
população brasileira de 10 anos ou mais possuía celular
para uso pessoal em 2024.
Nesse mesmo ano, apenas 56,5% das pessoas de 10 a 13
anos tinham telefone celular próprio. Esse contraste evidencia
a urgência de estratégias para estimular brincadeiras e interações além do
mundo digital, especialmente nas faixas etárias mais jovens.
A Sociedade Brasileira de Pediatria é clara
em sua orientação: crianças menores de 2 anos de idade não devem ser expostas a
telas, enquanto crianças entre 2 e 5 anos devem ter o tempo de tela limitado a,
no máximo, uma hora por dia. Já crianças entre 6 e 10 anos devem utilizar telas
por até duas horas diárias, e crianças maiores e adolescentes, entre 11 e 18
anos, não devem ultrapassar o tempo limite de três horas de tela por dia,
incluindo o uso de televisão e videogames.
O ato de brincar é essencial para o
desenvolvimento infantil. Além de ser uma atividade prazerosa, ele promove
habilidades fundamentais como criatividade, empatia, colaboração e a capacidade
de se relacionar com os outros. "Brincar alivia o estresse e aumenta a
sensação de bem-estar. Quando as crianças são privadas dessa oportunidade, seu
desenvolvimento pode ser comprometido", explica Adriana Tedesco,
especialista em iluminação saudável.
Nesse contexto, a iluminação dos espaços
infantis tem se mostrado uma ferramenta eficaz para motivar as crianças a se
afastarem dos dispositivos eletrônicos e se engajarem em brincadeiras que
estimulam o corpo e a mente. Adriana ressalta que ambientes lúdicos, compostos
por elementos circulares, esféricos e orgânicos, criam uma maior interação das
crianças com o espaço. "Quando projetamos ambientes para elas, utilizamos
a luz artificial como estratégia para estimular brincadeiras que promovem uma
verdadeira festa química no cérebro, auxiliando também na concentração, aprendizagem
e memória."
Essas técnicas, segundo Adriana, ajudam as
crianças a se desconectarem do celular e se sentirem atraídas pela socialização
e pelas brincadeiras. A especialista detalha como a luz pode ser explorada de
forma lúdica: "Imagens impressas em telas tensionadas, com iluminação
dinâmica, regulam hormônios de acordo com o ciclo circadiano, enquanto a
iluminação colorida traz sensações mais envolventes e interativas."
A criação de ambientes que simulam cenários
naturais, como parques, florestas ou praias, através de telas iluminadas em
formas orgânicas e circulares nos tetos e nas paredes, também tem um papel
importante nesse estímulo. "Essa conexão visual com o exterior atrai naturalmente
as crianças e as mantêm mais engajadas na brincadeira", observa Adriana.
Além disso, ela aponta que a simulação de um céu estrelado, feita com fibra
ótica, é uma técnica eficaz para prender a atenção dos pequenos e reduzir a
tensão neural.
Outras estratégias incluem caminhos de neon
LED no chão, piscinas de bolinhas iluminadas e cachos de fibra ótica, que
permitem uma interação segura e divertida com a luz. "Esses elementos
complementam os espaços lúdicos e garantem que as crianças permaneçam por mais
tempo nesses ambientes que estimulam a criatividade e a brincadeira, fases
cruciais para o desenvolvimento infantil", conclui Adriana.
Enquanto os pais buscam formas de
equilibrar o tempo de uso das telas com outras atividades, criar espaços que incentivem
o brincar de forma interativa e envolvente pode ser uma solução eficaz para
ajudar as crianças a se desconectarem do mundo digital e explorarem o que a
infância tem de mais natural: o brincar.
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