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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Intolerância e Alergia Alimentar não é frescura


As intolerâncias alimentares estão presentes em 40% da população e são frequentemente confundidas com alergias. Isso acontece devido ao fato de os sintomas serem, em diversos casos, parecidos. Especialmente aqueles relacionados com quadros gastrintestinais, como: diarreia, gases e distensão abdominal.

Não é frescura. Comer alimentos que provocam alergia no organismo pode desencadear processos alérgicos que, dependendo do nível de sensibilidade, aumentam o risco de choque anafilático, fechamento de glote, entre outras reações graves. É preciso ter atenção aos sintomas, fazer os testes e realizar o tratamento.

Qual a diferença entre intolerância alimentar e alergia alimentar?
Todas as reações desconfortáveis a alimentos são intolerâncias alimentares, podendo algumas ser alérgicas ou não. As alergias alimentares normalmente têm fundo genético: quando um dos pais apresenta alergia alimentar, o filho de 30% de chance de ter o mesmo problema. Quando pai e mãe têm a alergia, aí a criança tem 50% de chance de desenvolver os mesmos sintomas.

Outra diferença entre elas está no fator causador, pois as alergias são reações ligadas a alguma proteína presente no alimento, considerada como um elemento estranho pelo organismo. E a intolerância ocorre quando o corpo não possui enzimas para digerir determinado carboidrato, como no caso da lactose.


Quais os sintomas das alergias alimentares?

Nas alergias alimentares, os sintomas de desconforto presentes na intolerância alimentar são intensos e podem ser divididos em dois tipos.

Caso a alergia seja do tipo TH2, as reações são anafiláticas e muito mais conhecidas da população. Trata-se de uma alergia clássica: logo após comer, entre 15 minutos e seis horas, a ingestão do alimento pode provocar urticárias, coceira e vermelhidão na pele, além de cólicas e diarréia. Quando a alergia ao alimento é grave, a evolução nesses casos pode ser muito rápida e séria, com dificuldades respiratórias, vaso dilatação, diminuição da pressão arterial e da oxigenação cerebral, podendo levar à morte. As alergias do tipo TH1 demoram mais para se manifestar: em torno de 48h. As reações podem se manifestar com cólicas, dor abdominal, aumento da quantidade de fezes, dermatite, rinite e asma.


Quais os principais alimentos que provocam alergias?

No Brasil e na Inglaterra, o campeão em alergias alimentares é o leite e seus derivados. Nos EUA, o amendoim e as nozes são responsáveis por grande parte das alergias. Além desses, o trigo, a soja, peixes, clara de ovo, cacau, crustáceos e moluscos são alimentos que provocam alergias com frequência.

Os corantes provocam mesmo alergias?

Existe uma crença popular muito difundida de que o corante amarelo é o vilão das alergias. Ele, como outros, pode ser intolerado e alergênico para alguns organismos, mas isso é menos comum do que as pessoas imaginam.


Como saber qual o alimento que está provocando a alergia?

A principal forma de testar uma alergia é fazer a retirada do alimento que se desconfia que esteja provocando o problema. Os pacientes com alergia de tipo TH2 demorarão poucos dias para se reconhecer a melhora. No caso dos pacientes com alergias do tipo TH1, a dieta sem o alimento deve ser feita por um período de seis a oito semanas para que se possa observar mudança nos sintomas. Caso seja constatado o causador da alergia, o paciente deve cortá-lo de sua dieta. 

Outra maneira de identificar o causador da alergia é o teste de contato. Coloca-se os alimentos suspeitados em contato com a pele do paciente por 48h e se vê qual deles provoca a reação. Os testes de puntura fazer a aplicação de uma gota no antebraço do indivíduo e em 15 minutos se percebe o alimento que provocou a vermelhidão local e, assim, se identifica o problema.

Os testes feitos com centenas de alimentos ou da gota de sangue não são reconhecidos pelas Academias Americana e Europeia de Imunologia.


Quais são os sintomas da intolerância? Como diferenciá-los da alergia?
As alergias apresentam sintomas que variam desde erupções cutâneas até problemas mais sérios como as anafilaxias (acometimento de múltiplos órgãos, com ou sem queda da pressão arterial e falta de ar, quadros potencialmente fatais). Já nas intolerâncias alimentares, os sintomas são mais relacionados ao trato gastrointestinal, com transtornos na digestão do alimento

 
Sintomas de Alergia Alimentar
Sintomas de Intolerância Alimentar
Urticária e vermelhidão na pele
Coceira intensa na pele
Dificuldade para respirar
Inchaço no rosto ou língua
Vômitos e diarreia
Dor no estômago
Inchaço da barriga
Excesso de gases intestinais
Sensação de queimação na garganta
Vômitos e diarreia
Características dos sintomas
Características dos sintomas
Surgem imediatamente mesmo quando ingere pouca quantidade do alimento e os testes feitos na pele são positivos.
Podem demorar mais de 30 minutos para aparecer, sendo mais graves quanto maior for a quantidade de alimento ingerido, e os testes de alergia feitos na pele não apresentam alteração.

Com surge a intolerância alimentar? A pessoa já nasce com ela, pode
As intolerâncias são mais comuns em crianças maiores e adultos e permanecem por toda vida. No entanto, o indivíduo pode ser capaz de ingerir quantidades pequenas do leite ou seus derivados (iogurtes, queijos e bolos), gluten, etc... sem manifestar reações. Alergias iniciam-se geralmente no primeiro ano de vida, inclui diversas manifestações (reações graves e potencialmente fatais) e geralmente remite até o final da infância.

Porém, não são todas as alergias que desaparecem com o passar dos anos, depende muito do alimento. Leite, ovo, soja e trigo são alergias tipicamente transitórias, passíveis de serem remitidas. Alergias a amendoim, castanhas (nozes, castanha de caju, castanha do Pará, avelã, amêndoas e pistache), peixes e frutos do mar são tipicamente persistentes, podem iniciar em qualquer idade e dificilmente o indivíduo deixará de ser alérgico.

Nem sempre é possível identificar quais os alimentos que provocam alergia alimentar ou intolerância alimentar, pois os sintomas variam de acordo com o organismo de cada pessoa. No entanto, na maior parte dos casos, a alergia alimentar geralmente é provocado por alimentos como camarão, amendoim, tomate, marisco e kiwi. Enquanto que na intolerância alimentar, os principais alimentos incluem leite de vaca, ovo, morangos, nozes, espinafre e pão (gluten)


Origem vegetal: Tomate, espinafre, banana, nozes, couve, morango, ruibarbo
Origem animal: Leite e derivados, ovo, bacalhau, marisco, arenque, camarão, carne bovina

Industrializados: Chocolate, vinho tinto, pimenta.

Existem ainda aditivos alimentares, como conservantes, aromatizantes, antioxidantes e corantes, que estão presente em inúmeros alimentos industrializados, como biscoito, bolacha, comida congelada e linguiça, que podem causar intolerância alimentar. Os mais comuns são: 


Conservantes alimentares
E 210, E 219, E 200, E 203.
Aromatizantes alimentares
E 620, E 624, E 626, E 629, E 630, E 633.
Corantes alimentares
E 102, E 107, E 110, E 122, E 123, E 124, E 128, E 151.
Antioxidantes alimentares
E 311, E 320, E 321.

Estas letras e números podem ser vistas nos rótulos e nas embalagens dos industrializados e se desconfia que tem alergia a alguns destes aditivos, o mais adequado é evitar todos os alimentos industrializados e investir nos alimentos naturais, fazendo uma alimentação balanceada e diversificada.

Não existem tratamentos comprovados cientificamente que eliminem as alergias alimentares e as intolerâncias. O que se deve fazer é restringir o alimento causador dos sintomas. No entanto, quando a restrição a um determinado alimento for total, o paciente precisa fazer um acompanhamento para substituição nutricional.




Paula Fernandes Castilho - Nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo. Especialista em Nutrição Clínica pelo GANEP Capacitada em Fitoterapia em Nutricosméticos. Diretora da Sabor Integral Consultoria em Nutrição
http://www.saborintegral.com

Pergunte ao dentista: chocolate faz mal ou não aos dentes?


Não comer chocolates antes de dormir e avaliar o melhor tipo de produto são dicas valiosas

No dia 7 de julho foi comemorado o Dia Mundial do Chocolate. O produto, quase unanimidade na preferência de adultos e crianças, gera polêmica quando o assunto é a saúde dos dentes.

Segundo o especialista Edmilson Pelarigo, sócio fundador da OrthoDontic (maior rede de clínicas de ortodontia do País), o alimento exige mais atenção que o normal. "Com alta concentração de açúcar, é preciso cuidado redobrado ao consumir chocolates. A atenção com a higiene é fundamental", explica Pelarigo.

O especialista explica que o açúcar está presente em todos os tipos de chocolate, por isso, é preciso que a ação de higienização seja imediata após o consumo. "Para quem usa aparelho, por exemplo, é alto o risco do chocolate ficar acumulado entre os dentes e os brackets, e chocolates com amendoim e outros itens crocantes também podem danificar o aparelho".

A sócio fundador da OrthoDontic reuniu outras dicas importantes para quem quer comer chocolate sem culpa:


Não demore para fazer a escovação

O que favorece a formação de placa bacteriana que resulta em cárie não tem a ver com a quantidade de chocolate ingerida, mas com o tempo que o açúcar permanece na boca. A substância fermenta, tornando-se ácida e corroendo o esmalte do dente. O ideal é consumir o chocolate como sobremesa, após as principais refeições de modo que a higienização venha logo em seguida.


Cuidado com as crianças

Crianças muito pequenas (com cerca de até 3 anos) não são capazes de realizar a correta higienização bucal, necessitando, portanto, de auxílio de um adulto. Além de controlar a ingestão açúcares em excesso, é preciso atentar a escovação e a utilização obrigatória do fio dental. Nesta fase, a saúde bucal dos filhos é responsabilidade dos pais.


Não coma chocolates antes de dormir

A salivação é grande aliada da saúde bucal, diminuindo a concentração de bactérias e microrganismos instalados na boca. À noite, enquanto dormirmos, este processo se torna menos intenso, tornando a região da cavidade bucal mais vulnerável à proliferação bacteriana. Ingerir açúcares neste período sem realizar a higienização com muita atenção pode favorecer o desenvolvimento de cáries.


Avalie os tipos de chocolate

Os chocolates brancos têm maior concentração de açúcar em função da ausência do cacau. Isso não significa que não possa ser consumido, contudo, vale o alerta novamente para o cuidado com a higienização imediata. Os chocolates com recheio, por sua vez, grudam nos dentes com facilidade. Aqui vale verificar se não ficaram vestígios nos dentes durante a escovação.

O chocolate amargo é composto em cerca de 70 ou 80% de cacau, e, portanto, tem menos açúcar. Pesquisas comprovam que a fruta, que confere ao doce um gostinho mais amargo, também possui componentes anticariogênicos, contribuindo com higienização prevenindo cáries. Contudo, isso não é razão para deixar a escova de lado, pois o açúcar está presente em todos os tipos de chocolate.


Cuidado extra para quem usa aparelho

Para quem usa aparelho ortodôntico, vale a ressalva para chocolates com nozes, castanhas e outros ingredientes crocantes. Em função dos brackets, que podem ser danificados, um cuidado especial na hora de mastigar é essencial.




Isso é tudo? Encontre o seu Ikigai!


Nascida em 1921, Betty Friedan abordou a inquietação feminina que ocorria no século XX. Escreve a autora: “quando a mulher fazia as camas, as compras, comia sanduíches de amendoim com seus filhos e se deitava junto ao seu marido às noites, lhe dava medo fazer, inclusive fazer a si mesma, a pergunta nunca pronunciada: Isso é tudo?”.
Pontua a pesquisadora Betty Friedan que as mulheres de então sentiam um desconforto anônimo e costumavam referir-se a ele, verbalizando sentir-se vazia, incompleta, faltar algo e, não sabendo como resolver a indecifrável situação, recorriam muitas vezes à tranquilizantes.

O que foi acima referido pode ser relacionado com a teoria geral da motivação enunciada por Maslow, em particular, a teoria da satisfação de necessidades, que segundo o autor constitui o mais importante princípio para o desenvolvimento humano sadio, qual seja, a tendência para o surgimento de uma nova e mais elevada necessidade quando, ao ser suficientemente satisfeita, a necessidade inferior é preenchida.

Retomando o tema motivação, reportamos nossa visita aos pensadores japoneses, país onde existe a crença de que a longevidade e a saúde estão diretamente relacionados à alegria de se estar realizando aquilo que se ama.

Trazemos então a etimologia do termo Ikigai: ikiru, viver, e kai, a realização do que se deseja. Esse conceito pode nos ajudar na busca daquilo que dá sentido à nossa vida. Segundo ele, quando com igual feedback você responder as quatro perguntas que seguem, você está a caminho do seu ikigai:

O que você ama? 

O que você é bom em fazer? 

O que você pode ser pago para fazer? 

O que você faz que é bom para o mundo?

A busca do autoconhecimento preconizada pelo método Ikigai se baseia, como observamos, na junção de quatro dimensões da nossa vida: a paixão, a vocação, a profissão e a missão.

E, para concluir, hoje, em pleno século XXI, tempo do Neofeminino, assim respondemos ao questionamento de Friedan: “sabemos que aquela situação pode ser boa, mas não é tudo”. Cada uma de nós possui o próprio Ikigai e é hora de encontrar o seu. Pense com carinho e responda: qual é o meu ikigai?


Em frente!




Alice Schuch - escritora, palestrante, doutora e pesquisadora do universo


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