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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Exercícios de Pilates podem amenizar dores nas costas causadas pelo Home Office

 Especialista elabora um treino rápido e fácil que ajuda a relaxar a tensão muscular

Créditos: Pure Pilates


Alongamento, expansão da consciência corporal, aumento da flexibilidade, resistência e melhora da coordenação motora são apenas alguns dos muitos benefícios que a prática do Pilates pode proporcionar. Durante a pandemia, a atividade se tornou uma grande aliada para aqueles que buscam melhorar dores nas costas e até mesmo tonificar os músculos.

Quando praticada corretamente, a atividade fortalece toda musculatura responsável pela sustentação da nossa coluna, e principalmente a base dela, conhecida como lombar, região famosa por muitas dores. A professora Joselma Araújo (CREF 245732), da Pure Pilates, maior rede de Pilates da América Latina, indica alguns exercícios para fazer em casa e aliviar as dores:


Exercício de Gato

Posição: em posição de quatro apoios ou de gato, inspire. Na expiração traga sua coluna em direção ao teto, fazendo um arco como um gato arrepiado. Nesse momento a cabeça precisa acompanhar o movimento e o seu olhar deve ser direcionado para o meio das pernas. Ao retornar imagine levando os ísquios para longe (como se fosse empinar o bumbum) e leve o olhar para frente. Expire e retome o movimento.

Repetições: 10 a 12 repetições.



 Rolamento da coluna na parede

Posição: de pé, encoste sua cabeça e coluna na parede, perceba quais pontos estão apoiados e quais pontos da coluna estão sem apoio. Deixe os braços ao longo do corpo. Inspire, na expiração role sua cabeça e coluna em direção ao chão. Deixe os braços pesarem como pêndulos para baixo. Na próxima expiração procure ativar o abdômen e subir a coluna rolando vértebra por vértebra na parede, atente para a cabeça subir por último.

Repetições: 4 a 8 repetições.

Fazer aquela pausa durante o trabalha para se alongar é de extrema importância, os chamados exercícios compensatórios evitam lesões por esforço repetitivo, além de ajudar a corrigir vícios posturais. As pausas podem acontecer por 30 diários ou sempre que sentir a musculatura tensionada e com dores. XX também indicou dois exercícios de alongamento:



 Spine Strech (Alongamento da coluna)

Posição: Sente-se com o tronco reto, pernas esticadas à frente. Mantenha seus braços retos elevados na altura dos ombros, procure manter a sensação de crescimento da cabeça em direção ao teto. Leve os braços em direção aos pés arredondando sua coluna. Retorne montando a coluna na posição inicial.

Repetições: 6 a 8 repetições.


 

Exercício de Sereia:

Posição: sentado com as pernas cruzadas em Z eleve um braço em direção ao teto, imagine que quer alcançar o teto com a ponta dos dedos e ganhar espaço entre as costelas, agora leve na expiração a coluna e o braço em flexão lateral.

Repetições: 8 a 10 repetições (para cada lado).



 

Pure Pilates

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Facebook: /pure.pilates.br


Por que é tão importante a ducha ao entrar e sair da água

 Freepik
Seja na piscina ou no mar, elas ajudam a manter a qualidade da água e a regulagem de temperatura corporal

 

Existem locais em que as duchas são obrigatórias, caso contrário, um banho de piscina poderá ficar na vontade. Conforme a dermatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção RS (SBD - RS), Analupe Webber, além da higiene, as duchas ajudam a manter a própria qualidade da água e servem como uma espécie de regulagem de temperatura do corpo.

“Além de evitar um possível choque térmico, ela retira a oleosidade, suor, areia ou excesso de substâncias que tenham sido aplicadas na pele e ajuda a manter a qualidade da água. Importante lembrar que, após o banho de piscina é necessária uma nova ducha para retirar o excesso de cloro”, afirma.

Existem casos, ainda, em que o cloro da piscina pode gerar coceira, dermatites ou alergias em função do contato com produtos químicos e a cloramina, substâncias tóxicas resultantes da reação do cloro com impurezas da água. Nesses casos, a dermatologista recomenda lavar a pele com água e sabonete neutro e fazer uma hidratação em seguida, se perceber ressecamento.

“Se houver vermelhidão intensa na pele ou muita coceira, ou mesmo irritação nos olhos, nariz e garganta, é preciso procurar avaliação médica. Já na saída do mar, é fundamental remover o excesso de sal que pode ressecar a pele e causar coceira. Deve-se ter cuidado especial em pacientes que já apresentam alergias como dermatite atópica ou de contato”, destaca.

Já em locais que não disponibilizam a ducha, Analupe alerta para a alternativa de borrifar o corpo com água mineral. Outra observação que não pode ser esquecida é o uso de protetor solar nos ambientes em que a piscina for aberta. Em locais fechados e com piscinas térmicas, também importante lembrar que o vapor pode irritar a pele em pessoas predispostas.

 



Fernanda Calegaro


Coordenação: Marcelo Matusiak


Como cultivar uma mentalidade vencedora?

Enfrentar crises e superar desafios está na realidade de qualquer empreendedor. Em tempos de quarentena, mais do que nunca, isso se tornou uma rotina. Mudanças no cenário econômico, no processo de vendas, reuniões virtuais, enfim, uma infinidade de pequenas mudanças no dia a dia de uma empresa.

Dito isso, a mudança mais relevante é a interna, relacionada aos nossos próprios hábitos e padrões comportamentais. Mais do que nunca, se faz necessário ter uma mentalidade forte e saudável. Para ilustrar isso, convido você a ler, com muita atenção, uma milenar história oriental.

O jovem e triste discípulo perguntou ao mestre:

- Mestre, como posso parar de me preocupar com as adversidades com que me encontro?

O sábio mestre, compadecido com o jovem, pediu que ele pegasse um punhado de sal e um copo com água. Em seguida, pediu para que ele despejasse o sal na água e bebesse o conteúdo, ao que perguntou se o discípulo havia gostado do sabor da água.


O discípulo respondeu:

- O sabor é terrível, está salgada e amarga, nunca tomei uma água tão ruim em toda minha vida.

Novamente, o mestre pediu que o discípulo repetisse o mesmo procedimento, só que agora, ao invés do copo com água, falou ao jovem para despejar o sal no rio próximo ao templo. Ambos foram, o jovem assim o fez e bebeu da água do rio.


Dessa vez, a resposta do discípulo foi diferente:

- Mestre, essa é a melhor água que já bebi, limpa e leve!

O mestre, então, de maneira calma e serena, explicou:
Não se trata de mudar o sal da vida e, sim, de se transformar, de um copo para um rio, aumentar de tamanho. Então, ao crescer e se tornar um ser humano maior, as adversidades não mais salgarão tua vida ou mudarão o teu sabor.

Os contos que perduram por séculos, em geral, contêm a semente da verdade. No caso da história acima, a de que diante de desafios e adversidades, devemos focar em ser pessoas melhores, mais profundas, ou seja, evoluir, pois assim a relevância dos problemas será cada vez menor.

Agora, juntando a mensagem das velhas tradições com o que existe de mais avançados na Psicologia Positiva, quero apresentar o conceito de Capital Psicológico Positivo:

Se trata de um estado de desenvolvimento relacionado a quatro capacidades humanas, sintetizadas no acrônimo HERO: H de Hope (Esperança), E de Efficacy (autoeficácia), R de Resilience (Resiliência) e O de Optimism (Otimismo).

Tal como um músculo, podemos desenvolver cada um desses. Me permita explicar um pouco mais o conceito:


  • Esperança

Esperança é a última que morre, todos conhecem esse antigo ditado popular, no entanto, poucos sabem que a esperança é o resultado final da habilidade de uma pessoa em relação a três competências específicas:

  1. estabelecer para si objetivos relevantes;
  2. encontrar caminhos e estratégias para esse objetivo;
  3. ter iniciativa e motivação para atingir esses objetivos;

Quer ter mais esperança? Reflita sobre esses três temas.

  • Eficácia
  • Eficácia é a crença de que você será bem sucedido nos projetos e resoluções que você se dispor, crença em sua capacidade de realização. Uma pessoa com a eficácia elevada tem a energia e vontade necessária para iniciar e concluir projetos, enfrentar crises e superar desafios.

  • Resiliência

Resiliência está muito relacionada à capacidade de retomar o mais rápido possível ao nosso estado de alto rendimento e performance psicológica, mesmo quando submetidos a desafios e dificuldades. Ou seja, o quão rápido nos recuperamos dos tropeços da vida.

Se tiver a oportunidade de estudar a bibliografia de grandes personalidades da história, irá se  inspirar pela maneira com que eles enfrentavam e superavam adversidades.


  • Otimismo
    Otimismo está relacionado à crença de que o futuro e as circunstâncias nos serão favoráveis. O grande fato é que existem inúmeros benefícios em se tornar uma pessoa otimista, incluindo uma personalidade mais agradável e maior propensão para buscar recursos e estratégias para seus objetivos.

 

Convido você agora a refletir: Qual dessas capacidades mentais você mais precisa neste exato momento?

Determinar isso é o primeiro passo em direção a uma mentalidade mais forte, um capital psicológico mais elevado. Convido você também a praticar essas capacidades, exercitá-las, encare-as com músculos emocionais. Quanto mais praticamos essas capacidades, assim como músculos, mais elas se tornam fortes e presentes em nossa vida.


Por último, busque ajuda!

Cada vez mais empresários e executivos procuram ajuda externa para desenvolver capacidades mentais, e, assim, elevar sua performance e resultados em seus negócios. É exatamente esse o papel de um coach especializado em psicologia positiva: trabalhar em parceria absoluta para garantir um capital psicológico superior e, assim, maiores resultados pessoais e profissionais.

Ao ler até aqui, você se familiarizou com o conceito de capital psicológico, juntamente com a importância de elevar sua esperança, eficácia, resiliência e otimismo.

Torço para que desenvolva as capacidades mentais acima mencionadas e, ao fazer isso, assim como na história do jovem discípulo, você também possa conquistar a profundidade psicológica suficiente para tornar as adversidades cada vez menos relevantes e, consequentemente, mais satisfação e realização em sua vida pessoal e profissional.

 



Valdez Monterazo - associado sênior na Sociedade Brasileira de Coaching, especializado em negócios, liderança e psicologia positiva. Tem cases de sucesso e promove resultados em diversos segmentos de pequenas e médias empresas. Saiba mais em: https://valdezmonterazo.com.br/

 

Espera pela vacinação pode piorar a saúde mental das pessoas

Falta de previsibilidade causa ainda mais ansiedade e estresse


Com a vacinação em vista, muitos acreditaram que 2021 seria um ano muito melhor, mas com um processo lento a caminho e novos picos de contaminação, principalmente na Europa, não só tem assustado as pessoas, como tem causado muita ansiedade para a chegada da vacinação na população geral.

A vacinação teve início no Brasil no dia 17 de Janeiro, mesmo assim, a faixa com maior parte da população, segundo o IBGE é dos 20 aos 34 anos, e essa parte da população não está nas primeiras fases de planejamento para receber a vacina, que conta inicialmente com os profissionais da saúde e a terceira idade, grupos mais afetados pela pandemia.

Segundo a psicóloga Eloize Franco da Silva, profissional da Clínica Arte Psico, todos esses fatores estão resultando em pessoas mais ansiosas e estressadas, com alterações no sono e na concentração. “Fora isso, ainda há o sentimento de impotência por não poder ajudar amigos e familiares e o fato de não poder vê-los”.

Para conseguir diminuir a ansiedade é preciso manter pensamentos positivos e questionar a veracidade dos pensamentos negativos, realizar atividades físicas e uma boa alimentação. É importante ter momentos de lazer na rotina, fazer atividades que sejam prazerosas, e tentar manter o pensamento no presente.

Controlar a respiração e evitar antecipar eventos futuros, outro ponto necessário é “aceitar a sua condição atual e não se culpar por isso, pensamentos que questionem o motivo disso estar acontecendo ou o que poderia ter feito diferente são disfuncionais e prejudiciais para a saúde mental”, completa a especialista.

Durante a pandemia, traumas de diversos tipos foram vivenciados pela população, o que leva a uma piora da saúde mental do indivíduo “E só um profissional pode ajudar com a saúde da nossa mente, a vacina trará saúde física, mas nem tudo se resolverá com a imunização. Alguém especializado ajudará na adaptação da nova rotina, a aceitação e o manejo para lidar com a ansiedade”, finaliza Silva.


CELULAR QUEBROU? SABER AS DIFERENÇAS ENTRE TELA E VIDRO PODE GERAR ECONOMIA DE ATÉ 70% NA HORA DO CONSERT

A queda do celular, um dos acidentes mais comuns em relação ao aparelho, pode acarretar a quebra do vidro ou tela do smartphone. Mas na maioria das vezes, diferente dos que muitos pensam, não é necessário fazer a troca de todo o LCD. Para sanar todas as dúvidas, a sócia e técnica do grupo FixOnline, Tatiana Moura, preparou um guia sobre a diferença entre tela e vidro que ajudarão os consumidores a identificarem os danos e não saírem no prejuízo ao realizarem o conserto


Pequenas extensões dos seres humanos, os celulares, apesar de toda a tecnologia que possuem, ainda são bem frágeis e suscetíveis a problemas quando caem no chão. Os maiores inconvenientes com esse tipo de acidente são os riscos no aparelho e a quebra da tela e do vidro. Esse último é o que mais gera dúvidas na hora do conserto. Será mesmo que é preciso trocar todo o LCD? De acordo com a técnica do grupo Fix Online, Tatiana Moura, a resposta é não. "Em 90% dos casos, é necessário fazer a troca somente do vidro, gerando uma economia de até 70% ao cliente", afirma.

Ainda segundo a profissional, muitos usuários, quando esse tipo de aborrecimento acontece, optam por comprar um novo aparelho por falta de conhecimento e acesso às assistências técnicas que prestam esse tipo de serviço. Em todo o Brasil, apenas 1% das assistências possuem o maquinário necessário para fazer a troca somente do vidro, entre elas a Fix Online. Isso porque é necessário um investimento alto para obter essas máquinas, além da mão de obra especializada e, por isso, a maioria prefere trocar todo o LCD; o que encarece o serviço e motiva as pessoas a optarem por um aparelho novo sem necessidade.

Pensando nisso, Tatiana preparou um guia para esclarecer as diferenças entre tela e vidro e, com isso, evitar que as pessoas sejam enganadas e adquiram um serviço não essencial.

Confira!


VIDRO OU TELA?



Tatiana também preparou uma tabela com alguns modelos de celulares, apontando o preço somente da troca de vidro e, também, de todo o LCD. "Se o cliente receber um orçamento altíssimo somente pela troca de vidro, pode ter certeza que irão mexer no LCD também", avisa.



Grupo FixOnline

 

5 maneiras de cultivar a gratidão no trabalho

Ao ser grato com quem faz parte da sua empresa, você não só será um profissional melhor como também terá outros benefícios; veja dicas de especialista em psicologia positiva

 

Somos gratos quando reconhecemos as coisas boas que recebemos de outras pessoas. Normalmente, dizemos “obrigado” em casa, na faculdade, em uma compra no supermercado... E no trabalho? Será que demonstramos nossa gratidão o suficiente?

Um simples “obrigado” não custa um centavo e tem efeitos benéficos mensuráveis tanto para quem dá quanto para quem recebe. “Em uma série de experimentos, os psicólogos norte-americanos Adam Grant e Francesca Gino descobriram que o agradecimento de um líder dava às pessoas um forte senso de valor próprio e autoeficácia”, conta Flora Victoria, mestre em psicologia positiva aplicada pela Universidade da Pensilvânia.

De acordo a especialista, o estudo também revela que a expressão de gratidão gera um efeito transbordador: os indivíduos confiam mais uns nos outros e têm mais probabilidade de ajudar o próximo.

“Construir uma cultura de gratidão no  ambiente organizacional não é fácil, mas vale a pena. Precisamos ver a gratidão como mais uma habilidade profissional que podemos cultivar ao lado de outras, como comunicação, resiliência e perdão”, diz Flora, que também é Embaixadora da Felicidade no Brasil pela World Happiness Summit. Ela enumera cinco dicas para aqueles que desejam promover a gratidão:


1) A liderança precisa dar o exemplo

Esta é uma das lições mais claras da pesquisa sobre a gratidão no local de trabalho: os funcionários precisam ouvir primeiro o “obrigado” dos gestores. Isso porque expressar gratidão pode fazer com que determinadas pessoas se sintam inseguras, principalmente em um local de trabalho com um histórico de ingratidão. Cabe aos líderes dizerem “obrigado” de forma clara, consistente e autêntica.

A gratidão também pode ser incluída em análises de desempenho e reuniões de equipe. Que tal usar cerca de cinco minutos para as pessoas agradecerem umas às outras por algo específico?


2) Agradeça às pessoas que nunca são agradecidas

Toda organização tem funcionários que estão no chamado backoffice, isto é, não atuam na área principal da empresa. Em um hospital, por exemplo, os profissionais de saúde estão na linha de frente. No entanto, outras equipes, como a administrativa e de limpeza, também são essenciais.

Agradecer a todos define um padrão e estabelece o tom. Isso amplia a compreensão coletiva sobre como a organização funciona, além de aumentar a confiança de forma geral.


3) Almeje a qualidade, não a quantidade

Forçar as pessoas a serem gratas não funciona. Pode fazer com que as expressões de gratidão pareçam falsas. A chave, então, é criar tempos e espaços que promovam a expressão voluntária e espontânea de gratidão.

Como transmitir verdade? Os detalhes são decisivos. Seja específico sobre uma pessoa ou alguma ação dela. Isso aumenta a sua própria apreciação e fica mais claro porque você está agradecendo.


4) Ofereça muitas oportunidades de gratidão

Nem todo mundo gosta de ser agradecido ou de dizer “obrigado” em público. Existem pessoas mais tímidas ou genuinamente modestas.

Para isso, é necessário criar oportunidades para que isso seja feito. Por exemplo: manter um diário de gratidão. A ideia é construir um mural físico com post-its em que cada um pode se expressar livremente. Também pode ser virtualmente, na intranet ou em outros canais de comunicação interna, por exemplo.

Mas esse projeto funcionará melhor se a empresa encorajar o “obrigado” a atingir seres humanos reais e não coisas. Em vez de agradecer o café, seja grato à pessoa que faz o café todas as manhãs.


5) Mesmo em momentos de crise, reserve um tempo para agradecer

Cultivar uma cultura de gratidão pode ser a melhor forma de ajudar o colaborador a se preparar para o estresse que vem com mudanças, conflitos e fracassos.

A gratidão ajuda os funcionários a ver ganhos mesmo em momentos difíceis. É uma espécie de “ferramenta” para transformar um obstáculo em uma oportunidade de crescimento. 

Veja algumas perguntas para ajudar as pessoas a se recuperarem de vivências difíceis:

  • Que lições a experiência nos ensinou?
  • Podemos encontrar maneiras de ser gratos pelo que aconteceu conosco agora, embora não estivéssemos na época em que ocorreu?
  • Que habilidade a experiência extraiu de nós que nos surpreendeu?
  • É possível tornarmos o local de trabalho melhor por causa disso?
  • A experiência removeu um obstáculo que antes nos impedia de sentir gratidão?

Quem pode fazer ginástica para o cérebro?

Conheça melhor o método que mudou a vida de 170 mil pessoas no Brasil

 

 Ao longo do último ano, mais de 12 mil pessoas iniciaram sua jornada por mais desempenho cognitivo no maior método de estimulação cognitiva da América Latina.

A prática de ginástica cerebral é uma atividade que estimula neurônios e ativa áreas distintas do cérebro, potencializando as habilidades cognitivas, como atenção, memória, raciocínio entre outras.

Podemos comparar os exercícios para o cérebro às atividades físicas? Podemos, porque quanto mais você exercita o seu corpo, mais saudável e mais forte ele fica. Guardadas as devidas proporções, no caso do cérebro, a lógica é a mesma: quanto mais estímulos corretos o órgão recebe, mais ágil e apto para respostas ele se torna.


Desafio crescente

O cérebro é um órgão que precisa ser constantemente estimulado e as motivações para isso podem até ser diferentes ao longo da vida: Qual função cerebral eu preciso otimizar? Qual o meu objetivo?  O objetivo é otimizar a concentração? Memória? Regular o estresse e as emoções? Porém, para todas essas perguntas, a resposta é uma só: estimulação cognitiva de excelência.

A ginástica cerebral adapta-se ao desempenho do aluno: nem muito fácil, para não se tornar chato ou desmotivante, nem muito difícil a ponto de causar frustação.


A partir de qual idade?

A Ginástica cerebral pode ser praticada a partir de 6 anos e não tem limite de idade. Em algumas unidades são aceitos alunos a partir dos 4 anos de idade.


Ginástica cerebral para crianças

O método Supera surgiu há 14 anos, da necessidade do seu presidente e fundador, Antônio Carlos Perpétuo, em auxiliar seu filho no desempenho escolar. As ferramentas da estimulação cognitiva auxiliam diretamente no processo de aprendizagem de crianças. Uma vez que tem mais atenção e concentração, a criança consegue desenvolver melhor seu raciocínio e, consequentemente, ter melhor desempenho escolar. Utilizando as ferramentas certas, a estimulação cognitiva trabalha a atenção, a concentração, criatividade, linguagem, memória e a agilidade de raciocínio. Além disso, o método contribui para o aperfeiçoamento da coordenação motora, autoestima, perseverança e disciplina.


Estimulação cognitiva para adolescentes e jovens

A ginástica para o cérebro aumenta a capacidade de memorização e torna o cérebro mais ágil. Estas habilidades são fundamentais para adolescentes em fase de vestibular, pois eles precisam absorver uma grande quantidade de informações. Os vestibulandos que fazem estimulação cognitiva têm um grande diferencial, porque lembram o conteúdo estudado na hora da prova e conseguem resolver as questões com mais rapidez e assertividade.


Estimulação cognitiva para adultos

“Muitos adultos durante sua formação acadêmica buscaram trabalhar sua capacitação profissional, porém, outras questões cognitivas e emocionais, como agilidade de raciocínio, poder de análise e síntese, equilíbrio emocional, desenvoltura nos relacionamentos, visão estratégica e auto motivação, foram ignoradas durante este processo de formação e são justamente essas habilidades que hoje dificultam o acesso destes profissionais a cargos de maior reconhecimento. A estimulação cognitiva trabalha todos esses pontos oferecendo uma nova oportunidade de capacitação para profissionais que querem ampliar suas potencialidades“, pontuou Patrícia Lessa, Diretora pedagógica do método Supera.


Estimulação cognitiva para os 60+

Em todo Brasil, milhares de idosos procuraram a ginástica para o cérebro para manter sua capacidade cognitiva, melhorar a memória e a qualidade de vida. A terceira idade é o público mais fiel do Supera. Para os idosos as atividades oferecidas estimulam as conexões neuronais mantêm o cérebro bem conectado e saudável, garantindo um desempenho efetivo da memória e do pensamento.


O que a estimulação cognitiva muda na minha vida?

Em diferentes faixas etárias, a estimulação cognitiva oferecida pelo Supera ajuda o indivíduo a potencializar suas habilidades cognitivas como a atenção, a agilidade de raciocínio, a criatividade e ao mesmo tempo o ajuda a tomar consciência de suas emoções, equilibrando mais seus relacionamentos e respostas aos desafios do dia a dia. Isso faz com que o indivíduo se sinta empoderado e cheio de motivação para enfrentar as demandas que lhes são propostas.


Em casa, crianças precisam de atenção máxima para evitar acidentes doméstico

 

 É importante verificar a fase de desenvolvimento em que a criança se encontra para que se possa correlacionar com os riscos inerentes a esses períodos
Divulgação

Ao analisar apenas algumas situações, foram mais de 16 mil internações em 2020; SBCM ressalta cuidados


O ambiente doméstico pode ser um campo minado para as crianças, sobretudo quando começam a engatinhar ou a andar e as mãozinhas tudo querem tocar. Quedas, contatos com itens tóxicos, cortantes e/ou de eletricidade, queimaduras e mordeduras de animais de estimação estão entre as principais causas de acidentes domésticos. De acordo com registros no DataSUS, em 2020, foram contabilizadas no país 16.765 internações envolvendo essas situações, em crianças até 4 anos, média de 45 casos por dia. No mesmo período, 80 perderam a vida.

“É importante verificar a fase de desenvolvimento em que a criança se encontra para que se possa correlacionar com os riscos inerentes a esses períodos e planejar as medidas eficazes para a prevenção de acidentes”, fala o presidente da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão), Dr. Henrique de Barros Pinto Netto.

Em recém-nascidos até os 4 meses, os problemas mais corriqueiros são quedas e queimaduras, sendo esta última muito comum no momento do banho, com água muito quente ou ao cair bebida, como café e chá, enquanto a criança está no colo.

De 5 a 10 meses, além de traumas em geral e queimaduras, choques elétricos também são bastante comuns. “É importante colocar proteção em todas as tomadas. São fáceis de encontrar e evitam graves acidentes”, fala o especialista.

Mordedura de animais é outra situação frequente. “A boca dos animais tem muitas bactérias. Em um caso desse, é fundamental limpar o local e buscar orientação médica”, fala o Dr. Henrique.

A partir do 1 ano, quando a criança começa a ficar em pé, quedas de escada e queimaduras por algum descuido na cozinha estão entre os principais riscos. “Barreiras de proteção na escada são importantes e, na cozinha, é preciso ficar atento para que a criança não chegue perto do forno e mantenha o cabo das panelas virado para dentro do fogão para impedir que as crianças maiores puxem recipientes ferventes”, salienta o médico.

Deixar plantas venenosas ou produtos tóxicos em local inacessível aos pequenos é outro cuidado essencial. Neste período de pandemia, o álcool em gel, que está presente a todo momento como forma rápida de higienização, também precisa estar longe do alcance dos pequenos. “Tem aumentado muito os registros de problemas envolvendo as crianças e álcool em gel, então, é preciso se atentar a deixar o produto em local bem guardado e que não seja de fácil acesso às crianças”, ressalta o presidente da SBCM.


 

SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão)

 http://www.cirurgiadamao.org.br/.


Os estigmas da mulher separada

Estamos na segunda década do Século XXI, mas percebo que ainda existem muitos tabus em relação ao divórcio, principalmente associados à uma visão de derrota, de uma relação que não deu certo. São preconceitos que persistem, especialmente no caso das mulheres; lembrando que a lei do divórcio foi promulgada em 1977.

É óbvio que quando as pessoas se casam, o intuito é manter a relação até o fim da vida. Mas entre o casamento e o fim de uma vida há muitas situações que podem mudar o rumo da história. E isso não pode ser entendido como um erro. Talvez, algumas relações se acertem exatamente quando o casal se separa; do contrário, a caminhada poderia ser, de fato, muito ruim, muito triste para ambos. É importante entender isso para não ficarmos na busca de explicar o inexplicável.

No passado - e ainda uma realidade em muitos núcleos sociais -, havia a ideia de que mulher saía de casa para o altar já com a sentença de "produto sem devolução". As preocupações por trás dessa sentença talvez estejam relacionadas ao aspecto financeiro. O marido assumia o papel de provedor da casa. Significava dizer que a mulher, caso o casamento terminasse, é que deveria assumir as responsabilidades pelo seu próprio sustento.

Outro estigma social que ainda persiste é a ideia de que a mulher solteira, a mãe solteira, separada ou divorciada, é alguém que "não segurou o casamento". Historicamente, a mulher separada não era bem vista, era sinônimo de leviana e, até mesmo, representava um risco para outros casamentos. Não era bem-vinda socialmente. E todos esses estigmas e preconceitos tomavam - e tomam ainda, em muitos casos - uma proporção maior quando a mulher tem filho.

É óbvio que atualmente todos esses preconceitos são bem menores ou praticamente desapareceram, dependendo do meio social que essa mulher frequenta; mas o fato é que, no geral, ainda existem e também estão por trás do sofrimento de quem se separa e não quer passar a ser vista dessa forma, como alguém que não deu certo.

Existe ainda a dificuldade da mãe solteira de seguir sua vida, mantendo suas amizades e o direito a cultivar seus hobbies e diversão. É fato que quando muitas pessoas encontram ainda hoje uma mãe se divertindo ou viajando sem o filho, a pergunta logo é: onde seu filho está? Isso porque o papel do cuidado com a criança está intrinsecamente ligado à mãe, o que certamente não acontece com o pai. A percepção ainda é de que esse papel é totalmente atribuído à mãe.

Apesar desses preconceitos estarem diminuindo com o tempo, com as conquistas femininas de autonomia e liderança no trabalho e em sociedade, esses estigmas ainda são evidentes. E são também um peso a mais em um momento tão crítico e conflitante que é o do rompimento da relação conjugal.

É importante que a mulher se liberte das amarras sociais e entenda que ser separada não significa que algo tenha dado errado em sua vida. A mulher separada, a mãe solteira, todas têm o direito de usufruir de momentos de lazer, independente de terem filho ou não; e devem seguir suas vidas sem o peso desses preconceitos. São conquistas que, certamente, farão o processo da separação e do divórcio ser encarado de forma bem mais salutar.

 


Daniel Lacerda - Psicólogo Clínico, colaborador do site Idivorciei (https://www.idivorciei.com.br), especialista em Saúde Mental.


Como os paradigmas determinam nossos resultados

 Você sabia que os nossos comportamentos habituais são moldados por paradigmas? Por causa deles, seguimos um determinado padrão e praticamente o tempo todo agimos no piloto automático. São pou­cas as vezes que tomamos decisões conscien­tes, racionais, que saímos do nosso padrão de pensamento.

Desde o momento que nos levantamos, até a hora de dormir, agimos seguin­do nossos hábitos. Faça o seguinte teste: da próxima vez que for vestir uma calça, por exemplo, observe qual é a perna que veste primeiro. Em seguida, tente inverter e comece a se vestir pela outra perna.

Toda vez que você faz alguma coisa de forma dife­rente do que está acostumado, isso gera um desconforto. Por quê? Porque a combinação dos nossos hábitos são os nossos paradigmas. Essa é a nossa programação, nosso padrão, nossa forma de agir.

Compreender tudo isso é fundamental para explicar porque não conseguimos obter os resultados que desejamos. Os resultados são o reflexo dos nossos paradigmas e estão em nosso subconsciente. São o conjunto de crenças, medos e superstições que existem em nossa mente desde criança.

Por isso, é fundamental dedicar-se a romper com os paradigmas. Mudá-los é transformar a forma como acreditamos nas coisas e em nós mesmos. É substituir aquilo em que acreditamos hoje por aquilo que queremos acreditar.  Só assim é possível modificar os resultados e a própria vida.

Fui garimpeiro durante 15 anos e até certo ponto da vida não conseguia imaginar que um dia teria tudo o que tenho hoje ou faria o que faço hoje. E isso só foi possível a partir do momento em que comecei a mudar minhas crenças, pas­sei a ousar mais, a fazer coisas que me considerava incapaz de fazer.  Mas como virar esta chave?

O processo de transformação depende de um aspecto essencial: construir uma nova autoimagem. Ela deve ser baseada não apenas naquilo que você quer ser, mas, essencialmente, em acreditar que já é. Inspire-se em pessoas que admira, molde suas ações e pratique-as. O sucesso não acontece ao acaso e nem de primeira. Desligue o piloto automático e assuma o comando da sua vida!

 


Marcos Trombetta - professor, mentor, empresário, escritor e criador do Eneamind (Mentes de Alta Performance), método baseado nos poderes mentais do eneagrama e tema do seu mais novo livro.


Recomeço? Primeiro, o porquê

Existe um texto - às vezes atribuído ao Carlos Drummond de Andrade, embora não seja de sua autoria - que corre na internet há bastante tempo. Diz assim:


O Tempo
"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui para diante tudo vai ser diferente. (...)"

A verdade é que é isso mesmo que nos acontece (a todos nós) na transição de cada ano. Quando entramos em dezembro, já exaustos e frustrados por tudo aquilo que não realizamos até ali, passamos a ansiar o novo ano, as novas metas, a página em branco para podermos escrever tudo aquilo que desejamos.

A renovação da esperança é essencial para o bom funcionamento da nossa vida em sociedade. Acontece que muitas vezes nesse novo ciclo nos propomos a muitas coisas, fazemos mil e uma resoluções e promessas - seja na área que for, da saúde à carreira, nos prometemos que esse ano faremos diferente para conseguir os resultados que desejamos - só para nos decepcionarmos pouco tempo depois, pela dificuldade da tarefa à nossa frente...

E, claro, os gurus do empreendedorismo e do desenvolvimento pessoal dirão que o problema é nossa falta de foco ou de produtividade e nos indicarão uma porção de livros, cursos e programas para que melhoremos nossa performance. Mas eu tenho outra sugestão: que cada um de nós comece pelo nosso porquê.

O escritor e palestrante Simon Sinek, autor do livro "Comece pelo porquê", explica qual o benefício de se fazer esse processo: nós nos conectamos com o motivo para se fazer algo e não com a atividade em si.


Ele criou uma ferramenta, que chamou de Golden Circle (ou Círculo Dourado, em português), que consiste em três círculos concêntricos, o mais interno sendo aquele que representa o "porquê"; o do meio, o "como"; e o mais externo, o "o quê". Toda a explicação do Simon é baseada em empresas e no seu sucesso, mas queria pedir a sua licença para fazer um paralelo com a vida e o planejamento de ações.

Todos nós sabemos "o que" temos que fazer - perder peso, aprender inglês, reduzir a ansiedade - e alguns de nós inclusive sabem "como" fazer isso - fazer exercício três vezes por semana, começar um curso intensivo de conversação, começar a meditar diariamente. O que quase ninguém pára para pensar e realmente definir é "porque" fazer isso que queremos fazer. Por que é relevante para a sua vida (e o seu ano) perder peso, aprender inglês ou reduzir a sua ansiedade? E enquanto não sabemos a razão da existência de algo, aquilo não se conecta com a nossa alma, e terminamos por abandonar a tarefa.

Ah, quer dizer então que é só escrever um motivo para fazer cada coisa que queremos fazer, que então o sucesso é garantido? Não. Não se trata de apenas racionalizar uma explicação, mas sim de entender se (e como) aquela ação tem a ver com o que você acredita.

Não entendeu? Vou usar um exemplo para explicar melhor: vamos supor que desde pequeno você tenha ouvido que falar inglês é importante para ter sucesso. Por conta disso, todo ano você coloca a linha "aprender inglês pra valer" na sua lista de resoluções. Acontece que você nunca usou o inglês no trabalho e não tem o sonho de morar fora. No fundo, você não acredita genuinamente que você seria mais bem-sucedido se falasse inglês. Você, na verdade, tem a convicção de que você avançaria na carreira se você conhecesse mais pessoas influentes e assim tivesse mais oportunidades de mostrar suas habilidades profissionais.

Se você tivesse a crença do exemplo acima, você acabaria tendo grandes dificuldades para cumprir sua promessa e se dedicar para aprender a língua. Essa tarefa simplesmente acabaria por perder prioridade, já que ela não teria real conexão com aquilo que você crê.

Agora, suponhamos que você acreditasse que quem fala inglês é mais inteligente e tem horizontes mais amplos, mesmo que não use o idioma no trabalho. Ou que você julgasse que quem consegue viajar e se comunicar na língua local é mais feliz. Não pareceria mais fácil aprender inglês com essa crença? Com certeza sim.

Sendo assim, comece hoje. O recomeço do ano já aconteceu, mas pode ser que o seu ainda não. Ainda é tempo de refletirmos a respeito dos seus porquês, das coisas em que você acredita com paixão; e a partir daí definir suas metas e partir para a ação.

Afinal, como diria Simon Sinek, o sucesso começa com a clareza da motivação - seu porquê - continua com a disciplina da execução - seu como - até chegar à consistência do resultado - seu o quê.




Ju Ferreira - palestrante e mentora, criadora da metodologia Alquimia Pessoal, executiva de uma empresa de TI há 17 anos. Mais informações em www.juferreira.com.br e www.alquimiapessoal.com.br


As minhas 'Janelas de Quarentena'

Foram meses de cárcere sem aviso prévio, sempre com um inimigo invisível à espreita; o medo de respirar mais do deveria se misturava com o receio de guardar a compra do supermercado na geladeira; o isolamento total do mundo exterior conviveu de mãos dadas com a certeza de que a reclusão, apesar de sufocar, era a única chance de sobrevivência. Confesso que a sensação de estar imersa numa narrativa Kafkiana foi o ponto de partida da série 'Janelas de Quarentena', a minha manifestação artística diante da pandemia nas grandes cidades.

A falta de espaços e a aglomeração natural da metrópole geraram em mim a curiosidade de pesquisar sobre como as pessoas estavam encarando a vida durante a pandemia nas grandes cidades. Comparei a vida em áreas menos densas, lugares onde minha família e amigos estavam vivendo, com o dia-a-dia das cidades verticais, como São Paulo, onde estou passando o meu lockdown. Todo esse processo provocou uma necessidade quase que catártica de humanizar a realidade da metrópole com a minha arte. Mas como fazer isso de dentro do meu apartamento? Foi então que olhei para janela e entendi que ela seria o meu meio de comunicação com o mundo exterior.

Do meu apartamento, o pedaço de céu, dentro da janela, era sinônimo de liberdade. Em um transe criativo de cinco horas, encontrei metros de fita de cetim coloridas e ‘bordei’ a rede de proteção da terraço, como uma forma de reinventar o espaço da cidade, oferecendo ao espectador uma prova de que ali a vida continuava e de que, de alguma forma, estavamos juntos e unidos em meio aquela situação extremamente desafiadora. A instalação foi como um grito de esperaça que gerou ecos e respostas por todos os lados. 

Depois de pronta, a obra causou interesse e reações das mais variadas no público que passava na rua e nos meus vizinhos, tanto do prédio onde vivo, quanto dos prédios em volta. Recebi mensagens de muitas pessoas que não conhecia e de vizinhos que nunca tinha conversado. A maior parte das pessoas me disseram que o ‘bordado' que eu fiz na janela era como um respiro em dias intermináveis de lockdown. 

A instalação foi o primeiro passo para a criação da série, 'Janelas de Quarentena’, que seguiu a mesma lógica do ‘bordado na janela’: a reinvenção do espaço urbano em tempos de pandemia. As obras foram desenvolvidas em chassis de madeira com telas de polietileno e fitas de cetim, que desenham o intervalo. Cada obra que compõe a série representa uma janela com todos os significados que ela pode oferecer: esperança, perspectiva, um novo dia, um começo, uma saída… 

Após meses criando em chassis de madeira, comecei a buscar janelas antigas em antiquários e em depósitos de madeira de demolição. Tive vontade de dar vida a algo que estava morrendo. Desenvolvi um apego às janelas e a todas as histórias que se passaram de um lado ou do outro de cada uma delas. Elas são testemunhas de histórias de amor, de superação de dor, de vida… Elas me inspiraram a criar novos capítulos para as suas histórias, como uma busca para os novos capítulos da minha vida.  

 


Taly Cohen - trabalha e vive em São Paulo. Já participou de importantes exposições como o X Salão Paulista de Arte Contemporânea, Projeto Galerias (Funarte), Anual de Artes (Faap), ArtSoul, SpArte, Coletiva na White Porch Gallery em Miami, entre outras. Foi citada na revista americana Forbes e no site Artnet pela empresária Paris Hilton, como um dos novos talentos de sua geração, além de ser uma das novas artistas pertencentes à sua seleta Coleção de Arte.

 

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