Pesquisar no Blog

terça-feira, 8 de outubro de 2024

O algoritmo não gosta de saúde mental?


O tabu sobre saúde mental e a desinformação a respeito existem como fenômenos culturais. Eu diria que são até mesmo fenômenos espontâneos, na medida em que mesmo a concepção de algo como “saúde mental” que deva ser cuidada é bastante recente na história da saúde. Mas esses preconceitos não existem no vácuo: se sua existência é um subproduto histórico, seu impulsionamento é ao mesmo tempo algo propositalmente mantido e até incentivado por aqueles que se beneficiam da ignorância. 

A curadoria algorítmica é por si só muito competente em compartilhar desinformação ou, no mínimo, versões bastante reduzidas e superficiais das discussões (só tem alcance o que cabe num meme); dos oportunistas vendendo soluções milagrosas aos profetas prometendo que a saúde mental depende da conformidade ao tipo específico de suas fés, o que não falta são atores sociais poderosos que lucram mais quanto menos saúde mental tiverem os vulneráveis que estão explorando.   

Digo isso também por experiência própria: minha própria família foi muito marcada por questões de saúde mental e, mais ainda, pela negligência dessas questões, pelo oportunismo daqueles que tentaram se aproveitar da nossa vulnerabilidade e pelo preconceito social como um todo.  Até que se estabilizasse nossa situação e cada um dos meus familiares afetados encontrasse a solução em tratamentos adequados, passamos por templos e espertalhões que nos prometeram todo tipo de milagre. Numa visão pragmática, de pura tentativa e erro, já de criança eu vim com a prova anedótica de que psiquiatria e psicologia fizeram pelos meus familiares aquilo que tantos outros discursos tinham prometido. 

Discutir saúde mental e buscar tratá-la quando necessário não é nenhuma panaceia, também. O melhor psicólogo e o melhor psiquiatra do mundo trabalhando juntos não resolveria o sofrimento de quem passa fome, de quem tem um trabalho terrível do qual não consegue se demitir porque depende do dinheiro para dar sustento aos filhos, etc. Se o mundo está erodindo aos poucos, a verdade é que vamos todos aos poucos ficando com a psique mais comprometida. Mas isso também só reforça a necessidade de falar de saúde mental abertamente: se hoje todos nós já sofremos com desafios de saúde mental, e se com os dilemas crescentes do mundo é provável que soframos com isso cada vez mais, talvez exponencialmente, então é importante entender o que pode ser feito a respeito. Por onde começar. O que funciona,  o que não funciona. O que pode ser resolvido com pensamento positivo e muito esforço e disciplina (pouca coisa) e o que depende de entender e lidar com angústia, ansiedade, melancolia – para citar aquilo que todos terão – e ainda o que envolve lidar com condições mais graves e específicas como depressão, bipolaridade, esquizofrenia… 

Nada disso é suficientemente compartilhável. Segundo as paranoias panópticas do algospeak (a linguagem de redes sociais que tenta evitar um prejuízo ao alcance com alternativas ao invés de termos que o algoritmo hipoteticamente não gosta), termos como suicídio reduzem o alcance. Discussões sobre saúde mental (especialmente sobre suas implicações mais graves) não são portanto discussões que vão performar bem se tratadas com todas as nuances que exigem. Em inglês, encontraram uma solução terrível: não é mais suicídio, que o algoritmo supostamente não gosta, é unalived, algo como “desvivo” em português – construção esta que deixaria a novilíngua orwelliana orgulhosa.   

Mas é por isso que se trata de um desafio para todos nós. Encontrar jeitos de comunicar uma visão responsável sobre saúde mental é algo que envolve médicos, pais, professores, comunicólogos, jornalistas, publicitários, artistas, influenciadores digitais, governos, amigos, familiares… Não cabe só aos psiquiatras e psicólogos, e com certeza não cabe somente aos caprichos e vontades das plataformas digitais.

 

Levando a discussão de saúde mental para novos lugares por meio da arte 

Tenho tentado atacar isso de diferentes maneiras. Para começar, tenho desnudado o que posso da minha experiência e a da minha família, evitando expor mais do que o necessário, mas buscando ser honesto no que passamos. Faço isso usando nosso exemplo como um ponto de partida, porque sei que não fomos nem de longe os únicos a passar por situações semelhantes. Diria inclusive que demos sorte e tivemos uma série de privilégios que nos impediram de acabar em uma situação muito triste como outras famílias acabaram. Foi um bom nível financeiro e sorte que impediram que alguns de nós terminássemos como acabam muitas pessoas com transtornos mentais no Brasil: dormindo na rua, caminhando por aí enquanto falam sozinhas, viciadas em alguma droga barata. 

Também tento tratar desses temas com arte. Um dos meus livros, Eu Só Existo às Terças-feiras, é focado em questões como conflitos de identidade, lidar com traumas e conflitos familiares, fazer terapia. Foi inspirado pelo meu próprio processo terapêutico, no qual ingressei aos 19 anos, e pelos meus primeiros estudos sobre psicologia na época em que escrevi, aos vinte e um e aos vinte e dois anos – principalmente sobre Jung, e o livro todo funciona basicamente como uma metáfora para um processo de individuação. Com esse livro em particular, e com o movimento do mercado literário e do entretenimento como um todo que vejo atacando esse tema cada vez mais, percebo que temos uma oportunidade interessante de expandir a conversa de formas mais acessíveis e lúdicas, mas sem sacrificar sua gravidade – essa é a vantagem da boa arte, da boa comunicação. 

Sinto que medidas como o Setembro Amarelo são importantes, mas que correm o risco de parecer de uma superficialidade panfletária. Precisam ser complementadas e integradas a uma conscientização recorrente e gradual também durante o resto do ano. As pessoas não deixam de ter ideações suicidas fora desse mês e precisam de caminhos mais profundos para discutir isso do que um spot de quinze segundos no rádio associado a alguma marca qualquer. Os lugares comuns, o “é coisa da sua cabeça” e o “é só focar nas coisas boas” são ditos o ano todo e também não serão curados só com briefings vindos do marketing. A arte acaba encontrando jeitos de se enfiar na vida das pessoas e contribuir para uma conscientização de saúde mental mesmo nos contextos mais inusitados, normalmente com uma vantagem estética que facilita bastante o pontapé de discussões mais amplas. 

Quero dar um exemplo sobre isso. Alguns anos atrás, escrevi um pequeno poema que acho que ilustra bem o que entendo como um caminho simbólico para tentar falar de temas de saúde mental:

 

 

Boca 

Minha boca

é ferida aberta

que cospe sangue;

 

expurgo traumas

nas palavras

que são amargas;

 

mas sou mais leve

que os tons graves

das minhas vozes;

 

meus versos

quando choram

me dão alívio;

 

nos sofridos escritos e ditos

de pouco em pouco me curo

de mim;

 

depois de botar tudo pra fora,

dentro já não sobra

quase nada de ruim;

 

é então que minha boca

me deixa sorrir

enfim. 

 

Eu poderia ter escrito as ideias que esse poema carrega de uma forma mais objetiva e direta, com um parágrafo ou até com um ensaio? Talvez. Mas algo seria comprometido no componente emocional, imagino eu, e a sensibilidade é parte importante dessa conversa. Falar de saúde mental com responsabilidade é tanto um dever artístico (e uma oportunidade também) quanto é para profissionais da área da saúde. Nossa subjetividade não é só analítica, objetiva e racional, nem é algo que se comunica somente em artigos científicos.  

É uma experiência bem diferente a de ler livros que comunicam questões psicológicas numa linguagem objetiva, frente àquela do que é ler livros que discutem essas mesmas questões metaforicamente (como fazem os de Hermann Hesse, que é desde a juventude um dos meus autores prediletos e uma de minhas principais inspirações para isso). E isso vale para a arte no geral: uma música pode apresentar com metáforas uma ideia que uma matéria jornalística também apresenta, mas pode fazer isso com mais poder porque faz emocionalmente.  

Existe um fator humano que exige a honestidade e a autenticidade nas discussões sobre isso – algo para o qual a arte contribui muito, se não romantizar a doença. Para falar de saúde mental, é importante se mostrar vulnerável, explicar sua perspectiva, e talvez até se expor em alguma medida. É importante falar do tema sem tabu, sem achismos e sem também algum otimismo exagerado que prometa resolver o mundo inteiro num divã.  

No geral, é importante falar sobre o assunto com nuances e com verdade. Essa verdade que parece ausente às vezes num panfleto distribuído na empresa, mesmo se os dados expostos resumidos em bullet points junto a ícones estejam corretíssimos. Essa verdade que pode parecer mais presente num livro, num filme, num seriado ou numa música que explore aquela realidade com justiça, mesmo sem mencionar estatística nenhuma. A conscientização precisa ser muito mais do que um esforço corporativo, ou dos meios de comunicação, precisa ser também um esforço cultural – um fenômeno artístico.

 

Rodrigo Goldacker (@rodrigoldacker) vive de palavras. Trabalha como redator há sete anos e é Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. Publicou três romances pela Amazon, sendo que um deles, “Eu Só Existo às Terças-feiras”, trata de questões de saúde mental e foi um dos cinco finalistas do primeiro Prêmio Amazon de Literatura Jovem. Seu livro mais recente por lá é Éramos Deuses”, uma ficção científica filosófica. Mantém um blog no Medium e publicou em formato impresso NFTs, influencers e a música ࿃ूੂ࿃[...] do do artist [...] com a editora artesanal Castrês. Tem 29 anos, mora em São Paulo e no tempo livre gosta de fofocar com sua esposa, passear com sua cachorra Sunna e de sentar na varanda para ler.



Uso estratégico de dados: o que o setor de saúde tem a aprender com o varejo?


Os dados são considerados hoje um dos principais ativos de uma companhia. Isso porque ajudam a melhorar a operação em diversos aspectos, como identificar riscos e oportunidades e, principalmente, tomar decisões estratégicas. Alguns setores da economia já perceberam a importância desse tema para o sucesso dos negócios, como o varejo, e por isso são bastante proativos no uso inteligente dos dados. Na saúde, porém, isso infelizmente não é a realidade de muitas instituições. 

No segmento varejista, o uso de dados de forma estruturada e integrada tem auxiliado as marcas a aumentarem suas vendas, otimizarem suas operações, fidelizarem clientes e construírem estratégias de negócios mais efetivas. Com o avanço da digitalização, o setor compreendeu a necessidade de buscar plataformas de inteligência de dados que ajudem a entender toda a jornada do cliente, personalizando as ofertas e a comunicação para se relacionar com o consumidor em múltiplos canais. 

Enquanto isso, o segmento da saúde vive uma realidade bastante diferente. Apesar de estar avançando no processo de digitalização de forma geral, o setor ainda não atingiu um nível de maturidade em relação à inteligência de dados com foco em aprimorar a experiência do paciente. Isso acontece devido à falta de uma cultura de dados mais efetiva nas instituições de saúde, combinada com a dificuldade de integração entre os diferentes sistemas que rodam nessas organizações. 

Para superar esses desafios e transformar essa realidade, destaco que a saúde pode – e deve – aprender com o varejo. Vejamos alguns exemplos: os varejistas já entenderam que o uso de dados do histórico dos seus consumidores auxilia em recomendações personalizadas de compra e na personalização de ofertas. Gigantes do e-commerce, como a Amazon, já utilizam essa estratégia há anos para oferecer uma experiência de compra mais satisfatória e fluida para seus consumidores. 

Fazendo um paralelo com o setor de saúde, os dados e o histórico do paciente podem auxiliar no aprimoramento do serviço oferecido. O uso inteligente de dados é muito importante, por exemplo, para trazer fluidez para a jornada de saúde do paciente. Enquanto no varejo o consumidor é conhecido pela marca independente do canal onde esteja (loja física, e-commerce, redes sociais), num laboratório de exame na maioria das vezes o paciente precisa dar todos os seus dados para agendar o exame, depois fazê-lo novamente para abrir a ficha no local - e se ele voltar outras vezes a este mesmo laboratório, terá que repetir o processo de novo! Ou seja: pouquíssima integração, ou intraroperabilidade, dos dados em uma mesma instituição. 

Além disso, o uso de dados também pode contribuir para o fomento e avanço da medicina preditiva, que busca compreender a probabilidade de uma pessoa desenvolver certa condição de saúde e, assim, reduzir potenciais gastos associados com tratamentos. 

Outra estratégia da abordagem de dados que se destaca no varejo são as comunicações personalizadas. No que tange à área da saúde, por meio do histórico do paciente é possível promover uma comunicação mais humana e individualizada. Entre os exemplos está o envio de informativos de prevenção a doenças crônicas para pacientes que tenham maior propensão a desenvolverem aquela enfermidade, além de lembretes de exames e sugestões de hábitos saudáveis adequados a cada paciente de acordo com seu histórico de acompanhamento e pedidos médicos. 

A inteligência de dados também é amplamente utilizada no comércio para a gestão e a integração de diferentes canais de venda, auxiliando em processos como controle de estoque, logística e gestão de custos. No caso da saúde, os dados podem auxiliar na gestão estratégica de recursos das instituições, como o melhor aproveitamento e distribuição de leitos, medicamentos, vacinas e até profissionais, representando assim uma ferramenta poderosa para momentos de alta demanda, como em cenários de surtos de doenças. 

Por fim, o varejo tem usado a análise de dados para mapear tendências e hábitos dos consumidores. O que poderia ser replicado na saúde para antecipar e mapear possíveis surtos e epidemias e, assim, tomar todas as medidas necessárias para preveni-las ou amenizar seus impactos sobre a população. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu já uma ferramenta para detecção precoce, verificação, avaliação e comunicação de ameaças à saúde pública, a partir da inteligência de dados obtidos a partir de fontes públicas de informação. 

Enfim, o uso inteligente dos dados, respeitadas todas as regras da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), representa a melhor alternativa para o setor de saúde buscar formas de otimizar processos e custos, oferecendo uma experiência melhor para todos os usuários, sejam eles os profissionais de saúde e, sobretudo, os pacientes.

  

Rogério Pires - diretor de produtos para Saúde da TOTVS

 

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Hospital do GRAACC alerta para doação de sangue

 

Todos os meses, são realizadas mais de 500 transfusões de sangue para os pacientes do Hospital do GRAACC

 

No próximo dia 12 de outubro, é feriado nacional e também se comemora o Dia das Crianças. Com isso, as pessoas costumam viajar e se esquecem de realizar um ato de solidariedade: doar sangue. O Hospital do GRAACC, referência no tratamento de casos de alta complexidade de câncer infantojuvenil, ressalta que esse ato generoso é essencial para salvar vidas, especialmente de crianças e adolescentes com câncer. 

Os pacientes em tratamento no GRAACC apresentam grande demanda transfusional. Todos os meses são realizadas mais de 500 transfusões de sangue, o que corresponde a um consumo superior a 1000 unidades de hemocomponentes (produtos derivados do fracionamento do sangue total), principalmente concentrados de hemácia e plaquetas. Cerca de 70% dessas transfusões ocorrem em pacientes internados e os outros 30% em regime ambulatorial. 

“Esse suporte hematológico é de fundamental importância para pacientes com câncer. A medula óssea, onde são produzidas as células sanguíneas, é extremamente comprometida pelo tratamento ao qual são submetidos, o que leva à anemia e aumenta o risco de sangramento e infecções durante esse período”, explica a Dra. Paula Guedes Granja, médica responsável pelo Serviço de Hemoterapia do Hospital do GRAACC. 

Quem quiser doar sangue ao Hospital do GRAACC, deve procurar a unidade de coleta da Colsan (Sociedade Beneficente de Coleta de Sangue) mais próxima da sua casa. A doação é um procedimento rápido e seguro.

 

Quem pode doar:
 

Todas as pessoas saudáveis que atendam aos requisitos abaixo:

  • Ter entre 16 e 69 anos de idade*, sendo que a primeira doação deve ter sido feita até 60 anos incompletos;
  • Pesar acima de 50 quilos;
  • Estar em boas condições de saúde;
  • Estar alimentado. No entanto, não fazer refeições pesadas (gordurosas) nas 3 horas que antecedem a doação.
  • Portar documento oficial e original de identidade com foto que contenha CPF e esteja dentro do prazo de validade (RG, Carteira Profissional, Carteira de Habilitação).

    * Doadores menores de 18 anos devem ser acompanhados por um adulto maior de 21 anos, o qual deve portar o termo de autorização de doação de menor de idade preenchido e com firma reconhecida em cartório; documentos de identidade originais com foto do menor e do responsável legal; e cópias simples do documento de identidade de ambos, que ficarão arquivadas na instituição.

Saiba como e onde doar em: Link


Coalizão Vozes do Advocacy e Associação em Defesa dos Diabéticos de Anápolis promovem capacitação em diabetes para profissionais de saúde da Unimed

A Coalizão Vozes do Advocacy em Diabetes e Obesidade em parceria com a Associação em Defesa dos Diabéticos de Anápolis promovem o Projeto Educar para Salvar, para os profissionais de saúde da Unimed Anápolis. A iniciativa visa capacitar os colaboradores em diabetes, no dia 10 de outubro, às 13h, no Auditório da instituição, localizado na Avenida Fayad Hanna, Quadra B - Anápolis/GO.

A última Pesquisa Vigitel constatou que 8.8% da população da cidade de Goiânia têm diabetes. A Secretaria de Saúde de Goiás publicou, em seu último boletim epidemiológico, que o diabetes, em se tratando do ônus direto gerado pelas internações hospitalares em Goiás, de 2007 a 2018, a média de investimento foi de R$2.772.467,00, e a média de gasto por paciente, foi de R$546,00. O cenário de gastos relacionados com a condição no Brasil chegou a 42,9 bilhões de dólares em 2021*.

Uma complicação importante foi diagnosticada pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular no ano passado. Embora o crescimento de amputações realizadas entre 2012 e 2022 esteja estabilizado no país, em Goiás houve um aumento expressivo de 416 de 2012 para 736 em 2022, boa parte devido ao diabetes mal controlado.

De acordo com a Larissa Roberta Soares da Silva, Presidente da Associação em Defesa dos Diabéticos de Anápolis, “precisamos trabalhar continuamente com a atualização do conhecimento dos profissionais de saúde, para que possam transmitir as informações corretas e dar o suporte necessário a fim de que as pessoas realizem o autocuidado de forma eficiente. Dessa forma, a população com a condição apresentará menos internações, hospitalizações, complicações e ganhará mais qualidade de vida.

Nesta edição, o projeto conta com o apoio da empresa Roche.

Mais informações podem ser acessadas nas redes sociais: Instagram: vozesdoadvocacy e no Facebook: vozesdoadvocacy.

Referências:

*Federação Internacional de Diabetes: https://diabetesatlas.org/

** Custos atribuíveis à obesidade, hipertensão e diabetes no Sistema Único de Saúde, Brasil, 2018: https://scielosp.org/article/rpsp/2020.v44/e32/#:~:text=Os%20custos%20diretos%20atribu%C3%ADveis%20a,e%20medicamentos%20(tabela%202).


Sobre a Coalizão Vozes do Advocacy em Diabetes e em Obesidade

Com a participação de 25 associações e de 2 institutos de diabetes, o projeto promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas as doenças, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado destas doenças no país.


Estação Jardim Romano da CPTM recebe ação de saúde para testes rápidos de HIV nesta terça-feira (08)

Ação acontece entre 09h e 18h; também serão realizados teste de Sífilis e Hepatites B e C

 

A Estação Jardim Romano da CPTM recebe nesta terça-feira (08/10) uma ação de saúde com o objetivo de realizar testes rápidos de HIV e diagnosticar precocemente pessoas que não saibam seu status sorológico. Também serão realizados teste de Sífilis e Hepatites B e C. 

Entre 09h e 18h, a equipe do CTA Dr. Sérgio Arouca realizará os testes e irá orientar sobre a importância do diagnóstico precoce de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), pois quando tratadas no início podem evitar o desenvolvimento de formas mais graves das ISTs e melhorar a qualidade de vida, além de interromper a cadeia de transmissão.
 

Ações de Cidadania

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.



Serviço

Ação de Saúde - Testagem e Aconselhamento DST/Aids
Onde: Estação Jardim Romano, que atende a Linha 12-Safira da CPTM
Data: Terça-feira, 8 de outubro
Horário: 9h às 18h

 

Câncer de mama: veja como a doença se manifesta em pessoas trans

Enfermidade é o segundo tumor mais frequente em mulheres e deve ser prevenido por todas as pessoas que possuem tecido mamário
 

O mês de outubro é marcado pela campanha de conscientização para o controle do câncer de mama. A doença, que é o segundo tumor mais frequente em mulheres, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma, deve ser uma preocupação não somente para mulheres cisgênero – aquelas que se identificam com o gênero de nascença –, mas para todas as pessoas que possuem tecido mamário, incluindo mulheres e homens transgêneros – indivíduos que não se identificam com o gênero atribuído ao nascer.

Um estudo publicado na British Medical Journal em 2019, envolvendo 2.260 mulheres trans e 1.229 homens trans, identificou 15 casos de câncer de mama no público feminino e quatro casos no masculino. A professora do curso de Enfermagem da Universidade Veiga de Almeida (UVA) Abilene Gouvea destaca que o tratamento hormonal com estrogênio, utilizado para provocar as mudanças físicas, é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de mama. “Após o início do tratamento hormonal a mulher trans precisa ter tanto cuidado quanto uma mulher cis em relação à doença, realizando o rastreamento e a prevenção”, ressalta.

No caso dos homens trans, a mastectomia – cirurgia de retirada dos seios – reduz o risco de aparecimento de câncer de mama, mas isso não significa que não haja probabilidade de desenvolvimento de tumores, já que existe tecido mamário no prolongamento axilar ou em áreas próximas da região retirada. “O risco diminui cerca de 90%, mas ainda assim é importante ficar atento aos sinais de anormalidade, principalmente se esse homem trans tiver por exemplo um marcador genético para a doença”, alerta a professora da UVA. 

Abilene também adverte que para todos os casos o diagnóstico precoce é a chave para a prevenção. Por isso, é fundamental conhecer seu corpo e estar atento ao aparecimento de nódulos, saída de secreção sanguinolenta das mamas, lesões que não cicatrizam, pontos endurecidos, pele da mama com aspecto de casca de laranja, alterações no tamanho, entre outros. “Essas mudanças podem não representar o desenvolvimento de câncer em si, mas precisam ser investigadas via rastreamento clínico ou mamografia, a depender da idade, ou ultrassonografia”, recomenda a especialista. 

A docente da Veiga de Almeida enfatiza a importância do exame clínico periódico das mamas como melhor forma de prevenção. O Ministério da Saúde recomenda a realização de uma mamografia a cada dois anos entre os 50 e 69 anos. Já a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) indica o exame anual a partir dos 40 anos. “Independentemente da idade, se apresentar qualquer uma das alterações corporais mencionadas anteriormente, procure o serviço de saúde mais próximo para que o caso seja investigado e tratado o mais rápido possível”, aconselha Abilene. 

Para a professora é necessário ampliar o debate sobre o câncer de mama para além da realização do exame clínico das mamas. A adoção de hábitos saudáveis, como o consumo de frutas, legumes e verduras, redução da ingestão de carnes vermelhas ou processadas e de bebidas alcoólicas ajudam a prevenir tumores em qualquer parte do corpo. “De modo geral, atividades físicas somadas a uma alimentação balanceada contribuem para diminuição das chances de contração do câncer”, explica. 

Segundo ela, é fundamental que os centros de saúde sejam acolhedores e seguros para que todos os indivíduos possam procurar esses serviços e realizar o tratamento de forma menos dolorosa. “É importante que a população trans se sinta incluída, acolhida e respeitada. É necessário realizar campanhas de divulgação sobre a prevenção correta do câncer de mama para esse público e respeitar o nome social e os pronomes durante as consultas e tratamento”, finaliza.

 

Programa "Mulheres de Peito" chega em Brás oferecendo exames gratuitos até o dia 19 de outubro

A carreta do Governo do Estado de São Paulo operacionalizada pela FIDI, é uma forma de levar exames de mamografia de maneira acessível para todas as mulheres do estado


A carreta móvel do Programa Mulheres de Peito, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo e operacionalizada pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), é uma ação que visa promover cada vez mais saúde para as mulheres de maneira prática e acessível.  A carreta estará na cidade de Brás e permanecerá entre os dias 8 e 19 de outubro, realizando gratuitamente mamografias para mulheres acima de 35 anos.  

Localizada no Largo Senador de Morais de Barros, 73, a carreta atende por demanda espontânea de segunda a sexta-feira, das 8h à 17h, e aos sábados, das 8h às 12h (exceto feriados), por meio de distribuição de senhas no período da manhã. Serão realizados 55 exames por dia durante a semana e 25 exames aos sábados.   

A mamografia é um exame muito versátil e é indispensável para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Se for detectado em fase inicial, aumenta as chances de tratamento e cura, podendo chegar a 98%. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2023-2025 são estimados 73.610 novos casos da doença, sendo essa a primeira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil ¹.  

O projeto da carreta da mamografia contribui com a agilidade do diagnóstico e garante o acesso facilitado a mulheres da cidade e região. Para realizar o exame na carreta do Programa Mulheres de Peito, as pacientes de 35 a 49 anos e acima de 70 anos precisam apresentar RG, cartão do SUS e pedido médico; e as pacientes de 50 a 69 anos devem levar apenas RG e cartão do SUS. 


Programa Mulheres de Peito em Brás 

Período:  entre os dias 8 e 19 de outubro 

Endereço: Largo Senador de Morais de Barros, 73 – Brás – CEP: 03014-010 -São Paulo - SP  

Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h à 17h, e aos sábados, das 8h às 12h (exceto feriados).  
Distribuição de senhas de atendimento no período da manhã. 


Documentos necessários 

- Mulheres de 35 a 49 anos e acima de 70 anos: RG, cartão do SUS e pedido médico. 

- Mulheres de 50 a 69 anos: RG e cartão do SUS. 

(1) Dados e números sobre o câncer de mama - Relatório anual 2023 relatorio_dados-e-numeros-ca-mama-2023.pdf (inca.gov.br). 


Sobre a Carreta da Mamografia  

As imagens capturadas nos mamógrafos são encaminhadas para o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem (SEDI), unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo localizado na capital paulista, que emite laudos à distância. O resultado sai em até dois dias após a realização do exame.  

A carreta do Programa Mulheres de Peito percorre os municípios do estado de São Paulo ininterruptamente, para incentivar mulheres a realizar exames de mamografia gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), ampliando o acesso da população.  

A unidade móvel conta com uma equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia e um agente administrativo. Para agilizar o diagnóstico, cada veículo é equipado com conversor de imagens analógicas em digitais, impressoras, computadores e mobiliários.  

O projeto existe desde 2014, e as carretas já percorreram mais de 300 locais. No total, já foram realizados cerca de 300 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias, e mais de 3 mil mulheres foram encaminhadas para tratamento em Rede especializada. 

 

FIDI - Fundação privada sem fins lucrativos que reinveste 100% de seus recursos em assistência médica à população brasileira, por meio do desenvolvimento de soluções de diagnóstico por imagem, realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão médico-científica, ações sociais e filantrópicas.

 

Residência Médica do Hospital Universitário Cajuru oferece 80 vagas para 2025; saiba como se inscrever

Candidatos devem realizar inscrições até o dia 7 de outubro para concorrer; a prova está marcada para 29 de outubro


O Hospital Universitário Cajuru está com inscrições abertas para o processo seletivo do Programa de Residência Médica de 2025. No total, são ofertadas 80 vagas em 20 especialidades, com destaque para cirurgia geral, clínica médica, medicina da família, ortopedia e traumatologia. Com 100% dos serviços realizados via  Sistema Único de Saúde (SUS), a instituição realiza, em média, 147 mil atendimentos por ano, abrangendo internações, urgências e emergências, cirurgias e consultas ambulatoriais.

Para participar, os interessados devem se inscrever no site da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) — www.pucpr.com.br — e pagar a taxa de inscrição no valor de R$ 880, que inclui a taxa da Comissão de Residência Médica (COREME), até o dia 7 de outubro. A prova objetiva será presencial e ocorrerá no dia 29 de outubro, em Curitiba (PR). Os resultados finais serão divulgados no site da PUCPR no dia 19 de dezembro.

O programa é dividido em dois tipos: um sem pré-requisitos específicos, destinado a médicos recém-formados que conta com 65 vagas distribuídas em 12 especialidades; e outro direcionado a médicos especialistas que desejam aprofundar sua formação, com 15 vagas divididas em oito subespecialidades. Após a prova objetiva, os candidatos passarão por análise curricular, que complementa a avaliação de aptidão para o programa.


Serviço

Processo Seletivo: Residência Médica 2025

Edital da Residência Médica 

Inscrições: até 07/10

Taxa de inscrição: R$ 880

Prova objetiva: 29/10, a partir das 13h

 

Como os hormônios podem influenciar na saúde mental das mulheres?

Durante o período da menopausa cerca de 80% das mulheres desenvolvem sintomas que comprometem a saúde mental", revela estudo


A menopausa é uma fase natural na vida de toda mulher, marcada por importantes mudanças hormonais que costumam ocasionar reações no organismo feminino. Normalmente, essas mudanças ocorrem por causa da redução de hormônios, fato que pode desencadear danos à saúde física, tal como problemas emocionais, a exemplo da depressão e transtornos de ansiedade.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2030 teremos 1 bilhão de pessoas com sintomas da menopausa.  Atualmente, no Brasil, são cerca de 18 milhões de mulheres nessa condição. A menopausa é uma fase que requer acompanhamento médico individualizado a fim de se evitar possíveis doenças e transtornos emocionais.


Eu não era assim, doutora....

Nos consultórios médicos, a queixa mais comum entre as pacientes está relacionada às mudanças físicas e mentais decorrentes da menopausa.

Neste período, a produção de hormônios como o estrogênio diminui consideravelmente. Esse hormônio ajuda a regular o ciclo menstrual, mas também desempenha uma função importante na produção de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, que são fundamentais para o bem-estar.

Para a Dra. Consuelo Callizo, ginecologista do Centro Médico Elsimar Coutinho Day Hospital (CEPARH), a carência de hormônios nesta fase da vida da mulher pode acarretar alguns distúrbios emocionais. “Como a baixa da testosterona, que é o hormônio da felicidade e melhora não só a libido sexual, mas o ânimo em relação à vida, e o estrogênio que é um hormônio extremamente necessário para o cérebro, as pacientes podem apresentar sintomas como desânimo e esquecimento e até acentuar doenças já existentes, como depressão e transtornos bipolares”.

A falta de concentração e desequilíbrios em relação à capacidade cognitiva também podem contribuir para quadros de ansiedade e irritabilidade na rotina. “Não é sentir que está ficando mais velha, e sim, que não está mais sendo capaz. Isso é extremamente desagradável para as mulheres”, revela a Dra. Consuelo.


Menopausa e saúde mental

Pesquisas indicam que as mulheres têm maior predisposição a desenvolver transtornos de ansiedade e depressão na menopausa. Apesar de nem todas apresentem essas condições, a transição menopausal pode ser um fator desencadeante, principalmente para aquelas que já têm histórico de problemas relacionados à saúde mental.

Segundo estudo realizado na Universidade de Cardiff, situada no País de Gales, durante o período da menopausa cerca de 80% das mulheres desenvolvem sintomas de transtornos mentais.

A Dra. Mariana Kerner, médica psiquiatra, explica que “o climatério e a menopausa são momentos da vida da mulher de muitos estressores para as mulheres, pois elas lidam com o envelhecimento dos pais, podendo assumir papel de cuidadora, além de poder ter perda de pessoas próximas. Também é um desafio a somar para esse período, a percepção do próprio envelhecimento com as mudanças hormonais e o do corpo, além de problemas de saúde”.  

Nesta fase, a falta de sono devidos às ondas de calor associados a outros sintomas físicos podem potencializar o estresse e levar ao surgimento de distúrbios mentais.  


Quando procurar ajuda profissional?

É comum as pessoas apresentarem sintomas de tristeza e ansiedade em diferentes momentos da vida. A questão está em observar a intensidade e a duração desses sintomas. Se os sentimentos persistirem por semanas ou meses, é hora de buscar ajuda médica.

“A linha é muito tênue entre sintomas inerentes ao período da menopausa e a necessidade de tratamento medicamentoso. Deve-se observar o impacto na qualidade de vida, no funcionamento social e laboral, se há alteração do sono, descuido da aparência, além de, tendência ao pessimismo, tendência a emoções negativa, ruminação de pensamentos, exacerbação de sintomas ansiosos como, irritabilidade, inquietação, tendência ao catastrofismo, orienta a Dra. Mariana.

Neste caso, “a psicoterapia, atividade física, ingestão de água e meditação são medidas não farmacológicas que podem ser adotadas ao longo da vida para melhoria da saúde mental. Porém, o sofrimento psíquico e o adoecimento mental dificultam que essas medidas sejam colocadas em prática e necessita de intervenção medicamentosa, sendo fundamental a avaliação de um profissional para identificar a melhor abordagem para cada caso”, reforça a médica.

A Dra. Consuelo também alerta sobre a atenção especial dos profissionais de saúde nesta fase da vida da mulher. “É importante procurar o médico para verificar se é preciso fazer uma reposição hormonal. Quando isso é muito acentuado, também é preciso a orientação de um psiquiatra”. O momento ideal para pedir ajuda, é o momento em que a mulher identifica que há algo de errado e se existe a necessidade de repor hormônios. Ela explica que, dependendo da situação, a paciente precisa de medicação (antidepressivo), além do tratamento de reposição hormonal

A menopausa é uma fase de profundas transformações, mas com o suporte adequado, as mulheres podem passar por esse período de forma saudável, mantendo sua saúde mental equilibrada. O diálogo com os profissionais de saúde, familiares e amigos é essencial para enfrentar os desafios e buscar o tratamento adequado quando necessário. 



CEPARH
https://ceparh.com.br/


Medicina do tráfego atua na segurança do trânsito

Entre as funções de um médico perito de tráfego estão avaliação física e mental de candidatos a condutores, realização de exames médicos, emissão de laudos e estudos visando à prevenção de acidentes

 

Entre todas as especialidades da medicina, existe uma que se dedica à prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças e lesões relacionadas ao trânsito terrestre, aquático ou aéreo. Trata-se da medicina do tráfego, que abrange a saúde de motoristas, pedestres, pilotos, passageiros, tripulantes, entre outros. 

 

Como explica o médico perito de tráfego Wilton Adriany, pós-graduado em medicina do tráfego e medicina do trabalho, essa área tem como objetivo reduzir o impacto dos acidentes por meio de exames médicos, campanhas de conscientização e estudos sobre o comportamento humano dos condutores ‒ a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que ocorram cerca de 1,19 milhão de mortes por ano no trânsito terrestre.

 

“A medicina do tráfego exerce uma influência significativa sobre os candidatos a condutores, pois avalia também sua aptidão física e mental para dirigir de forma segura. Exames médicos como testes de visão, audição e coordenação motora são realizados para identificar condições que possam comprometer a capacidade de conduzir um veículo”, detalha.

 

Além dos documentos relacionados à carteira nacional de habilitação (CNH), o médico perito de tráfego pode emitir outros documentos em contextos diversos. Laudos para isenção de impostos (no caso de condutores com deficiência física), de aptidão para motoristas profissionais (como taxistas e caminhoneiros) e de acidentes de trânsito são alguns exemplos.

 

“Esses documentos são importantes tanto para questões de adequação à legislação quanto para processos legais e administrativos relacionados ao trânsito”, esclarece Adriany, que hoje tem uma clínica em Macaúbas (BA), localizada a 642 quilômetros de Salvador (BA), e foi uma das primeiras da cidade a ser credenciada junto ao Departamento de Trânsito do Estado da Bahia (Detran-BA), facilitando o acesso da população da Bacia do Paramirim (composta por nove cidades) a serviços como exame pericial para obtenção e renovação da CNH e evitando que as pessoas precisassem se deslocar até outras regiões.

 

Aviação civil


Outra atuação da medicina do tráfego está na aviação civil, meio de transporte que exige uma série de procedimentos de segurança. Os médicos, nesse caso, são responsáveis por avaliar a aptidão física e mental dos pilotos, controladores de tráfego aéreo e outros profissionais essenciais à operação de uma aeronave.

 

“Além disso, o médico aeroespacial deve considerar fatores particulares do ambiente de voo, como a pressão atmosférica reduzida, a hipóxia e o estresse psicológico, que podem impactar significativamente a saúde dos profissionais”, diz o especialista, que também é médico perito certificado da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

 

Ele acrescenta que “a avaliação não se restringe apenas à presença de doenças, mas também ao potencial de estas serem exacerbadas durante o voo. A prudência se traduz na capacidade de prever e mitigar riscos, baseando-se em um conhecimento profundo da fisiologia humana em condições extremas”.

 

Segundo Adriany, o médico pode ser ainda chamado para atuar em decisões periciais, ou seja, contribuir com o seu conhecimento para a avaliação de algum caso específico. Independentemente de qual seja a atuação, o especialista reforça a importância de adotar sempre um comportamento ético e imparcial no exercício da profissão.

 

“O médico aeroespacial deve ser imparcial em suas avaliações, evitando fatores externos que possam comprometer a objetividade. A recusa de habilitar um profissional inadequado, mesmo sob pressão, é um exemplo de como a prudência pode prevenir desastres e preservar a vida”, alega.

 

Posts mais acessados