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terça-feira, 12 de setembro de 2017

E O SANTANDER ENCERROU O QUEERMUSEU



Foi cancelada a desrespeitosa mostra de quem exige respeito. Fechou a sectária exibição de quem se diz pela diversidade. Cancelaram a pornográfica exposição que degradava a homossexualidade. Neste último domingo (10/09), o Santander Cultural suspendeu o Queermuseu. Antes tarde do que nunca. 

        Nas 48 horas anteriores à decisão, a mobilização popular avolumou-se nas redes sociais e constrangeu o Santander a encerrá-la com um explícito pedido de desculpas aos que se declararam ofendidos. Não vou divagar sobre arte porque é um debate fora desta pauta e porque, sobre tais temas, nunca se entenderão artistas, críticos de arte e acadêmicos, seja entre si, seja uns com os outros. Meu interesse tampouco vai para o Queermuseu. O mundo da cultura deve estar aberto às possibilidades da criação humana. Pessoalmente, como não vou a exposições para sofrer, compareço apenas às que me concedem prazer estético. E não seria este o caso.

        O que me traz ao tema são as imagens que vi e que clamavam por protesto da sociedade e providência dos responsáveis. Convenhamos, uma exposição aberta ao público infantil exibindo atos de zoofilia, figuras de crianças em sugestões de pedofilia, e desrespeitosas à fé religiosa da maioria da população? A quem se sente discriminado e se declara objeto de preconceito, o tal museu não faz muito para ajudar. Bem ao contrário, num centro cultural importante da cidade, com direito a curadoria, coquetel de abertura e cobertura de imprensa, exibia um mosaico de aberrações. 

         Como pode exigir respeito quem não respeita os demais? Como pode pretender o devido reconhecimento social quem tolera ter sua diversidade representada por aquelas imagens? Numa inépcia monumental, a exposição favoreceu a atitude oposta. A ação teve o intuito de agredir emocional e espiritualmente, e alcançou o que pretendia - rejeição emocional e espiritual. O presidente do Santander Cultural, hospedeiro do evento, às vésperas da decisão pelo fechamento, ainda insistia em que o Queermuseu "está ancorado em um conceito no qual realmente acreditamos: a diversidade observada sob aspectos da variedade, da pluralidade e da diferença". Só faltou combinar com o conteúdo.

        Tem tudo a ver com este caso a persistência e a intolerância ululantes nas galerias dos parlamentos, em meio a coloridos arcos-íris, sempre que a abordagem de questões de gênero em ambiente escolar infantil e juvenil recebe veto legislativo. Chega a ser molestador, doentio, esse desejo de influenciar a sexualidade infantil dentro de sala de aula com a ideologia de gênero! Pois a mesma suspeitíssima fixação com a sexualidade das crianças compareceu ao evento proporcionado pelo Santander Cultural. Crianças merecem amor, respeito e zelo.

        Esclarecimento ao leitor destas linhas: quem pagou a conta desse despautério? Você, claro. Quem mais haveria de ser? O projeto foi desenvolvido pela Lei de Incentivo à Cultura, com apoio do Ministério da Cultura e Governo Federal.






 Percival Puggina - membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

PROTESTE avalia 15 marcas de ração para cães



Associação encontrou problemas em alimentos para o melhor amigo do homem


A PROTESTE, Associação de Defesa do Consumidor, testou 15 marcas de ração do tipo seco, para adultos e filhotes, a fim de avaliar a qualidade do alimento para o animal.

Dentre todas avaliadas, apenas a Champ apresentou pouca proteína e gordura, a maior fonte de energia dos cães. Isso pode tornar a alimentação do seu animal menos saudável, considerando que a ração desta marca possui menos nutrientes do que deveria.

Em contrapartida, todas as rações devem conter todos os nutrientes necessários à saúde do cão, em uma proporção equilibrada. A necessidade de comida do animal varia conforme o peso, a idade e o nível de atividade. No teste, a rotulagem foi o critério que alcançou as melhores notas. Apenas a ração da marca Magnus para adultos, foi considerada aceitável, por ter rótulo com letras pequenas e borradas, dificultando um pouco a leitura do mesmo.

No aspecto nutricional dos produtos a Associação mediu a qualidade das proteínas, que depende da quantidade e da digestibilidade (proporção do nutriente presente no alimento que será absorvida).  Com exceção da marca Pedigree para adultos, com baixa digestibilidade, e das duas versões da Champ, que têm menos proteínas do que deveriam, as demais apresentaram níveis iguais ou superiores ao indicado pela Federação Europeia da Indústria de Ração Animal (Fediaf), já que no Brasil não existe regulamento sobre os níveis adequados de nutrientes para rações.

Levando em conta a qualidade da gordura, essencial para a absorção de vitaminas e para o sabor da ração, destacaram-se os produtos Pro Plan, Royal Canin e Dog Show para adultos. Eles contêm bons teores de gordura e de ácido linoleico, ácido graxo essencial para os cachorros. A marca Champ, nas duas categorias, apresentou quantidade de gordura insuficiente, bem abaixo dos teores sugeridos pela Fediaf (5,5% para adultos e 8,5% para filhotes). Para filhotes, a melhor foi a Dog Show.

No alimento, o cálcio é importante para o funcionamento nervoso, muscular e para a formação e a manutenção dos ossos. O fósforo, também é analisado, uma vez que a quantidade de um e outro influencia na absorção de ambos. Este quesito mostrou estar dentro dos padrões assim como a quantidade de fibras nas rações. Ela está relacionada à saciedade do cão e ao bom funcionamento do seu intestino, mas, por outro lado, pode significar uma quantidade excessiva de vegetais nos alimentos. Todos os produtos foram bem avaliados nesse parâmetro, assim como no teor de carboidratos.

Quanto ao zinco, cuja carência corresponde a alterações no pelo, no trato digestivo e no sistema imunológico, as marcas Equilíbrio, Golden e Max para adultos apresentaram níveis um pouco abaixo do recomendado. Para filhotes, a única marca que falhou quanto aos parâmetros da Fediaf foi a Herói.

Já no valor energético, as rações Equilíbrio, ProPlan e Royal Canin foram as melhores. Para os filhotes, Golden e Dog Show se destacaram. De todas avaliadas neste quesito, o pior resultado foi o da marca Herói para filhotes, avaliada como fraca porque cada 100 g oferece menos do que as 340 calorias mínimas recomendadas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação (Anfal Pet).


Confira algumas dicas para cuidar melhor da alimentação do seu cão:

Quantidade - Dê a quantidade de ração conforme indicado na embalagem e de acordo com as orientações do veterinário, para evitar que o pet se acostume mal, comendo mais do que precisa, e fique obeso.


Frequência - Alimente seu cão duas vezes ao dia nos mesmos horários. No caso de filhotes, a frequência pode variar até para três refeições diárias. 


Local - Mantenha o comedouro e o bebedouro próximos, limpos e longe do local onde ele faz xixi e cocô. Lave diariamente os recipientes de ração e água.


Higiene - Fique atento ao surgimento de formigas, moscas ou outros insetos no comedouro e no bebedouro. Eles podem ser atraídos pela ração exposta. 


Mudanças - Mude a alimentação de maneira gradual, misturando o alimento já oferecido com o novo, seguindo as quantidades sugeridas na embalagem.


Companhia - Se tiver mais de um cão, alimente-os separadamente. Isso porque, juntos, os animais tendem a competir para ver quem come mais. 


Ossos - Não ofereça restos de comida, nem ossos ao seu cão. Eles soltam lascas, podendo machucar o cão e aumentam o risco de engasgo.


Doces – Não dê doces ao seu cão. Ele pode desenvolver hábitos seletivos e ficar “enjoado” para comer.




Mercado animado derruba dólar



Moeda brasileira se fortalece com bons ventos de Brasília que apontam uma melhora na governabilidade do presidente da República


O dólar à vista abriu esta segunda-feira, 11, em queda perante o real. Por volta das 11h50, a moeda norte-americana tinha baixa de 0,32%, a R$ 3,084 na venda. O motivo, segundo analistas, é que de Brasília chegam boas notícias. E até o cenário internacional colaborou.

“O fortalecimento da moeda brasileira é, com certeza, uma reação ante uma melhora na governabilidade de Michel Temer. O fato é que os investidores estão animados com o cenário político e econômico do país”, afirma o professor de Economia da IBE-FGV, João Mantoan, diretor do Economies Consultoria Empresarial.

O tom positivo do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para a reforma da Previdência foi um dos aspectos que contribuiu. Segundo ele, o governo decidiu “retomar com ênfase a reforma da Previdência”, que deve ser aprovada em outubro.

A produção industrial de julho superou as estimativas do mercado. A economia cresceu 0,2% no segundo trimestre, na comparação com o trimestre passado e 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado, interrompendo uma sequência de 12 quedas, de acordo com o IBGE.

Além disso, o corte de um ponto percentual da Selic para 8,25% ao ano, o menor nível em mais de quatro anos, também comprova que a economia pode, finalmente, estar entrando nos trilhos.

Mas, nada foi tão enfático para o mercado quanto as afirmações do ex-ministro Antonio Palocci sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Com o possível prejuízo à imagem de Lula, os investidores analisam como menores as chances dele disputar a presidência em 2018, o que seria ruim para os negócios no país”, esclarece Mantoan.

No exterior, o enfraquecimento do furacão Irma nos EUA e a não realização de novos testes nucleares pela Coreia do Norte no fim de semana aumentaram a disposição do investidor estrangeiro para ativos de risco.


Afinal, dólar em baixa é bom para o mercado brasileiro?

De acordo com o professor de Economia, quando a moeda norte-americana enfraquece, há duas situações a serem observadas.

Ele afirma que alivia o mercado no aspecto da recessão, pois acaba segurando a inflação ao reduzir alguns custos do mercado. “O dólar mais baixo diminui o preço de produtos feitos no Brasil com matéria prima importada e empurra para baixo o valor da revenda de artigos importados no Brasil”, explica.

“Porém, o enfraquecimento do real impacta a balança comercial negativamente. As exportações geram menos divisas para o país e, automaticamente, fazem com que a balança comercial tenha uma tendência de queda”, finaliza João Mantoan.





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