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sábado, 11 de outubro de 2025

Luz elétrica ajuda a estimular brincadeiras e afastar crianças das telas

Dia das Crianças se aproxima evidenciando a importância de estratégias para incentivar outras brincadeiras

 

Em um cenário onde crianças e adolescentes estão cada vez mais conectados, os pais enfrentam um desafio crescente: incentivar os filhos a se desligarem das telas e explorarem atividades que promovam seu desenvolvimento. Dados recentes do IBGE, em sua última pesquisa realizada em 2024, mostram que 88,9% da população brasileira de 10 anos ou mais possuía celular para uso pessoal em 2024. Nesse mesmo ano, apenas 56,5% das pessoas de 10 a 13 anos tinham telefone celular próprio. Esse contraste evidencia a urgência de estratégias para estimular brincadeiras e interações além do mundo digital, especialmente nas faixas etárias mais jovens.

 

A Sociedade Brasileira de Pediatria é clara em sua orientação: crianças menores de 2 anos de idade não devem ser expostas a telas, enquanto crianças entre 2 e 5 anos devem ter o tempo de tela limitado a, no máximo, uma hora por dia. Já crianças entre 6 e 10 anos devem utilizar telas por até duas horas diárias, e crianças maiores e adolescentes, entre 11 e 18 anos, não devem ultrapassar o tempo limite de três horas de tela por dia, incluindo o uso de televisão e videogames.

 

O ato de brincar é essencial para o desenvolvimento infantil. Além de ser uma atividade prazerosa, ele promove habilidades fundamentais como criatividade, empatia, colaboração e a capacidade de se relacionar com os outros. "Brincar alivia o estresse e aumenta a sensação de bem-estar. Quando as crianças são privadas dessa oportunidade, seu desenvolvimento pode ser comprometido", explica Adriana Tedesco, especialista em iluminação saudável.

 

Nesse contexto, a iluminação dos espaços infantis tem se mostrado uma ferramenta eficaz para motivar as crianças a se afastarem dos dispositivos eletrônicos e se engajarem em brincadeiras que estimulam o corpo e a mente. Adriana ressalta que ambientes lúdicos, compostos por elementos circulares, esféricos e orgânicos, criam uma maior interação das crianças com o espaço. "Quando projetamos ambientes para elas, utilizamos a luz artificial como estratégia para estimular brincadeiras que promovem uma verdadeira festa química no cérebro, auxiliando também na concentração, aprendizagem e memória."

 

Essas técnicas, segundo Adriana, ajudam as crianças a se desconectarem do celular e se sentirem atraídas pela socialização e pelas brincadeiras. A especialista detalha como a luz pode ser explorada de forma lúdica: "Imagens impressas em telas tensionadas, com iluminação dinâmica, regulam hormônios de acordo com o ciclo circadiano, enquanto a iluminação colorida traz sensações mais envolventes e interativas."

 

A criação de ambientes que simulam cenários naturais, como parques, florestas ou praias, através de telas iluminadas em formas orgânicas e circulares nos tetos e nas paredes, também tem um papel importante nesse estímulo. "Essa conexão visual com o exterior atrai naturalmente as crianças e as mantêm mais engajadas na brincadeira", observa Adriana. Além disso, ela aponta que a simulação de um céu estrelado, feita com fibra ótica, é uma técnica eficaz para prender a atenção dos pequenos e reduzir a tensão neural.

 

Outras estratégias incluem caminhos de neon LED no chão, piscinas de bolinhas iluminadas e cachos de fibra ótica, que permitem uma interação segura e divertida com a luz. "Esses elementos complementam os espaços lúdicos e garantem que as crianças permaneçam por mais tempo nesses ambientes que estimulam a criatividade e a brincadeira, fases cruciais para o desenvolvimento infantil", conclui Adriana.

 

Enquanto os pais buscam formas de equilibrar o tempo de uso das telas com outras atividades, criar espaços que incentivem o brincar de forma interativa e envolvente pode ser uma solução eficaz para ajudar as crianças a se desconectarem do mundo digital e explorarem o que a infância tem de mais natural: o brincar.

 

 

 

Adriana Tedesco - tem como missão projetar ambientes luminosos saudáveis, trazendo experiências da natureza para dentro de nossos espaços, permitindo que o corpo humano reconheça e se sincronize com os ciclos naturais. Seu trabalho visa proporcionar bem-estar e qualidade de vida, transformando a iluminação em uma ferramenta de cura e reconexão com a própria essência. Ela é titular do Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa, referência no setor, onde lidera o desenvolvimento de projetos que aliam luz e saúde. Seu escritório é um dos poucos especializados nessa abordagem inovadora, que considera os impactos da iluminação no ser humano. Adriana iniciou sua trajetória na arte e no design desde a infância, influenciada por sua família e amigos. Aos 18 anos, formou-se em Educação Artística e licenciatura em Artes Cênicas, especializando-se posteriormente na Itália, onde teve contato com fábricas renomadas e participou, por 13 anos consecutivos, dos maiores eventos internacionais de tecnologia e design em Frankfurt e Milão. Ela se aprofundou nos impactos da luz artificial na saúde e no comportamento humano, especializando-se em Lighting Design com foco em neurociência e bem-estar. É pós-graduada em Naturopatia, capacitada em Neuroiluminação pelo Instituto Poli Design de Milão e possui MBA em Neuroarquitetura e Iluminação pelo Instituto Franklin Covey. Como especialista em design biofílico, Adriana une diferentes áreas do conhecimento para criar uma metodologia própria na projeção da iluminação nos ambientes construídos. Sua abordagem humanizada coloca as pessoas no centro dos projetos, minimizando os impactos negativos da luz artificial e promovendo um ambiente mais harmônico e equilibrado. O Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa está localizado na Rua Guaiaó, 66 - sala 809 - Praiamar Corporate - Santos - SP. Telefone: (13) 3234-3445.



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