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sábado, 17 de fevereiro de 2024

Sob a lupa da psicologia: Novas doenças ocupacionais e a saúde mental no trabalho

 

Uma atualização recente na legislação brasileira promete impactar positivamente a vida dos trabalhadores. A portaria do Ministério da Saúde revisou um documento datado de 1999 e elevou o número de doenças relacionadas ao trabalho de 182 para 347. Entre as inclusões mais notáveis, destacam-se a Covid-19, o burnout, o abuso de drogas, a tentativa de suicídio e a ansiedade. 

De acordo com Fernanda Segurado, Coordenadora de Psicologia da Docway, empresa pioneira em soluções de saúde digital no Brasil, essa atualização não apenas reflete as mudanças no ambiente de trabalho, como também aprimora o diagnóstico das doenças ocupacionais. “O isolamento social teve um impacto considerável na saúde mental dos trabalhadores, tornando os transtornos psicológicos uma preocupação ainda mais relevante. Agora, com uma especificação mais clara de seus impactos, a psicologia obtém ferramentas eficazes e assertivas para diagnosticar e tratar os trabalhadores afetados”, diz. 

Uma das alterações mais significativas trazidas por essa revisão é a ampliação das garantias de estabilidade para os trabalhadores afastados por uma doença na lista de ocupacionais: afastamento por atestado médico, direito ao auxílio-doença acidentário e estabilidade assegurada de 12 meses no emprego após a alta médica, impedindo demissões sem justa causa nesse período. 

"É fundamental afastar o profissional do agente estressor para possibilitar uma compreensão mais clara do impacto negativo que aquele ambiente tem a sua saúde. Por exemplo, em casos de burnout com afastamento de 10 dias, o psicólogo consegue realizar intervenções terapêuticas dia sim, dia não, a fim de reconstruir a percepção do paciente e proporcionar estrutura emocional e psicológica. Essa abordagem visa trazer a pessoa de volta ao centro de si mesma, capacitando-a a enfrentar os agentes estressores", explica. 

Ela ainda aponta a dificuldade financeira como um obstáculo para que os profissionais se afastem voluntariamente de ambientes laborais prejudiciais à sua saúde mental. “Em muitos casos, a pressão financeira impede que o indivíduo tome a decisão necessária de se distanciar do ambiente estressor. Com a possibilidade de um afastamento remunerado, cuidar da saúde mental se torna muito mais acessível”, afirma. 

Contudo, a Coordenadora de Psicologia da Docway indica que a nova resolução só terá um impacto real se as empresas aproveitarem a oportunidade para reavaliar suas políticas internas. “É fundamental que as organizações invistam ativamente na criação de ambientes de trabalho mais propícios à saúde mental dos funcionários, com a revisão das práticas internas, promoção de culturas empresariais que valorizem o bem-estar, implementação de medidas preventivas e apoio sem julgamentos ao afastamento necessário”, complementa Fernanda Segurado.



A IMPORTÂNCIA DO SONO PARA A SAÚDE MENTAL

Dra. Cristiane Pertusi destaca 5 estratégias para melhorar o bem-estar emocional

 

Não é novidade que os transtornos relacionados ao estresse e à ansiedade crescem e preocupam, cada vez mais, as pessoas e a sociedade. Mas, há um aliado importante na busca pela saúde mental: o sono. Ele como um elemento fundamental, não apenas como um período de descanso, mas como uma componente essencial para a melhora do bem-estar. 

Pesquisas indicam que adultos devem aspirar entre 7 a 9 horas de sono por noite para funcionarem otimamente. No entanto, estudos mostram que uma significativa parcela da população brasileira não atinge essa meta, impactando diretamente sua saúde mental e física. A falta de sono adequado está associada a um aumento no risco de problemas como depressão, ansiedade, e diminuição da função cognitiva. A Dra. Cristiane Pertusi, psicóloga e especialista em saúde mental, destaca várias recomendações para melhorar a qualidade do sono:

  1. Estabeleça uma rotina: Ir para a cama e acordar no mesmo horário todos os dias ajuda a regular o relógio biológico do corpo.
  2. Crie um ambiente propício: O quarto deve ser um santuário para o sono, livre de ruídos e luzes perturbadoras, com uma temperatura confortável.
  3. Limite a exposição a telas: Evitar telas de eletrônicos pelo menos uma hora antes de dormir pode melhorar significativamente a qualidade do sono, devido à redução da exposição à luz azul.
  4. Cuide da sua dieta: Evitar cafeína e refeições pesadas antes de dormir pode ajudar a evitar distúrbios do sono.
  5. Pratique técnicas de relaxamento: Técnicas como meditação e respiração profunda podem promover o relaxamento e facilitar a transição para o sono.


"O sono é um pilar fundamental da saúde mental, tão importante quanto uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios físicos. É essencial que as pessoas reconheçam a importância de uma boa noite de sono e adotem práticas que promovam um descanso adequado”, enfatiza Dra. Cristiane.

Negligenciar o sono pode ter consequências sérias para a saúde mental. Adotar práticas saudáveis de sono é um passo crucial para melhorar a qualidade de vida e promover um bem-estar psicológico duradouro.


Os riscos de substituir tratamento tradicional por "poções" como é o desejo do do Rei Charles III


Especialista e bruxa Sara Koimbra conta que existem rituais e banhos que podem ser feitos junto a quimioterapia para ajudar corpo e mente a reagirem

 

Na sexta-feira, 9, o mundo se espantou com as especulações de que o Rei Charles III estaria pensando em abrir mão da quimioterapia em seu tratamento de câncer e ficar apenas com ervas medicinais, poções e outras alternativas naturais. Para a astróloga e ocultista Sara Koimbra essa declaração pode trazer confusões sobre as opções de tratamento.

“Conhecer e fazer uso de ervas medicinais como forma de aumentar a proteção e a capacidade do corpo e da mente reagirem bem a um tratamento, é bastante diferente de dispensar um tratamento médico e achar que a doença vai ceder apenas com alternativas naturais”, explica Sara. “Usos mágicos de ervas e poções, além de rituais, podem ser usados como complementos para ajudar o corpo e a mente do paciente a reagirem melhor ao tratamento médico convencional, mas nada pode substituir a medicina”, alerta.

Sara conta que, como bruxa, faz rituais para saúde, proteção, limpeza espiritual, entre outras coisas, além de recomendar banhos de ervas para cada situação, mas que sempre deixa bem claro que a pessoa não pode abandonar o tratamento médico. “Já atendi pacientes em tratamento de câncer nos mais diversos estágios. Muitas vezes a fé e o movimento de procurar toda forma de cura é o que traz a força necessária para encarar a quimioterapia”, lembra.

Para quem está passando por esse momento delicado, Sara recomenda que foque em seguir à risca o que o médico tradicional prescreve e, se sentir necessidade, procure um especialista que saiba fazer um ritual, caso a pessoa acredite, e indicar ervas que possam ser usadas para somar ao tratamento. “É sempre bom que a pessoa pesquise o profissional com quem vai passar e fuja de quem promete a cura logo de cara. Magistas sérios se preocupam com as recomendações e em como passar as informações aos seus clientes de forma que não haja riscos ou dúvidas em relação a continuidade do tratamento convencional”, finaliza.

 

Sara Koimbra @sarakoimbra - atua há mais de 10 anos como astróloga, magista, numeróloga, cartomante, bruxa e ocultista. Conta com mais de 30 mil atendimentos de tarô e mais de 15 mil interpretações de mapas astrais. Se especializou em ocultismo, tarô e astrologia, faz rituais coletivos e individuais, e já soma mais de 14 mil pessoas atendidas com magias para saúde, dinheiro, amor, limpeza energética e pedidos específicos. Alia seus conhecimentos a terapias e orientação vocacional para adolescentes em busca da primeira profissão e adultos que querem se reinventar profissionalmente. Atua também com avaliação da política usando suas técnicas. Nasceu em família evangélica, foi abandonada pelos pais aos 4 meses e criada pelos avós. Aos 12 anos previu a morte dos irmãos em um acidente de carro e passou a negar seus dons, mas o destino de ajudar as pessoas falou mais alto. Hoje ela faz sucesso até entre famosos e tem uma equipe de atendimento, além de ensinar tarô intuitivo.

O tempo não passa, o tempo de cada qual




Sobre o tempo sempre se voltaram a física e a filosofia. Mais recentemente a
genética pensa o tempo, estuda o desgaste do organismo, intenta prolongar
nossa vida. Gosto de acompanhar o tanto que se produz de teoria sobre o
assunto. A mim, para o meu cotidiano, defini o tempo como o correr da vida. É
que o tempo não corre; quem corremos somos nós. Vamos passando,
passando, acaba. Acaba a vida, o tempo não acaba.


Há outras definições, há equações, há filosofias, há até negações da existência do tempo. Não há discussão do existir da vida. Todo mundo sabe: ela começa, ela conclui. É a vida no tempo. Esse tempo me fascina e me assusta. Fascina- me a ponto de me voltar a preenchê-lo, tanto quanto posso, que dele tanto gosto, com tão somente o que me apraz. Mantenho calma distância de coisas das quais desgosto. Entre as coisas está também gente.

O tempo me apreende de modo a eu investir tempo em encalçar mais tempo do que posso dispor. Hei, porém, de investir tempo para entender o tempo: “Mais do que um conceito único, o tempo se apresenta como uma força de inúmeras faces, e as discussões sobre essa força se estendem aos mais diversos campos de conhecimento, entre eles a biologia e a física. A vivência do tempo é uma condição de se estar no mundo, e é inerente a todos os seres vivos estar sob a ação dessa força da natureza” (Helena Mollo, http://migre.me/fssPQ).

O tempo, pois, não brinca, não é gentil; é implacável, acontece, impõe-se. Em um dado tempo incumbe-nos praticar a vida, sofrer a vida, gozar a vida. Cada um tem um tempo, é o tempo de viver. O tempo se nos apresenta de muitas maneiras. Duas nos interpelam, já a biologia, já a consciência: o tempo como um fenômeno da natureza (o tempo da física), o tempo como uma construção cultural (o tempo da filosofia).

Vendo-se o tempo como natureza, ele apenas é: trata-se de um dado do mundo, nem mais nem menos; enquanto fenômeno da natureza, não seria explicável, mas apenas constatável. Nós, reitero, é que passamos por esse tempo que não acontece. De fato, não é o tempo que se vai, quem acontece e se vai somos nós.

Já, como cultura, “existem três formas básicas para se perceber a existência do tempo: a repetição das coisas (gotas caindo de uma pia, o ciclo das estações do ano); a entropia nos objetos e em nós (nosso envelhecimento biológico, a maçã apodrecendo); e notando a passagem relativa de uma coisa em relação à outra (uma maçã ‘envelhece’ mais rápido que um homem). Todas essas formas de sentir o tempo mostram-nos que a sua regularidade não é uma parte intrínseca da natureza, e sim que é uma noção fabricada pelo homem” (E.R. Leach, http://migre.me/fssJ4).

O tempo, pois, o tempo que é, o tempo natureza, não será ele que me vai envelhecer, que me vai matar. Mas, contraditoriamente, eu biologia, que, afinal, sou natureza, não tenho escapatória: um pouco adiante do agora eu vou acabar. No tempo da cultura, porém, eu tenho margem de manobra. Nesse
tempo, interessa-me o relativo de mim mesmo com as coisas que me contentam. Seja: quero fazer as contas e dispor o que gosto para, na relação do tempo com o usufruto existencial do tempo, viver com prazer.

Essas coisas todas me ocorreram porque ouvi a mulher pedindo certezas afetivas ao sujeito. Não, não bisbilhotei a conversa alheia; ela me veio às orelhas, não tive como evitá-la. Dado o conteúdo, sim, escutei-a com gosto e compenetração. Parecia-me que a mulher carecia das palavras que o amor
romântico impõe – nesse tipo de amor, importa o ato declaratório. O homem, que imaginei constrangido, contrapunha que amor é gesto, não declaração. Desconfiei que a coisa acabaria em dissonância afetiva.

Ele calou. Logo passou a indagar; ela respondia um tanto a contragosto: – Quanto vinho tomarei? – Hoje? Não entendi, não sei. – E músicas? – Falas da vida? Pelo resto da vida? – Quantos invernos viverei? – Não sei. O que você quer dizer? – Quero dizer que tenho um tempo para viver, um tempo para o qual eu dou extremo valor. – Mas... Onde queres chegar? – Bem, eu tenho um tempo e eu tenho escolhas... Tanto quanto pude, escolhi o melhor para trazer à minha vida, ao meu tempo. E escolhi viver o meu tempo com você.

Houve silêncio no tempo de cada um, não no tempo dos dois, que tempos não se misturam jamais. Não me permiti voltar-me para tomar a cena; seria demasiado impertinente. Todavia fui minudente na imaginação: ela emudeceu, entendeu-se na vida dele, tomou-se de carinho; pôs-se meiga e reflexiva, mas o sorriso era contente. Pensou no tempo de cada qual na vida que convivem. Seus olhos trouxeram lágrimas e se puseram a brilhar. Ela intuiu que era amada. Ele demorou-se enternecido com o jeito como ela o percebeu.


Léo Rosa de Andrade

Doutor em Direito pela UFSC.

Psicanalista e Jornalista.



Ressureição na prática: como atingir a maturidade espiritual?

Em obra inédita, o teólogo Eugene H. Peterson convida fiéis a reavivarem o chamado à formação cristã


Em uma imersão profunda sobre como conseguir o amadurecimento na fé, a partir da carta de Paulo aos Efésios, o pastor e teólogo Eugene H. Peterson desvenda alguns significados e desafios para tal propósito no livro Pratique a ressurreição: Uma conversa sobre amadurecer em Cristo, publicado no Brasil pela Editora Mundo Cristão.

Reverenciado como o “pastor de pastores” por conta de uma notável trajetória espiritual, que influenciou inúmeros líderes cristãos e leitores em todo o mundo, Peterson fez uma aclamada interpretação da Bíblia, A Mensagem, elogiada por figuras como Bono Vox e Barack Obama.

Nesta publicação inédita em português, o autor entrelaça reflexões fundamentadas nas Escrituras com histórias, metáfora da ressurreição e direção espiritual. Oferece, assim, um guia para os fiéis que buscam reavivar o chamado à formação cristã e os desafia a pensarem na própria maturidade espiritual.

Dividido em quatro partes (Éfeso e os efésios, A bênção de Deus, A criação da Igreja e A congregação em ação) e com um conteúdo extra que indica obras para repensar sobre a temática, este livro destaca o argumento de Eugene H. Peterson, que enxerga o renascimento não somente como um evento único e histórico, mas sim algo contínuo na vida cristã.

A prática da ressurreição não é um ataque contra o mundo da morte; é um abraço dado, sem violência, à vida no país da morte. É um convite aberto a viver a eternidade no tempo.

(Pratique a ressurreição: Uma conversa sobre amadurecer em Cristo, p. 47)

Como um chamado para o desenvolvimento de homens e mulheres maduros na fé, o autor convida o leitor à transformação pessoal e comunitária. O teólogo reforça, ainda, a importância de viver conforme a realidade do renascimento de Cristo no dia a dia, em vez de ser consumido pelas preocupações e distrações da vida cotidiana. A prática constante da presença de Deus é o principal ensinamento do renomado pastor neste lançamento.

Divulgação
Editora Mundo Cristão

Ficha técnica:

Título: Pratique a ressurreição: Uma conversa sobre amadurecer em Cristo
Autor: Eugene H. Peterson
Editora: Editora Mundo Cristão
ISBN: 978-65-5988-275-5
Páginas: 288
Formato: 16 cm x 23 cm
Preço: R$ 69,90
Onde comprar: Amazon

Sobre o autor: Eugene H. Peterson (1932–2018) foi pastor, teólogo e escritor. Graduou-se pelo Seminário Teológico de Nova York e pela Universidade Johns Hopkins. Fundou a Igreja Presbiteriana Cristo Nosso Rei, onde exerceu o ministério por 29 anos. Foi docente em Teologia da Espiritualidade na Faculdade Regent, no Canadá. É autor de mais de trinta livros, incluindo a celebrada paráfrase da Bíblia, A Mensagem.

Site: https://petersoncenter.org/

Sobre a editora: Fundada em 1965 na cidade de São Paulo pelo missionário americano Peter Cunliffe, a Editora Mundo Cristão publica Bíblias e livros de autores nacionais e estrangeiros e de diversos gêneros literários, sempre pautados pela postura teológica cristã, histórica e equilibrada.

Site: www.mundocristao.com.br
Instagram: @mundocristao


Viramos escravos das redes sociais?

A presença de celulares se tornou certa em momentos marcantes, sejam eles as primeiras palavras de um bebê ou shows de grandes artistas. Ela substitui o real aproveitamento do presente em prol de marcar a lembrança no digital ou angariar interações nas redes sociais. O celular funciona como uma janela para o paradoxo contemporâneo: a busca pela experiência autêntica e o impulso de mediar essa experiência através da tecnologia.

Pensemos no esforço e no custo que cada pessoa investiu para ser testemunha de um espetáculo, por exemplo. Para muitos, pode ter sido o culminar de um sonho, um item riscado da lista de desejos, uma aventura planejada com antecedência e expectativa. Vídeos e mais vídeos circulam na internet das enormes plateias, sempre segurando algum dispositivo no alto para capturar todos os detalhes.

As pessoas estão ali, mas, ao mesmo tempo, não estão; física e financeiramente presentes, mas psicológica e emocionalmente em algum lugar entre o aqui e o agora e o mundo digital onde sua experiência será compartilhada. Esta cena reflete uma nova forma de consumo: consumir para produzir conteúdo, onde o valor da experiência é, em parte, determinado pela sua capacidade de ser compartilhada e apreciada virtualmente. É “instagramável”? Essa se tornou a nova medida de interesse da vida.

A tela hoje já não é um hábito, é um vício, e tem todas as consequências que um vício traz. Ou seja, constrói uma relação de dependência que cria um ciclo nocivo, e é isso que observamos com os algoritmos de alguns aplicativos: as pessoas são capturadas no âmbito neurológico e as recompensas oferecidas – geralmente picos de dopamina associados a novos likes, comentários e compartilhamentos – fazem com que entrem nesse loop contínuo, que muitas vezes causa prejuízos físicos, psicológicos e cognitivos.

O que hoje chamam de demência digital é o principal sintoma disso. Grupos vulneráveis como crianças e adolescentes sofrem especialmente, já que têm seus cérebros e funções cognitivas ainda em desenvolvimento, capturados desde cedo pelas recompensas e os gatilhos neurológicos que as redes sociais e os artefatos digitais trazem.

Nos tornamos “neuro-escravizados”, não porque somos forçados por algum mestre externo, mas porque nossas próprias redes neurais foram recondicionadas para ansiar pela dopamina que só o algoritmo traz. O momento presente, rico em potencial para experiência do Play, da leveza do dia a dia, começou a perder sua cor para a tela brilhante do conteúdo digital.

Os neuro-escravizados, embora fisicamente presentes, tornaram-se cada vez mais ausentes. O zumbido suave dos smartphones e o brilho de notificações emergentes se tornaram o coro de fundo de suas existências. Viver o momento foi substituído por um desejo insaciável de documentar, de produzir conteúdo, de criar uma narrativa editada de suas vidas para o consumo público.

Nosso apelo agora deve ser para que o celular seja deixado de lado nos momentos importantes da vida para podermos valorizar novamente o que é físico e real.

 

Lucas Franco Freire - psicólogo, especialista em bem-estar e autor do livro “Playfulness: Trilhas para uma vida resiliente e criativa”


4 dicas para encontros com conexões autênticas e significativas

É preciso se abrir ao novo amor  Unsplash
Segundo Médium especialista em relacionamentos, é importante quebrar estereótipos e se abrir ao novo

  

O mundo evolui, as pessoas mudam e, com isso, também surgem novas tendências no universo dos relacionamentos e encontros amorosos. Ao adaptar-se a uma cultura em constante evolução, práticas de namoro também passam por transformações significativas, fazendo com que parte das pessoas se abram ao novo e às possibilidades que, por conseguinte, passam a encontrar.

 

“É normal nos ajustarmos a um ambiente em constante mutação, e é crucial considerar que os relacionamentos também evoluem. Essas mudanças não refletem apenas a dinâmica da sociedade, mas também oferecem uma oportunidade para explorar novas formas de conexão, e considerar detalhes de comunicação e relacionamento no ‘date’ pode fazer toda a diferença", disse Henri Fesa, Médium especialista em relacionamentos e fundador da Casa de Apoio Espiritual Henri Fesa. 

Pensando nisso, Henri Fesa, que há 30 anos ajuda casais a terem mais amor em suas relações, dá 4 dicas para encontros com conexões autênticas e significativas em 2024:


  • Flerte sutil

A micropaquera se destaca como uma estratégia eficaz para testar a reciprocidade do interesse amoroso. Ao notar detalhes sobre seu comportamento do crush, como trocas de olhares, os indivíduos podem avaliar a possibilidade de um vínculo emocional mútuo. No entanto, é crucial não utilizar essa abordagem como uma desculpa para evitar se entregar totalmente ao relacionamento;
 

  • Que tal quebrar estereótipos?

A ideia de quebrar estereótipos surge como uma maneira inovadora de expandir os horizontes amorosos, buscando conexões com pessoas que não se enquadram no padrão habitual de interesse. Essa abordagem promove a descoberta de novas atividades, hobbies e perspectivas, flexibilizando os modelos ideais de relacionamento;
 

  • Slow dating: construindo conexões significativas

O slow dating ganha destaque como uma abordagem que prioriza a construção gradual de conexões emocionais. A ideia é colocar o "pé no freio" antes de se envolver profundamente com alguém novo, evitando estressante e permitindo que o relacionamento se desenvolva de forma orgânica;
 

  • Evite ghosting: Se comunique de forma transparente

Especialistas enfatizam a importância de abandonar o hábito prejudicial do ghosting, que pode causar danos emocionais emocionais. Em vez de simplesmente desaparecer sem deixar rastros, a comunicação madura e transparente é encorajada para consolidar relacionamentos de forma respeitosa e empática. 



Henri Fesa - Médium ,auxilia pessoas com problemas espirituais, principalmente, no campo amoroso. Especialista em relacionamentos, possui mais de 30 anos de experiência, criando soluções efetivas com um trabalho de qualidade e sem enrolação. A Casa de Apoio Espiritual Henri Fesa recebe pessoas de todas as religiões e, dentro da crença de cada um, realiza os Trabalhos, atuando com segurança e seriedade, sem a utilização de magias de baixa vibração. Saiba mais aqui!


Como trabalhar uma criança não verbal em sala de aula

Neuropedagoga explica que incentivar gestos e contato visual, entre outros pontos, é fundamental


Uma criança não verbal, ou seja, uma criança que tem dificuldade de se comunicar verbalmente, precisa ser estimulada de outras formas para se desenvolver em sala de aula. 

Segundo Mara Duarte, neuropedagoga, psicopedagoga, psicomotricista e coach educacional, além de diretora do Grupo Rhema, nestes casos, comunicações não-verbais, como gestos e contato visual, devem ser incentivadas desde cedo, especialmente com relação a crianças que estão no espectro autista, onde a linguagem pode se manifestar de maneira singular.

“O autismo não-verbal apresenta desafios tanto para a criança quanto para os educadores e familiares. A necessidade de desenvolver formas alternativas de comunicação é essencial para compreender sentimentos, pensamentos e vontades. Lembrando sempre que “não-verbal” não significa ser incapaz de se comunicar, mas sim a dificuldade em fazê-lo verbalmente”, explica Mara. 

De acordo com a especialista, brincadeiras e atividades lúdicas são ferramentas poderosas no desenvolvimento da linguagem. “Comunique-se através de gestos, expressões e imagens. Estimule o desenvolvimento da expressão corporal e facial, criando alternativas para facilitar a comunicação. Também é fundamental permitir que a criança se expresse no seu próprio tempo, sem pressões desnecessárias”, orienta.

Outro ponto importante, segundo Mara, considerando que a imitação é uma forma de comunicar a compreensão mútua, é lembrar que os jogos de imitação são ferramentas simples e eficazes que ajudam a promover  a interação e a compreensão.  

A neuropedagoga afirma que é preciso pensar em intervenção multidisciplinar. “Os professores devem colaborar com fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e outros profissionais especializados em autismo para desenvolver estratégias individualizadas e apoiar as necessidades do aluno em diferentes áreas, como linguagem, habilidades motoras e comportamento”, diz ela. 

Além disso, utilizar sinalização visual pode ajudar os alunos a entenderem a rotina diária, as instruções e as expectativas em sala de aula, segundo a neuropedagoga. Os professores podem criar calendários visuais, horários de atividades e listas de tarefas usando imagens ou símbolos para auxiliar na compreensão. “É fundamental fornecer aos alunos com autismo não-verbal formas alternativas de comunicação, o que pode incluir o uso de sistemas de comunicação aumentativa e alternativa, como pranchas de comunicação, e a criação de um ambiente que incentive e apoie o uso desses recursos”, finaliza.

 

Mara Duarte da Costa - neuropedagoga, psicopedagoga, psicomotricista e coach educacional. Além disso, atua como mentora, empresária, diretora geral da Fatec e diretora pedagógica e executiva do Grupo Rhema Educação. As instituições já formaram mais de 80 mil alunos de pós-graduação, capacitação on-line e graduação em todo o Brasil. Para mais informações, acesse o site ou pelo instagram.


Teste de QI vai mudar? Novo método torna a medição de inteligência mais completa

 

Os testes de QI tradicionais são importantes e confiáveis, mas existem outros métodos que trazem mais informações sobre a cognição humana, explica o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, criador do método 

 

A medição da inteligência é um processo complexo que, por muito tempo, tem sido estudada pela ciência, que desenvolveu alguns métodos importantes, sendo o mais famoso é o mais utilizado deles, os testes de QI.

 

Os testes de QI tradicionais avaliam a inteligência através de uma série de questões padronizadas que são usadas para atribuir “notas” à inteligência do indivíduo, usado para definir o QI - quociente de inteligência - e o desvio padrão - comparação com a média de indivíduos da mesma idade.

 

De acordo com o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, o teste de QI tradicional é confiável, mas são necessárias mais informações para compreender todas as variáveis que influenciam a inteligência humana.

 

Os testes de QI são confiáveis e fornecem métricas importantes para entender a inteligência de um indivíduo, mas eles estão sujeitos a uma série de fatores que podem influenciá-lo, como o efeito aprendizagem, que ocorre quando alguém faz vários testes e se ‘acostuma’ a eles e até mesmo a forma de avaliação”.

 

Isso faz com que sejam necessários outros métodos auxiliares que tragam outras perspectivas e analisem pontos importantes não analisados pelos testes tradicionais”, explica.

 

A tríade para a medição precisa do QI


Pensando nisso, o Dr. Fabiano de Abreu Agrela desenvolveu uma tríade que combina os melhores métodos de avaliação do QI para tornar a medição da inteligência mais precisa e completa, utilizando tanto os testes de QI comuns, quanto testes de personalidades e testes genéticos.

 

O objetivo dessa tríade é ter um panorama mais completo da inteligência e de fatores que podem interferir no seu desenvolvimento, como o ambiente, uso de drogas, transtornos, genética, entre outros”.

 

A tríade é formada por um teste de QI tradicional supervisionado por um especialista, um teste de personalidade com avaliação de varredura, que ajuda a identificar transtornos ou doenças mentais e um teste genético, que analisa a predisposição à alta inteligência, assim como transtornos, traumas e hábitos que podem influenciar o desenvolvimento cognitivo”, explica Dr. Fabiano de Abreu. 

 

 

Dr. Fabiano de Abreu Agrela - Pós PhD em Neurociências eleito membro da Sigma Xi, membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos , membro da Royal Society of Biology no Reino Unido e da APA - American Philosophical Association também nos Estados Unidos. Mestre em Psicologia, Licenciado em Biologia e História; também Tecnólogo em Antropologia e filosofia com várias formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. Membro das sociedades de alto QI Mensa, Intertel, ISPE High IQ Society, Triple Nine Society, ISI-Society, Numerical e HELLIQ Society High IQ. Autor de mais de 220 artigos científicos e 17 livros.

 

Tentar significa conseguir - um outro ponto de vista

 

Eu já li alguns artigos que diziam: “Tentar não significa conseguir” e neste artigo eu abordo um outro ponto de vista sobre este assunto: “Tentar significa conseguir”. 

E você pode estar se perguntando, como assim? Nem sempre que tentamos algo, conseguimos...  Sim, quando tentamos algo, conseguimos... Conseguimos aprender com os erros e com os acertos; conseguimos reconhecer nossas dificuldades, conseguimos nos desprender de algumas crenças e de alguns padrões limitantes; conseguimos abrir espaço para o desconhecido e para o novo; conseguimos ampliar o nosso repertório de experiências; conseguimos nos fortalecer acreditando em nossa capacidade; conseguimos romper as barreiras que nos impedem de tentarmos, e por aí vai... 

Veja o quanto nós conseguimos quando tentamos algo. Portanto, a palavra conseguir, deste ponto de vista, vai para além de seu significado aparente de conquistar uma meta, um objetivo, ela alcança um espaço muito mais amplo e subjetivo, nos possibilitando enxergar o quanto nos agrega, em termos de autoconhecimento, vivenciar as experiências que se apresentam para nós em nossas vidas. 

Muitas vezes, somos reativos a novas experiências, ao desconhecido, o que é natural, pois o desconhecido gera medo e ansiedade por não termos certeza de como iremos nos sentir ou nos comportar diante daquilo. Portanto, é mais cômodo não enfrentarmos o novo, pois ficamos com uma sensação de que estamos no controle da situação. Neste caso, podemos perder a oportunidade de ampliar o nosso repertório de experiências e o nosso autoconhecimento, pois são exatamente as experiências vividas que ampliam o nosso mundo interno e externo. Quanto mais experiências acrescentamos, mais rica fica a nossa bagagem interna, e com isso, mais recursos vamos construindo para lidar melhor com as situações. 

Que tal começar hoje a Tentar? Você poderá se surpreender com o que você conseguirá!

 

Renata Nascimento - psicóloga clínica


Tênis na infância: conheça as vantagens do esporte para os pequenos

O tênis é uma ótima escolha quando se trata de esportes para crianças, pois  oferece uma série de benefícios que vão além da atividade física. Desde o desenvolvimento motor até a evolução de habilidades sociais e emocionais, a prática contribui diretamente no crescimento saudável e  bem-estar dos pequenos.

Paolo Sciavicco, médico e franqueado da Fast Tennis, rede de academias de tênis que traz uma proposta inovadora e se dedica a transformar a prática da modalidade em uma experiência única e divertida, apontou para alguns dos benefícios que a atividade proporciona. 

Coordenação motora: O esporte nessa faixa etária oferece benefícios como desenvolvimento da coordenação motora, melhoria da aptidão cardiovascular e promoção de hábitos saudáveis. Além de influenciar positivamente no desenvolvimento físico da criança, fortalecendo músculos, ossos e estimulando o crescimento. É importante atentar-se para o tempo de aula. Recomenda-se que as crianças pratiquem o tênis por pelo menos uma hora diária, com moderação para evitar lesões.

Desenvolvimento emocional: as aulas de tênis proporcionam interação social, desenvolvimento da paciência, foco e tomada de decisões, contribuindo para a saúde mental e cognitiva. Ajuda a desenvolver resiliência, autoconfiança e habilidades de gerenciamento de emoções. A capacidade de lidar com desafios e superar obstáculos é uma habilidade valiosa que pode ser aplicada em diversas áreas da vida. Nas aulas da rede, por exemplo, é seguido um conceito diferenciado de comunicação não violenta e com abordagens especializadas para cada faixa etária. Isso é importante, pois inclui o aluno e o acolhe em suas dificuldades.

Sono, alimentação e roupa ideal: Sim, uma dieta balanceada e uma boa qualidade de sono são fundamentais para o rendimento das crianças nas atividades esportivas, incluindo o tênis. Além disso, vale atenção aos calçados e vestimentas. Roupas confortáveis e tênis específicos para a prática esportiva são essenciais para garantir a segurança e integridade física das crianças durante as aulas.

 

Fast Tennis

 

Compreender a felicidade pode ser uma estratégia revolucionária para as carreiras do futuro?


Estudos mostram o quanto a saúde física e o bem-estar estão diretamente relacionados com os laços sociais e a felicidade. Ao mesmo tempo, no Brasil pesquisas já apontam para a necessidade de um olhar mais apurado para saúde mental, relação com o corpo e laços familiares. Será que o currículo do futuro tem espaço para essas novas "skills"

 

Considerada uma das mais longas pesquisas científicas da história, o “Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto”, conduzido por 85 anos pela Universidade de Harvard, concluiu que bons relacionamentos são a chave para uma vida mais feliz e saudável. Em seu TED com mais de 46 milhões de visualizações, Robert Waldinger, psiquiatra e um dos diretores do estudo, explica que conexões sociais com a família, amigos e comunidade são importantes, pois “fortalecem não só o bem-estar, mas a saúde física”. Com a investigação, o que se sabe é que bons relacionamentos protegem não apenas o corpo, mas também o cérebro. 

É por resultados como esses que diversas pesquisas têm se empenhado em desvendar os caminhos para alcançar a felicidade e o papel da espiritualidade nesse processo. No entanto, compreender e medir a felicidade requer uma abordagem metodológica e epistemológica cuidadosa.

 

A felicidade no centro 

Desde 1999, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ampliou sua definição de qualidade de vida, passando a considerá-la como uma dimensão multidimensional que engloba o bem-estar físico, psicológico, social e espiritual. A professora Diana Chao Decock, do curso 4D de bacharelado em Gestão da Felicidade e Projeto de Vida da PUCPR, destaca a espiritualidade como uma ferramenta essencial nessa jornada, como uma “experiência íntima e profunda que confere significado e propósito à existência, levando em direção à plenitude e ao bem viver”. 

Para a professora, “os ritos, as filosofias e os mitos que emanam da espiritualidade são instrumentos que não detêm valor intrínseco, sua importância reside na capacidade de catalisar a transformação pessoal e promover a conexão consigo mesmo. A espiritualidade nos convida a transcender o efêmero e a encontrar a autenticidade e a plenitude”. 

Diana diz que raramente somos incentivados a explorar nossa própria interioridade, compreender nossos pensamentos, emoções, desejos e valores. “A espiritualidade pode ser vista como o encontro consigo mesmo, uma experiência que se torna um guia para nossas ações no mundo exterior. Ela é o caminho que nos conduz ao autoconhecimento, permitindo que nossas ações e relações com o mundo estejam alinhadas com nossa interioridade. É a jornada espiritual que nos leva a uma compreensão mais profunda de nós mesmos e do nosso lugar no universo, enriquecendo assim nossa experiência de vida”, ressalta. 

E para aqueles que acham que espiritualidade se restringe às práticas religiosas, Diana explica que ela pode se manifestar em diversos momentos e situações da vida. “Às vezes, ao caminhar em contato com a natureza, em um mergulho no mar, em uma conversa com alguém ou durante o trabalho, podemos nos sentir plenos e experimentar nossa própria jornada espiritual. A espiritualidade é uma experiência pessoal e única, que vai além dos ritos religiosos ou institucionalizados. Ela está em nossa capacidade de experienciar a conexão interior e a compreensão de nós mesmos, independentemente do contexto em que isso ocorre”, destaca a professora. 

Para Jelson Oliveira, coordenador do curso 4D de bacharelado em Gestão da Felicidade e Projeto de Vida da PUCPR, outro aspecto importante para compreensão da felicidade tem a ver com a ética. Isso porque a ética busca justamente construir as condições para que possamos habitar o mundo de forma pacífica e feliz, evitando tudo o que nos causa dor e sofrimento. Ele complementa: “Todos nós temos a mesma sensação: a felicidade é um estado de satisfação total, de realização plena do que somos. No fundo é isso: todos estamos em busca de nós mesmos e chamamos isso de felicidade. Ou seja, a felicidade não é um estado fora de nós, longe no tempo ou no espaço. A felicidade reside na capacidade que temos de realizar quem nós somos e, para isso, precisamos fazer um esforço de desapegar de tudo o que não é central, de tudo o que é distração e que nos atrapalha de ser feliz”.

 

Uma busca sem fim 

Em março de 2023, o "World Happiness Report" divulgou os resultados de seu estudo que mapeia níveis globais de felicidade em 150 países no mundo todo. E revelou que o Brasil caiu da 38ª para a 49ª posição no ranking. A partir desses dados, outro instituto de pesquisa, o Qualibest, foi atrás do que torna o brasileiro mais ou menos feliz. 

Entre as pessoas que se consideram felizes, predominam fatores internos em relação ao seu estado de bem-estar. Elas afirmam experimentar um sentimento positivo consigo mesmas (76%), encaram a vida de maneira descomplicada e leve (67%), mantêm uma perspectiva otimista (67%), possuem uma autoestima elevada (66%) e exibem um bom humor constante (65%). 

Por outro lado, aqueles que se consideram infelizes mencionam fatores externos, como finanças, saúde e trabalho, como influências significativas para seu mal-estar, evidenciando assim a desigualdade social como uma questão subjacente. Essas pessoas lidam com instabilidade financeira (67%), enfrentam problemas de saúde física ou mental (50%), têm dificuldade em desfrutar de pequenos prazeres (46%), experimentam sentimentos de insegurança (36%) e suas carreiras não correspondem às suas aspirações (34%). 

A sensação de felicidade é mais impactada pela família (94%) e pela saúde mental (90%) para as pessoas que se consideram felizes. Por outro lado, aqueles que se declaram infelizes atribuem maior efeito na melhora do bem-estar à relação com o corpo (74%) e à situação financeira (69%). Essa observação sugere um direcionamento estratégico para as marcas que têm a felicidade como foco. Três dos quatro aspectos mencionados podem ser áreas de atuação para essas empresas: saúde mental, relação com o corpo e laços familiares.

 

Felicidade e projeto de vida no currículo 

Ao compreender todos esses elementos da vida pós-moderna, e a partir de estudos de mercado e de um processo criativo que contou com a participação de profissionais de diferentes segmentos da saúde, professores universitários e estudantes de ensino médio, a PUCPR lançou um curso novo: a Graduação 4D em Tecnologia em Gestão da Felicidade e Projeto de Vida. Em síntese, um curso superior que forma agentes de promoção de felicidade na vida profissional e pessoal.  

O mercado de trabalho para profissionais especializados nessas temáticas está em crescimento, principalmente devido ao aumento do interesse das organizações em promover o bem-estar e a satisfação entre pessoas, times e comunidades. Por isso, a graduação oferece estratégias que pretendem ajudar não só a alcançar a felicidade pessoal, mas também a contribuir de maneira positiva com a sociedade, ao preparar profissionais com comunicação eficaz, sensibilidade, criatividade, organização e facilidade de agregar, aconselhar e influenciar pessoas.

 


Referências:
Robert Waldinger: What makes a good life? Lessons from the longest study on happiness | TED Talk
World Happiness Report 2023
Instituto QualiBest


Todo carnaval tem seu fim

Diz uma antiga canção de carnaval que dois mascarados procuram os seus namorados perguntando às pessoas quem elas são; curiosamente, em um dado momento da música, ao se dar conta de que “é carnaval”, o questionamento “quem é você” perde o sentido, prevalecendo a possibilidade de ser da maneira que o outro deseja. Também na vida cotidiana um efeito semelhante aparece, sendo o entrosamento entre as pessoas, muitas vezes, fruto das projeções que vamos lançando sobre o outro.

Tendenciosos que estamos a acreditar que o outro será capaz de atender nossas demandas disso ou daquilo, vamos fantasiando uma relação harmoniosa, ainda que a partir de pouca ou nenhuma evidência. Seguimos saboreando o suposto sucesso daquele início de amizade, parceria profissional, relacionamento promissor. É claro que alguma pitada de boa vontade é necessária para colorir os dias, porém estruturar tomadas de decisão em interações ilusórias é bastante arriscado.

É importante refletir sobre a origem da maquiagem que confundiu a feiura natural de certas pessoas, assim que esta se revela. Seria a pessoa muito hábil em disfarçar seus defeitos, ou seríamos nós muito distraídos e crédulos? Talvez um pouco de cada? Dizem que “iludido é pior que doido” e que, mais cedo ou mais tarde, a casa cai. O que fazer agora que a trama foi descortinada? Como impor limites e reduzir os prejuízos?

O processo terapêutico ajuda a perceber o que está em jogo em cada interação, possibilitando desenvolver estratégias para lidar com as encenações alheias, além de, principalmente, aprender a lidar com o que há de imperfeição em nós mesmos, que nós também tentamos maquiar. Sabemos que nem todo mundo terá condições de mexer nesse vespeiro, por uma série de motivos; mas, aqueles que tiverem, chegarão ao fim da festa com mais qualidade.

 

Paula Dione - psiquiatra do Núcleo de Sexualidade da Holiste


Yoga e dor nas costas: Como acabar com o incômodo?



As dores nas costas são um problema muito comum hoje em dia, mas o Yoga pode ajudar a aliviar esse problema, afirma o professor de Yoga, naturopata e entusiasta por saúde e bem-estar, Ravi Kaiut 

 

As dores nas costas são um problema cada vez mais presente no nosso dia a dia, afetando pessoas de todas as idades. De acordo com a OMS - Organização Mundial da Saúde - cerca de 80% da população mundial tem ou terá dor na coluna em algum momento da vida. 

Por isso, cada vez mais o Yoga tem se tornado uma importante ferramenta no combate às dores na coluna por trazer técnicas simples, mas poderosas no alívio de dores nas costas e melhora da postura, como explica o professor de yoga, naturopata e entusiasta por saúde e bem-estar, Ravi Kaiut.

 

O Yoga ajuda a encontrar o equilíbrio e ter uma melhor mobilidade, algo que hoje em dia, infelizmente, está sendo deixado de lado, por isso, a prática tem sido muito buscada, por promover um reencontro,alívio a dores e melhora da capacidade motora”.

 

O estilo de vida saudável ajuda a combater as dores nas costas:


De acordo com Ravi Kaiut, o estilo de vida também diz muito sobre o porquê das dores nas costas, fazendo com que seja necessário investir em um estilo de vida mais saudável.

 

O Yoga, ao contrário do que muitos pensam, não é um amontoado de posições e sim uma técnica cientificamente comprovada que traz consigo um estilo de vida que também ajuda a ter uma saúde geral melhor”.

Por exemplo, se você não dorme bem, se não pratica exercícios físicos, se não tem um preparo motor para o dia a dia, você provavelmente terá mais dores nas costas”, afirma.

 

Posições do Yoga para melhorar as dores nas costas: 

 

01 - Viparita Karani (com sequência):


Nesta posição você se deita de costas e coloca as pernas encostadas na parede na vertical, em um ângulo de 90º, após isso você também pode combinar uma sequência de movimentos, como flexionar um dos joelhos trazendo-o ao peito com a ajuda das mãos durante 15 minutos por dia”, detalha.

 

02 - Padottanasana:



Para esta posição você deve ficar em pé com as pernas abertas e dobrar o tronco para frente, tocando os pés ou o chão”.

 

03 - Janu Sirsasana:


 

Sente-se com uma perna estendida no chão para a frente e a outra dobrada ao máximo com a sola do pé encostando da outra coxa, após isso alongue a coluna enquanto pega no pé que está estendido, conte entre 5-10 respirações profundas”, explica Ravi Kaiut.


 

Ravi Kaiut - empresário precursor do método Kaiut Yoga no Brasil, naturopata, mestrando e pesquisador em neurociências, foi diagnosticado aos 4 anos com Síndrome de Legg Perthes - doença crônica que destrói o quadril e causa grandes dores - como parte do tratamento passou a praticar Yoga, se apaixonou e decidiu que deveria compartilhar seu conhecimento com o mundo. Campeão brasileiro de fisiculturismo e pelo Campeonato Brasileiro de Fisiculturismo e Fitness, da Federação IFBB. Hoje, Ravi é diretor de pesquisa do instituto Kaiut Yoga, ensina yoga em sua escola com sede em Curitiba, Paraná, e realiza eventos internacionais sobre yoga, desestresse, meditação, dor crônica e sono de alta qualidade.


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