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terça-feira, 12 de agosto de 2025

Atenção! Últimos dias para se inscrever em cursos gratuitos do Qualifica SP com mais de 3,4 mil vagas

Inscrições encerram no próximo domingo (17) e devem ser feitas pelo site do programa: www.qualificasp.sp.gov.br

 

Ainda dá tempo de participar! As inscrições para os cursos gratuitos e presenciais de qualificação profissional do programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) do Estado de São Paulo, se encerram no domingo (17). Com 3.455 vagas, a iniciativa é voltada à introdução ou recolocação de pessoas no mercado de trabalho. Os interessados devem se inscrever pelo site www.qualificasp.sp.gov.br 

A oferta do Qualifica SP conta com aulas presenciais em 39 municípios do estado e serão promovidas por professores do SEST/SENAT nas unidades da instituição e em algumas cidades de forma descentralizada. Os cursos serão disponibilizados em três turnos: manhã, tarde e noite. Confira no site do programa mais detalhes sobre os municípios com cursos disponíveis. 

As vagas estão distribuídas entre duas modalidades do programa: 

·         Novo Emprego: voltado a jovens e adultos a partir de 16 anos que desejam se qualificar em uma nova área ou iniciar uma nova carreira. Os cursos oferecidos são: Almoxarife (205 vagas), Capacitação de Motorista (30 vagas), Gestão de Pessoas (210 vagas), Gestão Financeira (60 vagas), Logística (505 vagas) e Operador de Empilhadeira (1625 vagas). 

·         Meu Primeiro Emprego: direcionado a jovens de 16 a 24 anos que buscam a sua primeira oportunidade no mercado de trabalho. Estão disponíveis os cursos de Auxiliar Administrativo (475 vagas), Inglês (165 vagas) e Pacote de Informática (180 vagas). 

A escolha dos cursos foi realizada após análises das demandas de mercado em todo o território estadual. O objetivo é fazer a conexão entre aprendizado e empregabilidade, oferecendo treinamento em segmentos em que há vagas abertas.

 

Como se inscrever


As inscrições devem ser realizadas pelo site do programa até o dia 17 de agosto. Podem participar candidatos alfabetizados, domiciliados no estado de São Paulo e com idade compatível com a modalidade escolhida. Caso o número de inscritos ultrapasse o número de vagas, serão priorizadas pessoas menores de idade, com deficiência, desempregadas e com baixa renda.

 

A convocação será feita por e-mail, e os selecionados deverão comparecer à unidade escolhida para confirmar a matrícula nos dias 18 a 23 de agosto.

 

As aulas têm previsão de início para o dia 25 de agosto. Para receber o certificado, o aluno deve ter ao menos 75% de presença nas aulas do curso.

 

Serviço:

Último dia de inscrições para cursos profissionalizantes do Qualifica SP

Quantidade de vagas: 3.455 vagas

Formato: Presencial

Inscrições: até 17 de agosto

Início das aulas: 25 de agosto (previsão)

 

Secretaria de Desenvolvimento Econômico - SDE, do Governo do Estado de São Paulo



TCU revela falhas na aplicação da LGPD por organizações federais

O descumprimento da lei expõe dados sensíveis de milhões de brasileiros e compromete a confiança pública. Eduardo Nery, especialista em cibersegurança, alerta que esses vazamentos incidem diretamente na segurança digital do cidadão, afetando desde a sua privacidade até o risco de fraudes, golpes e uso indevido de informações pessoais

 

Uma auditoria ampla realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que quase um terço das organizações públicas federais ainda não implementou medidas básicas para cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O levantamento avaliou 387 órgãos e entidades e revelou falhas estruturais, ausência de controles e descumprimento direto de pontos essenciais da legislação, como a nomeação de encarregados de proteção de dados e a formalização de políticas de segurança da informação. 

A situação se torna ainda mais grave diante da recente publicação do Decreto nº 12.573/2024, que regulamenta o tratamento de dados pessoais por órgãos e entidades da administração pública federal. O decreto reforça a obrigatoriedade de observância aos princípios da LGPD e amplia o papel da ANPD como supervisora e coordenadora das ações de adequação no setor público. Entre as diretrizes, estão a necessidade de programas estruturados de governança em privacidade, medidas de transparência ativa sobre o uso de dados e responsabilização clara por eventuais falhas. 

Para Eduardo Nery, CEO da Every Cybersecurity e especialista em proteção de dados, os resultados são alarmantes. “Estamos falando de instituições que concentram um volume gigantesco de dados sensíveis. Quando o próprio setor público não garante a segurança dessas informações, o risco de vazamentos, acessos indevidos e uso inadequado aumenta drasticamente”, alerta. 

Segundo o relatório técnico do TCU, muitas organizações também não estruturaram processos para lidar com incidentes, nem cumprem com clareza a exigência de comunicar vazamentos à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Outro ponto crítico é a dificuldade em harmonizar a LGPD com a Lei de Acesso à Informação, o que pode gerar conflitos entre transparência e proteção de dados, prejudicando tanto o cidadão quanto a gestão pública. 

Na visão de Nery, o problema não é apenas técnico, mas cultural. “A LGPD não é um checklist para preencher, é uma mudança de mentalidade. O cidadão tem o direito de saber como seus dados estão sendo usados, por quem, e com qual finalidade. Quando órgãos públicos falham nisso, falham também na prestação do serviço público com responsabilidade e respeito.” 

A auditoria resultou em uma série de recomendações do TCU para que os chamados Órgãos Governantes Superiores, como CNJ, CNMP e Ministério da Gestão, intensifiquem a supervisão e induzam o desenvolvimento da maturidade digital das entidades que supervisionam. Para Nery, esse acompanhamento é essencial, mas deve vir acompanhado de metas, prazos e capacitação. “Não basta dizer que é importante. É preciso investir, formar equipes, definir fluxos e responsabilizar quem negligência uma lei que já está em vigor há cinco anos”, destaca. 

Todas as 387 organizações auditadas receberam relatórios individuais com sugestões práticas e comparativos com entidades similares. Mesmo assim, o especialista acredita que o cenário só deve mudar com pressão institucional e participação ativa da sociedade. “Privacidade e proteção de dados são pilares da democracia. Se o cidadão não cobrar e o governo não agir, continuaremos vulneráveis.” 


Serviço:

Every Cybersecurity and GRC Solutions
(61) 3548-1994
www.every.com.br
Instagram: @everycybersecurity

 

Justiça para quem não teve perspectiva: o que é a perda de chance no Direito Médico?

Imagine alguém que procura ajuda médica por sentir que algo não está bem. Recebe um diagnóstico genérico: estresse, cansaço, ansiedade. Volta para casa tentando acreditar que é apenas isso. O tempo passa, os sintomas se intensificam, e só meses depois descobre-se algo muito mais grave — um câncer, por exemplo — já em estágio avançado, com chances de cura severamente reduzidas. Situações assim se repetem em consultórios, hospitais e serviços de emergência por todo o país. 

É nesse contexto que surge uma das teses jurídicas mais sensíveis e relevantes do direito médico: a perda de uma chance. 

Essa teoria representa a ideia de que, por falha na conduta do profissional de saúde ou da instituição hospitalar, o paciente foi privado da oportunidade real de alcançar um desfecho melhor — seja a cura, uma sobrevida maior, uma melhora significativa no quadro clínico ou até mesmo a chance de evitar sequelas. O que a Justiça reconhece aqui não é a certeza do que teria acontecido, mas sim a probabilidade concreta e razoável de que o paciente teria uma perspectiva mais favorável se tivesse recebido o atendimento correto no momento adequado. E perder essa possibilidade, por si só, já é um dano. 

No campo médico, essa teoria se aplica com especial força justamente porque muitas vezes não é possível afirmar com exatidão qual teria sido o resultado ideal. Busca-se, portanto, proteger o paciente contra o apagamento dessa chance — contra o fato de que o tempo, que poderia ter sido decisivo, foi negligenciado. Exames que não foram solicitados, encaminhamentos que não aconteceram, sinais clínicos ignorados ou mal interpretados. Tudo isso pode representar a perda de uma chance real de cura ou de controle da doença. 

É importante diferenciar essa situação do chamado “erro médico clássico” — aquele em que a conduta do profissional resulta diretamente no dano. Na perda de uma chance, a lógica é diferente: o que se questiona não é a certeza do nexo entre a falha e o resultado final, mas sim a supressão de uma possibilidade real de um desfecho melhor. Trata-se de proteger aquilo que foi impedido de acontecer, não apenas aquilo que efetivamente ocorreu. 

O Poder Judiciário já reconhece essa tese em diversas decisões. Tribunais têm entendido que, quando um paciente é privado de uma chance real por conduta médica inadequada, há dever de indenizar. Nessas situações, não se exige a prova absoluta do que teria ocorrido, mas sim a demonstração de que existia uma expectativa concreta e plausível de um resultado diferente. A prova pericial é essencial nesses processos, pois é ela que permite medir o grau dessa chance perdida e a extensão do dano. 

Do ponto de vista prático, quem vivencia uma situação semelhante — ou tem alguém próximo nessa condição — precisa agir com atenção. É fundamental preservar toda a documentação médica: receitas, laudos, prontuários, registros de consultas e exames. Ter uma linha do tempo clara dos acontecimentos também ajuda: quando surgiram os sintomas, quando o atendimento foi procurado, o que foi dito, o que deixou de ser feito. E, acima de tudo, é essencial procurar um advogado com experiência em direito médico, que possa avaliar com sensibilidade e técnica se o caso configura uma perda de chance juridicamente reconhecível. 

Muitos pacientes e familiares ainda têm receio de judicializar esse tipo de situação — seja por não quererem confrontar o sistema de saúde, seja por estarem emocionalmente abalados. No entanto, é importante compreender que buscar justiça não é vingança. Não se trata de transformar dor em lucro, mas sim de garantir dignidade à dor vivida, responsabilizar falhas que não podem se repetir e dar voz a quem foi silenciado por omissões inaceitáveis. 

Há situações que ajudam a ilustrar como a perda de uma chance pode ser reconhecida juridicamente. Imagine, por exemplo, uma paciente que chega ao hospital com sintomas típicos de infarto, mas não é encaminhada para atendimento especializado e é liberada sem exames. Horas depois, ela vem a óbito. Ainda que não se possa afirmar com certeza que ela sobreviveria com o cuidado adequado, é possível sustentar que foi privada da chance de lutar por sua vida — e essa oportunidade perdida tem valor jurídico. 

Em outro caso, uma criança dá entrada no pronto-socorro com sintomas que poderiam indicar meningite, mas o caso é tratado como uma gripe comum. O diagnóstico correto é retardado, comprometendo o tratamento. Se houver elementos que demonstrem que a intervenção precoce aumentaria significativamente suas chances de recuperação, a ausência dessa intervenção pode configurar perda de uma chance. 

Esses exemplos mostram que o Judiciário pode, de forma fundamentada, reconhecer que houve supressão concreta da oportunidade de um desfecho melhor, mesmo que o resultado final permaneça incerto. 

A perda de uma chance, portanto, é uma forma de a Justiça reconhecer que nem sempre a vida segue o curso que era possível, e que há dores que não podem ser ignoradas só porque o futuro é incerto. No campo da saúde, tempo e atenção salvam vidas — ou podem tirá-las. E quando a conduta médica retira do paciente a oportunidade de tentar, lutar ou escolher, há um desequilíbrio que precisa ser reparado. 

Buscar reparação nesses casos é um passo duro, mas necessário. Não para reescrever o passado, mas para fazer com que ele seja ouvido. Porque, em última análise, a perda de uma chance é também a perda de um direito fundamental: o direito de viver com dignidade, sendo tratado com respeito, atenção e responsabilidade.

 

José dos Santos Santana Jr. - advogado especialista em Direito Empresarial e da Saúde e sócio do escritório Mariano Santana Sociedade de Advogados

 

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Mitos e verdades sobre o uso de óculos: fato ou boato?

Celso Cunha (CRM-MT 2934), médico oftalmologista e
 consultor da Hoya Vision Care, esclarece mitos e verdades
 sobre o uso de óculos, ajudando a desmistificar informações
equivocadas e promover o cuidado correto com a visão.
 Com mais de 36,5 milhões de usuários de óculos no Brasil, dúvidas sobre o uso ainda geram confusão entre os consumidores

  

A saúde ocular ainda é cercada por mitos e desinformações. No Brasil, mais de 36,5 milhões de pessoas usam óculos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas muitos ainda têm dúvidas sobre como e quando utilizar corretamente o acessório. Para esclarecer as principais questões e combater fake news relacionadas ao tema, Celso Cunha (CRM-MT 2934), médico oftalmologista e consultor da Hoya Vision Care — multinacional japonesa referência global em soluções ópticas de alta tecnologia —, preparou uma lista com oito mitos e verdades sobre o uso de óculos. Confira!


1. Todo mundo vai usar óculos um dia
Mito. O uso dos óculos está ligado à presença de alterações visuais associadas aos erros refrativos, como miopia, hipermetropia, astigmatismo ou presbiopia. Nem todas as pessoas desenvolverão essas condições ao longo da vida.


2. Não tem problema pedir óculos emprestado
Mito. Óculos com grau são itens personalizados e devem ser usados apenas por quem tem a receita médica correspondente. Compartilhá-los pode causar desconforto, tontura e até prejudicar a visão.


3. Usar óculos o tempo todo faz mal aos olhos
Mito. Quando indicados por um oftalmologista, os óculos permitem a correta focalização da imagem na retina e melhoram a qualidade de vida. O uso contínuo não causa danos e, em muitos casos, é fundamental para tratar problemas refrativos.


4. É necessário trocar as lentes dos óculos todos os anos
Mito. A troca das lentes deve acontecer apenas quando há alteração no grau ou desgaste significativo. “Muitos pacientes mantêm o grau por anos. Nesses casos, o mais importante é observar o estado físico das lentes e da armação”, explica Dr. Cunha.


5. Óculos são melhores que lentes de contato
Mito. Essa escolha depende de fatores pessoais e da rotina do usuário. Lentes e óculos têm a mesma função: corrigir a visão. O mais importante é seguir as recomendações do oftalmologista.


6. Calor excessivo pode danificar os óculos
Verdade. Lentes com antirreflexo, proteção UV ou tecnologia fotossensível são sensíveis a altas temperaturas. Armações feitas de acetato também podem deformar. Assim, é importante evitar deixar os óculos expostos ao sol ou dentro do carro.


7. Óculos vendidos em farmácias têm a mesma eficácia
Mito. Esses modelos pré-fabricados não consideram medidas essenciais como a distância interpupilar e não corrigem os astigmatismos. Seu uso pode causar fadiga ocular, dor de cabeça e tonturas, sem corrigir adequadamente a visão.


8. Óculos multifocais causam tontura
Mito. Na realidade, durante o período de adaptação a um novo modo de focalizar os objetos mais próximos, o usuário utiliza áreas incorretas de focalização dessas lentes, o que ocasiona sintomas de desconforto visual diversos, que podem ser confundidos com tonturas leves. Se o incômodo persistir, pode haver erro na fabricação das lentes ou na prescrição do grau — nesse caso, é importante procurar um especialista.

De acordo com Celso Cunha, informação de qualidade é essencial para promover o uso consciente dos óculos e incentivar o cuidado com a saúde ocular. “Desmistificar essas ideias é parte importante da conscientização. Usar óculos corretamente é uma atitude de cuidado com a própria saúde”, finaliza.




HOYA CORPORATION
Para mais informações, visite www.hoya.com.


HOYA VISION CARE
Para mais informações, acesse https://www.hoyavision.com.



Takeda lança canal no WhatsApp para profissionais da saúde

A iniciativa complementa ecossistema de comunicação com os médicos, trazendo dinamismo e informações sobre os medicamentos da biofarmacêutica  
 

Considerando o cenário de transformação digital e tecnológico dentro das empresas e mantendo-se sempre comprometida com a inovação, com foco no respeito ao paciente, a biofarmacêutica Takeda anuncia um novo canal de atendimento de Informações Médicas via Whatsapp, exclusivo para o relacionamento com os profissionais de saúde de todo o Brasil. 

Com a iniciativa, a Takeda torna o atendimento mais ágil e prático, proporcionado um canal acessível, confiável e com respostas precisas. “O canal de Informações Médicas garante acesso rápido e confiável às informações sobre os nossos produtos. A iniciativa reforça o compromisso com a inovação e com o suporte eficiente aos profissionais de saúde no País", afirma Vivian Lee, Diretora Médica da Takeda Brasil. 

“O novo serviço complementa os meios tradicionais de contato com a área de Informações Médicas da companhia. Ele oferece informações oportunas e cientificamente embasadas, auxiliando na tomada de decisões informadas, no uso seguro e eficaz dos medicamentos e na garantia de um melhor atendimento aos pacientes”, menciona Marta Avellar, Diretora de Informações Médicas para Takeda América Latina & Canadá. 

A implementação reflete o compromisso da Takeda em apoiar médicos e outros profissionais da saúde, fornecendo educação médica por meio de informações técnico-científicas claras sobre os produtos de forma contínua. Considerou-se, ainda, o elevado uso do WhatsApp no Brasil, o segundo mercado global para a plataforma, bem como a relevância do país no contexto global da companhia. 

O canal de Informações Médicas, exclusivo para profissionais da saúde, está disponível no WhatsApp: +55 (11) 95309-2896.

 

Takeda
www.takeda.com


Dia do Cardiologista reforça alerta sobre a nova face das doenças cardiovasculares

Celebrado em 14 de agosto, data chama atenção para o papel essencial do cardiologista na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças que mais matam no mundo e que agora afetam também pessoas cada vez mais jovens.

 

No dia 14 de agosto é celebrado o Dia do Cardiologista, data criada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) para conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a saúde cardiovascular. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que doenças cardiovasculares representam 32% de todas as mortes, com 17,9 milhões de óbitos estimados por ano. O cenário ainda alerta o aumento de casos entre pessoas com menos de 40 anos. Segundo a Associação Paulista de Medicina, um levantamento com dados do sistema público de saúde mostra aumento de 150% de infartos nessa faixa etária. 

O médico cardiologista do Hospital São Lucas em Ribeirão Preto, Dr. Leon Macedo (CRM: 105.933 / RQE: 78205 / 782051), explica que esse crescimento alarmante está ligado a fatores como estresse crônico, má alimentação, sedentarismo, tabagismo, abuso de álcool, noites mal dormidas e obesidade. Além disso, a ausência de check-ups regulares e o desconhecimento dos riscos cardiovasculares também contribuem para esse cenário. 

“O maior desafio atual é antecipar o risco antes que o problema apareça. Com o envelhecimento da população, vemos um número crescente de pessoas com doenças cardiovasculares, mas o que mais chama atenção é o aumento em jovens, muitas vezes assintomáticos. E isso muda o foco da atuação médica. Em vez de tratar só as consequências, o cardiologista moderno precisa prevenir o que está por vir”, acrescenta. 

A especialidade atua em cuidados para além do coração. O profissional é também responsável por artérias, veias, circulação e pressão arterial, trabalhando desde a prevenção até o tratamento de infartos, AVCs, arritmias, hipertensão, colesterol alto e insuficiência cardíaca.  

Diante de dados preocupantes, a área da cardiologia é uma das que mais evoluem em tratamentos e tecnologia na medicina. Entre as novidades, estão terapias personalizadas para colesterol, procedimentos minimamente invasivos, como o implante de válvulas por cateter sem cirurgia aberta, monitoramento remoto de arritmias e pressão arterial por dispositivos inteligentes, avanços em medicações modernas para insuficiência cardíaca, com melhor controle dos sintomas e aumento de sobrevida e uso de inteligência artificial para estratificação de risco e decisão clínica. Essas novas técnicas ajudam na precisão, agilidade e efetividade na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares. 

Apesar das inovações, o médico afirma que o básico bem-feito ainda é a maior fonte para contenção de riscos. Segundo a American Heart Association, há oito pilares fundamentais para uma vida com menor probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares. São eles alimentação saudável, peso corporal adequado, atividade física regular, abandono do tabagismo, controle da pressão arterial, colesterol em níveis ideais, controle da glicose no sangue e sono de qualidade. 

Exames como eletrocardiograma, teste ergométrico, ecocardiograma, exames laboratoriais e, em alguns casos, tomografia de coronárias, fazem parte do acompanhamento regular, principalmente para quem tem histórico familiar ou já apresenta fatores de risco. 

“Ao avaliar e acompanhar cada um desses pontos, é possível fazer um mapa completo da saúde cardiovascular do paciente e traçar estratégias personalizadas para reduzir riscos. Em resumo, a função do cardiologista vai muito além de cuidar apenas do coração. Ele atua na prevenção, diagnóstico e tratamento das principais causas de morte no mundo, com foco cada vez maior em se precaver antes que a doença aconteça. E com a realidade de mais jovens adoecendo e pessoas vivendo mais, cuidar do coração não é mais uma escolha, é uma necessidade. Se você nunca foi ao cardiologista, talvez este seja o momento certo para começar”, orienta.  

 

Grupo São Lucas de Ribeirão Preto (SP)

 

Ação social contra câncer de pele acontece dias 13 e 14/08, na comunidade de Paraisópolis em S. Paulo


A Associação Brasileira de Cosmiatria Reparadora, o Instituto Boggio, o Hospital de Amor em parceria com Instituto Anglicano e Grupo Unite organizam ação social para diagnóstico e cirurgia gratuita para casos suspeitos de câncer de pele nos dias 13 e 14 de agosto – das 8h às 18h, na comunidade de Paraisópolis, defronte ao número 333 da Rua Dr. José Pedro de Carvalho Lima, na Vila Andrade, São Paulo (SP). A ação que acontece como parte do Med.Cos, um congresso médico que une ciência e solidariedade. A agenda para consultas está sendo feita através do sistema de agendamento da Une.cx, uma empresa do Grupo Unite, que usa recursos de Inteligência Artificial Humanizada, operacional 24x7.

 

Em vídeo para toda a comunidade de Paraisópolis, Reverendo Aldo, dignatário eclesiástico da Igreja Anglicana de São Paulo, conclama a todos para agendar consulta. “Às vezes, uma pequena pinta, uma pequena mancha ou algo até imperceptível pode ser um câncer de pele. “Por isso, o Instituto Anglicano e o Med.Cos e o Hospital de Amor vão realizar a carreta da solidariedade, do amor, do atendimento médico, em frente à nossa creche anglicana no Paraisópolis. “Nós queremos cuidar de todas as crianças de nossas creches e de seus familiares”.

 

Com consultas sob responsabilidade dos médicos que participarão do congresso Med.Cos, a estimativa é de atender cerca de 200 pacientes gratuitamente na carreta do Hospital de Amor, unidade móvel de prevenção e diagnóstico de câncer, que leva atendimento médico a diversas localidades, especialmente para comunidades carentes.

 

- Consultar dermatologista regularmente para avaliação da pele e diagnóstico precoce de qualquer lesão suspeita é um dos pontos centrais da prevenção. Afinal, o câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil, representando cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, diz o médico Ricardo Boggio, presidente da Associação Brasileira de Cosmiatria Reparadora e Responsável Técnico do Med.Cos.

 

Para ele é muito importante ter iniciativas como essa em comunidades como Paraisópolis. Agregar empresas e profissionais numa missão social. Inclusive, toda a arrecadação com as inscrições do congresso Med.Cos será destinada para apoiar projetos sociais.

 

Para a CEO do Grupo Unite, Natalia Castan “É um privilégio para nós, do Grupo Unite e da Une.cx, contribuir com uma ação tão essencial para a comunidade de Paraisópolis. A tecnologia de Inteligência Artificial Humanizada que desenvolvemos está a serviço do que mais importa: facilitar o acesso a cuidados de saúde que podem salvar vidas. Colocar inovação a serviço das pessoas é a nossa forma de somar forças a essa corrente do bem”. O Grupo Unite é multinacional brasileira de call center e tecnologia de relacionamento e experiência com o cliente. A Une.cx é plataforma de inteligência conversacional usada por diversas empresas dos setores de saúde e educação que precisam implantar experiências humanizadas e eficientes utilizando IA generativa, painéis analíticos e automações omnichannel integradas.

 

A diferença Une.cx


Assim como em diversos clientes da Une.cx, as pessoas que estão agendando consultas na Ação Social de Prevenção contra Câncer de Pele, vão se relacionar com uma IA com características que tradicionalmente associamos aos seres humanos, como empatia, compreensão contextual, capacidade de diálogo fluido e respeito à diversidade cultural e emocional dos indivíduos.

 


Agosto Dourado reforça importância da amamentação e redes de apoio às mães

Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul destaca benefícios do leite materno e orienta sobre práticas seguras e prolongadas

 

As ações do Agosto Dourado 2025, cujo tema é “Priorizar a Amamentação: Construindo Sistemas de Apoio Sustentáveis” têm a intenção de reforçar a importância de criar redes sólidas e duradouras para apoiar as mães que amamentam, seja em casa, no trabalho ou na comunidade.

De acordo com o 2º Vice-Presidente da SPRS e Membro do Departamento Científico de aleitamento materno da SBP, Dr. Leandro Nunes, o leite materno é o alimento mais completo para o bebê, com benefícios que vão além da nutrição imediata.

“O aleitamento materno oferece proteção contra infecções, favorece o desenvolvimento cognitivo e emocional, e ainda reduz o risco de doenças crônicas ao longo da vida. É um investimento vitalício na saúde da criança”, afirma o médico.

Entre as vantagens para o recém-nascido estão a nutrição equilibrada, o fortalecimento do sistema imunológico e a fácil digestão. A longo prazo, há menor risco de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, além de melhor desenvolvimento neurológico e da arcada dentária.

A campanha também busca desmistificar inseguranças comuns entre mães, como a dúvida sobre a “quantidade” ou “qualidade” do leite. Segundo o especialista, não existe “leite fraco” e a produção se regula pela demanda do bebê. Amamentar de 8 a 12 vezes por dia, observar ganho de peso e quantidade de fraldas molhadas são sinais claros de que o bebê está bem alimentado.

“A qualidade do leite materno é indiscutível. Não existe leite fraco. A composição do leite materno, com sua riqueza em nutrientes e anticorpos, é sempre perfeita para o bebê. O que pode variar é a concentração de gordura e nutrientes ao longo da mamada, por isso é importante deixar o bebê esvaziar ambas as mamas. É essencial que as mães busquem apoio dos pediatras, que podem oferecer orientação e confiança nesse processo. O apoio de familiares e parceiros também é crucial para o sucesso da amamentação”, orienta o Dr. Leandro.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e complementado com outros alimentos até os dois anos ou mais. O apoio de familiares, profissionais de saúde e empregadores é essencial para que as mães consigam seguir essas diretrizes.

 

Marcelo Matusiak

Agosto será mês de alerta para tempo seco e oscilação térmica: médico ensina como se prevenir

O inverno seco e as constantes mudanças de temperatura ao longo do dia — manhãs geladas, tardes mais amenas e noites úmidas ou extremamente secas —, o corpo sofre para se adaptar. E quem mais sente esse impacto é o sistema respiratório. O otorrinolaringologista Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros, explica como esse “sobe e desce” térmico, associado ao ar seco, favorece doenças respiratórias e dá dicas para proteger o nariz, a garganta e os pulmões durante a estação.

“Quando as temperaturas variam muito em pouco tempo, o nariz tem dificuldade de manter a função de aquecer e umidificar o ar inspirado. Isso prejudica a defesa natural do sistema respiratório e abre espaço para infecções e inflamações”, explica o especialista. Segundo ele, as doenças mais comuns nesse cenário são gripes, resfriados, sinusites, crises de rinite alérgica e até laringites, que podem evoluir para quadros mais graves em pessoas com imunidade baixa.

Outro fator agravante é a baixa umidade do ar, típica do inverno em várias regiões do Brasil. “O ar seco resseca as mucosas nasais, favorecendo fissuras, sangramentos e o acúmulo de secreções. Isso dificulta a filtração de vírus, bactérias e partículas de poluição”, afirma Dr. Bruno.
 

5 cuidados indispensáveis com a saúde respiratória no frio e tempo seco:

  1. Hidrate-se — Beber água ajuda a manter as vias respiratórias úmidas e funcionais, mesmo que a sede diminua no frio.
  2. Evite ambientes fechados e com aglomeração — A circulação de vírus respiratórios é maior em locais mal ventilados.
  3. Use soro fisiológico no nariz — A lavagem nasal com solução salina é essencial para limpar as narinas e manter a mucosa saudável.
  4. Cuidado com os aquecedores — Evite o uso prolongado sem umidificar o ambiente, pois eles ressecam ainda mais o ar.
  5. Mantenha uma rotina de sono e alimentação equilibrada — Um corpo descansado e bem nutrido responde melhor às mudanças climáticas.

Alerta para os extremos: Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas, como rinite, asma e DPOC, precisam de atenção redobrada. “A qualquer sinal de piora, como tosse persistente, chiado no peito ou febre, é fundamental procurar um médico. O tempo seco pode agravar condições pré-existentes e desencadear crises sérias”, finaliza o otorrinolaringologista. 

 

FONTE: 

Bruno Borges de Carvalho Barros - Médico otorrinolaringologista pela UNIFES. Pós-graduação pela UNIFESP. Especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.


Dia da Saúde Vascular: o que as pernas cansadas querem dizer?

  Sintomas comuns do cotidiano, como pernas pesadas e doloridas, podem indicar o início de doenças vasculares; especialista aponta os principais sinais e recomendações


A sensação de cansaço nos pés e pernas depois de um longo dia de trabalho, caminhadas ou outra atividade que exija bastante dos membros inferiores é uma queixa comum dos pacientes em consultórios médicos. Embora sejam reações normais do corpo, é preciso ficar atento aos sintomas, pois podem sinalizar uma doença vascular. O assunto é tema do Dia da Saúde Vascular, 15 de agosto, que visa aumentar os debates sobre as enfermidades que afetam o sistema circulatório. 

O médico Dr. Gustavo Solano, cirurgião vascular e endovascular, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e da International Society for Vascular Surgery, esclarece algumas das principais dúvidas sobre as doenças vasculares. “Quando esses sintomas como dores ou inchaços se tornam frequentes, principalmente se ocorrem sem motivo aparente ou vêm acompanhados de formigamento, alterações na coloração da pele e outros sinais, é hora de buscar ajuda. Nessas situações, o desconforto não deve ser ignorado, por isso é essencial procurar um cirurgião vascular”, comenta. 

De acordo com o especialista, vários fatores contribuem para problemas de circulação nas pernas. Os principais incluem genética (histórico familiar), estilo de vida sedentário, sobrepeso ou obesidade, tabagismo, alimentação inadequada, entre outros.
 

Principais doenças e prevenção 

O médico também aponta que entre as doenças vasculares mais comuns estão: insuficiência venosa crônica, trombose venosa profunda, doença arterial periférica, além de outras condições. “Todas possuem sintomas iniciais semelhantes, mas cada uma possui causas e características diferentes. Algumas apresentam riscos mais graves, como o caso da trombose venosa profunda, que pode levar à morte”, detalha. 

Entre as recomendações para evitar o aparecimento ou agravamento de doenças vasculares, o Dr. Solano cita algumas soluções já conhecidas, como “a prática de atividade física, alimentação adequada e, em alguns casos, o uso de meias de compressão para regular o fluxo do sangue venoso nas pernas”. 

“A atividade física consegue reduzir o risco de doenças circulatórias, melhorar o fluxo sanguíneo e controlar o surgimento de gordura no corpo. Durante este processo, as meias de compressão podem ser fundamentais para o tratamento de doenças venosas, com impactos positivos na melhoria dos sintomas, controle das varizes, prevenção da trombose venosa profunda e melhor recuperação pós-cirurgias”, complementa o médico.
 

Meias de compressão 

A terapia de compressão colabora para a circulação saudável em diferentes situações do cotidiano, auxiliam na prevenção de doenças venosas e no tratamento de problemas vasculares. Existem diversos tipos que podem ser usados diariamente e modelos que são recomendados conforme avaliação médica. Dentre as mais bem avaliadas do mercado estão as meias da SIGVARIS GROUP, empresa especializada em soluções de compressão médica inovadoras e de alta qualidade. A companhia possui um amplo portfólio, com produtos que podem ser usados pelos mais variados perfis de pessoas. 



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Efeito sanfona após uso de caneta para emagrecer preocupa especialistas

Saúde preditiva surge como a “peça que faltava” para quem quer perder peso com segurança e manter os resultados no longo prazo

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As chamadas canetas para emagrecer ganharam popularidade nos últimos anos e se tornaram queridinhas entre pessoas que buscam perder peso de forma rápida e eficaz. À base de substâncias como a semaglutida e tirzepatida, esses medicamentos atuam principalmente no controle do apetite, na regulação da insulina, glicose e até no metabolismo da gordura, proporcionando uma sensação prolongada de saciedade. A consequência direta é a diminuição da ingestão de alimentos, aceleração do metabolismo e, com isso, a redução do peso corporal.

Apesar dos resultados promissores, especialistas alertam que o uso isolado da caneta, sem acompanhamento adequado, pode levar a um velho conhecido de quem já tentou emagrecer: o chamado efeito sanfona e o catabolismo muscular (perda de massa muscular). Ou seja, o peso até diminui rapidamente, mas volta com facilidade após o fim do tratamento — muitas vezes de forma ainda mais intensa pela redução do metabolismo.

De acordo com o médico Fábio Gabas, fundador da HMetrix, healthtech especializada em saúde preditiva, o principal erro é focar apenas no remédio sem entender o que está por trás do ganho de peso. “A caneta pode ser uma ferramenta útil, mas não resolve sozinha a longo prazo. Quando o emagrecimento acontece sem olhar para a causa do problema, os resultados dificilmente se sustentam”, afirma.

Nesse contexto, cresce o interesse por abordagens que considerem o corpo de forma integrada e antecipem possíveis obstáculos. A chamada saúde preditiva é uma dessas frentes: por meio da análise de dados clínicos, comportamentais e algumas vezes até genéticos, é possível identificar padrões de risco e traçar planos de ação mais personalizados. A proposta é sair da lógica de tratar os sintomas de obesidade de forma genérica e passar a corrigir os desequilíbrios metabólicos, inflamatórios e condicionamentos mentais de forma individualizada para resultados duradouros.

“O checkup preditivo é o que garante o resultado. Assim, o paciente não apenas emagrece, mas se mantém saudável e equilibrado a longo prazo”, reforça Gabas.

Com isso, o uso de medicamentos como a caneta pode até ser mantido — mas como parte de um conjunto de estratégias neurocientíficas individualizadas que incluem mudanças nos hábitos alimentares, de atividade física, padrões emocionais, além do acompanhamento contínuo. O foco deixa de ser apenas o número na balança e passa a ser o equilíbrio do organismo como um todo.

Em um cenário em que as soluções rápidas ganham espaço, a proposta da saúde preditiva é justamente a peça que faltava: emagrecer com consciência, consistência e cuidado real com o corpo, mantendo os resultados a longo prazo.


HMetrix


FEBRASGO #EuVejoVocê: campanha alerta sobre violência em cada fase da vida da mulher

·         Agosto Lilás: mês de conscientização sobre a violência contra a mulher

·         Lei Maria da Penha completa 19 anos neste mês

                                                           #EuVejoVocê


A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) reforça a necessidade de ação coletiva e imediata no combate à violência contra a mulher em todas as fases da vida. A instituição destaca o papel essencial da escuta médica como ferramenta de proteção, acolhimento e rompimento do ciclo de violência.

“Nós devemos agir e amparar as mulheres na identificação da violência e na capacitação para as tomadas de decisões. O conhecimento permite que o médico atue, desde a escuta adequada, o acolhimento, notificação, registro, acompanhamento e encaminhamento articulado e intersetorial”, afirma a Dra. Maria Celeste Osório Wender, presidente da FEBRASGO. 

A campanha da FEBRASGO #EuVejoVocê compartilha duas cartilhas para ampliar a conscientização e oferecer orientação prática:

·         Para a população geral: informações claras sobre os tipos de violência mais comuns em cada fase da vida da mulher e orientações sobre como buscar ajuda. Acesse: Cartilha "Eu Vejo Você"

·         Para ginecologistas e obstetras: um checklist com diretrizes práticas para identificar e encaminhar casos de violência contra a mulher.

Acesse: Cartilha Médica Orientativa

 

As múltiplas faces da violência em cada fase da vida da mulher


Na Infância e Adolescência: (a) Mais de 50% das vítimas de abuso sexual são meninas com menos de 13 anos. (b) Uma em cada 3 meninas sofreu algum tipo de violência antes dos 18 anos.


Na Idade Adulta: (a) O Brasil registra cerca de 2.500 novos processos judiciais por dia ligados à violência contra a mulher. (b) Entre mulheres de 18 a 24 anos, 1 em cada 5 já sofreu abuso sexual. (c) De janeiro a maio de 2024, foram contabilizadas 380.735 ações judiciais por violência doméstica. (d) 30% das brasileiras afirmam já ter sofrido violência dentro de casa.


Mulheres com 60+: (a) Entre 2020 e 2023, o país teve 408.395 denúncias de violência contra idosos. (b) 15% das mulheres idosas sofrem abusos físicos ou psicológicos. (c) A violência contra idosas inclui apropriação de bens, controle financeiro, abandono, isolamento e agressões emocionais e físicas dentro do lar.

 

Violência invisível: a maioria não denuncia - Segundo levantamento da FEBRASGO, 47,4% das mulheres não procuram ajuda. Isso faz da consulta ginecológica um momento crucial: a escuta do médico pode ser a única chance de a vítima ser acolhida e encaminhada de forma segura. “Cada consulta ginecológica é uma oportunidade de salvar uma vida. Ao enxergar para além do exame físico, oferecemos cuidado integral e esperança às mulheres em situação de vulnerabilidade”, reforça Dra. Maria Celeste.

 

Dados regionais expõem a gravidade da crise


Números alarmantes divulgados pelas Associações Regionais de Ginecologia e Obstetrícia:


Paraná - 31.879 casos de violência contra mulheres; 46% por violência física, 76,8% em casa.


Santa Catarina - 7.328 denúncias de violência sexual entre janeiro e junho de 2024.

Mato Grosso do Sul - 23.243 vítimas de estupro, feminicídio e violência doméstica em 2024.

São Paulo - 10.484 vítimas de estupro de vulnerável em 2024.


Minas Gerais - 155.895 casos registrados em 2024.


Bahia - 5.024 abusos sexuais contra crianças e adolescentes em 2023; 68% ocorreram em casa.


Pernambuco - 1.716 casos registrados no 1º trimestre de 2024; 87,6% das vítimas entre 5 e 14 anos.

 

Cinco principais tipos de violência contra a mulher:

1.   Física – Agressões que causam dor ou ferimentos.

2.   Psicológica – Controle emocional, intimidação e manipulação.

3.   Sexual – Qualquer ato sem consentimento.

4.   Patrimonial – Apropriação ou destruição de bens e recursos.

5.   Moral – Calúnias, difamações e insultos à honra. 

Neste marco de 19 anos da Lei Maria da Penha, a FEBRASGO faz um apelo a todos – cidadãos, profissionais de saúde, autoridades e instituições – para unirem forças pelo fim da violência contra a mulher. 




Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia - FEBRASGO
FEBRASGO lidera a Campanha #EuVejoVocê – Pelo fim da violência contra a mulher


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