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Agosto Lilás: mês de conscientização sobre a violência
contra a mulher
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Lei Maria da Penha completa 19 anos neste mês
#EuVejoVocê
A Federação
Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)
reforça a necessidade de ação coletiva e imediata no combate à violência contra
a mulher em todas as fases da vida. A instituição destaca o papel essencial da
escuta médica como ferramenta de proteção, acolhimento e rompimento do ciclo de
violência.
“Nós devemos agir e amparar as mulheres na identificação da violência e na capacitação para as tomadas de decisões. O conhecimento permite que o médico atue, desde a escuta adequada, o acolhimento, notificação, registro, acompanhamento e encaminhamento articulado e intersetorial”, afirma a Dra. Maria Celeste Osório Wender, presidente da FEBRASGO.
A campanha da FEBRASGO
#EuVejoVocê compartilha duas cartilhas para ampliar a
conscientização e oferecer orientação prática:
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Para a população geral: informações claras
sobre os tipos de violência mais comuns em cada fase da vida da mulher e
orientações sobre como buscar ajuda. Acesse: Cartilha "Eu Vejo Você"
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Para ginecologistas e obstetras: um checklist com
diretrizes práticas para identificar e encaminhar casos de violência contra a
mulher.
Acesse: Cartilha Médica Orientativa
As múltiplas
faces da violência em cada fase da vida da mulher
Na
Infância e Adolescência: (a) Mais
de 50% das vítimas de abuso sexual são meninas com menos de 13 anos. (b) Uma em
cada 3 meninas sofreu algum tipo de violência antes dos 18 anos.
Na Idade Adulta: (a) O Brasil registra cerca de 2.500 novos processos judiciais por dia ligados à violência contra a mulher. (b) Entre mulheres de 18 a 24 anos, 1 em cada 5 já sofreu abuso sexual. (c) De janeiro a maio de 2024, foram contabilizadas 380.735 ações judiciais por violência doméstica. (d) 30% das brasileiras afirmam já ter sofrido violência dentro de casa.
Mulheres
com 60+: (a) Entre 2020 e
2023, o país teve 408.395 denúncias de violência contra idosos. (b) 15% das
mulheres idosas sofrem abusos físicos ou psicológicos. (c) A violência contra
idosas inclui apropriação de bens, controle financeiro, abandono, isolamento e
agressões emocionais e físicas dentro do lar.
Violência
invisível: a maioria não denuncia - Segundo
levantamento da FEBRASGO, 47,4% das mulheres não procuram ajuda. Isso faz da
consulta ginecológica um momento crucial: a escuta do médico
pode ser a única chance de a vítima ser acolhida e encaminhada de forma segura.
“Cada consulta ginecológica é uma oportunidade de salvar uma vida. Ao enxergar
para além do exame físico, oferecemos cuidado integral e esperança às mulheres
em situação de vulnerabilidade”, reforça Dra. Maria Celeste.
Dados
regionais expõem a gravidade da crise
Números alarmantes
divulgados pelas Associações Regionais de Ginecologia e Obstetrícia:
Paraná - 31.879
casos de violência contra mulheres; 46% por violência física, 76,8% em casa.
Santa Catarina -
7.328 denúncias de violência sexual entre janeiro e junho de 2024.
Mato Grosso do Sul
- 23.243 vítimas de estupro, feminicídio e violência doméstica em 2024.
São Paulo - 10.484
vítimas de estupro de vulnerável em 2024.
Minas Gerais -
155.895 casos registrados em 2024.
Bahia - 5.024
abusos sexuais contra crianças e adolescentes em 2023; 68% ocorreram em casa.
Pernambuco - 1.716
casos registrados no 1º trimestre de 2024; 87,6% das vítimas entre 5 e 14 anos.
Cinco principais
tipos de violência contra a mulher:
1. Física – Agressões
que causam dor ou ferimentos.
2. Psicológica –
Controle emocional, intimidação e manipulação.
3. Sexual – Qualquer ato
sem consentimento.
4. Patrimonial –
Apropriação ou destruição de bens e recursos.
5. Moral – Calúnias, difamações e insultos à honra.
Neste marco de 19
anos da Lei Maria da Penha, a FEBRASGO faz um apelo a todos –
cidadãos, profissionais de saúde, autoridades e instituições – para unirem
forças pelo fim da violência contra a mulher.
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia - FEBRASGO
FEBRASGO lidera a Campanha #EuVejoVocê – Pelo fim da violência contra a mulher
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