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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Como sua genética pode influenciar o risco de câncer de próstata

No Brasil, estimam-se mais de 71.730 novos casos da doença entre 2023 e 2025


Criado em 2003, o movimento “Novembro Azul” tem como objetivo alertar a população sobre uma das doenças que mais afetam os homens no mundo: o câncer de próstata. No Brasil, mais de 71.730 novos casos da doença são esperados entre 2023 e 2025. Além disso, cerca de 52% dos diagnósticos ocorrem em fases avançadas, o que reduz drasticamente as chances de sucesso no tratamento, conforme mostram os dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade e Registros de Câncer de Base Populacional.

Nesse cenário, um dos grandes desafios ainda é vencer o preconceito e a falta de informação, já que muitos homens evitam consultas médicas e exames preventivos, dificultando o diagnóstico precoce e o combate à doença. “O câncer de próstata tem vários fatores de risco, e um deles é o fator genético. Deixar o preconceito de lado e entender o funcionamento do nosso corpo é crucial para prevenir e combater a doença”, explica Aline Quissak, nutricionista oncológica, mestre em genética e CEO do Scanner da Saúde.

Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, por exemplo, estão associadas ao aumento do risco de câncer de próstata. Estudos apontam que alterações no gene BRCA2 aumentam esse risco entre 3 e 8,6 vezes, enquanto mutações no BRCA1 podem elevá-lo em até quatro vezes. Por isso, conhecer a genética do paciente é tão importante. “Os benefícios desse tipo de teste para pacientes com predisposição ao câncer de próstata são muitos. Com uma investigação detalhada, podemos identificar os riscos não só do câncer de próstata, mas também de outros tipos de câncer associados a mutações genéticas e tomar decisões de tratamento mais direcionadas, aumentando as chances de prevenção e de cura”, afirma Aline.

Esse é um teste que pode ser realizado por qualquer pessoa, no conforto de sua casa. No entanto, segundo a especialista, ele é fundamental para homens que se encaixam em pelo menos uma destas quatro características:

  1. Três ou mais parentes de primeiro grau tiveram câncer de próstata;
  2. Dois ou mais parentes de primeiro grau foram diagnosticados antes dos 55 anos;
  3. O grau de Gleason é superior a 7, indicando risco intermediário ou alto;
  4. Há histórico familiar de câncer de mama, ovário ou pâncreas em mais de duas pessoas.

Além dos testes genéticos e do acompanhamento médico especializado, a especialista reforça a importância de uma rotina saudável: “Manter uma rotina de exercícios físicos e alimentação saudável será sempre uma aliada contra o câncer. Mas, quando falamos de nutrição, o poder da alimentação terapêutica é impressionante. Compreender nosso organismo e saber como nossa alimentação nos afeta faz toda a diferença. Escolhendo bem os alimentos e nutrientes, conseguimos silenciar genes ligados ao desenvolvimento do câncer de próstata, proporcionando uma melhor qualidade de vida ao paciente.”


Exames de sangue essenciais para a saúde masculina

Para homens acima de 40 anos, esses são os cinco exames de sangue essenciais para o cuidado com a saúde:

  • Testosterona Total e Livre: para avaliar a saúde hormonal;
  • Perfil Lipídico: para monitorar a saúde cardiovascular;
  • Hemograma Completo: para uma avaliação geral da saúde;
  • Vitamina D: essencial para a saúde óssea e a função imunológica;
  • Homocisteína: para verificar o nível de inflamação crônica e envelhecimento precoce.

Vale lembrar que todos esses exames devem ser feitos anualmente, com o objetivo de prevenir não só o câncer de próstata, mas também outras doenças.

 



Scanner da Saúde
 Para saber mais, visite nosso site ou entre em contato pelo WhatsApp no +55 (41) 2391-1583

Ressonância magnética: mais precisão no diagnóstico do câncer de próstata

Procedimento é decisivo na identificação da doença, na redução da quantidade de biópsias e na indicação do tratamento mais eficaz

 

A incorporação da ressonância magnética no processo do diagnóstico de câncer de próstata tornou ainda mais precisa a identificação de lesões prostáticas suspeitas da doença. Na luta contra o segundo tipo de tumor maligno que mais acomete homens no Brasil, a captura de imagens em alta resolução do exame direciona a biópsia, de forma que seja realizado no local adequado. A ressonância ajuda ainda a avaliar a extensão e a gravidade do câncer, mostrando se está restrito à próstata ou se disseminou para outros órgãos, indicando o tratamento mais adequado. 

Segundo a médica radiologista do Sabin Diagnóstico e Saúde Marianna Schettini, a ressonância pode ajudar na redução do número de biópsias prostáticas, evitando o procedimento invasivo em alguns casos. “Já numa fase pós-biópsia, na qual o câncer já tenha sido diagnosticado pelo exame histopatológico, a ressonância auxilia na pesquisa da recidiva do câncer após o tratamento. Além disso, desempenha importante função na vigilância ativa de pacientes com tumores menos agressivos e que podem ser apenas acompanhados”, afirma Schettini. 

Para investigar a presença desse tipo de câncer, o paciente deve agendar consulta com urologista, que analisa inicialmente a história clínica, fatores de risco, o exame físico e o PSA, exame de sangue que rastreia a dosagem do antígeno prostático específico. Se necessário, podem ser indicados exames adicionais, como a ressonância magnética, o PET-CT e a biópsia para a confirmação do diagnóstico. Entre os fatores de risco do câncer de próstata estão a idade, a história familiar, a origem afrodescendente e mutações genéticas relacionadas ao BRCA 1 e 2, gene que pode sofrer mutações relacionadas ao câncer. 

A radiologista do Sabin alerta a população que os sintomas do câncer de próstata são inespecíficos e podem ser confundidos com os de outras doenças prostáticas benignas. Entre eles, estão: dificuldade de urinar, aumento da frequência urinária, diminuição do jato urinário e sangue na urina. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que o Brasil registrará 71.740 novos casos de câncer de próstata por ano de 2023/25, aumento de 8,5% em relação ao período anterior.




Grupo Sabin
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Novembro Roxo: Tudo que você precisa saber sobre a nutrição dos prematuros

Cuidados nutricionais nos primeiros dias de vida são fundamentais para o desenvolvimento saudável dos bebês
 

Novembro é o mês internacional de conscientização sobre a prematuridade, uma condição que atinge cerca de 340 mil recém-nascidos no Brasil anualmente, colocando o país entre os dez com maior número de partos prematuros no mundo[1]. No Dia Mundial da Prematuridade, celebrado em 17 de novembro, é importante alertar sobre a importância da nutrição nos primeiros dias de vida do bebê prematuro. 

São considerados prematuros, os bebês que nascem antes de completarem 37 semanas[2]. O fato de o bebê ter tido menos tempo dentro do útero para se desenvolver, associada a interrupção da oferta de nutrientes pela placenta, o deixa mais vulnerável a doenças e infecções. A nutrição faz parte do cuidado integrado necessário ao prematuro, sendo essencial para o seu desenvolvimento saudável. 

O leite materno é amplamente reconhecido como a fonte ideal de nutrientes para todos os bebês, oferecendo anticorpos que ajudam a proteger contra muitas doenças comuns da infância[3]. Nos casos em que o aleitamento direto no seio da mãe não é possível de imediato, é realizada a extração do leite desde as primeiras horas de vida. No primeiro momento, o leite da mãe pode ser conduzido ao bebê de forma enteral, ou seja, por meio de uma sonda orogástrica (pela boca) ou nasogástrica (pelo nariz). 

O colostro – o leite produzido nos primeiros dias após o nascimento – é especialmente benéfico para a imunidade dos prematuros, colaborando na prevenção de infecções e promovendo um amadurecimento seguro. [4]

De acordo com a Dra. Priscilla Barreto, nutricionista especialista em nutrição parenteral e enteral e Medical Science Liaision da Baxter, é possível que, em alguns casos clínicos, não seja possível o uso do leite materno e nestes primeiros dias de vida o recém-nascido dependa da nutrição parenteral. “A nutrição parenteral é a administração de proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas e minerais diretamente pela corrente sanguínea (na veia). O procedimento é um aliado essencial nas primeiras semanas para os bebês que ainda não desenvolveram a maturidade gastrointestinal, pois fornece os nutrientes que eles precisam de forma imediata e segura”, explica ela. 

A terapia nutricional, ainda na UTI neonatal, é essencial para evitar o déficit de crescimento pós-nascimento, um dos maiores desafios enfrentados por bebês prematuros, uma vez que o objetivo é aproximar o ganho nutricional ao que eles teriam se ainda estivessem no útero.

“A nutrição de bebês prematuros é um processo dinâmico e adaptável que exige uma atenção individualizada e especializada, com monitoramento constante da evolução e do desenvolvimento do recém-nascido na UTI”, ressalta Dra. Priscilla. 

A prematuridade também exige uma abordagem de cuidados integrais, pois além da nutrição, são implementados protocolos que envolvem toda a equipe de saúde e a família. Essa atenção multidisciplinar auxilia na redução dos riscos e promove uma recuperação mais completa e saudável, garantindo que os bebês tenham o suporte necessário durante a internação e ao longo de sua vida. 

A Organização Mundial da Saúde destaca a prematuridade como um dos principais fatores de risco para diversas condições de saúde a longo prazo, o que torna a nutrição uma aliada fundamental não só no desenvolvimento após o nascimento, mas também como uma forma de prevenção para o futuro.
 

 

Baxter
www.baxter.com.br


Referências:

[1] Ministério da Saúde. 17/11 - Dia Mundial da Prematuridade. Separação Zero Aja agora! Mantenha Pais e Bebês prematuros juntos. Disponível em: Link. Acesso em 07 de novembro de 2024.

[2]World Health Organization (2023). Preterm birth. Preterm Birth. Disponível em: Link Acesso em 07 de novembro de 2024.

[3] World Health Organization. Breastfeeding. Disponível em: Link. Acesso em 07 de novembro de 2024.

[4] Ministério da Saúde. Colostro-leite. Disponível em: Link. Acesso em 7 de novembro de 2024.

  

Câncer de próstata e infertilidade: os dois lados da mesma moeda

Câncer de próstata e fertilidade são temas que exigem superação de tabus conscientização e acesso ao cuidado médico para preservar sonhos familiares


Com cerca de 68 mil novos casos diagnosticados anualmente no Brasil, o câncer de próstata continua sendo uma preocupação de saúde pública. Mais alarmante, porém, é o impacto dessa doença na fertilidade masculina, frequentemente subestimado pela população masculina. "Ainda existe um preconceito muito grande sobre os exames e diagnósticos precoces. Isso impede que a doença seja detectada em estágios iniciais, quando as chances de cura são maiores", alerta o urologista e membro da SBRA, Dr. Sandro Esteves. 

De acordo com o especialista, tratamentos como a prostatectomia radical e quimioterapia podem levar à infertilidade severa. "Em muitos casos, é possível realizar o congelamento de sêmen antes do início do tratamento, permitindo que esses homens mantenham a chance de ter filhos futuramente por meio de reprodução assistida", explica. 

O câncer de testículo, outro problema exclusivamente masculino, também levanta preocupações similares. Afetando homens em idade reprodutiva, pode causar azoospermia, condição em que não há espermatozoides no ejaculado. Para o especialista em reprodução humana, Dr. Matheus Roque, “a avaliação inicial deve contemplar exames como o espermograma e a história médica detalhada. Apenas após esses passos é possível determinar o melhor tratamento, seja ele natural ou assistido”.

A SBRA recomenda uma abordagem proativa, integrando consultas anuais ao urologista e mudanças de hábitos de vida, como redução do consumo de álcool, tabaco e cafeína em excesso. “Cuidar da fertilidade é cuidar da saúde como um todo. É hora de os homens assumirem esse compromisso consigo mesmos”, conclui Dr. Esteves.


Nutricionista desvenda mitos e verdades sobre a suplementação e a nutrição na gravidez

Durante a gravidez, a nutrição desempenha um papel fundamental no desenvolvimento saudável do bebê e no bem-estar da mãe. No entanto, com tantas informações disponíveis, é comum surgirem dúvidas sobre o que é realmente importante durante esse período. Para esclarecer o tema, Priscila Gontijo, nutricionista da Puravida, empresa que promove a saúde através da nutrição fala sobre as verdades e os mitos das afirmações que permeiam a mídia sobre suplementação e nutrição na gestação. Confira: 


Toda gestante precisa de suplementação de vitaminas e minerais. 

Verdade: A suplementação nem sempre é necessária para todas as gestantes. O uso de vitaminas e minerais deve ser orientado por um profissional de saúde, após a avaliação das necessidades individuais da mulher. Embora muitos médicos recomendem o uso de ácido fólico, ferro e vitamina D, o ideal é que a maior parte dos nutrientes venha de uma dieta balanceada. Alimentos ricos em alimentos, como frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras, são essenciais para garantir o bom desenvolvimento do feto. 


Ômega 3 não é necessário na gravidez. 

Mito: O ômega 3, especialmente o DHA (ácido docosa-hexaenoico), é fundamental durante a gestação. Estudos mostram que o adequado consumo de ômega 3 está associado à melhora do desenvolvimento cognitivo da criança e a prevenção do parto prematuro. Durante a gravidez, a gestante pode obter o ômega 3 de fontes naturais, como peixes gordurosos (salmão, sardinha), ou suplementos de óleo de peixe, como os que temos na Puravida. Os suplementos geralmente são mais recomendados por profissionais da saúde, devido a praticidade que eles entregam para garantir o consumo diário em quantidades adequadas e de forma segura, pois há um grande risco de consumo de peixes contaminados quando não conseguimos saber a procedência deles.   


A grávida deve "comer por dois." 

Mito: O conceito de "comer por dois" é um mito perigoso. O que a gestante realmente precisa é garantir uma nutrição de qualidade, e não de quantidade excessiva. O ganho de peso deve ser monitorado para evitar complicações, como diabetes gestacional e hipertensão. A recomendação é aumentar gradualmente a ingestão calórica, especialmente no segundo e terceiro trimestres, mas sempre priorizando alimentos ricos em nutrientes e não calorias vazias. Uma dieta balanceada, rica em fibras, proteínas, vitaminas e minerais, é muito mais benéfica do que simplesmente aumentar o consumo calórico. 



Puravida
www.puravida.com.br


 

Sono ruim pode afetar produção de testosterona e comprometer saúde do homem


Se não tratados da forma correta, os distúrbios do sono ainda podem trazer consequências irreversíveis a longo prazo

 

O sono é fundamental para garantir uma boa saúde física, desempenho cognitivo e disposição durante o dia1. Para os homens, a dificuldade para dormir impacta diretamente no equilíbrio hormonal e pode comprometer a produção de testosterona – que varia ao longo do dia e é maior à noite, durante o sono. 

“O sono de má qualidade ou a privação dele ao longo de diversos dias reduz o nível total de testosterona, trazendo consequências para a saúde do homem, como redução da libido, menor desempenho sexual, maior tendência ao ganho de peso e maior dificuldade de ganho de massa magra e comprometimento da saúde óssea”, explica o Dr. Lucio Huebra, médico neurologista do Hospital Sírio-Libanês. 

Ainda segundo o especialista, a persistência dessa falta de sono pode comprometer o sistema imunológico, aumentando a suscetibilidade a infecções e favorecendo a progressão para quadros mais graves. “A memória e outras funções cognitivas também podem ser comprometidas, levado até mesmo a uma predisposição a quadros demenciais, como a Doença de Alzheimer.” 

No caso de queixas frequentes relacionadas ao sono, dr. Huebra reforça a importância de procurar um médico. “Quando não reconhecidos ou tratados da forma adequada Os distúrbios do sono uma vez não reconhecidos ou não tratados adequadamente podem se cronificar, tornando-se posteriormente mais difíceis de serem resolvidos, além de trazerem consequências ao longo do tempo que podem ser irreversíveis. Casos mais complexos devem ser avaliados por um médico especialista em medicina do sono”, acrescenta.
 

O acompanhamento médico é fundamental em todas as fases da vida

Além do cuidado com o sono, o acompanhamento médico regular é peça-chave para garantir a detecção precoce de problemas e a prevenção de doenças graves. O Dr. Alexandre Cavalcante, médico urologista do Hospital Sírio-Libanês, reforça a importância de consultas periódicas em diferentes fases da vida. 

"Para pacientes entre 20 e 40 anos, é fundamental que seja realizado uma avaliação de saúde e questionário sobre histórico familiar e hábitos de vida. Os principais exames a serem realizados são exames de sangue incluindo hemograma, perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos) e glicemia. Já a partir dos 45 anos de idade, é sugerido o início da realização de exames para avaliação prostática que incluem tanto o crescimento da próstata quando rastreio do câncer de próstata. A colonoscopia também deve começar a ser realizada nessa faixa etária e ser repetida a cada 10 anos, ou conforme recomendação médica”, explica o urologista. 

Para manter uma vida saudável, o Dr. Cavalcante ainda reforça que é importante que os homens estejam atentos a sinais que podem indicar problemas sérios e que merecem uma consulta imediata, como dificuldade para respirar, qualquer quadro doloroso de forte intensidade, alterações na urinação, alterações dos hábitos intestinais, cansaço extremo, perda ou ganho de peso de forma repentina, sangramentos anormais.


Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês
Saiba mais em nosso site


CÂNCER DE TESTÍCULO: UMA AMEAÇA À SAÚDE DOS JOVENS

Os oncologistas Daniel Herchenhorn e Rafaela Pozzobon, da Oncologia D’Or, explicam questões recorrentes sobre essa enfermidade que afeta homens jovens e pode ser curada em mais de 95% das vezes.

 

O câncer de testículo acomete homens de 15 a 50 anos, sendo o tumor sólido mais comum entre os indivíduos jovens, atrás apenas das doenças hematológicas. Embora seja curável em  95% dos casos,  é associado a um forte estigma social, porque o tratamento requer a retirada do testículo afetado, o que leva o paciente a temer pelo futuro de sua vida sexual e de sua fertilidade. 

Apesar de raro, o câncer de testículo é um importante problema de saúde pública devido ao impacto emocional e socioeconômico nos indivíduos que estão no auge da vida sexual, da fase reprodutiva e da carreira profissional. Em âmbito mundial, corresponde a 1% dos tumores masculinos e 5% das malignidades urológicas1.

 

Entendendo o câncer e seus sinais

O câncer testicular pode derivar de qualquer tipo de célula encontrada nos testículos. Os tumores se dividem em dois grandes grupos: não seminomatosos e seminomatosos. O primeiro é mais comum em homens com menos de 30 anos. O diagnóstico combina a palpação do médico, exames de imagens – ultrassom ou ressonância magnética – e exame de sangue, já que os tumores não seminomatosos podem ser identificados por marcadores como a alfafetoproteína (AFP) e a subunidade beta da gonadotrofina coriônica humana (ß-HCG). 

Os sintomas iniciais são o aumento e o endurecimento do testículo e o surgimento de nódulos, com tamanho semelhante ao de uma ervilha. O médico Daniel Herchenhorn, da Oncologia D’Or, explica que os nódulos, embora sejam indolores, causam um certo desconforto que pode ser confundido com um processo inflamatório, como a orquite.  “Por isso, é importante consultar o urologista para ter o diagnóstico correto e fazer o tratamento adequado”, pondera. 

A médica Rafaela Pozzobon, da Oncologia D’Or, incentiva os homens a fazerem um autoexame regular dos testículos a fim de identificar um sinal de anomalia, como um caroço, e irem ao urologista com regularidade. “Assim como a mulher vai ao ginecologista, o homem também deve procurar o urologista para avaliar o seu estado de saúde”, aconselha.

 

Drogas, esportes e obesidade são fatores de risco?

O câncer de testículo apresenta maior incidência em homens brancos e indivíduos com histórico pessoal ou familiar da doença, em especial parentes de primeiro grau, como pai e irmãos. Portadores de síndromes genéticas raras, como a síndrome de Klinefelter e a síndrome de Down, podem desenvolver a doença. Homens que tiveram criptorquidia, condição que ocorre quando um ou os dois testículos não desceram para a bolsa escrotal antes do nascimento, têm risco aumentado para a enfermidade. 

Segundo o médico Daniel Herchenhorn, existem muitas controvérsias se drogas lícitas ou ilícitas têm o potencial de aumentar o risco da doença. “Não há evidências científicas sobre uma associação entre álcool, tabagismo e câncer de testículo. Mas existe um estudo2 publicado em 2019, na Califórnia, nos Estados Unidos, mostrando maior incidência de câncer testicular em pessoas que fazem uso regular de maconha”, pondera. Alguns estudos apontam que homens obesos têm mais propensão à doença. 

Por outro lado, não há relação comprovada entre a prática regular de esportes e o câncer de testículo. Em geral, há uma preocupação, por exemplo, com o ciclismo. “Nem esse esporte, nem qualquer outro, aumenta o risco de câncer testicular”, assegura Daniel Herchenhorn. “Então qualquer esporte não é só liberado, mas encorajado para pessoas que têm a doença ou já concluíram o tratamento”, complementa.

 

Tratamento e fertilidade

A oncologista Rafaela Pozzobon explica que, quando o câncer de testículo é diagnosticado na fase inicial, existe um bom prognóstico. “Durante a cirurgia, removemos o testículo e, em seu lugar, inserimos uma prótese de silicone para manter a estética da glândula. Depois da alta hospitalar, realizamos o acompanhamento clínico do paciente, sem prescrever radioterapia ou quimioterapia”, afirma. 

A remoção do testículo não prejudica a função sexual do paciente. Se o outro testículo estiver saudável, o paciente terá sua capacidade reprodutiva preservada. “É retirar o tumor e seguir com a vida normalmente”, diz a médica. Em casos avançados ou de metástase, o tratamento consiste na quimioterapia associada à cirurgia no abdômen. O paciente é aconselhado a reservar o esperma em bancos de sêmen para poder escolher em se tornar pai no futuro.

  



Oncologia D’Or


Referências
Instituto Nacional de Câncer (Inca). Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/testiculo/introducao
Mehrnaz Ghasemiesfe et al. Association Between Marijuana Use and Risk of Cancer. A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA Netw Open. 2019; 2(11): e1916318.

 

Dia Internacional do Homem: suplementos que contribuem para o bem-estar masculino

  

Amanhã, dia 19 de novembro, é celebrado o Dia Internacional do Homem. Confira os principais mitos e verdades sobre as necessidades nutricionais dos homens e entenda quais suplementos podem contribuir para que eles tenham uma vida mais saudável.

 

1. Homens precisam consumir mais proteínas do que as mulheres.

Verdade.

Em geral, por terem mais massa muscular em relação às mulheres, eles precisam consumir uma quantidade maior de proteínas para manutenção e recuperação dos músculos, especialmente se praticam atividades físicas intensas. “Proteínas de alta qualidade, como as de carnes magras, ovos, laticínios são ideais para atender a essa necessidade e precisam ser consumidas em todas as refeições. Shakes e outros suplementos proteicos, como as barras de proteína, também são uma maneira prática de garantir a ingestão adequada desse nutriente”, coloca o médico nutrólogo Nataniel Viuniski, que é membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife.
 

2. É recomendado que homens suplementem com ômega-3.

Verdade.

De acordo com um estudo publicado no Global Heart, os homens geralmente desenvolvem doenças cardiovasculares em idades mais jovens e têm maior risco de doença cardíaca coronariana em comparação com as mulheres. Nesse sentido, a ingestão de ômega-3 é importante para apoiar a saúde do coração. Também é recomendável incluir alimentos que sejam fontes do nutriente, como salmão, sardinha e chia.
 

3. Homens não precisam suplementar vitamina D.

Mito.

A vitamina D é essencial para a saúde óssea e o bom funcionamento do sistema imunológico tanto dos homens quanto das mulheres. Embora o corpo produza vitamina D com a exposição solar, muitas pessoas passam longas horas em ambientes fechados, como escritórios, e podem ter deficiência. Nesses casos, a suplementação com cápsulas de vitamina D é uma boa saída para manter bons níveis dela no organismo, contribuindo para evitar doenças ósseas e fortalecer o sistema imunológico.
 

4. Magnésio é fundamental para os homens.

Verdade.

O magnésio é importante para o funcionamento adequado dos músculos e nervos, e participa da manutenção dos níveis normais de testosterona, que é o hormônio sexual mais abundante no corpo do homem. Por esse motivo, o nutriente é tão importante para a saúde masculina, sendo que a sua deficiência pode afetar o desempenho físico e o bem-estar geral. “Daí a importância de fazer avaliações clínicas e laboratoriais para investigar os níveis dos nutrientes, incluindo o magnésio, para que o nutrólogo ou nutricionista avaliem se há a necessidade de suplementar”, coloca Viuniski.
 

5. Todo homem precisa consumir um multivitamínico.

Depende.

Multivitamínicos são uma maneira de garantir que o corpo obtenha uma grande variedade de micronutrientes importantes para seu bom funcionamento. No entanto, segundo o nutrólogo, esses suplementos não devem ser usados como uma forma de compensar uma má alimentação. Além disso, a recomendação deve ser personalizada para cada paciente, diante de suas queixas. Portanto, o ideal é que um profissional da saúde ajude a determinar a necessidade de suplementação.

 

6. Homens podem se beneficiar do uso de fibras para a saúde intestinal.

Verdade.

Embora existam estudos que sugerem uma maior incidência de doenças inflamatórias intestinais entre homens, como a doença de Crohn e a colite ulcerativa, ainda não há consenso sobre essa diferença, pois ela parece variar conforme a região geográfica e fatores ambientais. Assim, o consumo adequado de fibras prebióticas é essencial para todos, independentemente do sexo, pois elas alimentam as “bactérias boas” que vivem no intestino e auxiliam o processo digestivo. “Vale investir principalmente nas fibras solúveis, presentes em alimentos como aveia e frutas, ou em suplementos que permitem incluir fibras de forma prática no preparo dos alimentos”, acrescenta o especialista.

 


Herbalife
www.Herbalife.com


Novembro Roxo: Prematuridade exige atenção redobrada com a saúde respiratória dos bebês

Cerca de 340 mil bebês nascem prematuros por ano no Brasil, enfrentando desafios como apneia, infecções respiratórias graves e a necessidade de cuidados especializados para prevenir complicações pulmonares

 

A cada ano, aproximadamente 340 mil bebês nascem prematuros no Brasil, segundo a ONG Prematuridade.com, colocando o país entre os 10 com maior número de nascimentos prematuros no mundo. Esses recém-nascidos, que chegam ao mundo antes das 37 semanas de gestação, enfrentam uma série de desafios, sendo as complicações respiratórias uma das maiores preocupações.

No contexto do Novembro Roxo, campanha que busca conscientizar sobre a prematuridade e seus impactos, as especialistas Dra. Maura Neves e a Dra. Roberta Pilla, ambas otorrinolaringologistas da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), destacam o papel crucial de cuidados multidisciplinares e atenção especializada para garantir uma evolução saudável a esses bebês.


Por que bebês prematuros são mais vulneráveis a problemas respiratórios?

De acordo com a Dra. Maura, os prematuros, especialmente aqueles nascidos antes de 34 semanas, apresentam pulmões imaturos, ainda incapazes de realizar trocas gasosas eficazes. "Eles possuem menos surfactante, substância essencial para manter os alvéolos pulmonares abertos. Essa imaturidade torna os prematuros mais propensos a condições graves, como a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) e a apneia da prematuridade, em que há pausas na respiração devido à imaturidade do sistema nervoso", explica.

Além disso, há riscos de displasia broncopulmonar (DBP) e hipertensão pulmonar persistente, que podem levar à necessidade de suporte ventilatório prolongado.


O papel do otorrinolaringologista

Segundo a Dra. Roberta, bebês prematuros também enfrentam desafios respiratórios associados a alterações anatômicas e funcionais das vias aéreas superiores. “Problemas como laringomalácia, obstrução nasal e estenoses são comuns nesses bebês e podem agravar quadros respiratórios", aponta.

O otorrino pode ajudar em diversas áreas, incluindo:

  • Diagnóstico de alterações estruturais das vias aéreas, como estenose subglótica ou fraquezas na laringe;
  • Tratamento de apneias e distúrbios do sono causados por obstruções;
  • Cuidados com traqueostomias, necessárias em casos de suporte ventilatório prolongado;
  • Monitoramento de infecções respiratórias e refluxo gastroesofágico;
  • Acompanhamento auditivo e desenvolvimento da fala, especialmente em bebês que passaram por internações prolongadas ou receberam medicamentos ototóxicos.

Prematuros são mais vulneráveis a infecções respiratórias, como bronquiolite e pneumonia, devido ao sistema imunológico imaturo. “Essas condições tendem a ser mais graves em prematuros, levando a hospitalizações frequentes e, em alguns casos, internações prolongadas", destaca a Dra. Roberta.


Avanços que fazem a diferença

A aplicação de tecnologias, como ventilação de alto fluxo e CPAP, combinadas com imunização passiva por meio do palivizumabe, têm reduzido as complicações respiratórias graves. "A vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) é essencial para prevenir infecções graves em prematuros de alto risco", reforça a Dra. Maura.


Como os pais podem proteger a saúde respiratória dos prematuros?

As especialistas destacam algumas medidas essenciais:

  • Prevenção de infecções: Limitar visitas, evitar contato com pessoas doentes e lavar as mãos frequentemente;
  • Amamentação: O leite materno fortalece o sistema imunológico e protege contra infecções;
  • Ambiente seguro: Garantir ventilação adequada sem correntes de ar diretas e manter a temperatura ideal;
  • Manter a vacinação em dia: Além do calendário regular, incluir vacinas adicionais, como contra gripe, pneumococo e VSR.


Sinais de alerta

Os pais devem procurar acompanhamento médico se perceberem:

  • Ruídos ou pausas na respiração;
  • Infecções frequentes nos ouvidos;
  • Dificuldade para mamar ou engolir;
  • Desenvolvimento atrasado da audição ou fala.

“Com os avanços tecnológicos e os cuidados adequados, muitos prematuros conseguem superar os desafios iniciais e alcançar um desenvolvimento saudável", concluem as especialistas.



Dra. Maura Neves – Otorrinolaringologista. Formação: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Fellowship em Cirurgia Endoscópica Nasal no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Título de especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF. Doutorado pelo Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP



Dra. Roberta Pilla - Otorrinolaringologia Geral Adulto e Infantil. Laringologia e Voz. Distúrbios da Deglutição; Via Aérea Pediátrica. Médica Graduada pela PUCRS- Porto Alegre/ Rio Grande do Sul (2003). Pesquisa Laboratorial em Cirurgia Cardíaca na Universidade da Pensilvania – Philadelphia/USA (2004). Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (2009). Mestrado em Cirurgia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS- Porto Alegre/RS) (2012-2016). Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORLCCF) (2016). Membro do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF (2017-2022)
2019-2020: Presidente do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF
2021- 2022: Secretaria Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF



Conheça 5 mitos X verdades sobre congelamento de óvulos

Divulgação
 Engravida
Número de ciclos anuais realizados entre mulheres abaixo dos 35 anos cresceu 49% nos últimos três anos


O congelamento de óvulos, ou criopreservação, tem se tornado uma opção popular entre mulheres mais jovens que tenham o desejo de planejar a maternidade ou preservar sua fertilidade por razões pessoais, profissionais ou de saúde. Essa técnica permite que as mulheres garantam a possibilidade de ter filhos no futuro, especialmente em um cenário em que muitas estão priorizando suas carreiras e desenvolvimento pessoal antes de formar uma família.
 

Um relatório da Autoridade de Fertilização Humana e Embriologia (AFHE) revelou um aumento de 60% nos procedimentos desse tipo entre 2019 e 2021. Segundo o Sistema Nacional de Produção de Embriões, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o número de ciclos anuais realizados para congelamento de óvulos entre mulheres abaixo dos 35 anos cresceu 49% entre 2020 e 2023 no Brasil. 

Entretanto, o congelamento de óvulos é cercado por muitos mitos e equívocos que podem gerar confusão. Compreender a realidade por trás dessa técnica é essencial para que as mulheres tomem decisões informadas sobre sua saúde reprodutiva. Andreia Vale, Gerente Nacional de Saúde das clínicas Engravida, desmistifica os principais temas.

 

Apenas mulheres acima de 35 anos podem congelar óvulos.

Mito: Não há uma idade mínima legal para o congelamento de óvulos, mas a maioria das clínicas recomenda que a mulher tenha pelo menos 18 anos. No entanto, é importante considerar que a qualidade dos óvulos geralmente é melhor quando a mulher é mais jovem. Assim, muitas mulheres optam por congelar óvulos até os 35 anos para maximizar suas chances de sucesso no futuro, pois após essa idade a qualidade e quantidade dos óvulos diminuem.

 

O congelamento de óvulos garante uma gravidez futura.

Mito: Embora o congelamento de óvulos aumente as chances de gravidez no futuro, não há garantias. A qualidade dos óvulos pode variar e, ao descongelá-los, a taxa de sobrevivência e a fertilização não são 100% garantidas. É importante ter expectativas realistas, pois o que a paciente congela são as chances de engravidar quando desejar.

 

Congelar óvulos é um processo doloroso e complicado.

Mito: O processo de congelamento de óvulos envolve a estimulação ovariana e a coleta de óvulos, o que pode causar algum desconforto em mulheres com um perfil de sensibilidade maior. O processo de coleta é feito sob sedação, portanto, a paciente não sentirá dor.

 

Óvulos congelados perdem qualidade ao longo do tempo.

Mito: A qualidade dos óvulos não diminui enquanto estão congelados. Na técnica atual de congelamento, chamada vitrificação, o material pode ser mantido por anos ou até mesmo décadas até serem descongelados.

 

O congelamento de óvulos é muito caro e inacessível.

Mito: É verdade que o procedimento já foi muito mais inacessível do que é atualmente. Em clínicas como a Engravida, o congelamento de óvulos tem um custo abaixo de R$10 mil reais para a paciente. Além disso, os benefícios de preservar a fertilidade podem superar os custos, principalmente se considerarmos o investimento em tratamentos de fertilidade no futuro. 

O congelamento de óvulos é uma importante ferramenta que oferece às mulheres mais controle sobre sua fertilidade. É fundamental desmistificar as informações em torno desse procedimento para que as mulheres possam tomar decisões informadas e conscientes sobre sua saúde reprodutiva.

 


Engravida
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Seconci-SP: discriminações como o racismo provocam doenças

Sensibilizar gestores e investir em capacitação é fundamental para a inclusão na construção civil

 

O Seconci-SP (Serviço Social da Construção) desempenha um papel essencial na promoção da saúde, segurança e inclusão dos trabalhadores do setor. Oferece apoio que vai desde consultas médicas, capacitação profissional e mobilizações para conscientizações sobre os males do racismo estrutural, “pois nós profissionais da saúde, em especial o Serviço Social, sabemos que preconceitos e discriminações como o racismo adoecem”.

Este é o tema de artigo sobre o Dia da Consciência Negra (20 de novembro), escrito pelas assistentes sociais Jane Gonçalves e Heloisa Pinheiros, da Unidade Central do Seconci-SP. Segundo o texto, a data é um dia de luta contra a discriminação racial e a favor da igualdade de direitos e oportunidades. Enseja uma reflexão sobre os setores da economia, como a construção civil, em que muitos profissionais negros ficam restritos a funções braçais, distantes da maioria dos cargos de chefia e gerência.

De acordo com Jane e Heloisa, “ações de conscientização promovidas por organizações como o Seconci-SP também são fundamentais para erradicar o racismo no setor. Ao fornecer informações e sensibilizar gestores e trabalhadores, essas iniciativas buscam construir um ambiente mais justo, onde todos possam ter as mesmas oportunidades, independentemente da cor da pele”, afirmam as assistentes sociais.

Segundo Jane e Heloisa, “investir em inclusão, promover a igualdade de oportunidades e capacitar trabalhadores negros são passos fundamentais para que o setor da construção civil se torne um exemplo de justiça e respeito à diversidade. Apenas assim conseguiremos construir, de fato, uma sociedade mais justa e igualitária”.

“A luta pela Consciência Negra no Brasil transcende um único dia e precisa ser uma pauta permanente em todas as áreas, incluindo a construção civil. Para avançarmos, é essencial o compromisso de toda a sociedade, desde gestores até trabalhadores, com a valorização e o respeito aos profissionais negros. Afinal, a construção de um Brasil mais inclusivo começa com a consciência de todos”, concluem.


Leia o artigo

https://www.seconci-sp.org.br/20-de-novembro-dia-da-consciencia-negra.html



A conscientização sobre a prematuridade durante o Novembro Roxo

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Campanha busca alertar sobre os desafios e a importância de consultas de pré-natal para a saúde da mãe e do bebê.


A campanha “Novembro Roxo” foi criada com o objetivo de conscientização sobre a prematuridade, tema de grande importância para a saúde infantil e neonatal. De acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), no Brasil, a cada 10 nascimentos, pelo menos 1 é prematuro, o que equivale a milhares de bebês que nascem antes da 37ª semana de gestação, enfrentando desafios para a sua sobrevivência e desenvolvimento logo nos primeiros dias de vida.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, cerca de 45% das mortes infantis acontecem nos 28 primeiros dias de vida, período conhecido como neonatal, sendo que a prematuridade é uma das principais causas. Com complicações que podem afetar diferentes órgãos e sistemas do corpo, como os pulmões, o cérebro e o coração.

Por isso, o Novembro Roxo busca, principalmente, conscientizar a sociedade sobre a importância do cuidado precoce e especializado, da realização de um pré-natal adequado e de alguns cuidados que as gestantes devem ter durante a gravidez, que incluem uma boa alimentação, a não utilização de cigarros, bebidas alcoólicas e outras drogas.

A campanha ainda reforça que a realização de um bom pré-natal é essencial para o acompanhamento da saúde do bebê e da mãe ao longo da gravidez, afinal, durante esse período, é fundamental que as gestantes tenham acesso a orientações médicas e exames regulares, para identificar e tratar precocemente qualquer possível complicação.

Pensando nisso, o Joov, pioneiro como a primeira plataforma 100% online no Brasil a oferecer vendas seguras de planos de saúde, visa proporcionar uma experiência ágil e eficiente para a contratação de planos adequados às necessidades de cada cliente. Seu objetivo é garantir que todos tenham acesso a consultas com médicos especialistas e para as gestantes, um pré-natal de qualidade, assegurando o bem-estar e a saúde de seus usuários com praticidade e confiança.

 

Joov  


Redesignação vocal: conheça as cirurgias que modificam a voz de pessoas trans

Divulgação

Técnica pode afinar ou engrossar a voz de acordo com a necessidade do paciente; hospital de Curitiba é referência nacional na técnica


Fica em Curitiba (PR) o centro médico referência em cirurgia de redesignação vocal para homens e mulheres transexuais, com mais de 130 atendimentos somente no último ano. O Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO, maior do segmento na América Latina, aplica a técnica pioneira sob o comando do médico Guilherme Catani.

Por meio das técnicas de Tireoplastia e Glotoplastia é possível alterar cirurgicamente a tensão das pregas vocais e ajustar o tom da voz do paciente, tornando mais grave ou agudo de acordo com a necessidade observada. “Embora o aprofundamento da voz procurado por homens transgêneros possa ser tipicamente alcançado pela terapia com hormônio masculinizante, o hormônio feminilizante não tem o mesmo impacto nas vozes das mulheres transexuais. Os anti-andrógenos e estrógenos não têm efeito na voz”, conta Catani.

A feminização de mulheres trans, adaptando a voz a identidade de gênero, ajuda a diminuir a sensação de desconforto ou angústia que pode acompanhar a diferença entre identidade de gênero, sexo atribuído no nascimento ou características físicas relacionadas ao sexo (disforia de gênero). “Ter uma voz que não corresponde à sua identidade de gênero também pode causar problemas de segurança, como assédio, em certas circunstâncias”, explica o médico.

A cirurgia de mudança vocal para tornar a voz mais aguda (Glotoplastia) pode ser realizada em conjunto com a cirurgia de redução do Pomo de Adão (Condroplastia) para um processo de feminização mais satisfatório. O processo é realizado por via intraoral, ou seja, não deixa cicatrizes no pescoço. Só há uma pequena cicatriz se o procedimento for realizado em conjunto. É realizado com anestesia geral ou local e dura entre uma hora e 90 minutos.

Além da cirurgia, é importante realizar a terapia de feminização da voz, que irá ajudá-la a alterar as características vocais, como tom e entonação, e padrões de comunicação não-verbal, como gestos e expressões faciais. “A cirurgia é bastante segura, não deixa cicatrizes perceptíveis e tem o tempo de internação menor que 24 horas”, destaca o especialista.

A Tireoplastia, indicada para homens trans, é uma cirurgia que modifica as estruturas das cartilagens da laringe para melhorar a voz em pacientes que não tiveram resultados satisfatórios com a terapia hormonal. Também é indicada para homens cisgênero que tem a voz fina e sentem desconforto com isso.  O procedimento é realizado por meio de uma incisaão no pescoço e pode ser usado para deixar a voz mais grave ou aguda.  É segura e reversível, permitindo a alta do paciente em menos de 24 horas. A recuperação é geralmente pouco dolorosa, mas é recomendado repouso vocal por sete dias. Muitas vezes, é necessária fonoterapia pós-operatória para completar o tratamento. 

"A maneira como as pessoas falam, incluindo seu estilo, voz e escolha de palavras, é altamente pessoal. Além disso, lembre-se de que mudar sua voz pode levar anos e essas mudanças podem parecer desconfortáveis ou inautênticas no início”, completa Catani.


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