53% da população não leu um livro nos três meses anteriores, derrubando a média anual de leitura para 3,96 exemplares por habitante
Mesmo
diante dos avanços da inteligência artificial, a leitura segue sendo apontada
por especialistas como insubstituível para o desenvolvimento cognitivo e emocional
dos jovens. Hoje, respostas instantâneas e conteúdos produzidos por
algoritmos estão sempre ao alcance de um clique.
O que mudou? A praticidade chegou, mas o preço por tal facilidade está nos
impactos na formação das novas gerações.A Pesquisa Retratos da Leitura no
Brasil 2024 mostrou 53% da população não leu um livro nos três meses
anteriores, derrubando a média anual de leitura para 3,96 exemplares por
habitante.
Para o psicólogo clínico Luti Christóforo,é preciso muita atenção> o jovem
que apenas consome respostas prontas corre o risco de não aprender e nem
elaborar suas próprias ideias:
“A leitura exige esforço cognitivo, como interpretar, questionar e imaginar. É fundamental para a autonomia intelectual dos jovens que estão em formação, observa.
Leitura sem IA
Luti explica que crianças que crescem em contato com livros conseguem, ainda na
adolescência, apresentarem melhores desempenhos cognitivos e até mesmo
demonstrar maior equilíbrio emocional.
“Ao mergulhar em histórias e personagens, o jovem entra em contato com dilemas
humanos universais. Esse processo desenvolve empatia e sensibilidade, além de
oferecer uma pausa saudável em um mundo ansioso e acelerado”, destaca
Christóforo.
A IA pode ser uma aliada, desde que usada de forma complementar. “O equilíbrio
é a chave. A tecnologia deve ser vista como apoio, não como substituta do
esforço humano de reflexão”, ressalta o psicólogo.

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