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quinta-feira, 17 de junho de 2021

Investir em uma carteira de IPOs foi bom em 2021?

O mercado financeiro do Brasil em 2020 viveu momentos turbulentos. A pandemia de Covid-19 chegou ao país e, com ela, medidas de lockdown e redução da atividade econômica. Mas, mesmo diante de um cenário um tanto quanto desafiador, para o mercado financeiro, foi um ano repleto de IPOs - initial public offerings , com 26 novas empresas abrindo o capital e estreando na bolsa de valores de São Paulo, a B3.

Em 2021, com a economia em recuperação, o ritmo não esfriou e parece que estamos próximos de um recorde. Entre janeiro e o fim de abril, 22 empresas já estrearam na Bolsa. Isso ainda durante um período que viu um crescimento no público investidor pessoa física, que saltou de 3,17 milhões em novembro de 2020 para 3,56 milhões ao final de março de 2021, conforme dados da própria B3.

Mas será que investir nas empresas que fizeram IPOs foi um bom negócio? Para descobrir o que aconteceu com essas ações, criamos uma carteira usando o consolidador Advisor e analisamos o seu comportamento desde 26 de janeiro, data do primeiro IPO do ano, até dia 30 de abril.


22 empresas que entraram na lista

Ativo

Data de conclusão do IPO

ALLD3 - Allied Tecnologia

12/04/2021

BLAU3 – Blau Farmaceutica

19/04/2021

BMOB3 – Bemobi Tech

10/02/2021

CMIN3 – CSN Mineração

18/02/2021

CSED3 – Cruzeiro do Sul Educacional

11/02/2021

CXSE3 – Caixa Seguridade

20/04/2021

ELMD3 – Elemidia

17/02/2021

ESPA3 – Espaço Laser

01/02/2021

GGPS3 – GPS Participacoes e Empreendimentos

26/04/2021

HBRE3 – HBR Realty

26/01/2021

INTB3 – Intelbras

04/02/2021

JALL3 – Jalles Machado

08/02/2021

MATD3 – Mater Dei

16/04/2021

MBLY – Mobly 

05/02/2021

MODL11 – Banco Modal

30/04/2021

MOSI3 – Mosaico Tecnologia

05/02/2021

OPCT3 – Oceanpact Serviços Marítimos

12/02/2021

ORVR3 – Orizon Valorizacao de Residuos

17/02/2021

POWE3 - Focus Energia

08/02/2021

SOJA3 – Boa Safra Sementes

29/04/2021

VAMO3 - Vamos Locação 

29/01/2021

WEST3 - Westwing Comercio Varejista

11/02/2021


Simulação de carteira

Com o portfólio de 22 empresas, simulamos o que teria acontecido se um investidor tivesse aplicado aproximadamente R $1.000,00 em cada uma das ações.  Para o estudo, a "compra" foi realizada sempre no dia da estreia na Bolsa e com base nos preços de fechamento do dia.

Assim, até o período final do estudo, acompanhamos o desempenho de diversas ações, como, por exemplo, a da CSN Mineração (CMIN3), cujo IPO movimentou R$ 4,5 bilhões em 18 de fevereiro deste ano, quando a empresa mineradora estreou na B3. À época, a ação fechou a R$ 8,96, valor próximo ao piso da faixa indicativa. Em 30 de abril, porém, as ações fecharam no mercado a R$ 10,44. 


Evolução da rentabilidade da carteira

Outro ponto relevante a se observar é que o estudo não é uma recomendação de investimentos - pelo contrário. Demonstra que essa estratégia não gerou uma rentabilidade atrativa nesse início de ano. 

Confira a performance dessa carteira e interaja com os gráficos.

Os dados vistos no Advisor mostram que a performance dos IPOs em si, inclusive casos que movimentaram bilhões de reais, não são necessariamente indicativos de que uma ação que terá bom rendimento mesmo no curto ou médio prazo. 


Montagem de uma carteira de ações

Cada ação tem uma dinâmica e, por isso, se comporta de maneira diferente. Assim, é essencial que se escolha bem as empresas que serão listadas e que se considere um portfólio diversificado na hora de montar uma carteira de ações de IPOs. Isso pode ser feito analisando detalhadamente os relatórios de research das corretoras e casas de análise bem como através da leitura dos prospectos das ofertas.

São diversos os motivos que levam as empresas a abrirem o capital. Podem estar dando saída para um sócio relevante, podem estar captando recursos para diminuir o endividamento ou para um plano de expansão específico. O importante é analisar bem as empresas e montar uma carteira criteriosa e   diversificada reduzindo riscos e aumentando a possibilidade de retorno.


Medida que visa suspender pagamento de aluguel não contempla mutuários

Tramita no Congresso Nacional projeto de lei de autoria do deputado federal mineiro André Janones (Avante) que visa suspender até o dia 31 de dezembro de 2021 medidas judiciais, extrajudiciais e administrativas referentes a despejo de inquilinos, tanto na iniciativa privada quanto na pública. A ideia central é preservar, em especial, o direito à moradia em um momento em que muitos perderam sua renda devido à pandemia de Covid-19. Contudo, o projeto se limita exclusivamente aos contratos de locação, deixando de lado os tão importantes mutuários. 

De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Vinícius Costa, o despejo é a medida cabível para retirada de um inquilino de um imóvel. Regra geral, o despejo ocorre quando o contrato é rescindido por falta de pagamento ou quando encerrado e o inquilino se nega a devolver a posse do imóvel ao proprietário. “Essa medida é exclusiva para contratos de locação, não cabendo dizer despejo para os contratos de compra e venda financiamento habitacional, por exemplo”, explica. 

No âmbito do financiamento habitacional, Vinícius Costa disse que se viu foram medidas que pausam o pagamento das prestações, mas que implicaram na incorporação desse valor ao saldo devedor e, consequentemente, seu aumento e da prestação, tão logo se encerrou o período de pausa. “A medida, a curto prazo, aliviou a vida de vários brasileiros, contudo, pode criar um problema gigante diante do arrastamento da Covid-19 no Brasil. Não se sabe ao certo quando o país retornará à normalidade e quando a economia também retornará e é justamente esta incerteza que pode acabar gerando grandes problemas aos mutuários”, pondera. 

Para aqueles que não conseguiram a pausa ou pagarem as prestações, o procedimento de tomada da propriedade dos imóveis e da posse continuou ativo nas instituições financeiras, que por sinal mantiveram o exercício das suas atividades durante toda a pandemia recebendo os lucros absurdos que a cada dia somente aumentam. “Seria bom que o projeto de lei contemplasse também os financiamentos habitacionais, seja quanto a suspensão das prestações, seja quanto a suspensão da consolidação da propriedade e imissão na posse”, avalia o presidente da ABMH. 

Segundo Vinícius Costa, o mutuário não é diferente do inquilino e também passa pelas mesmas dificuldades. “Por isso é que dizemos que, no mínimo, faltou uma sensibilidade do Congresso com os mutuários, que ao contrário do inquilino, de uma forma ou de outra, vão pagar a conta do financiamento e vão viver no risco de perder o imóvel.”

 


Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação - ABMH


Contas digitais para o crime: O que a abertura delas tem a ver com o vazamento de dados pela Internet?

Se ir ao banco para pagar uma conta ou fazer algum tipo de transação já tinha se tornado algo do passado para muitos clientes, imagine após o início da pandemia. O isolamento social acabou acelerando a utilização do Internet Banking e, mais recentemente, do PIX. Embora o mundo digital tenha facilitado a vida de todos nós, a evolução tecnológica também vem acompanhada de alguns riscos quando se tem pessoas mal-intencionadas que se especializam em fraudar sistemas e roubar dados. Em muitos casos, quando os hackers são descobertos, o dinheiro já deixou a conta do usuário sem vestígios. É o início de uma gigantesca dor de cabeça para o cliente e para as instituições financeiras.


Recentemente, tivemos o vazamento de dados considerado o maior da história, segundo alguns especialistas de segurança cibernética. Chamado de RockYou2021, em referência ao incidente ocorrido em 2009 batizado de RockYou, que expôs 32 milhões de senhas, o episódio atual é responsável pelo vazamento de 8,4 bilhões de senhas, que podem estar circulando pela internet neste exato momento. Em janeiro, houve outro megavazamento, no qual 223 milhões de brasileiros tiveram seus dados pessoais circulando na internet, possibilitando o acesso pelos criminosos e fraudadores, que passaram a utilizá-los para a abertura de contas bancárias falsas.

Os bancos digitais vêm crescendo de forma exponencial, e a previsão, de acordo com o Digital Banking Report 2020, é que, entre 2020 e 2025, o setor cresça a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 14,6%, alcançando o valor de 12,41 milhões de dólares. Se por um lado a notícia mostra o aquecimento deste setor, por outro acende um sinal de alerta, que precisa estar no radar dos bancos: com a facilidade de abrir uma conta digital com CPF, RG, nome dos pais e data de nascimento, alguns hackers estão se aproveitando das informações vazadas pela internet para abrir contas que, muitas vezes, são utilizadas para transferir valores roubados de outras pessoas.

Devido a essa dinâmica criminosa, os bancos enfrentam o desafio de continuar adquirindo clientes pela via digital, sem crescer o número de contas indevidas, voltadas para práticas de fraude. Mas como as instituições financeiras podem identificar movimentações suspeitas, se existe teoricamente a comprovação prévia dos dados?

Com o crescimento dos vazamentos de informações sensíveis e de sua utilização em práticas criminosas, algumas empresas especializadas no desenvolvimento de soluções financeiras inovadoras e robustas estão lançando ferramentas para analisar a base de dados cadastrais das contas, cruzando as informações dos bancos com aquelas de seu próprio ecossistema de prevenção de fraudes. A Inteligência Artificial (IA) assume um papel importante, sendo capaz de identificar sinais que possam levar a uma conta aberta para prática de crimes.

Entre as companhias que estão investindo em tecnologia com o objetivo de prevenir e reduzir problemas de abertura de contas digitais “fantasmas” está a Topaz, empresa do Grupo Stefanini, que acaba de lançar a solução OFD Onboarding Analyzer, capaz de analisar milhares de contas por dia. Como está presente em mais de 40 bancos no Brasil, a companhia utiliza seu big data, além de fontes de dados externos, em busca de padrões de relacionamento entre o portador do CPF e a instituição em que ele supostamente abriu uma conta. Nesse processo, são analisados milhares de parâmetros e critérios como, por exemplo, se o correntista tem o app do banco instalado no celular, se já realizou algum tipo de pesquisa sobre aquela instituição, se já teve o CPF vazado na internet, habitualidade de localidades, padrão de consumo, entre outros.

Além de detectar uma conta que pode ser utilizada para cometer algum tipo de crime, a varredura permite a otimização tecnológica, uma vez que as instituições gastam recursos financeiros para mantê-las abertas. Neste momento em que vivenciamos uma profunda transformação digital – o setor financeiro é um dos que mais investem em tecnologia no Brasil -, a tendência é que os bancos priorizem novas medidas de segurança para manterem a base de dados sempre saneada e com informações legítimas.  

Ao utilizar sistemas como esse, é possível conciliar a higienização dos dados com a agilidade na abertura de contas, uma vez que o fornecedor de tecnologia poderá atuar na retaguarda, como um “guarda-costas” dos bancos. Isso significa menos burocracia para o cliente que deseja abrir uma conta digital, mais segurança para o cliente e para o banco, além de ser uma maneira de coibir ações fraudulentas que impõem uma série de prejuízos em toda a cadeia.

 


Jorge Iglesias - CEO da Topaz, empresa do Grupo Stefanini focada em soluções financeiras de ponta a ponta.

 

Reabertura da economia: PIB Global pode crescer +5,5% em 2021, projeta Euler Hermes

No Brasil, a seguradora de crédito estima um crescimento real de 3,8% neste ano

 

Enquanto países com economia desenvolvida realizam campanhas de imunização, a vacinação insuficiente na Ásia e nos mercados emergentes pode causar caminhos de crescimento dessincronizados. A análise é do time de economistas da seguradora de crédito, Euler Hermes. Segundo o documento divulgado nesta semana, as estratégias governamentais intermitentes para lidar com o aumento de novos casos - embora mais moderadas do que as ondas anteriores - provavelmente continuarão.

Figura 1: Situação sanitária e nível de vacinação

 Divulgação

Depois de se aproximar dos níveis pré-crise no primeiro trimestre de 2021, a economia global parece pronta para uma forte recuperação nos próximos trimestres, em meio a uma grande reabertura em várias economias desenvolvidas. “Esperamos que o PIB global cresça +5,5% neste ano, com os EUA sendo a única nação a alcançar um desempenho superior à sua trajetória pré-Covid-19. Na Europa, o retorno aos níveis pré-crise só acontecerá em 2022”, prevê a economista da seguradora, Patricia Romero.


Crescimento do comércio global

O relatório aponta que o comércio global deve se recuperar em 2021, mas os gargalos podem descortinar obstáculos de curto prazo. A seguradora projeta um crescimento de +7,7% em termos de volume (após -8,0% em 2020) e +15,9% em termos de valor (após -9,9% em 2020), apoiado por efeitos de base favoráveis, um mais intenso do que o esperado nos primeiros meses do ano e fortes importações nos EUA, Europa e China.

“De fato, a recuperação das exportações globais tem sido, até agora, claramente impulsionada pela região Ásia-Pacífico, com as exportações da maioria das outras regiões ainda abaixo das médias pré-crise. No entanto, o desequilíbrio global entre oferta e demanda pode ser agravado durante o verão [do hemisfério norte], devido aos novos surtos de Covid-19 na região, especialmente em Taiwan, do qual o mundo se tornou cada vez mais dependente do setor eletrônico”, afirma Romero.

De acordo com a análise da seguradora, o impacto desses surtos no volume de comércio provavelmente será temporário e limitado ao segundo tri (após o qual as epidemias nos centros de comércio dessa região devem ser controladas), enquanto a alta nos preços, devido à escassez de insumos, deve permanecer na maior parte deste ano.

Figura 2: Descompasso entre oferta e demanda por setor

 

 Divulgação

 

Pressões inflacionárias

O documento mostra que os gargalos em termos de oferta (matéria-prima, capacidade de transporte, força de trabalho) provavelmente manterão a inflação em alta até o final de 2021. “As pressões inflacionárias globais estão em níveis recordes, mas a boa notícia é que elas são impulsionadas, principalmente, por preços de energia e valorização do dólar, que estão passando por altas temporárias. É provável que a inflação prevaleça até 2022, quando a pressão por mão de obra diminuir junto com o aumento dos preços dos insumos e ativos”, acredita a economista.

A competição para ter acesso à força de trabalho se intensificará com a grande reabertura econômica. O tempo necessário para a realocação da mão de obra pode pesar no ritmo da recuperação do mercado de trabalho, espelhado por números decepcionantes nos EUA em abril. No Reino Unido, a escassez de empregos se intensificou desde a segunda fase de restrições, também em abril, principalmente nos setores de transporte, construção, alimentação e hotelaria.


Taxa de juros elevada no Brasil

“No curto prazo, os bancos centrais continuarão altamente flexíveis (com algumas exceções, como Noruega, Nova Zelândia e Reino Unido até setembro de 2022). Espera-se que o FED (Federal Reserve System) reduza gradualmente as compras de títulos de 120 bilhões dólares por mês para 0 no segundo semestre de 2023, seguido por um primeiro aumento da taxa no segundo semestre de 2023”, afirma Romero. Para a economista, o BCE (Banco Central Europeu) continuará garantindo condições de financiamento atrativas durante a fase inicial da recuperação, mesmo com a inflação da Zona do Euro, provavelmente, ultrapassando 2,5% no segundo semestre de 2021. Alguns mercados emergentes devem ser uma exceção contra o aumento da inflação, já que a proteção do poder de compra real das famílias continuará sendo o foco em um ambiente de crescentes armadilhas de renda média e risco social.

“Esperamos que Brasil, Romênia, África do Sul e Nigéria elevem mais três vezes a taxa de juros até meados de 2022”, acredita.

Figura 3: Previsões de inflação

 Divulgação

Figura 4: Cenário Fed e BCE


Formulação de políticas: o intervencionismo ainda estará em ação em 2021. Evitar os erros de um aperto fiscal precoce ou desordenado será fundamental para a sustentabilidade da recuperação. O relatório aponta que a China já está empenhada em reduzir seus impulsos monetários/fiscais e outros países podem ser tentados a fazer o mesmo. No entanto, o encerramento prematuro dos mecanismos de assistência poderia, por exemplo, ser o estopim de uma nova onda de insolvências entre as empresas. Trazer perspectivas de longo prazo para o setor corporativo com projetos de infraestrutura e políticas industriais poderia restaurar a confiança e liberar o excesso de caixa no setor privado. No Reino Unido, por exemplo, a eliminação progressiva das medidas de apoio deve durar um ano inteiro.


Normalização do risco de crédito entre os setores

As intervenções estatais massivas ajudaram a suprimir uma onda significativa de insolvências em 2020, com o ano terminando com uma queda global de -12%, em vez de um aumento de +40%. O caixa nos balanços das companhias aumentou, mas o mesmo aconteceu com a dívida corporativa. Isso fará com que as empresas europeias aumentem suas margens operacionais para manter sua dívida sustentável (em 1,5 pp em média, todo o resto sendo igual). Além disso, a assimetria setorial do choque levou a uma ampla heterogeneidade entre os setores em termos de receita, lucros e impacto nos resultados.

As classificações de risco de crédito registraram fortes alterações nos setores que sofreram o impacto das restrições de forma negativa (hotéis, restaurantes e transporte) e positiva (químicos, farmacêuticos, varejo e agroalimentar). A Euler Hermes prevê que a recuperação global em levará a um reequilíbrio nas classificações de risco, mas a heterogeneidade entre os setores provavelmente prevalecerá até 2023.


Figura 05: Previsão de crescimento do PIB real, %

 Divulgação


Euler Hermes 


Com renda familiar reduzida, latino-americanos pesquisam mais antes de comprar

 Estudo da Kantar revela que pandemia da Covid-19 fez a população mudar hábitos de consumo

 

Desde o início da pandemia, os hábitos de compras dos latino-americanos foram impactados. Com a redução de salário e o aumento do desemprego, a renda familiar caiu, exigindo que a população se adaptasse para continuar abastecendo a despensa de casa. É o que mostra o estudo Barômetro Covid-19, produzido pela multinacional Kantar, líder em dados, insights e consultoria. 

O preço dos produtos, por exemplo, passou a ter maior importância na hora da compra. O quesito se tornou relevante para 78% dos latino-americanos. Nesse contexto, a Argentina é o país que demonstra maior preocupação, com 86% da população atenta ao crescimento dos valores. Procurar por outras marcas (57%) e pesquisar em mais de uma loja (58%) também se tornaram medidas comuns para driblar os valores na região. 

Por outro lado, os clientes começaram a apresentar hábitos mais sustentáveis. Por exemplo, 66% dos habitantes da América Latina passaram a dar preferência ao comércio local. Nesse ponto, os brasileiros são os mais engajados (78%). Ainda houve um aumento na aquisição de produtos de segunda mão, que se tornaram a principal escolha para 25% da população dos países da América Latina. 

O canal digital foi o maior beneficiado pela pandemia, em especial no Brasil, onde 64% dos entrevistados relataram que, após a imunização, seguirão comprando em lojas online descobertas durante esse período.  

É válido destacar que os novos costumes devem se manter fortes no pós-pandemia. Isso porque é possível notar um movimento em que os consumidores se mostram mais preocupados com o meio ambiente e com o próximo. Nesse cenário, os brasileiros são os que se sentem mais empoderados e comprometidos - 71% dizem poder fazer diferença no mundo com suas ações e decisões, contra a média de 58% da população global. Ainda segundo dados da Kantar, 65% das pessoas acreditam que as marcas têm que se comprometer a gerar um impacto positivo na sociedade. 

 


Kantar

www.kantar.com/brazil

 

Dez tendências de marketing e vendas para 2022

Divulgação

Um dos impactos visíveis no panorama econômico causados pela Covid-19 atinge o comportamento dos consumidores à medida que mudam sua forma de consumir e, por consequência, influenciam a dinâmica do mercado de diversos setores. Dessa forma, ações de marketing precisaram ser transformadas para acompanhar esse “novo consumidor”.  


Se antes da pandemia as lojas on-line já eram uma alternativa a mais para o empresário e comerciante, hoje vender pela internet é a principal atividade de muitos negócios. Em 2020, o atendimento ao cliente adquiriu ainda mais importância com o crescimento do tráfego no comércio on-line. Sem enxergar fisicamente seu público, tornou-se necessário entender o perfil do consumidor e oferecer atendimento personalizado, assim como, investir em modelos de negócio que correspondam às expectativas do cliente. A massificação do direct-to-consumer (D2C) é prova disso.

De acordo com a pesquisadora e professora de Comunicação, Marketing e Branding da Business School e Programa de Pós-Graduação da Universidade Positivo, Fabiana Mariutti, as relações de consumo e as estratégias de comunicação e marketing — seja no âmbito institucional, informacional, promocional ou puramente comercial — dependem de cada segmento de mercado ou setor econômico. 

"Muitos negócios inovam para conseguir sobreviver e surpreender seus clientes atuais ou em prospecção ao aplicar técnicas de negociação e estratégias de valor agregado como poderosos alicerces comerciais para fidelização. Em tempos difíceis para todos, diante das mais diferenciadas emoções e vivências desta longa pandemia, atender humanamente o consumidor — de forma presencial ou virtual — é a palavra que deve estar no propósito da marca e na missão, visão e valores de qualquer estratégia de um negócio", afirma a pesquisadora.

Ações e estratégias de marketing e vendas – que estão sendo adotadas visando à sobrevivência nos novos tempos – tornam-se ainda mais importantes nesse contexto. Especialistas apontam dez tendências que ganharam força durante a pandemia e seguem em alta para 2022.


Pesquisa por voz

Falar é mais natural e relativamente mais fácil do que digitar. É por isso que a pesquisa por voz faz todo o sentido. Na verdade, é uma inovação tecnológica brilhante que já altera a forma como o consumidor se comunica digitalmente. "A pesquisa por voz simplifica a procura de informações on-line, além de reduzir drasticamente o tempo de tela", salienta Marcio Pacheco, CEO da PhoneTrack, startup paranaense especializada em Inteligência Artificial aplicada à voz. Segundo um levantamento da Strategy Analytics, as vendas de alto-falantes inteligentes em todo o mundo chegaram, no primeiro trimestre de 2020, a 28 milhões de unidades, um resultado 8% maior que no ano anterior. Projeções estimam que para 2021 o aumento seja de 21% e que até 2024 as vendas cheguem a um total de 640 milhões de unidades. "Para tirar proveito dessa tendência, as marcas devem fazer os ajustes certos sobre como enquadrar os dados para responder adequadamente a esse comportamento emergente do consumidor", alerta Pacheco.


Inteligência Artificial

A inteligência artificial, o Big Data e o Analytics vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado digital, uma vez que automatizam processos, e fazem a gestão de dados e análises. "Ao detectar padrões e facilitar a compreensão do comportamento dos consumidores, as ferramentas baseadas em inteligência artificial ajudam a operar de forma otimizada e com mais foco, proporcionando as melhores experiências aos clientes", afirma Pacheco. Tecnologias como o call tracking e o speech analytics, por exemplo, trazem informações detalhadas sobre as necessidades do consumidor por meio da análise da voz em ligações telefônicas, ajudando a mensurar campanhas, recuperar contatos perdidos e transformar ligações em novos leads.


Estratégia Omnichannel

A pandemia fez com que muitos estabelecimentos comerciais fechassem as portas, passando a atender apenas com a loja on-line. Outros ampliaram os canais, abrindo estratégias de venda por WhatsApp, delivery e drive-thru. Para Pacheco, adotar novos canais não significa abandonar os tradicionais. Segundo ele, um canal considerado ultrapassado por uma faixa da população pode ser o mais utilizado por outra. O telefone é um exemplo disso. Um levantamento da PhoneTrack mostrou que as ligações telefônicas voltaram a fazer parte da jornada do consumidor. Em 2016, 41% dos consumidores usavam o telefone para entrar em contato com uma empresa após pesquisa on-line. Em 2020, esse número saltou para 60%. Com cada vez mais canais de comunicação e venda, é importante estar onde o consumidor estiver, seja on-line ou off-line. "Mas é bom lembrar que as estratégias não podem ser as mesmas para todos os canais, pois cada um tem a sua particularidade e, às vezes, um público bem específico", ressalta.


Vendas em Redes Sociais

Cada vez mais, as mídias sociais, além de exercerem papel fundamental na execução de estratégias de marketing, também acabam ajudando na ampliação das vendas. Recentemente, o Instagram implantou o social commerce, que permite às lojas venderem seus produtos na rede social de forma parecida com os marketplaces da web. "A estratégia atrai o consumidor para a conversão dentro das próprias plataformas das redes sociais", afirma José Paulo Trigueiro, da Agência MKT Real. Segundo ele, em 2022, a tendência é que essa tecnologia seja ainda mais adotada e receba melhorias que impactem positivamente para empresas e clientes.


Holistic Health

A pandemia também fez as pessoas valorizarem mais a saúde e o bem-estar. Nesse sentido, o conceito de holistic health é usado no marketing e nas vendas para entender a saúde do consumidor de forma ampla, sob diferentes aspectos que representam o bem-estar. "É se reconhecer como um todo: somos a resultante de saúde física, mental, emocional, social, intelectual, e espiritual. A pandemia escancarou essa necessidade da gente se ver num contexto maior, e como seres complexos. No marketing não será diferente", afirma a gerente de marketing da Jasmine Alimentos, Thelma Bayoud.


Comunicação interna

"É importante entender as pessoas, sua individualidade, suas dores e personalizar a comunicação, principalmente com o público interno, que é o principal cliente de organizações de qualquer segmento", ressalta Cristiano Caporici, CMO da Tecnobank, empresa de tecnologia para negócios. Ele diz que a pandemia, o isolamento social e o trabalho remoto revelaram a importância da comunicação interna para o bom andamento das atividades da empresa. "Mesmo que o trabalho volte a ser 100% presencial, a lição aprendida com a pandemia é que a comunicação interna reflete diretamente nos resultados da companhia", garante Caporici.


Proteção e segurança de dados

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a crescente sensibilidade dos clientes tornam a proteção e a segurança de dados um desafio importante para as empresas que processam dados pessoais para fins de marketing e vendas. De acordo com Rogério de Lorenzo Leal, gerente de marketing da Central Sicredi PR/SP/RJ, a mudança desse paradigma, no qual os dados pessoais passam a ser cada vez mais entendidos como propriedade da pessoa e não das empresas, irá impactar muito todos os setores. "Tarefas que antes eram naturais para o mercado agora não poderão mais ser executadas sem o devido consentimento do consumidor. Como estamos vivendo um cenário no qual a venda on-line tem desempenhado vertiginoso crescimento, e nesse ambiente virtual a coleta de dados é fundamental, as empresas precisam estar conscientes dos reflexos que a nova legislação impõe antes de estruturar suas ações e estratégias comerciais", alerta Leal. Numa sociedade em que dados estão se transformando no novo petróleo, todo o mercado será muito impactado e exigirá das empresas maiores investimentos e estudos nesse setor. 


Marketing interativo

Um site bom, funcional e responsivo, projetado para oferecer a melhor experiência possível ao usuário, sempre foi essencial. No entanto, isso se tornou ainda mais fundamental com a pandemia. "Agora é necessário ir mais longe e pensar em novas iscas para atrair tráfego para o site da empresa", alerta Cesar Cantarella, CEO da DealerSites, startup que atua no segmento de e-commerce no setor automotivo. Para ele, no caso da negociação de compra e venda de um carro, por exemplo, a aposta é adicionar elementos interativos ao site, abrindo espaço para o cliente ser ouvido e fazer a sua proposta. "Quando o cliente tem a chance de, no próprio site da concessionária, abrir uma ferramenta que o permita pesquisar o valor de mercado do seu carro usado e apresentar as suas condições de negociação, isso acaba sendo determinante para a conversão", ressalta. 


Transparência

"Anunciar um produto sem o valor é o mesmo que criar um perfil nas Redes Sociais sem foto", compara Cantarella. Segundo ele, o marketing on-line deve ser transparente - sob o risco de perder o cliente para sempre. "No caso de automóveis, por exemplo, o site da concessionária é um canal para pesquisa de preços e modelos, além de relacionamento entre vendedor e consumidor. Se o preço não está lá, a confiança do cliente na empresa é abalada, pois ele busca informações claras e diretas, sem enrolação e sem ter que procurar muito", ressalta. O tráfego nos sites de concessionárias aumentou 35% durante a pandemia, segundo estudo da DealerSites. 


Responsabilidade Social

Uma coisa que a Covid-19 acelerou é a percepção da necessidade dos consumidores de que as marcas sejam mais socialmente responsáveis. "É cada vez mais comum consumidores utilizarem-se das redes sociais e da cultura de cancelamento para boicotar marcas corruptas, preconceituosas, que agridem o meio ambiente ou maltratam animais, por exemplo", explica Eliziane Gorniak, diretora do Instituto Positivo. Porém, ela ressalta que é essencial que a empresa tenha autenticidade e coerência nas ações de responsabilidade social que se propuser a fazer, antes de anunciar ao mercado.


 

Tema de muitos debates atualmente, a poluição aparece no cotidiano da população de todos os lugares do mundo e sem ser convidada. Tendo em mente que a pauta precisa ser levada mais a sério para a melhora do planeta, o CUPONATION, plataforma de descontos online, compilou  informações sobre o quanto a poluição se enraíza no Brasil e no mundo.

 

O Numbeo, banco de dados digital internacional, divulgou este ano um levantamento com o ranking dos 112 países que possuem o pior índice de poluição no primeiro semestre de 2021. Dentre as nações apresentadas, o Brasil aparece na 71ª posição, com o grau de poluição dos elementos ar, água, terra e fogo estimados em 54,53%. 

 

Apesar de aparecer na lista, pode-se dizer que o quadro da poluição melhorou para o Brasil. Isso porque há 2 anos o CUPONATION registrou uma pesquisa semelhante, em que o Brasil estava estacionado em 65º lugar do ranking das nações mais poluídas do mundo - o que significa que  nos últimos meses o território brasileiro caiu 6 posições e conseguiu melhorar a qualidade de vida de sua população.

 

Voltando ao estudo, o asiático meridional Afeganistão é o país que aparece no topo da lista, com um índice surpreendente de 92, 20% de área manchada pelo fardo. Na sequência, Mongólia e Myanmar garantem o segundo e terceiro lugares de nações com áreas mais poluídas, com cerca de 91,84% e 89,77%, respectivamente. 

 

Descendo o ranking para seus últimos ocupantes, as nações que ocupam o antepenúltimo, penúltimo e o último lugares são Noruega, Islândia e Finlândia, com incríveis porcentagens de poluição avaliadas em 18,14%, 16,24% e 11,86%, também nesta ordem. Veja o ranking completo no infográfico interativo do CUPONATION.

 

Vale lembrar que em 2019 o Global Earth Day divulgou um estudo, sucedido pelo Ipsos, revelando o que os brasileiros achavam sobre a poluição do momento no país. A poluição de água foi uma das primeiras preocupações de 44% dos brasileiros, seguido de como lidar com os resíduos produzidos (36%) e o aquecimento global (29%).

 

Além disso, apesar da melhora no ambiente em 2021, a mesma pode ter ocorrido devido à maior consciência populacional e ao fato do baixo índice de carros nas ruas com as pessoas trabalhando de casa durante a pandemia do coronavírus, e não exclusivamente pelos planos governamentais que muitas vezes mal saem do papel. 



Cyberbullying: Quais medidas as famílias devem adotar para evitar?

Coordenadora de Tecnologia Educacional do Colégio Marista Arquidiocesano esclarece como evitar o assédio virtual


O cyberbullying é um assédio moral que uma pessoa pode sofrer pela internet, seja nas redes sociais, sites, blogs ou em aplicativos de mensagens.

A prática é caracterizada por ofensas recorrentes e repetitivas a uma pessoa, podendo fazer com que ela venha a ter problemas emocionais, preocupação e outros sentimentos ruins. Neste tipo de bullying não é necessário que o agressor e a vítima estejam próximos, ele pode ser feito a partir de qualquer lugar do mundo e em qualquer momento.

As vítimas de uma intimidação virtual podem sofrer de sintomas como: estresse, humilhação, ansiedade, depressão, perda de confiança e raiva.

Uma pesquisa divulgada em 2019 pelo UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e pelo representante especial do secretário-geral da ONU sobre violência contra as crianças revela que um em cada três jovens, em 30 países, disse ter sido vítima de bullying online, com um em cada cinco relatando ter saído da escola devido a cyberbullying e violência.

No Brasil, 37% dos respondentes afirmaram já ter sido vítima de cyberbullying. As redes sociais foram apontadas como o espaço online em que mais ocorrem casos de violência entre jovens no País, identificando o Facebook como a principal.

De acordo com a coordenadora de Tecnologia Educacional do Colégio Marista Arquidiocesano, localizado em São Paulo (SP), Cleusa de Paula Diniz, é fundamental que jovens e crianças aprendam a se portar no uso da internet, o que não expor, quais cuidados tomar para proteger o computador e o smartphone, e principalmente, o que fazer quando for ofendido no ambiente digital.

“Observo crianças e adolescentes, assim como alguns adultos, postarem ou compartilharem mentiras, para desmoralizar alguém por suas características e preferências, e depois justificar, dizendo que foi apenas uma brincadeira. É importante compreender que essas ofensas não são brincadeirinhas e sim crimes, que geram responsabilização”, afirma.

Segundo a professora, algumas medidas são importantes para evitar o assédio, tais como:  

  • As redes sociais costumam ter um espaço para denunciar uma página ou um perfil abusivo. Se este problema ocorre através de e-mails, os provedores deste serviço têm um contato para reportar a situação;
  • É papel da escola e dos pais ensinar as crianças e jovens a usar a internet com responsabilidade. A melhor prevenção é a informação;
  • Preserve sua privacidade e respeite a das outras pessoas;
  • Aos pais: Fiquem atentos caso seus filhos apresentem sintomas como não querer ir à escola, baixa autoestima e depressão. Atitudes como bloquear o computador e ficar nervoso quando alguém se aproxima podem indicar que está acontecendo alguma coisa.

“Os jovens devem ter seus direitos respeitados e promovidos em todos os espaços de interação. Respeitar a posição de todos deve ser uma maneira de se relacionar com o mundo, para construirmos juntos um futuro mais ético, justo e solidário”, frisa a coordenadora.

 


Colégios Maristas

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Saúde consegue antecipar 7 milhões de doses da vacina Covid-19 da Pfizer para julho

Foto: Myke Sena/ MS
Até o fim do ano, o Brasil irá receber 200 milhões de doses do imunizante após dois acordos fechados com a farmacêutica  


O Ministério da Saúde conseguiu antecipar 7 milhões de doses da vacina Covid-19 da Pfizer/BioNTech para julho. Com isso, o Brasil irá receber 15 milhões de doses no próximo mês - a previsão inicial era de 8 milhões de doses.

Em junho, o laboratório deve entregar 12 milhões de doses ao Ministério da Saúde. Os envios estão ocorrendo em três remessas semanais, com desembarque pelo Aeroporto de Viracopos (SP).

Desde o final de abril, o ministério recebeu mais de 8,3 milhões de doses da farmacêutica – dessas, 5,9 milhões já foram distribuídas para todos os estados e Distrito Federal. Um novo lote de vacinas da Pfizer será enviado ainda nessa semana para as Unidades Federativas.

O contrato junto à farmacêutica prevê um total de 100 milhões de doses até setembro. Outras 100 milhões de doses, fruto de uma segunda negociação, estão previstas para serem entregues entre setembro e dezembro, totalizando 200 milhões de doses da Pfizer apenas em 2021.


VACINAÇÃO ACELERADA

O Ministério da Saúde já distribuiu mais de 110 milhões de doses de vacinas Covid-19 para todo o Brasil. Mais de 80 milhões já foram aplicadas.

 

Marina Pagno
Ministério da Saúde


Novas medidas sugerem a simplificação dos processos de visto para os Estados Unidos

Na última semana, eu recebi um relatório muito importante, especialmente para as pessoas que buscam imigrar legalmente para os Estados Unidos. Nos últimos quatro anos ocorreram diversos tumultos causados pela imigração e solicitantes, um grande acúmulo de processos, tarefas e até mesmo a retirada de fundos que mantinham a embaixada funcionando de forma eficiente, com os salários dos colaboradores sendo pagos dentro do esperado. Devido a essas questões, muitas pessoas deixaram a USCIS.

O relatório informa que uma das decisões de Joe Biden como presidente é colocar ordem nessa situação por meio da flexibilização, mas algumas pessoas interpretam mal essa última palavra, acreditando que não haverá qualquer critério para a imigração e que o governo americano vai sustentar a estadia e obviamente não será dessa maneira.

Certamente, o país está em busca de pessoas que se encaixam em determinado perfil, com qualificação profissional, renda própria, investimentos e que possam levar coisas positivas, até mesmo porque culturalmente não se trata de um país assistencialista e isso não acontece em nenhum lugar do mundo. Todos os países que abrem espaço para imigrantes pensam em pessoas com capacidade financeira, intelectual, empreendedores, então normalmente é uma troca.

Apesar da campanha de Biden ter sido feita sobre o tema, quando ele fala sobre a flexibilização da imigração, não se trata de deixar qualquer pessoa viver nos Estados Unidos. O plano intitulado DHS, datado de 3 de maio, foi feito para restaurar a confiança no sistema de imigração legal do país, listando dezenas de iniciativas para reabrir o país para ainda mais pessoas.

A taxa de natalidade dos EUA está decrescendo em 25% e, caso essa força não seja restabelecida nos próximos 10 anos, a nação pode ter sérios problemas na seguridade social, na arrecadação de pagamentos e na ocupação de vagas de emprego. É por esse motivo que o país voltou a abrir as portas para imigrantes e não porque os democratas são bonzinhos. Eles precisam cobrir um rombo. Além disso, o plano do partido é manter o poder por ao menos três mandatos com a regularização de indocumentados em até 8 anos, concessão de green cards após cinco anos, todos os fatores podem levar Biden à reeleição.

Segundo a chefe de gabinete do USCIS, Felícia Escobar Carillo, o órgão quer agir com abordagem ampla para abrir a fronteira por vias legais àqueles que estiverem disponíveis, mas também para aqueles que foram bloqueados durante a última administração. Portanto, a oportunidade é válida apenas para aqueles que são capacitados e desejam entrar de forma legal, e não quem deseja chegar ao país por outros meios.

Um artigo recente do New York Times informou que caso o presidente consiga seguir este caminho, em breve será mais fácil imigrar para o país. Isso não significa abrir as portas para todos, mas sim simplificar a aplicação do visto, especialmente para aqueles que possuam qualificação profissional ou técnica, refugiados, índios nativo-americanos nascidos no Canadá, vítimas de tráfico humano, trabalhadores rurais, entre outros, mas no geral para pessoas que se enquadrem para a mudança de forma legal e regulamentada. Segundo o mesmo artigo, a administração Biden vem trilhando um caminho para uma definição processual mais veloz.

Sempre digo que esse tema costuma impactar as pessoas de forma intensa, seja no emocional, familiar ou financeiro, visto que atualmente o procedimento para a legalização pode levar anos. De fato, seria muito mais fácil, honesto e barato para as pessoas e para o próprio país se a definição dos processos não levassem mais do que seis meses.

Vale ressaltar que a proposta também tem o intuito de limitar os requerimentos de evidência, visto que em muitos casos são enviados até três pedidos para os solicitantes em intervalos longos. Por fim, o artigo relata a intenção de Biden de restaurar as oportunidades de trabalho para estrangeiros, principalmente em vistos de qualificação profissional ou o H1-B.  Então, com certeza, se a medida for aprovada, trará muitos benefícios para o sistema de imigração dos Estados Unidos e cobrir o rombo da taxa de natalidade.

 



Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC Para mais informações, acesse: http://www.toledoeassociados.com.br.  Toledo também possui um canal no YouTube com quase 110 mil seguidores https://www.youtube.com/danieltoledoeassociados com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB São Paulo e Membro da Comissão de Direito Internacional da OAB Santos.

 

Toledo e Advogados Associados

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Mudança na legislação fortalece ainda mais importância do Teste do Pezinho

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Recomendação serve para detectar duas condições urgentes e garantir o tratamento imediato


Neste mês de junho, a conscientização sobre a importância da realização do Teste do Pezinho ganha força com a campanha Junho Lilás. Recentemente, o Senado sancionou o Projeto de Lei (PL) que amplia o número de doenças rastreadas pelo Teste do Pezinho, que deve entrar em vigor no próximo ano. 

“ O Teste é uma estratégia fundamental para prevenir doenças graves, como para detectar o surgimento de forma imediata. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) realiza um teste que engloba seis doenças, dentre elas, pelo menos três cursam com a possibilidade de uma criança evoluir com dificuldade de desenvolvimento mental e cognitivo”, explica a pediatra e membro da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Cristiane Kopacek.

Realizado a partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do recém-nascido, o Teste do Pezinho detecta algumas doenças metabólicas raras e assintomáticas.  Com a nova lei sancionada, o exame passará a englobar 14 grupos de doenças, que podem identificar até 53 tipos diferentes de enfermidades e condições especiais de saúde.

“Existem doenças detectadas pelo Teste do Pezinho que desencadeiam quadros graves de saúde em que a criança pode fazer infecções de repetição ou ainda ter falta de hormônios essenciais à vida. A detecção antecipada é importante pois salva vidas de recém-nascidos e de crianças que são portadores destas condições graves”, completa.

Conforme a especialista, no momento em que uma família encaminha o Teste do Pezinho e uma alteração é detectada, especialmente no SUS, que possui um programa de atenção e cuidado a esses resultados alterados, essas crianças recebem uma avaliação clínica e realizam mais exames que possam confirmar essas condições. Ao longo de 20 anos do programa público no RS, mais de 2 mil crianças foram diagnosticadas e tiveram suas vidas transformadas através do tratamento eficaz.

“A recomendação é que a coleta seja feita a partir das 48 horas de vida, de preferência até o quinto dia de vida. Temos duas condições urgentes, uma delas é a hiperplasia adrenal congênita, quando bebê pode não produzir um hormônio crucial à vida e perder sal, desidratar e ir a óbito. A outra condição é o hipotireoidismo congênito, quando uma criança possui falha de formação e não consegue produzir o hormônio da tireoide que é crítico para o desenvolvimento neurológico”, observa.

Para cada nova doença que é implementada no Teste do Pezinho, segundo Kopacek, é preciso ter uma política de confirmação do resultado e a garantia do tratamento de cada uma. E para garantir a integridade da saúde do bebê, com crescimento e desenvolvimento saudável, é importante que cada doença acrescentada siga a recomendação do Programa Nacional de Triagem Neonatal.

 


Fernanda Calegaro


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