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quinta-feira, 17 de junho de 2021

94% das escolas médicas brasileiras não observam critérios para oferecer formação de qualidade

Oitenta alunos para acompanhar uma equipe de saúde família (ESF) enquanto o recomendado é no máximo três. Um paciente internado em hospital sendo acompanhado por mais de três estudantes de medicina em lugar do parâmetro correto que seria cinco pacientes para cada aluno. Escolas sem o suporte de hospitais de ensino. Essas são situações comuns em várias faculdades de medicina do País, principalmente naquelas que começaram a funcionar a partir de 2011.

Os dados constam da Radiografia das Escolas Médicas Brasileiras 2020, divulgada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). De acordo com o estudo, 94% das instituições de ensino superior que oferecem vagas para medicina estão em municípios com déficit em pelo menos um dos três parâmetros considerados ideais para o funcionamento dos cursos.


Critérios - Na avaliação do CFM, os critérios mínimos para que o processo de ensino-aprendizagem transcorra sem problemas são: 1) oferta de cinco leitos públicos de internação hospitalar para cada aluno no município sede de curso; 2) acompanhamento de cada equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) por no máximo três alunos de graduação; e 3) presença de hospital com mais de cem leitos exclusivos para o curso.

Todos esses itens constavam das Portarias do Ministério da Educação 2/2013 e 13/2013, que condicionavam a abertura de escolas médicas em municípios que respondessem adequadamente às exigências. Contudo, esses critérios - também defendidos pelas entidades médicas - foram flexibilizados por meio da Portaria 5/2015. O texto em vigor manteve os parâmetros, mas eliminou o detalhamento de números, tornando-os subjetivos.

O CFM denuncia que a falta de locais de prática é resultado da abertura desenfreada de escolas médicas nos últimos dez anos e que o resultado será sentido pela população brasileira. "O médico mal formado tem praticamente licença para matar", argumenta o presidente da entidade, Mauro Ribeiro.

Coordenador da Comissão de Ensino Médico do CFM e o professor da Escola Bahiana de Medicina, o conselheiro federal Júlio Braga conta que a falta de campos de estágio faz com que o aluno comece a trabalhar sem ter treinado as habilidades necessárias a um bom médico. "Quando era estudante, há mais de 30 anos, acompanhava de 3 a 4 pacientes por plantão. Hoje, há situações em que um paciente é acompanhado por 15 estudantes. Estressa pacientes e alunos", conta.

"Durante sua formação, o estudante deve ter contato com o maior número de pacientes possível. Só assim, ele aprende a colher histórias, a fazer uma boa anamnese e diagnósticos certeiros. Com a falta de campos de estágio, ele chega ao mercado sem ter desenvolvido essas habilidades", complementa o diretor de Comunicação do CFM, Hideraldo Cabeça, também professor e coordenador da Comissão de Residência Médica do Pará.


Quase 40% das escolas abertas a partir de 2011 estão em locais sem estrutura

Das 163 escolas médicas abertas entre 2011 até o primeiro semestre de 2020, 65 (39,9%) estão em 50 municípios que não cumprem nenhum dos requisitos mínimos considerados ideais para uma boa formação médica. Outras 67 (41,8%) estão em 60 localidades que apresentam dois parâmetros insatisfatórios e 22 (13,5%) estão localizadas em 20 municípios que apresentam pelo menos uma inconsistência. Apenas nove instituições (5,5%) estão em quatro cidades que atendem todas as condições para seu funcionamento.

Quando é analisada a situação das 353 escolas existentes, independentemente do ano de criação, o resultado continua preocupante. Do total, 94 instituições de ensino (26,6%) funcionam em 68 municípios que não atendem nenhum parâmetro; 134 (38%) estão situadas em 98 localidades que cumprem apenas um parâmetro; e 68 (19,3%) ficam em 43 cidades que respeitam dois parâmetros. Apenas 57 (16,1%) estão sediadas em 19 cidades que observam todos os pré-requisitos.

O trabalho elaborado pelo CFM, que fez a análise da infraestrutura para escolas a partir de dados oficiais disponíveis no Cadastro Nacional das Entidades de Saúde (CNES), constatou ainda que 77% das cidades que possuem escolas médicas não possuem leitos suficientes para o ensino médico. Uma estimativa feita pelos técnicos do Conselho indica que seriam necessários 30,2 mil novos leitos SUS para cobrir a demanda gerada pelos cursos de medicina.


Geografia - A análise desse cenário do ponto de vista geográfico indica que os maiores problemas se concentram nos estados do Norte e Nordeste. Das 32 escolas médicas do Norte, apenas uma (3,1%) está localizada em um município que atende todas as exigências preconizadas. No Nordeste, 13 escolas (15%) estão localizadas nos quatro municípios que atendem todos os parâmetros.

No Sul, todos os indicadores são observados por nove escolas (15,5%) situadas em cinco dos municípios com cursos em funcionamento. No Sudeste, isso acontece com 23 (16,3%) das 144 unidades localizadas em 5 das 94 cidades onde há escolas médicas. A melhor situação está no Centro-Oeste, onde o desempenho considerado ideal ocorre em 21 localidades com instituições de ensino que oferecem cursos de medicina, o que representa 31,3% das escolas em funcionamento.

Apesar de ser a região com o segundo melhor indicador, o Sudeste abriga o município com o pior indicador individual em relação às equipes de ESF. Jaguariúna, onde foi aberta a mais recente faculdade de medicina no País, tem 80 alunos por equipe de saúde da família. Matipó-MG (13,33) e Alfenas-MG (11,58) são os dois outros municípios do Sudeste com piores indicadores da região quanto a este quesito. Em relação ao número de leitos por aluno, Fernandópolis-SP (0,41), Vespasiano-MG (0,45) e Santa Fé do Sul-SP (0,95) são os munícipios da região com piores resultados.


Norte - Na região Norte, onde os indicadores estão muito longe do ideal, a pior situação quanto à quantidade de leitos é em Gurupi (TO), que oferece 0,86 equipamentos por aluno. Logo depois, vêm dois municípios paraenses: Redenção (1,56) e Marabá (2). Nenhumas dessas cidades conta com hospital de ensino. O Pará concentra três dos quatro municípios com pior distribuição de alunos por equipes de saúde da família. No estado, a situação é mais crítica em Redenção (10 alunos por equipe), Belém (5,61) e Marabá (5,26), que tem o mesmo indicador que Porto Velho, capital de Rondônia.

Na região nordestina, a falta de leitos para a formação dos alunos é mais sentida nas faculdades de medicina instaladas em Petrolina (PE), Jacobina (BA) e Guanambi (BA). Essas três localidades apresentam, respectivamente, um índice de 1,25; 1,26; e 1,45 leito por aluno, ou seja, cerca de três vezes menos do que o recomendado. Já com respeito à distribuição de estudantes por equipes de ESF os quadros são mais preocupantes em Imperatriz (MA), com 5,78 alunos por equipe; Barreiras (BA), com 5,71; e Maceió (AL), com índice de 5,19.


Sul - Na região Sul, onde 15,5% municípios atendem aos parâmetros defendidos pelo CFM, está a localidade com o pior resultado individual quanto ao número de leitos por estudante de medicina. Caçador, em Santa Catarina, relata apenas 0,38 leitos por aluno. Na sequência, os resultados mais negativos ocorrem no Paraná: em Campo Mourão, com 0,62 leito por aluno; e Maringá, com 1,73.

Por sua vez, a formação dos alunos na atenção básica, na região, fica mais comprometida em Passo Fundo (RS), cujo indicadores sugerem a existência de 13,60 alunos por equipe de saúde da família, quase três vezes a mais do que o sugerido; Caçador (SC), com indicador igual a 13,47; e Campo Mourão (PR), com 11,81.

No Centro-Oeste, os três primeiros piores resultados com respeito à quantidade de leitos disponíveis para garantir a boa formação estão em Goiatuba (0,50 leito por estudante), Mineiros (0,61) e Formosa (0,98). As três localidades ficam em Goiás. Em relação à distribuição de alunos por equipes de ESF, as situações mais críticas continuam no território goiano: Mineiros (13,9 estudantes em por equipe); Goiatuba (12,8); e Rio Verde (8). Nenhum desses municípios tem hospital de ensino.


Faltam leitos para que o estudante pratique a medicina

De acordo com o preconizado pelas Portarias do Ministério da Educação 2/2013 e 13/2013 e defendido por entidades médicas e professores de medicina, o parâmetro ideal é de menos de cinco leitos por cada estudante de medicina. Este seria o mundo ideal, entretanto 77% dos municípios que sediam escolas médicas não possuem número de leitos suficientes. E em 19 estados, a quantidade de leitos é inferior ao preconizado pelas entidades médicas.

Hoje, existem 155.853 leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) disponíveis nos 228 municípios que sediam escolas médicas. Para que o ideal seja atingido, seria necessária a criação de, ao menos, 30.200 leitos nos 19 estados que estão fora dos parâmetros ideais.

Apenas 23%, ou 81 escolas médicas, conseguem ter mais leitos/SUS do que o recomendado. Em 21 escolas, há menos de um leito por aluno.

Os estados com melhores densidades de leitos por aluno são Amapá (9,5), Roraima (7,7), Distrito Federal (7,0) Maranhão (6,3) e Ceará (5,9). Já os piores são Tocantins (1,9), Minas Gerais (2,9), Espírito Santo (3), Paraíba, Paraná e Santa Catarina (3,3). Em relação às regiões, o Nordeste apresenta proporção um pouco maior do que o demais (4,9)


Densidade de leitos por Região

Equipes de saúde da família também são insuficientes

Além dos leitos hospitalares, as equipes de saúde da família (ESF) são outro importante ambiente de prática para os estudantes de medicina. Mas, também são insuficientes para servir a grande quantidade de estudantes de medicina que entram anualmente nas faculdades. O ideal seriam três alunos por equipe, mas em 54% faltam equipes e sobram estudantes.

Os problemas são maiores nos municípios com menos de 50 mil habitantes, onde a densidade é de 8,2 alunos por cada ESF. É como se fossem oito estudantes acompanhando uma equipe formada geralmente por um enfermeiro e um médico, atendendo em um ou dois consultórios e indo na casa dos pacientes. A melhor proporção está nos municípios com mais de 500 mil habitantes, onde a densidade é de 2,0.

Densidade de alunos por ESF


Na comparação entre os estados, sete têm uma densidade maior do que a ideal: Pará (4,8), Tocantins (4,2), Rondônia (4), Espírito Santo (3,7), Alagoas (3,4), Paraná (3,1) e Goiás (3).

Júlio Braga pontua que onde faltam UBS, equipes de saúde da família e leitos também faltam médicos e, principalmente, preceptores para acompanhar os estudantes. "Se o município não tem UBS em número suficiente, como vai ter um médico treinado e qualificado para acompanhar o estudante?", questiona.


Como funcionam os campos de estágio

Numa situação ideal, as faculdades de medicina teriam seus hospitais e ambulatórios para que os estudantes do internato, no 5º e 6º anos, praticassem

o estágio. Além dos professores, esses locais teriam preceptores e orientadores, que acompanhariam esse estudante nas consultas. Os locais também teriam salas de reuniões para que estudantes, professores e orientadores discutissem os casos clínicos. "Era assim quando eu me formei na Universidade Federal da Bahia (UFBA), há 30 anos. Não tínhamos hospital de urgência, mas eram feitos convênios com hospitais que tinham orientadores", conta Júlio Braga.

Com o aumento das escolas médicas, os hospitais que atendiam apenas uma faculdade, passaram a atender duas, três ou mais. Com isso, os campos de estágios tornaram-se insuficiente. Em relação às UBS e UPAs, as prefeituras fazem convênios com as faculdades e recebem um adicional para recepcionar os acadêmicos de medicina. Em tese, os estudantes seriam acompanhados por médicos orientadores. Em tese, porque há uma grande rotatividade de profissionais nesses locais, os médicos são sobrecarregados e não são treinados para orientar os estudantes, não há espaço para o debate dos casos clínicos e, geralmente, o estudante se vê sozinho diante do paciente, sem ter a quem pedir apoio.

Júlio Braga diz que a filha, aluna do 4ª aluno do curso de medicina da UFBA, mesma faculdade onde o pai se formou, conta que os estudantes ficam torcendo para não fazer estágio em uma UPA sem a mínima estrutura para atender os estudantes, onde faltam médicos para atender os pacientes e, consequentemente, orientar os estudantes. Já o pai de outra estudante de medicina conta que a filha acorda de madrugada para fazer a ronda em um hospital e visitar os pacientes antes dos estudantes de uma faculdade particular que também têm convênio com a instituição e que também acompanham os mesmos pacientes.


Hospitais de ensino são insuficientes

Até a década de 1970, quando foram criadas várias faculdades de medicina em universidades públicas brasileiras, a abertura de uma escola médica implicava, também, na inauguração de um hospital de ensino. Também haviam as santas casas, que a partir de um hospital, criavam um curso de medicina. Esse foi um parâmetro que ficou no passado. Hoje, as faculdades são abertas e disputam as instalações dos hospitais já existentes.

O levantamento do CFM encontrou 200 hospitais de ensino. O número é insuficiente, já que há municípios com mais de um hospital, que estão concentrados (72%) nas cidades com mais de 500 mil habitantes. Já 55,7% (191 cursos) das escolas médicas estão localizadas em municípios sem nenhum hospital apropriado para a docência.

Além de insuficientes, a divisão desses hospitais é irregular. Apesar de responder por 23,4% das vagas nos cursos de medicina, o Nordeste possui apenas 12,4% desses hospitais. Numa posição inversa, o Sul oferece 14,9% das vagas, mas possui 21,6% dessas unidades de apoio.

Veja como está a distribuição dos hospitais de ensino


Faculdades estão concentradas no Sudeste e em municípios médios

As faculdades de medicina estão espalhadas em 228 municípios brasileiros, sendo 72,2% (255) em cidades do interior e 27,7% (98) nas capitais. 47% (168) das faculdades estão localizadas em municípios com população entre 100 a 500 mil, 35% (122) em lugares com população acima de 500 mil e 18% (63) em localidades com menos de 100 mil habitantes.

Em relação às vagas, 62,5% (23.390) estão no interior e 37,5 (13.437) nas capitais. Apesar de responderem por 47,5% das escolas, os municípios com população entre 100 a 500 mil habitantes, atendem 39,9% das vagas. Já as cidades com mais de 500 mil habitantes respondem por 46,6% das vagas. Os municípios com menos de 100 mil moradores ficam com 13,3% das vagas.

Sudeste - Das 353 faculdades de medicina com turmas em atividade, 144 estão no Sudeste, que responde por 45,4% das vagas. O estado com maior concentração de escolas é São Paulo, que conta com 69 escolas, seguido por Minas Gerais, com 47. Bahia e Rio de Janeiro vêm a seguir, com 26 e 22 escolas, respectivamente.


Densidade de egressos é maior do que a dos Estados Unidos

Hoje, o Brasil tem 9,21 recém-formado em medicina para cada grupo de 100 mil habitantes. Se ficássemos neste número, estaríamos próximos, porém em quantidade superior à do Chile (8,82), Estados Unidos (7,76), Canadá (7,7), Coreia (7.58), Japão (6,94) e Israel (6,9).

O prognóstico, no entanto, é que daqui a seis anos, quando todas as vagas criadas recentemente entregarem seus primeiros formandos, teremos 16,2 egressos por 100 mil habitantes. Essa média será maior do que a existente hoje na Holanda (15,95), Espanha (14,48), México (13,54), Reino Unido (12,87), Alemanha (12,01) e França (9,46).

Como a distribuição das escolas se dá de forma desigual, em 14 estados já há uma densidade de vagas superior a 16,9. Desses, onze estados já possuem índices iguais ou superiores aos dos sete países melhor classificados no ranking da OCDE.

Hoje, 25 estados já estão acima da média, de 9,21 vagas por 100 mil habitantes e apenas o Maranhão e o Amapá estão abaixo da média nacional, com 8,7 e 7,1, respectivamente.

A maior densidade está na região Sudeste, com 18,3 vagas, seguida do Centro-Oeste (17,6), Sul (17,2), Nordeste (15) e Norte (14,8).

Estados com densidade superior a 16,9


Presidente do CFM defende manutenção da moratória

O presidente do CFM defende que a moratória assinada em 2018 pelo presidente Michel Temer, que suspendeu a abertura de novas escolas até 2023, seja mantida por mais tempo. "Após a moratória, foram suspensos os editais para a abertura de novas faculdades, mas àquelas que foram licitadas durante o mandato da ex-presidente Dilma foram autorizadas a funcionar", explica.

As entidades médicas conversaram com o então presidente Michel Temer para que fossem suspensas as vagas remanescentes, mas ele afirmou que não teria condições políticas devido a pressões realizadas por deputados e senadores. São essas mesmas pressões que fizeram com que municípios inicialmente reprovados pelas Comissões Avaliadoras do Ministério da Educação fossem habilitados posteriormente.

"Para atrair faculdades privadas, os prefeitos prometem a abertura de leitos do Sistema Único de Saúde, a construção de hospitais de ensino e a ampliação de equipes de saúde da família. Depois que a faculdade é instalada, esquecem o prometido. Ninguém está preocupado com o ensino-aprendizagem, com a qualidade do internato que será oferecido aos acadêmicos de medicina", lamenta.

Para Mauro Ribeiro, a sociedade brasileira é quem pagará essa conta. "Haverá um impacto violento no mercado de trabalho do médico, mas a nossa preocupação é com a saúde da população, que será atendida por um médico formado em escolas desestruturadas e sem locais de prática", argumenta.


Selic em alta - melhor para que poupa, pior para quem tem dívidas

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central promoveu na última quarta-feira (17) mais uma vez o aumento da Selic, ou seja, a taxa básica de juros do país, aumentou em 0,75 ponto, para 4,25% ao ano, conforme esperado pelo mercado financeiro. Mas, qual o impacto a vida dos brasileiros?

O primeiro impacto que todos comentam é nos investimentos. A poupança, por exemplo terá maior rentabilidade, passando a ser de 0,25% ao mês e 2,98% ao ano, conforme estimativa da Anefac (segundo cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade).

Entretanto, os reflexos dessa mudança são em todo o mercado e, infelizmente, no dia a dia da população consumidora esses impactos são na maioria das vezes negativos e sentidos principalmente por aqueles que estão endividados. Ou seja, a maior parte da população.

Isso acontece porque, quando a taxa Selic aumenta, os outros juros também aumentam, fazendo com que as dívidas a serem contraídas fiquem maiores e podendo impactar também nas dívidas já existentes. Assim, imaginem os juros de cheque especial ou de cartão de crédito, por exemplo, que já são exorbitantes? Esses devem aumentar ainda mais.

Ou seja, um reflexo deverá ser o aumento dos juros de crédito da população, como empréstimos e financiamentos, complicando e limitando a capacidade de consumo. A orientação nessa hora é analisar bem as contas e começar a trabalhar para uma maior estabilidade financeira, não complicando a vida financeira.

E esse processo passa por uma mudança de comportamento em relação ao uso e à administração do dinheiro, o que implicará no fim da era do consumo exacerbado e impulsivo. O momento é de muita cautela e precaução, pois a saúde financeira e a realização dos sonhos das famílias dependerão dessa conscientização. É preciso reestruturar o orçamento financeiro e assumir o controle da situação, antes que se torne insustentável.

Boa hora para investir

Aos que não estão endividados e, melhor ainda, possuem o costume de poupar para realizar seus objetivos de vida, a alta da Selic é uma boa notícia. Além da poupança, ficam mais rentáveis as aplicações de renda fixa em que o rendimento é atrelado a essa taxa, como os CDBs pós-fixados, os fundos DI, as Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e títulos negociados via Tesouro Direto.

O que não significa que, quem tem um dinheiro em mãos para investir, deve colocar integralmente nessas modalidades, até porque, a aplicação deve ser escolhida de acordo com o prazo do que você quer realizar com esse dinheiro: curto (até um ano), médio (de um a dez anos) e longo prazo (acima de dez anos). Em uma primeira análise, posso afirmar que, para investimentos de curto prazo, é bastante interessante colocar o seu dinheiro nestas opções.


Reinaldo Domingos - PhD em Educação Financeira e está à frente do canal Dinheiro à Vista. Presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin -https://www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (https://www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira.


Vacinas x retomada no setor de eventos

Quase que a cada semana nas últimas 4, o Governo do Estado de SP vem anunciando antecipações do calendário de vacinação.

Sem dúvida nenhuma essa agilidade impacta em todos os mercados e claro, de maneira mais forte e importante no mercado de entretenimento, eventos e cultura tendo em vista que se trata de um setor que respira relações presenciais e vive os eventos como shows, congressos, feiras de negócios, festas, convenções, lançamentos etc.

Ainda que o mercado tenha se adequado ao momento trabalhando no formato digital e híbrido, é sabido que o presencial ainda é o mais eficaz e que resulta em movimento de empregos e fluxo financeiro mais expressivo.

Já ficou claro também que no retorno ao presencial, o híbrido será, sem dúvidas, o formato que estará presente na maioria dos projetos de live marketing, mas como podemos enxergar essa evolução ou retomada em relação ao que se vê diante da escalada das vacinas?

O mercado de Live Marketing como um todo está, sem dúvida nenhuma, ansioso pela vacina e a oportunidade de entregar seus projetos novamente com a mesma emoção presencial de antes, mas o que não pode ser esquecido é que retomar os projetos presenciais não é uma questão única de vacinar, mas sim do cliente se sentir seguro e confortável.

Quando falamos em eventos sociais (casamentos, bodas etc) envolvemos “CPFs”, mas quando se trata de projetos corporativos, neste caso os CNPJs são os mais envolvidos e esse ponto é o mais sensível. As marcas precisam sentir-se seguras e prontas para esse contato novamente.

E como nós, players e profissionais do mercado, podemos contribuir para essa confiança e segurança?

Desenvolver protocolos em conjunto com as entidades do setor e, inclusive, lado a lado entre concorrentes, afinal neste momento falamos de um objetivo em comum e isto precisa estar à frente de qualquer outro ponto.

Estimular seu cliente, aos poucos, a acreditar nesses protocolos, é mostrar tanto em custos quanto no projeto que é possível entregar com segurança, emoção e resultado dentro de novos padrões de proteção. Nossos clientes precisam conhecer, entender e sentir-se cuidados por nós, players e fornecedores do setor.

É preciso entender que, com vacina, com alguns estados vacinados, ainda não teremos 100% de segurança e teremos a parceria das máscaras, álcool gel e o distanciamento mínimo por um bom tempo ainda e isso nos faz trabalhar a cada dia mais focados em estruturar planilhas, defesas e argumentos de condução dos eventos presenciais.

Se mantivermos o olhar na experiência e nas inovações de tecnologia e comunicação que 2020 nos proporcionou, “forçadamente” ou não, indiscutivelmente nosso mundo de Live Marketing tem tudo para ser algo ainda mais apaixonante e surpreendente, seja em projetos 100% presenciais ou híbridos, nossos desafios estão em manter os propósitos evidentes, sermos mais humanos do que nunca e pra sempre, construirmos bases de segurança sólidas e elevarmos a régua do “humanizar marcas” mostrando que são constituídas, sim, por pessoas.

 


Felipe Guedes - sócio e diretor geral da Intensitá agência.

 

Taxa Selic 2021: O que impacta a elevação para 4,25% ao ano?


O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic 2021 em 0,75 ponto percentual. Com isso, o principal mecanismo de controle da inflação passou de 3,5% para 4,25% ao ano. Mas o terceiro reajuste seguido não foi surpresa para ninguém: o mercado financeiro e o próprio Banco Central já anteviam essa alta da taxa básica de juros, que ocorreu no igual patamar das duas anteriores, em março e maio deste ano.

 

Acontece que, agora, o Banco Central endureceu o tom com relação aos próximos reajustes da Selic. Mesmo projetando nova elevação de 0,75 ponto percentual para agosto, o comitê sinalizou que, por conta da economia em rápido aquecimento, pode haver também a necessidade de acelerar o ritmo de altas da taxa básica de juros nas próximas reuniões.

 

E enquanto o mercado aguarda pela divulgação da ata da reunião do Copom – que detalha a visão do Banco Central – uma coisa é certa: a alta da taxa Selic em 2021 vai impactar a vida do consumidor e os investimentos. De que forma?

 

Para se ter ideia, apenas em maio, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 0,83%, o maior patamar para o mês em 25 anos. O acumulado em 12 meses é de 8,06%. Nem mesmo o mercado esperava esse avanço, que foi puxado principalmente pela inflação no atacado.

 

Diante de tal escalada, o Banco Central se vê forçado a aumentar o ritmo das altas da Selic no curto prazo, buscando levar a inflação aos níveis próximos à meta. Com esse último aumento da Selic, diminuiria a necessidade de elevações maiores nos juros a longo prazo, por exemplo.

 

Já nos investimentos, há impactos principalmente em títulos de renda fixa: neste atual cenário, os títulos prefixados e indexados à inflação, com prazos mais longos, podem apresentar valorização em um primeiro momento.

 

Por outro lado, os títulos de curto prazo devem se desvalorizar, o que prejudicaria investidores que já investem em produtos pré-fixados e atrelados à inflação. Mas é importante dizer que o mercado financeiro considera o cenário da alta da Selic positivo para outros títulos que acompanham a taxa básica de juros.

 

Enfim, o atual cenário de alta da inflação e da Selic exige ainda mais atenção do consumidor e dos investidores conscientes, até porque, com o atual ritmo da economia, os ajustes não devem parar por aí: a estimativa dos economistas é que a Selic atinja 6,5% ao final deste ano. Por isso, é muito importante contar com a ajuda de um especialista para que os investimentos sejam feitos de melhor forma.

 

Nesse sentido, a Ethimos, um dos maiores escritórios da XP, conta com assessores de investimentos com grande experiência no mercado e tem o atendimento de qualidade comprovado pelo selo NPS (Net Promoter Score).

 


Leonardo Costa - assessor de investimentos, sócio e head de Renda Fixa da Ethimos.


Por que investir a restituição do imposto de renda?

Especialista em investimentos cita quatro dicas para começar o fundo reserva; Ações, CDB's e Títulos Públicos Federais estão entre as opções para quem está começando a investir

 

A tão aguardada restituição do imposto de renda em 2021 já começou, o primeiro lote aconteceu em 31 de maio, sendo o maior lote restituído da história em valor pago e em número de contribuintes, de acordo com o fisco. São mais de R$ 6 bilhões e o número de pessoas ultrapassa 3 milhões. Ao todo, serão cinco lotes de restituição, sempre no final dos meses até setembro. 

Somente em 2020, foram mais de R$ 23 bilhões restituídos pelo fisco. Com isso, surge uma pergunta: o que fazer com o valor recebido? O assessor de investimento da iHUB, Daniel Abrahão, explica que desde que as dívidas estejam quitadas e o consumo necessário seja feito, o próximo passo é investir, sempre de acordo com o perfil e os objetivos de cada contribuinte, de preferência com a ajuda de um especialista. 

Quando essa devolução de impostos acontece, são recursos que não estávamos esperando, neste sentido, um dos destinos possíveis é iniciar ou aumentar os investimentos. Abaixo, Abrahão lista quatro dicas de como começar a investir com o valor da restituição:

  • A primeira etapa é começar a formar um fundo de reserva, investimentos que podem suprir alguma necessidade em uma emergência de gastos;
  • Esqueça a história de que investir é somente para quem tem muito dinheiro, com um valor pequeno é já possível começar a investir;
  • A reserva de emergência deve ser constituída com investimentos de rápido resgate e conservadores, como Títulos Públicos e CDB com liquidez, ou até fundos de investimentos conservadores; 
  • Assim que o fundo estiver formado, o próximo passo é diversificar o portfólio de investimentos, como diz o ditado “nunca coloque os ovos em uma cesta”, por isso, o mantra da diversificação deve ser sempre respeitado. Algumas opções são os investimentos internacionais, alternativos, setores diferentes e de maior prazo;

 

Opções de investimentos para quem está começando

Bolsa de valores: é indicado para o investidor que aceita correr mais riscos. A possibilidade de ganhos acima da média não deve levar o investidor a concentrar uma porcentagem muito alta em ativos de risco. Devido a volatilidade, ou seja, o sobe e desce nos preços, ter um longo horizonte de investimento e contar com a ajuda de um especialista, é muito importante.

A taxa Selic em patamares historicamente baixos e o aumento da liquidez global pelos instrumentos dos Banco Centrais e governos para conter a crise da covid-19, faz com que investimentos na Bolsa sejam uma opção. A B3 recentemente está entre as melhores do mundo em termos de performance nos últimos 3 meses, subindo +12,5% em reais e +22% em dólares.

 

CDB’s: o Certificado de Depósito Bancário (CDB) pode ser uma alternativa, principalmente se o horizonte de investimentos for maior. Os CDB’s assim como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), podem ser atrelados à inflação, pré-fixados ou o mais comum, acompanhar a SELIC. 

São investimentos mais conservadores, mas vale ressaltar que observar a qualidade da empresa emissora do crédito é importante, mesmo que essas opções sejam cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito em caso de inadimplência do emissor.

 

Títulos Públicos Federais: caso a intenção do investidor seja a segurança, abrindo mão parcialmente da rentabilidade, o Tesouro Selic e o Tesouro IPC-A são boas opções por serem considerados os investimentos mais seguros. 

De acordo com o assessor de investimentos, existem diversas outras possibilidades de alocação dos valores recebidos pela restituição. O brasileiro vem, recentemente, se acostumando a investir e, definitivamente, o tema está em alta e deve perdurar. Assim como mercados mais maduros como, Estados Unidos e Europa, os investimentos vêm cada vez mais fazendo parte das conversas entre amigos ou na família.

Atualmente, o brasileiro tem mais de 1 trilhão de reais na poupança, segundo o Banco Central. “Com o valor da restituição em mãos, é recomendado que as pessoas estudem as melhores possibilidades de investimentos. Para a grande maioria que ainda vai receber esse valor extra, é indicado se informar e buscar a ajuda de um especialista em investimentos, para que assim seja possível a busca de melhores resultados”, finaliza, Abrahão. 

 

 

Daniel Abrahão - assessor de investimentos e sócio da iHUB Investimentos, empresa especializada credenciada pela XP Investimentos. Possui mais de 2,5 mil clientes, somando mais de R$1 bilhão em valores investidos.


Está aberto o prazo para recurso das inscrições do Vestibular das Fatecs

Candidatos podem solicitar a reavaliação das inscrições deferidas e indeferidas para as Fatecs nesta quinta e sexta-feira, pela internet; resultado será divulgado no dia 23 de junho


Os interessados em solicitar a reavaliação das inscrições deferidas e indeferidas para o processo seletivo das Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado podem fazer o pedido pelo site www.vestibularfatec.com.br nesta quinta e sexta-feira (17 e 18). A lista divulgada ontem, 16, inclui os candidatos cuja documentação e notas das disciplinas de Português e Matemática inseridas no sistema foram aceitas ou rejeitadas, após conferência dos organizadores do Vestibular.

O recurso permite retificar as notas inseridas e reenviar os documentos comprobatórios (informados erroneamente, ilegíveis, incompletos ou diferentes do que deveriam ter sido anexados). O resultado do recurso será divulgado no dia 23 de junho.

A verificação da relação preliminar de inscrições deferidas e indeferidas, do período para recurso, da lista de classificação e da convocação para matrícula é de inteira responsabilidade do candidato.


Processo seletivo

O total de vagas, 18.160, está distribuído entre os 84 cursos de graduação tecnológica das Fatecs. Esse número representa um crescimento de 2.360 vagas comparado ao mesmo semestre do ano passado.

Serão avaliadas as notas das disciplinas de Português e Matemática da segunda série do Ensino Médio. Candidatos que estão cursando o Ensino Médio por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou modalidade semelhante podem apresentar notas referentes ao segundo termo deste ciclo, desde que no ato da matrícula comprovem a conclusão do Ensino Médio.

Em 30 de junho será divulgada a lista de classificação geral e a primeira lista de convocação para matrícula das Fatecs. A seleção dos convocados será por análise de histórico escolar, sem prova presencial ou online. A mudança do critério de avaliação se fez necessária para atender ao distanciamento social, recomendado pelo Governo do Estado de São Paulo e autoridades sanitárias, visando preservar a saúde dos candidatos.

Os cursos terão o início pelos formatos remoto ou híbrido (parte presencial e parte virtual), até que as regras do isolamento social sejam flexibilizadas e seja possível o retorno às aulas presenciais.

Moradores da Capital e Grande São Paulo podem esclarecer dúvidas pelos telefones (11) 3471-4103 (Capital e Grande São Paulo) e 0800-596 9696 (demais localidades) ou em vestibularfatec.com.br

 

Centro Paula SouzaAutarquia do Governo do Estado de São Paulo vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, o Centro Paula Souza (CPS) administra as Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e as Escolas Técnicas (Etecs) estaduais, além das classes descentralizadas – unidades que funcionam com um ou mais cursos, sob a supervisão de uma Etec –, em cerca de 360 municípios paulistas. As Etecs atendem mais de 228 mil estudantes nos Ensinos Técnico, Integrado e Médio. Nas Fatecs, o número de matriculados nos cursos de graduação tecnológica supera 94 mil alunos.


Conheça o significado de 5 termos do mercado da saúde

A Pipo Saúde separou os principais vocábulos do setor em forma de um glossário para facilitar o entendimento da população

 

O amplo mercado de saúde tende a ser um tanto quanto complexo, em suas leis e termos, principalmente para as pessoas que não têm familiaridade com o tema. Pensando em uma forma de facilitar, democratizar o acesso à informação e agregar maior conhecimento para as pessoas, a Pipo Saúde, startup de gestão de benefícios que nasceu com o objetivo de otimizar e facilitar a relação do RH de empresas com planos e serviços de saúde, preparou um pequeno glossário com alguns termos utilizados no dia a dia desse setor. Confira:


Break-even da apólice

Se refere ao valor máximo de sinistralidade aceitável em uma apólice. Em contratos de plano de saúde, esse número geralmente é de 70%. Caso a sinistralidade passe do valor do break even, o reajuste anual do plano poderá ser superior à taxa de inflação médica.


CPT - Cobertura Parcial Temporária

É a restrição na cobertura do plano de saúde que pode ser aplicada pelas operadoras no caso de doença ou lesão preexistente. Ela pode durar no máximo 24 meses e só pode abranger cirurgia, leitos de alta tecnologia e procedimentos de alta complexidade diretamente relacionados à doença ou lesão preexistente.


Congêneres

São empresas que comercializam os mesmos produtos, conhecidas como congêneres, por exemplo: Bradesco Seguros e Amil (ambas vendem plano de saúde).


DUT

É o conjunto de regras da ANS que servem para orientar e regulamentar o uso de procedimentos médicos e exames complementares. Por exemplo, você só pode fazer cirurgia de miopia se o grau for entre -5,0 e -10,0.


Glosa

É o valor que a operadora não concorda em pagar a um prestador por não concordar com a fatura. Alguns dos exemplos mais comuns é quando o prestador cobrar uma quantia diferente de um valor tabelado, ou se falta documentação adequada.


O Brasil parou de sorrir: 7 em cada 10 brasileiros não estão dando mais risadas, diz pesquis

Maioria da população também se sente mais cansada e impaciente


54% estão chorando mais e 28% passaram a tomar medicação para ansiedade ou depressão


O impacto da Covid-19 na saúde mental dos brasileiros, que já estão há 15 meses entre isolamentos, flexibilizações e restrições e ainda envoltos por centenas de milhares de mortes, é alarmante. Levantamento inédito (1800 brasileiros/ maio de 2021) da Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado, revela que 79% considera-se hoje estressado e 54% afirma chorar mais. 53% dos brasileiros dizem que não se sentem em paz. 71% deixaram de dar risadas, e consequentemente a maioria da população, 66%, está mais impaciente com outras pessoas.

O ciclo se tornou vicioso. Tudo é causa e consequência. A insegurança do momento atual trouxe uma nova realidade: 58,4% dos brasileiros não estão se alimentando corretamente, 68,2% estão consumindo mais doces, que em excesso, podem ser extremamente prejudiciais. "A situação atual gerou uma hipervigilância que somada à falta de perspectivas e prazos tornou as pessoas mais ansiosas, com a chamada 'coronasônia', que é o aumento da insônia na pandemia". Hoje mais de 56% dos brasileiros não conseguem dormir direito, decorrência dos hábitos desregrados e dos sentimentos de incerteza que hoje habitam essa rotina estranha." explica Ligia Mello, coordenadora da pesquisa e sócia da Hibou.

O cansaço virou rotina. 80% dos brasileiros se sentem mais fadigados. "A Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconheceu este momento de cansaço como 'fadiga pandêmica', consequência do esgotamento gerado pelo medo de um vírus que ninguém vê e de todas as mudanças do dia a dia." diz Lígia. A fadiga traz consequências, como por exemplo, a impaciência social. "No auge da interação online, através das vídeo-chamadas, lives e redes sociais, é necessário criar tempos individuais, instantes de reflexão e autoconhecimento. O excesso de informação e a frustração das incertezas causa uma angústia que afeta diretamente a relação com o outro." completa Ligia. Para melhorar este cenário, 46,7% dos brasileiros estão se cuidando mais e 28% da população tem tomado medicamentos para ansiedade ou depressão.

A relação a dois também foi analisada pelo estudo. 84% das pessoas que estão em um relacionamento afirmam não ter aumentado a frequência do sexo. E apenas 6% dos brasileiros conseguiram iniciar um relacionamento.

A pandemia trouxe também muitas mudanças em relação ao trabalho. Em home office ou presencial, 51% dos brasileiros afirmam que estão trabalhando mais. 58%, por outro lado, disseram que desistiram de algum projeto. "O avanço da cultura empreendedora no Brasil perdeu força com a pandemia. O país tinha, na sua maioria, o perfil de empreendedorismo por necessidade, que continuou, mas o apoio e as possibilidades diminuíram muito. A falta de suporte financeiro fez com que muitos fechassem seus negócios. A saúde financeira dessas empresas não suportou a primeira onda. Outras nasceram como opções para o desemprego, mas a maioria não consegue se manter.", diz Ligia.

 


Hibou

consumo. https://www.lehibou.com.br


Detran alerta: não jogue dinheiro fora para "zerar" sua CNH

Condutor pode utilizar os canais digitais do Detran.SP para formalizar o processo de suspensão e ter sua habilitação de volta sem custos 


“Está com a CNH suspensa? Nós podemos te ajudar!” É bem provável que você já tenha visto alguma propaganda semelhante ao slogan acima na TV, na rádio, na internet ou até mesmo em panfletos. Muita gente não sabe, mas os cidadãos podem formalizar o início do processo de cumprimento da suspensão de suas habilitações sem custo algum e voltar a ter o direito de dirigir dentro do mesmo prazo que muitas vezes são oferecidos como “menor” ou “mais rápido” por empresas que prometem solucionar de uma forma mais eficaz os casos dos condutores que contratam seus serviços.

 

E esse serviço pode ser feito de maneira online, por meio dos canais digitais do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP). Além disso, a economia no bolso pode variar entre R$ 1 mil e R$ 1,3 mil, valores médios cobrados por estabelecimentos que prestam serviços de assessoria para os condutores que tiveram suas Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) suspensas.

 

A Diretoria de Habilitação do Detran.SP esclarece que não há qualquer diferença quanto ao tempo de suspensão e o procedimento é o mesmo se o cidadão procurar diretamente o Departamento de Trânsito, de maneira online, para formalizar o início do seu processo. E o mais importante: economizando dinheiro em tempos ainda mais difíceis por conta da crise econômica em decorrência da pandemia.

 

A suspensão da CNH varia com base no tipo e na gravidade das infrações, além do próprio histórico do condutor. Os motoristas podem realizar o serviço por meio dos portais do Detran.SP e do Poupatempo, além do aplicativo do Poupatempo.

 

Início do cumprimento de suspensão pelo portal do Detran.SP

 

É valido reforçar que o cidadão não tem mais a necessidade de entregar fisicamente a sua habilitação para iniciar o processo de cumprimentos da suspensão. Saiba como solicitar os serviços de maneira online e sem custos adicionais:   


Defesa da suspensão

 

Ao ser notificado do processo de suspensão do direito de dirigir, o motorista pode se defender contra a aplicação da penalidade, conforme prevê a legislação federal de trânsito, e apresentar sua defesa ao Detran.SP por escrito, de forma online, até a data-limite que consta na carta enviada pelo órgão. A data-limite sempre dá um prazo de pelo menos 30 dias a partir da entrega da correspondência para o condutor apresentar a defesa.

 

Caso não concorde com o resultado ou não tenha apresentado defesa, o motorista pode recorrer em 1ª instância à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari) do Detran.SP. Se o recurso à Jari também for indeferido, o condutor poderá recorrer em 2ª instância ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran/SP) – ambos devem ser feitos por escrito e protocolados de maneira online em até 30 dias a partir do resultado da Jari.

 

Se ao final todos os recursos forem indeferidos, a penalidade de suspensão do direito de dirigir será aplicada.

 

O passo a passo para a apresentação da defesa está disponível em: https://bit.ly/2SrQlHO

 

 

Suspensão da CNH

 

Caso o cidadão não queira apresentar defesa ou tenha seu recurso indeferido em todas as instâncias, ele deverá dar início ao processo de suspensão do direito de dirigir.

 

No portal do Detran.SP, o passo a passo para a o início do cumprimento da suspensão está disponível em: https://bit.ly/3vpqVbr . Após formalizar o processo, será inserido um bloqueio no seu prontuário iniciando a contagem do prazo da penalidade.   

 

No aplicativo do Poupatempo, o serviço está disponível em: Serviços > CNH > Suspensão, cassação e reabilitação.

 

O tutorial também está disponível no Canal do Detran.SP no YouTube, no link: https://bit.ly/3pY7YLE

 


Início do cumprimento de suspensão pelo aplicativo do Poupatempo


Importantes mudanças na Lei de Improbidade

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou a proposta que revisa a Lei de Improbidade Administrativa (Projeto de Lei 10887/18), o texto elaborado pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Uma importante mudança trazida pelo projeto de lei é a que estabelece punição apenas para agentes públicos que agirem com dolo, ou seja, com intenção de lesar a administração pública.

Conforme destacado pelo Ministro Napoleão Nunes Maia no Agravo no Recurso Especial nº 1.296.981 – SP, “A Lei de Improbidade Administrativa, como todos sabemos, nasceu com a finalidade de combater e sancionar as condutas dos agentes de atos que afetem a moralidade e maltratem a coisa pública; os seus comandos, todavia, são bastante abertos, havendo, portanto, a necessidade de utilizá-la com certa prudência, a fim de que o próprio instrumento jurídico não seja enfraquecido e se torne impotente, vulgarizando-se pelo excesso de sua utilização ou, até mesmo, que seja utilizado como mero mecanismo de repercussão nos elementos de disputa e competição eleitoral, por exemplo”.

A alteração aprovada pela Câmara dos Deputados, no que pertine a exigência da comprovação do dolo do gestor público para ser condenado por improbidade administrativa por ato lesivo ao erário, veio para corrigir a amplitude da redação originária do artigo 10 da Lei de Improbidade. O texto atual é um espaço aberto para os excessos punitivos.

O Ministro Napoleão pontuou que “A repressão às improbidades é como a repressão aos crimes ou a repressão à criminalidade: deve ser feita com muita energia, mas dentro dos parâmetros da legalidade estrita, porque se trata de Direito Sancionador; no plano teórico, pode-se dizer que a função dos julgadores é sobranceira a propósitos punitivos: os seus empenhos são orientados por um ideal que transcende os objetivos imediatistas da sanção a qualquer custo; e assim é porque nenhuma lei traz em si a mesma solução dos litígios de forma cem por cento completa, mas somente e apenas sugerida, por isso toda solução de disputas intersubjetivas deve conter elementos próprios e insubstituíveis da realidade moral da disputa considerada, sob pena de incorrer em abstrações, muitas vezes errôneas e frequentemente perversas: este é o pressuposto essencial da necessidade da permanente atuação da autoridade judicial atenta e isenta de compromissos explícitos ou dissimulados com a literalidade das leis escritas”.

No mesmo sentido o Ministro Luiz Fux asseverou: “É cediço que a má-fé é premissa do ato ilegal e ímprobo. Consectariamente, a ilegalidade só adquire o status de improbidade quando a conduta antijurídica fere os princípios constitucionais da Administração Pública coadjuvados pela má-fé do administrador. A improbidade administrativa, mais que um ato ilegal, deve traduzir, necessariamente, a falta de boa-fé, a desonestidade, o que não restou comprovado nos autos pelas informações disponíveis no acórdão recorrido”.

Ressalte-se que o artigo 10 da Lei 8429/93, em vigor, descreve como ato de improbidade por lesão ao erário “qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei”. Dessa forma, o texto atual estabelece que o agente público que age com culpa (negligência, imprudência ou imperícia) deve ser considerado e maculado, indistintamente, como desonesto e sofrer as severas sanções impostas pela lei de improbidade.

O projeto de lei altera essa idiossincrasia legislativa ao pontuar que apenas e tão somente as ações ou omissões dolosas, que causarem lesão ao erário, serão punidas com as severas sanções legislativa, as quais, inclusive, foram majoradas na proposta aprovada pela Câmara dos Deputados.

Essa importante alteração vai ao encontro da posição no Ministro Napoleão Nunes Maia, senão vejamos: “Em face dessa situação, não se deve admitir que a conduta apenas culposa renda ensejo à responsabilização do agente por improbidade administrativa; com efeito, a negligência, a imprudência ou a imperícia, embora possam ser consideradas condutas irregulares e, portanto, passíveis de sanção, não são suficientes para ensejar a punição por improbidade administrativa, devendo ser sancionadas com outras penas, até para se atender ao requisito da proporção das coisas, tão essencial no Direito Sancionador”.

Outro ponto importante a ser destacado na alteração é o aumento das sanções impostas ao agente público ímprobo.

Atualmente a lesão ao erário por ato de improbidade o agente tem as seguintes penalidades: “na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos

Com a alteração a sanção passa a ser de “perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até doze anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a doze anos”.

Há outras alterações, como a que traz mudanças significativas na regra de reconhecimento da prescrição, vão causar discussões acaloradas. O texto atual prevê a seguinte redação: “até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança”. Com a alteração aprovada a prescrição terá o seguinte regramento: “Art. 23. A ação para a aplicação das sanções previstas nesta Lei prescreve em 8 (oito) anos, contados a partir da ocorrência do fato ou, no caso de infrações permanentes, do dia em que cessou a permanência”.

O PL 10887/18 aprovado pela Câmara dos Deputados, agora, segue para o Senado Federal. Vamos aguardar se os senadores mantem o corajoso texto aprovado pela esmagadora maioria dos deputados federais e as importantes alterações legislativas.



Marcelo Aith - advogado especialista em Direito Público e professor convidado da Escola Paulista de Direito (EPD)


quarta-feira, 16 de junho de 2021

SEGUNDO ANO SEM AS TRADICIONAIS COMEMORAÇÕES DO MÊS DE JUNHO. VOCÊ TÁ PREPARADO PARA ISSO? VEJA COMO CADA SIGNO VAI REAGIR

Quem é você durante as comemorações na quarentena? De acordo com o seu signo, você pode ficar mais ou menos abalado com a ausência desta festividade.

 

Pelo segundo ano consecutivo não haverá quadrilha, vinho quente, correio elegante e muita diversão quadriculada por aí. As principais festas de São João estão proibidas e até aqueles encontros com amigos e familiares pede cautela. Por isso, mais uma vez vamos viver um mês de junho diferente e as comemorações terão que acontecer em casa com aqueles que moram conosco ou até de forma virtual com os amigos. E para não deixar de lado esse momento tão especial de comidas, música e alegria de lado, a astróloga Yara Vieira, do Astrocentro, revela que esse momento é para aquecer o coração com uma quadrilha mais caseira e revelou as características de cada signo nessas festas.

 

Áries (21/03 a 20/04)

Por mais que ainda não tenhamos as festas como antigamente, os arianos não perdem a chance de se divertir um pouco e será necessário tomar cuidado para que o impulso não a faça burlar os cuidados da quarentena. Mas, mantendo-se em casa eles vão investir em brincadeiras, comidas, bebidas e fazer a festa em casa, bombar. O nativo de Áries vai fazer de tudo para que a festa junina aconteça com tudo que tem direito, mesmo que para poucos.

 

Touro (21/04 a 20/05)

Como um bom taurino, essa comemoração não passaria em branco, ou você achou que eles iam deixar de desfrutar de todas as comidas típicas que eles amam só porque não podem sair de casa? Pode ser que não seja tudo bem animado e exposto. Mas com certeza, uma musiquinha e muitos quitutes doces e salgados vai rolar na casa do taurino, mesmo que seja apenas para ele.  

 

Gêmeos (21/05 a 20/06)

Festa é o sobrenome dos geminianos! É capaz deles fazerem festa junina o mês inteirinho só por conta do seu aniversário. Por causa do distanciamento social eles estão tendo um pouco de dificuldade, mas sabendo que a tecnologia pode ajudá-los a trazer toda a comunicação e diversão que eles tanto gostam, eles vão se amarrar em fazer uma festa virtual. Pode esperar brincadeiras típicas, mesmo à distância, acontecendo na sua festa junina.

 

Câncer (21/06 a 22/07)

A forma dos cancerianos de aproveitar o momento junino é demonstrando muito amor. Para alguns é o mês de aniversário e por isso é mais um motivo para comemorar. Além disso, para eles que vão ter de ficar em casa, não será nada ruim. Afinal, vai rolar uma festinha com os seus familiares com muito sertanejo sofrência e comidas gostosas feitas com muito amor. Pra eles, isso é o que basta!

 

Leão (23/07 a 22/08)

Os nativos de Leão sempre vão aproveitar das datas festivas para ser o centro das atenções! Pode ter certeza de que eles farão uma live para que todos os seus amigos se divirtam com ele nesse período. Os leoninos são daqueles que vão fazer a quadrilha sozinho em frente uma câmera só para fazer a alegria do povo. Então, preparem as redes sociais que eles vão marcar presença por lá.

 

Virgem (23/08 a 23/09)

Para os virginianos, essa festa a distância só vai acontecer se for organizada por eles. Eles farão questão de criar essa atmosfera perfeita, tudo para se certificar que a festa a distância seja tão boa quanto uma festa junina presencial. Não duvide se o nativo criar uma coreografia para trazer um ambiente muito mais realista. E se ele te convidar pra dançar, não o decepcione e encare o personagem.

 

Libra (23/09 a 22/10)

A ideia de uma festa sem convidados não anima muito a libriano. Por mais que ele tente participar das brincadeiras, coloque música e faça muitas comidinhas, a festa junina não terá a mesma animação em seu coração. Agora uma forma de atrair esse signo para a realidade da quarentena, é o famoso correio elegante online já que ele adora brincar com os crushs com joguinhos de sedução.

 

Escorpião (23/10 a 21/11)

Os escorpianos amam as festas juninas para resolver questões pendentes. Seja dar em cima do contatinho através do correio elegante, ou até mesmo colocar na prisão aquele seu desafeto. Claro que a quarentena vai impedir que ele faça tudo isso na mesma intensidade, mas ele ainda não passará esse momento em branco. Com o apoio de sua família, esse nativo vai tentar trazer para perto todas as tradições da festa junina que puder.

 

Sagitário (22/11 a 21/12)

Aqui teremos 2 tipos de sagitarianos! O primeiro é o que vai se negar fazer qualquer coisa porque não tem uma festa de verdade. Onde já se viu passar a festa junina dentro de casa? Não vai ter festa e está oficialmente adiado para o fim da quarentena esse momento. O segundo grupo é aquele que fará até uma fogueira em seu quintal para sentir que está vivendo sim esse momento. Desse jeito, será com muitas comidinhas, música, dança e pode ter certeza que até uma câmera para levar sua alegria ao mundo.

 

Capricórnio (22/12 a 20/01)

Quanto custa um joguinho de pesca na quermesse? E uma maçã do amor? O quentão está quanto? Esse tipo de perturbação que o capricorniano passa todo ano em uma quermesse desta vez não acontecerá e esse será um momento de felicidade até para o nativo que é bastante tradicionalista. Ele não ficará feliz em pular essa comemoração, mas o fato de estar sendo tudo em casa é maravilhoso para o seu bolso. Por conta disso, com muita alegria e companhia de sua família, o nativo de Capricórnio terá a sua festa junina (econômica) na quarentena.

 

Aquário (21/01 a 18/02)

Os nativos de Aquário adoram novidades e por isso estão sempre em busca de aventuras. Só que a quarentena deu um banho de água fria nessa sua energia, não é mesmo? Apesar de não achar tanta graça em algo que acontece todos os anos, para os aquarianos comemorar de uma maneira diferente, poderá atraí-los. Claro que está dispensado todos os tipos de live, pois essa onda já deu né? O aquariano vai curtir a festa junina usando a tecnologia a seu favor e testando vários aplicativos para fazer o seu encontro com os amigos acontecer e matar a saudade.

 

Peixes (19/02 a 20/03)

Os piscianos são muito ligadas à sua família e, para esses nativos, a festa junina é uma oportunidade de curtir junto com eles. E eles vão trazer tudo para dentro da sua casa para que tenha a real emoção do São João. Então pode esperar comida típica, bebidas, doces e decoração tudo do melhor trazendo essa energia para o seu lar.

 

 

Astrocentro

www.astrocentro.com.br


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