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sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Uso exagerado de lentes nos dentes: até onde o dentista deve agradar o cliente?

A cirurgiã-dentista Maria Fernanda Braga abre a discussão de como atingir o sorriso perfeito e não fugir da ética profissional 

 

O uso de lentes de porcelana nos dentes tem se tornado cada vez mais comum em busca de um sorriso perfeito. No entanto, uma questão que tem gerado discussões na área da odontologia é até que ponto o dentista deve ir para atender aos desejos estéticos dos clientes, principalmente quando se trata de um uso excessivo dessas lentes.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a odontologia, assim como outras profissões de saúde, é regida por princípios éticos que visam o bem-estar do paciente. Nesse contexto, a ética profissional desempenha um papel crucial na determinação de até que ponto um dentista deve seguir o desejo do cliente. “A saúde bucal e a funcionalidade dos dentes devem sempre ser priorizadas, e qualquer procedimento estético deve ser realizado com responsabilidade”, afirma a cirurgiã-dentista Maria Fernanda Braga, referência na área e idealizadora de um projeto de conscientização sobre a importância da saude bucal. 

O uso excessivo de lentes nos dentes é uma preocupação real. “Muitas pessoas optam por lentes muito maiores do que o tamanho natural de seu sorriso, buscando um visual extremamente branco e perfeito”, diz a cirurgiã-dentista. No entanto, é importante ressaltar que a cor “branco neve” não é natural na dentição humana. “A busca desenfreada por um sorriso excessivamente branco pode resultar em um aspecto artificial e pouco saudável”, complementa Maria Fernanda.

Nesse sentido, o dentista desempenha um papel fundamental como profissional de saúde e deve agir com responsabilidade, fornecendo orientações claras aos pacientes. “É seu dever educar os pacientes sobre as limitações da estética dentária e os riscos associados ao uso exagerado de lentes. A abordagem adequada deve incluir a discussão das opções disponíveis, os benefícios e os possíveis efeitos colaterais de cada procedimento”, afirma a profissional.

Além disso, é essencial que o dentista leve em consideração as características únicas de cada paciente, como a forma do rosto, a cor da pele e a estrutura dental, para criar um sorriso que seja harmônico e natural. Isso implica em evitar o uso de lentes que sejam desproporcionais ao sorriso e que comprometam a funcionalidade dos dentes.

O uso exagerado de lentes nos dentes é uma questão que demanda uma abordagem ética por parte dos dentistas. A busca por um sorriso perfeito não deve comprometer a saúde bucal e a naturalidade do paciente. É dever do dentista fornecer orientações claras e educativas, priorizando sempre o bem-estar e a saúde dos pacientes, sem abrir mão da estética de forma responsável e harmônica. 


Maria Fernanda Braga : CRO RJ-41346 - Cirurgiã-dentista, especializada em bebês e crianças, com formação e especialização pela UFRJ. É escritora, desenhista e idealizadora do projeto de prevenção da saúde bucal “As Aventuras de Dentix”, que cria uma comunicação facilitada para fazer a informação chegar para as famílias.


Pressão arterial flutuante: um sinal de alerta para demência e doenças cardíacas


Pequenas flutuações na pressão arterial (PA) dentro de 24 horas, bem como ao longo de vários dias ou semanas, estão associadas a distúrbios de cognição, dizem os pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália (UniSA). 

Variações mais elevadas da PA sistólica (o número superior que mede a pressão nas artérias quando o coração bate) também estão associadas ao enrijecimento das artérias, associando-se a doenças cardíacas. 

As descobertas foram publicadas na revista Cerebral Circulation – Cognition and Behavior. A autora principal, Daria Gutteridge, Ph.D. do Laboratório de Neurociências de Envelhecimento e Déficit Cognitivo (CAIN) da UniSA, diz que é bem conhecido que a pressão alta é um fator de risco para demência, mas pouca atenção é dada à flutuação da pressão arterial. “Os tratamentos clínicos concentram-se na hipertensão, ignorando a variabilidade da pressão arterial”, diz Gutteridge. 

A pressão arterial pode flutuar em diferentes períodos de tempo – curtos e longos – e isso parece aumentar o risco de demência e da saúde dos vasos sanguíneos. 

Para ajudar a explorar os mecanismos que ligam as flutuações da PA à demência, os investigadores da UniSA recrutaram 70 idosos saudáveis, ​​com idades entre 60 e 80 anos, sem sinais de demência ou deficiência cognitiva. 

Com pressão arterial monitorada, eles completaram um teste cognitivo e a rigidez arterial no cérebro e nas artérias foi medida por ultrassonografia Doppler no crânio. 

“Descobrimos que uma maior variabilidade da pressão arterial dentro de um dia, bem como ao longo dos dias, estava associada à redução do desempenho cognitivo. Também descobrimos que variações mais elevadas da pressão arterial dentro da PA sistólica estavam associadas a uma maior rigidez dos vasos sanguíneos nas artérias”, contou Gutteridge. 

A variabilidade da PA pode servir como um marcador clínico precoce ou alvo de tratamento para o comprometimento cognitivo.

  

Rubens de Fraga Júnior  - Professor de Gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR) e médico especialista em Geriatria e Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).  

Fonte: D.S. Gutteridge et al, Cross-sectional associations between short and mid-term blood pressure variability, cognition, and vascular stiffness in older adults, Cerebral Circulation—Cognition and Behavior (2023).


Câncer de próstata: 20% dos casos são diagnosticados em estágio avançado

 Exame de rastreamento é capaz de encontrar lesões precursoras e diagnóstico precoce revela melhor prognóstico de cura

 

Apesar de toda a conscientização anual, o câncer de próstata permanece como a neoplasia sólida mais comum entre os homens e a segunda maior causa de óbito oncológico. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 71 mil novos casos são esperados até 2025. 

Ainda que os avanços terapêuticos estejam avançando, como a cirurgia robótica e o advento de centros especializados no tratamento de câncer de próstata, cerca de 25% dos pacientes morrem pela doença e 20% são diagnosticados em estágios avançados. A descoberta da doença logo no início, porém, aumenta a chance de cura, que chega a 90% dos casos. Além disso, também evita o sofrimento e a necessidade de tratamentos de alto custo. 

De acordo com o Dr. Alexandre Pompeo, urologista do Hcor, os exames de rastreamento devem ser realizados a partir de 50 anos “A avaliação precisa ser realizada por um especialista e de maneira individualizada. Os benefícios que essa abordagem traz são sentidos até mesmo nas taxas de mortalidade. Segundo estudos recentes, foi possível identificar uma queda entre 25% e 32%, nos pacientes que tiveram seu cuidado personalizado”, explica. 

Isso acontece porque a identificação de pacientes com risco de desenvolver a doença de forma mais agressiva, por meio de parâmetros clínicos ou laboratoriais, pode ajudar com a indicação e frequência do rastreamento. “Os exames de rastreio tem o intuito de identificar uma lesão precursora ou um câncer em estágio inicial. Essa prática é altamente utilizada para a detecção de câncer de colo uterino e de mama, além de ser apoiada pelas sociedades oncológicas ao redor do mundo”, aponta.
 

Como reduzir os fatores de risco 

A idade é um fator de risco importante, uma vez que tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam significativamente a partir dos 60 anos. Porém, o histórico familiar de câncer de próstata e a obesidade também estão associados à maior incidência (até 56% mais riscos) e ao achado de tipos histológicos mais avançados. Destacam-se, ainda, como fatores de risco associados à doença a etnia e a exposição a agentes químicos relacionados ao trabalho. 

“Apesar de a melhor forma de reduzir esses fatores ser o rastreamento, cessar o tabagismo, manter uma alimentação saudável e uma rotina de exercícios também são opções muito significativas. O estilo de vida mais saudável não protege apenas do surgimento do câncer de próstata, mas de várias outras doenças. Além disso, é importante procurar ajuda profissional quando sentir os sinais do corpo quando tem algo errado”, complementa o Dr. Alexandre Pompeo.
 

Hcor


A relação entre o HPV, o câncer de colo de útero e a fertilidade

 

O câncer de colo de útero é muito comum entre as mulheres no Brasil, com cerca de 17.010 novos casos esperados a cada ano entre 2023 e 2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Esse número está aumentando devido a mudanças no nosso estilo de vida, como falta de exercício, mais consumo de álcool, fumar, comer alimentos processados, obesidade e algumas infecções. O vírus HPV, que causa 90% dos casos desse câncer, é um dos principais motivos para esse aumento. 

O HPV é um vírus que pode ser transmitido sexualmente e tem mais de 200 tipos diferentes. A maioria das pessoas é infectada antes dos 26 anos. Ele pode não apresentar sintomas ou pode causar lesões que podem evoluir para câncer. Hoje, com melhores métodos de diagnóstico e tratamento, muitas mulheres que descobrem o câncer cedo podem até pensar em ter filhos depois do tratamento. 

O tratamento do câncer pode afetar temporariamente ou permanentemente a fertilidade da mulher, dependendo do tipo e estágio. Há diferentes tratamentos para lesões pré-cancerosas e para o câncer em estágios iniciais, especialmente para mulheres que desejam manter a fertilidade. Esses tratamentos podem causar problemas como aborto espontâneo ou parto prematuro. Tratamentos mais intensos, como radioterapia e quimioterapia, podem prejudicar o útero e os ovários, levando à infertilidade. 

O HPV também afeta homens, podendo causar cânceres como o de pênis e ânus. Homens inférteis têm mais chances de ter o vírus HPV no sêmen, o que pode afetar a qualidade do esperma e aumentar o risco de aborto espontâneo. Mulheres com HPV têm mais chances de serem inférteis, mas os estudos ainda são contraditórios. O vírus também pode afetar o desenvolvimento de embriões em tratamentos de fertilização in vitro, mas isso ainda está sendo estudado. 

Felizmente, existe uma boa chance de erradicar o câncer de colo de útero com a vacinação contra os principais tipos de HPV e exames regulares para detectar lesões pré-cancerosas. A Organização Mundial da Saúde propõe que até 2030, 90% das meninas sejam vacinadas contra o HPV até os 15 anos. A vacinação, junto com campanhas de prevenção e uso de preservativos, é a melhor forma de prevenir a infecção pelo HPV e seus efeitos, tanto em homens, quanto em mulheres.

 

Dra. Marise Samama - pioneira como Doutora e Pesquisadora da área de Reprodução Humana no Brasil. Além de ginecologista e obstetra, é fundadora e Presidente da AMCR: Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil, entidade sem fins lucrativos, suprapartidária e pesquisadora nas linhas de implantação embrionária, estimulação ovariana, infecções genitais, entre outras temáticas. A Dra. também é Professora e cofundadora da Pós-graduação em Reprodução Humana do Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo e os seus estudos ampliam consideravelmente o conhecimento sobre a saúde feminina.


Poupatempo ficará fechado na segunda-feira, 20 de novembro, feriado da Consciência Negra

Atividades presenciais serão retomadas na terça-feira (21), com agendamento prévio pelos canais digitais

 

Os postos do Poupatempo em todo o Estado estarão fechados na segunda-feira, dia 20 de novembro, devido ao feriado estadual em comemoração ao Dia da Consciência Negra. Os atendimentos presenciais serão retomados na terça-feira (21/11), mediante agendamento prévio. 

Importante reforçar que mesmo durante o feriado prolongado, o Poupatempo continuará oferecendo serviços por meio dos canais digitais: portal, aplicativo Poupatempo Digital, totens ou ainda pelo WhatsApp, no número (11) 95220-2974. 

Entre as mais de 290 opções online, a renovação de CNH, licenciamento de veículos, consulta de IPVA, Carteira de Trabalho Digital, seguro-desemprego, atestado de antecedentes criminais, pesquisa de débitos de veículos, entre outros. 

Para ser atendido de forma presencial no Poupatempo é obrigatório o agendamento prévio data e horário. O serviço é gratuito, pessoal e intransferível. 

A consulta dos endereços e horários de funcionamento das unidades está disponível no site www.poupatempo.sp.gov.br e clicar em ‘Locais de atendimento’.



A comunicação que a IA não reproduz

 

O fascínio que a inteligência artificial provoca no ser humano já vem de décadas, bem como o desenvolvimento desse tipo de tecnologia. Mesmo no universo da ficção, não é de hoje que nos deparamos com questões relacionadas à interação entre pessoas e máquinas que adquiriram uma capacidade mais avançada de raciocínio lógico. Um exemplo é o filme “Blade Runner”, que já em 1982 colocava os replicantes, ou réplicas artificiais de humanos, realizando funções produtivas consideradas perigosas ou nocivas para a nossa espécie. 

Curiosamente, a história é ambientada em 2019, que, na esfera da realidade, foi o último ano pré-pandemia. E sabemos que a crise desencadeada em 2020 pelo vírus acelerou transformações relacionadas a avanços como o da digitalização, que têm tudo a ver com a IA. 

De certa maneira, “Blade Runner” inteligentemente antecipou dilemas atuais, entre eles o da substituição de pessoas por robôs no trabalho. A diferença é que, no filme, o recorte de atividades profissionais era bem específico, enquanto, atualmente, muitas pessoas temem perder o lugar para uma máquina mesmo em funções supostamente mais nobres. 

Para debatermos esse aspecto, chama a atenção outro ponto levantado pela ficção de mais de 40 anos atrás. Os replicantes tinham emoções programadas e não genuínas, embora alguns aparentemente começassem a desenvolver sentimentos reais. Podemos transpor essa dualidade para pensar sobre determinadas características requeridas no mercado de trabalho e se elas poderiam ser proporcionadas por inteligências artificiais. 

O que o ser humano tem de mais especial é escutar, refletir e falar. Tomadas em plenitude, essas três ações não são – e me arrisco a dizer que dificilmente serão – realizadas pela inteligência artificial nos mesmos níveis de complexidade e profundidade que as pessoas conseguem atingir. 

Ultimamente, ganha relevância no mercado a chamada humanização do atendimento. Trata-se de tornar a interação dos robôs com os humanos, especialmente em relações comerciais, menos fria e automatizada, mais personalizada e acolhedora. Porém, por mais que as ferramentas utilizadas para esses fins sejam aperfeiçoadas, não é difícil perceber se estamos nos comunicando com uma máquina ou com uma pessoa. 

Assim, o pulo do gato no que se refere às conjecturas sobre a substituição de humanos por robôs no trabalho é justamente a comunicação. Em suas múltiplas e interconectadas nuances, a capacidade de se comunicar de uma forma que estabeleça conexões com a essência do interlocutor é exclusivamente nossa, considerando as emoções e os sentimentos envolvidos na interação. 

No entanto, é preciso distinguir nessa análise a boa comunicação daquela que é rasa. Chegamos, então, a um ponto fundamental da questão. Profissionais que tenham habilidades de comunicação desenvolvidas são os que estarão mais blindadas contra a ameaça de substituição pela inteligência artificial. Aliás, a pessoa que não possui essas habilidades fica mais vulnerável no mercado, não só na concorrência com os robôs, mas também em relação aos profissionais humanos que estejam mais bem preparados que ela nesse quesito. 

No embate com as máquinas, os diferenciais humanos podem ser trabalhados na voz, nos gestos, na própria construção do raciocínio, no planejamento da fala. E todos esses tópicos devem ser continuamente desenvolvidos, seguindo a máxima do “lifelong learning” (educação continuada). Claro que a inteligência artificial também está em continuo desenvolvimento. E esse é mais um fator que deve servir de motivação para que o profissional humano persiga uma evolução constante enquanto ser comunicante. 

Um dos nossos trunfos nessa esfera está no que chamo de inteligência comunicacional. Somos capazes de ter uma visão ampla de contexto. Conseguimos fazer leituras de ambiente que proporcionam um dinamismo único nas adequações, adaptações, interpretações e correções de rota necessárias durante um processo de comunicação. 

No universo da programação, à medida que avançam, as tecnologias criam códigos cada vez mais sofisticados para os sistemas operacionais. Contudo, existe uma codificação tão particularmente humana que nem as inteligências artificiais mais elaboradas conseguem reproduzir à altura. Refiro-me à comunicação no que ela tem de mais emocional, de único na constituição de cada indivíduo e ao mesmo tempo de característico da nossa espécie. Esse componente tem algo de intangível, de indecifrável, não cabendo, portanto, dentro de uma inteligência que não seja naturalmente nossa, por mais que tentemos produzir robôs à imagem e semelhança dos seres humanos. 

Um replicante sempre será uma réplica. Dando a ele as tarefas mais automatizadas, abrimos espaço e liberamos tempo para uma comunicação ainda mais inovadora e criativa, ainda mais humana entre as pessoas. Esse me parece ser o caminho, a ser trilhado para uma convivência harmônica entre as diversas formas de inteligência que habitam o planeta. 

Ou, nas palavras de Vittorio Cretella, CIO da multinacional de bens de consumo Procter and Gamble: “A maioria das aplicações bem-sucedidas de IA vai ampliar as habilidades humanas, e não simplesmente as substituir”, cabendo às pessoas analisar e identificar padrões antes de buscar uma solução algorítmica.

 

Juliana Algodoal - Considerada uma das maiores especialistas em Comunicação Corporativa do país, Juliana Algodoal é PhD em Análise do Discurso em Situação de Trabalho – Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem e fundadora da empresa Linguagem Direta*. Acumula mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de projetos que buscam aprimorar a interlocução no ambiente empresarial - tendo como clientes grandes companhias, como BASF, 3M, Novartis, Pfizer, Aché, Itaú, Citibank, Unimed Nacional, Samsung, dentre outras. Também é presidente do conselho administrativo Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.


Especialistas debatem o papel do cigarro eletrônico na redução de dano

E-Cigarette Summit reuniu centenas de pessoas no Royal College of Physicians

Com foco no debate sobre ciência, regulação e saúde pública, o The E-Cigarette Summit 2023 reuniu, nesta quinta-feira (16/11), cerca de 30 pesquisadores e cientistas internacionais para debater as evidências científicas mais recentes sobre o papel dos cigarros eletrônicos na redução de danos do tabaco. Com mais de 500 pessoas no auditório, o evento ocorreu no Royal College of Physicians, em Londres, na Inglaterra, e contou com a mediação da prof.ª Ann McNeill, do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociências do King's College London.

O professor de Psicologia Clínica e Diretor da Unidade de Pesquisa em Saúde e Estilo de Vida da Universidade Queen Mary of London, Peter Hajek, autor e coautor de mais de 400 publicações, comenta os resultados da recente revisão Cochrane que comprova a efetividade dos vaporizadores: “concluímos com alto nível de certeza que cigarros eletrônicos são mais efetivos na cessação do tabagismo do que terapias de reposição de nicotina”. Sobre o uso de vaporizadores, as evidências apontam que “nenhum risco severo foi detectado no uso ao longo de dois anos. O uso de longo prazo pode causar alguns danos, mas apenas uma fração em relação aos riscos de fumar”.

O governo da Inglaterra lançou neste ano o projeto Swap to Stop (Trocar para parar), com a proposta de distribuir gratuitamente 1 milhão de kits de vape como parte da política de saúde pública para redução de danos do tabaco. O programa tem dois objetivos: maximizar as oportunidades para que os fumantes migrem dos cigarros convencionais para os vapes e prevenir a iniciação de não fumantes e de jovens. Martin Dockrell, responsável pelo Programa de Controle do Tabaco do Ministério da Saúde da Inglaterra, comemora a distribuição de 230 mil kits de vapes desde o lançamento em abril.

Já para Louise Ross, consultora do Centro Nacional de Cessação do Tabagismo do Reino Unido e ex-gerente do Programa de Saúde para Cessação do Tabagismo em Leicester (Inglaterra), o primeiro a adotar o cigarro eletrônico, “liderança, coragem, assumir riscos, mente aberta e evidências” foram os motivos que levaram o governo do Reino Unido a criar um programa tão inovador quanto o Swap to Stop. “Informações incorretas sobre vapes estimulam as pessoas a continuarem fumando”, afirma.

Outro país que aposta em iniciativas de adoção dos cigarros eletrônicos é a Nova Zelândia, onde a regulamentação faz parte de uma abordagem mais ampla de redução de danos do tabaco. O país propõe um conjunto de inciativas para alcançar o objetivo de uma geração livre do tabagismo até 2027, incluindo a redução do número de pontos de vendas de cigarro e limites restritos de nicotina. Segundo Ben Youdan, diretor da ASH (Action on Smoking & Health) na Nova Zelândia e consultor da Fundação do Coração da Nova Zelândia, houve queda no número de fumantes adultos para 9,2% em 2022 em comparação com 15,1% em 2018. Ele destaca que a queda foi acentuada a partir de 2021 com a regulamentação dos cigarros eletrônicos.

Para John Newton, diretor de análise de políticas de saúde pública do Ministério da Saúde do Reino Unido, o governo da Inglaterra sempre teve uma forte política de controle de tabaco e vê uma redução nas taxas de tabagismo e outros países podem aprender com as evidências. “Países como o Brasil podem se beneficiar ao observar o que aconteceu no Reino Unido e em países como a Nova Zelândia e o Canadá. Hoje, há muito mais pesquisas que mostram que o cigarro eletrônico é uma boa alternativa para parar de fumar”.

No Brasil, o produto é proibido pela Anvisa desde 2009, mas isso não impede a comercialização e o consumo. Atualmente, 2,2 milhões de adultos utilizam os cigarros eletrônicos regularmente e cerca de 6 milhões já experimentaram o produto (Ipec), em um mercado 100% ilegal. A decisão sobre regulamentação continua na Anvisa, que declara retomar o debate ainda este ano. Em outubro, um projeto de lei foi protocolado no Senado Federal com a proposta de regulamentação dos cigarros eletrônicos com regras restritas para comercialização e produção.

Árvores urbanas, aliadas no enfrentamento das mudanças climáticas


Os eventos climáticos que temos visto no mundo e, em especial, aqui no Brasil, são evidências mais do que claras de que o nosso planeta está febril. As tão anunciadas mudanças do clima, de fato, já se instalaram, de modo que o futuro é agora e nossas ações hoje serão muito importantes para que essa e as próximas gerações sintam com menos intensidade toda essa transformação. Uma dessas ações está diretamente ligada à arborização urbana.

Contudo, infelizmente, quando se pensa em árvores nas grandes cidades, logo se imagina problemas, quedas e estragos. Foi assim nesta última tempestade tropical que a cidade de São Paulo presenciou, quando as árvores foram consideradas as vilãs do caos vivido.

A ideia deveria ser completamente oposta. A arborização urbana exerce fundamental importância, por ser a forma mais eficaz de mitigar os poluentes emitidos, garantindo ar mais puro e, como resultado, melhoria na saúde respiratória e alívio psicológico. Igualmente relevante, ela também se mostra essencial para amenizar impactos causados pelas mudanças climáticas, ao diminuir as ilhas de calor, o que, inclusive, traz conforto e bem-estar. Para tudo isso acontecer, porém, ela precisa constar no planejamento das cidades.

Nas metrópoles, há um problema intrínseco com relação à arborização urbana, uma vez que a árvore tem sempre que lidar com os conflitos e obstáculos da cidade, como a fiação aérea, calçadas estreitas, espaços de plantio inadequados, além da falta de manutenção e de manejo adequado. Soma-se ainda os insuficientes investimentos e capacitação de pessoal para atuar nesse tipo de serviço. A consequência de tudo isso são as podas erradas, incluindo a de raiz, sufocamento do colo da árvore e má escolha de espécies a serem plantadas no viário, mesmo com estudos e dados científicos à disposição para evitar esse equívoco. O resultado é o que vimos recentemente na capital paulista.

Não bastasse tamanhos obstáculos, temos ainda as grandes edificações, construídas muito próximas umas das outras, o que geram corredores de vento com velocidades acima de 120km/h, e que facilmente acarretam quedas das árvores.

O caos vivido recentemente deve servir como alerta para que os(as) gestores(as) públicos(as) mudem e possam dar a devida atenção para a arborização urbana. As árvores não podem ser lembradas apenas quando caídas. Elas devem ser preservadas como pilares para a garantia de ar limpo, frescor e boas sombras, especialmente em dias de elevadas temperaturas, com recordes que acompanham toda essa mudança climática. É, assim, necessário um olhar diferenciado do poder público para esse tema, pois as árvores são nossas aliadas nesta história. 

 

Dra. Aline A. Cavalari Corete - fisiologista vegetal, coordenadora do curso de Especialização em Arborização Urbana da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - Campus Diadema


Fonte solar fotovoltaica atende 19,2% do consumo de energia no momento crítico de alta demanda com onda de calo

 

Na avaliação da ABSOLAR, simultaneidade de picos de temperatura com altos níveis de geração fotovoltaica é uma característica singular da fonte, o que garante mais robustez e segurança ao sistema elétrico como um todo


A geração de energia solar, incluindo das grandes usinas e dos pequenos sistemas instalados nos telhados, fachadas e terrenos, atendeu 19,2% da demanda no Brasil, com um total de 19.403 megawatts (MW), em um dos momentos críticos de grande carga já registrada no País. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), nesta semana, no dia 13 de novembro, houve uma alta no consumo instantâneo de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN), por conta do período da maior onda de calor já registrada nos últimos anos no território nacional.

Na data em que esse patamar foi registrado, o sol brilhava forte no céu: o atendimento à carga era feito por 8.505 MW de geração solar centralizada (8,4%) e 10.898 MW de geração solar proveniente de micro e minigeração distribuída (10,8%). Já a geração hidráulica atendeu 61.649 MW (61,1%), a geração térmica foi responsável por 10.628 MW (10,5%) e a eólica por 9.284 MW (9,2%).
 
Na avaliação da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a simultaneidade de picos de calor com altos níveis de geração solar nas usinas e nos telhados é uma característica singular da fonte fotovoltaica, o que garante mais robustez e segurança ao sistema elétrico como um todo.
 
“Assim, a fonte solar fotovoltaica tem sido e foi fundamental no suporte ao SIN neste momento de elevação de temperatura e demanda recorde. Além de proteger o bolso do consumidor do acionamento das usinas termelétricas - utilizadas para suprir a demanda em instantes como esse, mesmo sendo mais caras e com maiores emissões de carbono, a solar também evitou a geração de mais emissões de gases de efeito estufa na geração de eletricidade do País”, explica Ricardo Barros, vice-presidente de geração centralizada da ABSOLAR.
 
Para Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR, a fonte solar contribui para diversificar a matriz elétrica, com sustentabilidade, além de ser altamente versátil e de ágil implantação. “A versatilidade dos empreendimentos solares fotovoltaicos também é observada na diversidade geográfica das usinas no território nacional, com centrais geradoras espalhadas em todas as regiões do País”, comenta.
 
“Especificamente, no caso da geração própria instalada em telhados, fachadas e pequenos terrenos, diretamente nos centros urbanos e de consumo, a fonte ajuda a fortalecer e traz mais resiliência à rede elétrica, ao concentrar a produção de eletricidade próximo dos locais de consumo. Isso reduz o uso da infraestrutura de transmissão, aliviando pressões sobre sua operação e diminuindo perdas em longas distâncias, o que contribui para a confiabilidade e a segurança em momentos críticos”, conclui Sauaia.


 
Cenário atual
 
O Brasil ultrapassou nesta semana a marca de 35 gigawatts (GW) de potência instalada da fonte solar fotovoltaica, somando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia solar, o equivalente a 15,9 % da matriz elétrica do País, segundo mapeamento da ABSOLAR.
 
De acordo com a entidade, desde 2012, a fonte solar já trouxe ao Brasil mais de R$ 170 bilhões em novos investimentos, mais de R$ 47,9 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e gerou mais de 1 milhão de empregos acumulados. Com isso, também evitou a emissão de 42,8 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade.
 
No segmento de geração distribuída de energia, são 24,4 GW de potência instalada da fonte solar. Isso equivale a cerca de R$ 122,5 bilhões em investimentos, R$ 31,2 bilhões em arrecadação e mais de 730,8 mil empregos acumulados desde 2012, espalhados pelas cinco regiões do Brasil. A tecnologia solar é utilizada atualmente em 99,9% de todas as conexões de geração distribuída no País, liderando com folga o segmento.
 
O Brasil possui cerca de 10,6 GW de potência instalada em usinas solares de grande porte. Desde 2012, as grandes usinas solares já trouxeram ao País cerca de R$ 47,6 bilhões em novos investimentos e mais de 318,8 mil empregos acumulados, além de proporcionarem uma arrecadação aos cofres públicos que supera R$ 16,7 bilhões.


Brasil é o 3º país que mais pesquisa por Black Friday no mundo

Brasileiros possuem 2 vezes mais interesse na Black Friday do que a média mundial

 

A Black Friday teve início nos Estados Unidos, e hoje já é um fenômeno global, com participação da grande maioria dos países. 

A data teve uma forte adoção pelos brasileiros, e atualmente o Brasil é o 3º país que mais realiza pesquisa online sobre o termo Black Friday no mundo - o que revela o forte interesse do público a esta data comemorativa.

O Brasil fica atrás somente dos Estados Unidos e Alemanha, primeiro e segundo do ranking, respectivamente.

É o que revela um estudo divulgado pela plataforma de cupom de desconto CupomValido.com.br com dados da Statista e SEM Rush sobre a Black Friday no Brasil e no mundo. 

No Brasil, a Black Friday será comemorada oficialmente no dia 24 de novembro, apesar de diversas lojas já iniciarem as divulgações dos descontos e promoções antes desta data.


Black Friday em números no Brasil 


Na última edição da Black Friday no Brasil, foi gerado um valor recorde de mais de R$4.2 bilhões em vendas.

O valor médio de cada pedido, foi de R$753 cada - um aumento de 15% em relação à edição anterior.

Segundo o estudo, já existem mais de 114 milhões de brasileiros que compram frequentemente online, e que no último ano, realizaram um total de R$205 bilhões em compras.

Isto mostra que a Black Friday é uma tendência que ainda possui um potencial significativo de crescimento nas próximas edições.

 

 

Os preferidos dos brasileiros 

A categoria de Vestuário (roupas, tênis e acessórios), é a preferida dos brasileiros, com mais de 44% de interesse de compra.

Em seguida ficam as categorias de Eletrodométicos e Eletrônicos, em segunda e terceira posição, respectivamente.

Segundo a pesquisa, 71,9% dos brasileiros preferem realizar as compras online na Black Friday. Em contrapartida, 22% preferem realizar as compras nas lojas físicas.

O cartão de crédito ainda é a principal forma de pagamento, com 67%. Em seguida fica o Dinheiro (nas lojas físicas), Cartão de Débito, Boleto e Carteira Digital, respectivamente.

  

Fonte: Statista, CupomValido.com.br, SEM Rush

 

Por que a onda de calor excessivo é perigosa para idosos?


Divulgação
Instituto de Longevidade elenca dicas e cuidados com a saúde de pessoas idosas


Os idosos enfrentam os maiores desafios durante o calor devido à sua menor quantidade de água corporal. Por sentirem menos sede e transpirarem menos, pessoas idosas têm uma menor capacidade de regulação de pressão e ajuste de temperatura. 

Com isso, é comum que os idosos relatem uma sensação de "cozimento interno", conhecida como "intermação". Nesse processo, o corpo se aquece e tem dificuldade em dissipar esse calor, resultando em hipertermia. Esse é um aumento da temperatura que não está relacionado à febre, mas sim a uma limitação na resposta corporal.
 

Mas o que acontece com o corpo durante uma onda de calor excessiva? 

O corpo humano opera em uma temperatura ideal para suas atividades diárias e é sensível às variações de calor ou frio do ambiente. Quando exposto a temperaturas elevadas, o corpo responde buscando regular a temperatura interna. 

Para essa regulação, o corpo induz a vasodilatação, dilatando as artérias na tentativa de dissipar o calor. Isso resulta em um aumento do fluxo sanguíneo para a pele e na produção de suor. Com a expansão dos vasos sanguíneos, há mais espaço para a circulação sanguínea. 

Porém, sem compensarmos essa perda com uma ingestão adequada de água, a quantidade de sangue por espaço arterial diminui. Esse quadro leva a uma redução da pressão arterial e potencial desidratação. 

Indivíduos com problemas cardíacos e circulatórios enfrentam maior dificuldade em compensar a falta de água, assim como aqueles com problemas respiratórios. Estudos indicam que uma respiração adequada influencia os batimentos cardíacos, a pressão arterial e o funcionamento celular. Pacientes diabéticos de longa data também podem encontrar desafios na regulação da pressão arterial.
 

Como se cuidar durante a onda de calor excessivo 

Hidratação é a palavra-chave quando o assunto é a prevenção de danos causados pelo calor. Mas essa não é a única forma de prevenção. Também é preciso evitar exposição prolongada ao sol e permanecer em ambientes muito quentes e fechados. 

Entre 10 e 16 horas, horários mais quentes do dia, é fundamental ter alguns cuidados, como não praticar atividade física externa. Além disso, o uso de roupas leves, a aplicação de protetor solar e a prática de atividades físicas de menor impacto, preferencialmente à sombra, são recomendações importantes. 

Para a alimentação, prefira uma dieta leve e rica em frutas e legumes. O consumo de álcool deve ser evitado, por poder contribuir para a desidratação. E, para se refrescar, ventiladores e ar-condicionado podem ser aliados para equilibrar a temperatura externa com a corporal.

Com o Programa de Benefícios ViverMais, os associados contam com atendimento 24 horas para emergências, análise de sintomas e outros tipos de consultas por telefone ou vídeo chamada.

Além disso, médicos estão disponíveis para dar uma segunda opinião, novo diagnóstico ou ajudar em protocolos de tratamento de doença grave.

 

Instituto de Longevidade


Quando começar a fisioterapia pélvica?

Para a fisioterapeuta dermatofuncional e pélvica Marisa Marin, não há um momento exato, e tudo depende da avaliação profissional.

 

A pergunta que muitas pessoas fazem é se há um momento exato para começar a fisioterapia pélvica.

 

Mas está aí uma dúvida sem resposta exata, inclusive entre os profissionais da área. Pode começar com 14 semanas, com 20, 28, 32 e até com 36 semanas.

 

Para Marisa Marin, fisioterapeuta dermatofuncional e pélvica, mesmo sem essa definição, há outras maneiras de entender o momento ideal de cada paciente começar o tratamento na gestação. É importante acompanhar cada etapa da gestação, reconhecendo as mudanças e desconfortos que a paciente pode apresentar, orientando e informando.

 

Ao descobrir a gravidez, pode ser feita uma primeira avaliação, uma anamnese, e orientar sobre:


•  os exercícios da atividade física,


•  cuidados com sol/luz,


•  risco de manchas/melasma,


• compreender se a paciente já apresenta algum escape de urina (fazendo exercício, no espirro, na tosse, no esforço.),


• se tem dores na relação sexual (o que já demonstra a existência de uma musculatura com mais pontos de tensão ou não), 


• avaliar a postura da paciente, se tem uma tendência a ter dores na lombar, ciático,..

 

É importante o olhar geral da fisioterapia, e após esse processo, será feita uma sessão de fisio pélvica inicial para avaliar alguns pontos:

 

• o abdômen e entender como está a diástase abdominal (no início),


• liberar pontos que poderão apresentar dores, porque muitas vezes a paciente acha que não dói, mas pode ser um engano


• repassar orientações na prática sobre a importância e quais exercícios se deve ou não fazer com foco na fase da gestação, e


• avaliar o conhecimento pélvico da grávida, se ela sabe ou não contrair a musculatura do canal vaginal, contrair, relaxar, se tem dor ao toque, tensão, se tem fraqueza, constipação, se tem hemorroida..


• se está alinhado a consciência perineal com o movimento muscular (muitas mulheres acham que contraem mas não exatamente, muitas também apresentam dificuldade no relaxamento.. e assim por diante)


Dessa forma e sabendo das diversas possibilidades e diferentes pacientes e necessidades, fica definido o período ideal para cada procedimento, podendo ser semanal, ou quinzenal, ou mais intercalado.. tudo depende. 

Para Marisa Marin, com base na informação de que a partir de 36 semanas de gestação o bebê já pode nascer, esse é um período onde ela defende que a mãe já se sinta pronta para parir. Que ela esteja consciente das fases do trabalho de parto, compreenda o que é esperado, ou não, durante o processo do nascimento, com menos desconfortos e dores da gestação, para que na hora ela possa sentir "apenas" as dores da contração uterina, que ela tenha conhecimento do movimento e comando perineal necessário para a força de expulsão do bebê pelo canal vaginal, e com a musculatura preparada para o alongamento que deve acontecer no parto.

 


Dra Marisa Marin - Fisioterapeuta dermatofuncional e pélvica - Crefito-3/201218-F


Dra Marisa Marin é formada em Fisioterapia pela Universidade Anhembi Morumbi – UAM, pós graduada em Fisioterapia Dermatofuncional pela Universidade da Cidade de São Paulo – UNICID, e também pós graduada em Fisioterapia da Saúde da Mulher e do Homem pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – FCMSCSP. Possui certificações em tratamentos de pós operatório de cirurgia plástica com abordagem terapêutica e preventiva de fibroses. É, ainda, fundadora da clínica Enervida, realizando tratamentos de massagem, terapias manuais para alívio da dor, inchaço e melhora na qualidade de vida; focada no público de mulheres, cuidando também da parte perineal: queixas urinária, fecal e sexual, cuidado da gestação, parto e reabilitação pós parto.
https://www.instagram.com/dramarisamarin/

https://enervida.com.br/enervida/


Oncologista explica o melhor método para diagnosticar o câncer de próstata

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Seis em cada dez casos são identificados em homens com mais de 65 anos


De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo tipo mais frequente em homens brasileiros, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, sendo também a segunda maior causa de morte, depois do de pulmão. Para o triênio 2023-2025, estimam-se 71.730 novos casos de câncer de próstata por ano. 

Ao encarar esses dados, o diagnóstico precoce se torna uma opção crucial, pois não apenas aumenta significativamente as perspectivas de cura, mas também reduz a taxa de mortalidade, evita o sofrimento e minimiza a necessidade de tratamentos invasivos para controlar a doença. No entanto, surge a questão: qual é o método de diagnóstico mais eficaz? 

Entre as abordagens disponíveis, destacam-se o exame de toque retal e o PSA (antígeno prostático específico). Porém, há uma resistência por parte dos homens em relação ao exame de toque retal, frequentemente devido a preconceitos. 

Segundo uma pesquisa conduzida pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, 20% dos pacientes atendidos recusaram-se a permitir que o médico urologista realizasse o exame de toque retal. Por outro lado, o teste PSA, realizado por meio de exame de sangue, não enfrentou resistência significativa por parte dos pacientes. 

A Dra. Fauzia Naime, oncologista do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC), especializada em câncer de próstata, afirma que 20% dos diagnósticos da doença são descobertos por meio do exame de toque retal, pois são tumores mais agressivos e não produzem PSA em grande escala. 

“O ideal é combinar o toque retal e o PSA, isso possibilita em 80% o diagnóstico. Muitas vezes, quando o tumor é muito pequeno, não é possível diagnosticar por meio do toque retal. Por outro lado, alguns tumores maiores, apesar de serem tocados, podem não expressar PSA. Além disso, exames de imagem são fundamentais”, diz a oncologista do IPC. Entre os exames estão a ressonância multiparamétrica da próstata, ultrassons e também biópsias para confirmar o diagnóstico. 

Após o diagnóstico, cada caso deve ser avaliado individualmente antes de optar por um tratamento. Eles podem variar entre radioterapia, hormonioterapia, quimioterapia, prostatectomia radical (cirurgia), entre outros.
 

Como e em qual idade os homens desenvolvem câncer de próstata?
 

Ocorrências de câncer de próstata são mais comuns em homens de idade avançada. De acordo com dados do INCA, aproximadamente seis em cada dez casos são identificados em homens com mais de 65 anos, sendo raro antes dos 40 anos. A média de idade no momento do diagnóstico é de 66 anos. 

“O paciente tem a diminuição dos jatos urinários e um gotejamento maior após a micção. Às vezes, o homem pode sentir sensação de que a bexiga não está completamente vazia. Além disso, o aumento da frequência urinária, incontinência urinária, dor na pelve em casos mais avançados, sangue na urina e até mesmo nas fezes também podem ser sintomas de um câncer de próstata”, explica a oncologista. 

À medida que os homens envelhecem, a capacidade de reparo celular diminui. Isso, em comparação com a juventude, aumenta a probabilidade de um crescimento anormal e desregular das células, o que desempenha um papel fundamental no surgimento de um câncer de próstata. Contudo, a idade não pode ser vista como uma sentença deste câncer, pois existem outros fatores que contribuem para o diagnóstico. 

“Em resumo, não existe um método isolado para diagnosticar o câncer de próstata. Deve existir uma combinação de exames, alinhados com métodos de prevenção. Evitar alimentos que podem aumentar a incidência do câncer, como, por exemplo, carne vermelha, leite de vaca, embutidos, frituras, alimentos industrializados, não possuir uma vida sedentária e realizar exames de rotina, principalmente em homens com histórico familiar”, finaliza a Dra. Fauzia.

 

Instituto Paulista de Cancerologia (IPC)

 

Na briga de casal, cuidado! Filhos podem ser atingidos pela violência doméstica

Filho pequeno da apresentadora Ana Hickmann testemunhou a agressão sofrida pela mãe e também precisa de acolhimento, segundo a educadora parental Stella Azulay 

Na briga de casal, cuidado! Filhos podem ser atingidos pela violência doméstica 

 

A agressão que a apresentadora de TV Ana Hickmann sofreu de seu marido e empresário, Alexandre Corrêa – e presenciada pelo filho de ambos, Alexandre Jr., de 9 anos –, é uma situação de violência entre casais que também vitimiza as crianças, disse a educadora parental Stella Azulay. “Um ambiente de agressão constante, seja física ou psicológica, afeta o desenvolvimento emocional dos filhos. É muito importante que o casal tenha consciência do prejuízo que os desentendimentos causam aos filhos”, destaca a educadora. 

Desentendimentos são comuns entre casais e precisam ser resolvidos com diálogo e disposição para ouvir, afirma Stella. “Casais discutem e isso é normal, mas o como, quando e onde discutem, é que faz toda diferença”, reforça. 

A situação fica mais delicada quando há filhos pequenos. “Um casal que teve uma discussão feia, mesmo acontecendo longe dos filhos, não vai passar despercebido. É preciso lembrar que as paredes têm ouvidos e não dá para fingir que nada aconteceu. Por isso, é importante falar sobre isso com eles”, recomenda. 

Quando a situação se acalmar e houver condições emocionais, os pais devem tomar a iniciativa do diálogo. “Perguntem como os filhos se sentiram com a briga e o que pensam disso. Muitas vezes, esses filhos também vão precisar de ajuda profissional para lidar com as dores da família”, segundo a educadora. 

No caso de a mãe ser a vítima da agressão, é importante que isso seja explicado. “Isso é extremamente importante de se comunicar, além de se ter assistência profissional nestes casos”, frisa. 

Quando o relacionamento entre os pais não está saudável, Stella lista alguns prejuízos emocionais para as crianças. Entre eles:

 

1) Insegurança: há muitas chances de aquela criança crescer insegura, com grande impacto na vida escolar, profissional ou amorosa. “Os pais são a rede de apoio dos filhos, o alicerce e o chão deles. Quando isso desmorona, a sensação é de não saber o que fazer, o que vai acontecer e muitos medos surgem. O medo paralisa, leva à insegurança e não desenvolve ninguém”, disse a educadora.

 

2) Agressividade: um ambiente hostil em casa acaba por relativizar comportamentos agressivos. “A agressão não é simplesmente física, essa é óbvia. Existe agressão nas palavras, no silêncio, no distanciamento e nas mentiras”, alerta.

 

3) Referências distorcidas: o futuro adulto não terá referências de um relacionamento saudável. “Ele corre o risco de repetir os padrões de agressividade, seja na própria atitude ou na escolha de um(a) parceiro(a) que reproduza as mesmas atitudes.”

 

4) Culpa: os filhos sempre acham que são o motivo das discussões dos pais. “Mesmo que não sejam, na imaginação deles, eles carregam essa responsabilidade.”

 

Se as brigas do casal continuarem, é preciso procurar ajuda profissional. A pior coisa a fazer é ignorar, acrescenta Stella. “O tempo não cura os ressentimentos e relevar situações desagradáveis só piora e machuca ainda mais. Quando um casal perde a mão no relacionamento, raramente encontra o caminho de volta sozinho. Quantas vezes não vemos casais que vivem mal, não se falam, se agridem e até se boicotam, mas permanecem casados em nome dos filhos?”, indaga. 

Mesmo que seja difícil lidar com agressões, é importante que os pais busquem maturidade emocional para continuar ajudando os filhos a se tornarem adultos equilibrados, recomenda Stella. “Toda briga traz um impacto sem precedentes na formação de caráter dos futuros adultos. É urgente que os pais amadureçam suas posturas e refaçam caminhos, mesmo aqueles tortuosos, em nome de um ambiente saudável familiar.” 

 

Stella Azulay - palestrante TEDx sobre Educação de filhos no século XXI. Escritora Best Seller do livro 'Como educar se não sei me comunicar' e podcaster - apresentadora do programa 'Família é Tudo'. CEO da Juntos Educação Parental, a mais completa empresa de Educação Parental do Brasil e também jornalista pela Cásper Líbero - com passagens em emissoras como SBT, TV Record e como correspondente em Jerusalém pelo SBT por quatro anos. É educadora parental pela Discipline Positive Association nos Estados Unidos, com especializações em Análise de Perfil e Neurociência Comportamental no Brasil.



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