Médico-Veterinário da Vetnil® explica quais sinais podem indicar problemas no coração dos pets e esclarece dúvidas comuns sobre a saúde cardíaca dos animais
As cardiopatias correspondem a cerca de 10% dos atendimentos
na rotina clínica de pequenos animais, representando algumas das principais
causas de morbidade e mortalidade na clínica de pequenos animais. Embora
algumas cardiopatias sejam mais frequentes em animais idosos, essas alterações
podem surgir ao longo da vida e, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa nas
fases iniciais.
De acordo com Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da
Vetnil®, a avaliação clínica periódica é uma das principais formas de
acompanhar a saúde cardiovascular dos animais e identificar possíveis
alterações precocemente. Além disso, mudanças sutis no comportamento do pet,
como cansaço fácil, respiração mais acelerada, tosse frequente ou menor
disposição para atividades do dia a dia, podem ser alguns dos primeiros
indícios e merecem atenção dos responsáveis.
“O responsável convive diariamente com o pet e
costuma ser o primeiro a notar mudanças de comportamento. Quando há alterações
como cansaço excessivo, tosse frequente ou dificuldade para se exercitar, é
importante procurar avaliação veterinária para investigar a causa”, explica
Ribeiro.
Descubra os principais mitos e
verdades sobre cardiopatias em cães
Assim como acontece para diversas condições de
saúde, as doenças cardíacas em cães ainda geram dúvidas entre os responsáveis
pelos animais. A seguir, o veterinário esclarece alguns dos mitos e verdades
mais comuns sobre o tema.
1. Apenas cães idosos desenvolvem problemas
cardíacos
Mito. Embora o envelhecimento aumente o risco de
determinadas cardiopatias (como a doença valvar), cães jovens também podem
apresentar alterações no coração. Algumas raças possuem predisposição genética
e existem ainda doenças congênitas, presentes desde o nascimento.
“É verdade que muitos casos aparecem com o avanço
da idade, mas isso não significa que animais jovens estejam livres de
alterações cardíacas. Por isso, o acompanhamento veterinário ao longo de toda a
vida é tão importante”, explica Ribeiro.
2. Se o cachorro não apresenta sintomas, o coração
está saudável
Mito. Diversas doenças cardíacas evoluem de forma
silenciosa nas fases iniciais. Quando os sinais aparecem, podem incluir
intolerância ao exercício, respiração acelerada, desmaios ou tosse persistente.
“Muitas cardiopatias são identificadas durante
exames de rotina, antes mesmo de o responsável perceber algum sintoma. Um sinal
clássico auscultado pelo veterinário é o sopro, que indica que o cão apresenta
alguma alteração valvar que precisa ser investigada. Dessa forma, a consulta
veterinária permite avaliar o coração e investigar qualquer alteração de forma
precoce”, afirma.
3. Cães com cardiopatia não podem mais se exercitar
Mito. A prática de atividades físicas nem sempre
precisa ser interrompida. Em muitos casos, o animal pode continuar se
exercitando, desde que com intensidade adequada e sob orientação veterinária.
“O exercício moderado pode fazer parte da rotina de
muitos cães cardiopatas. Inclusive, é uma excelente forma de auxiliar na
manutenção do peso e oferecer bem-estar, pontos que auxiliarão no manejo da
doença cardíaca. O importante é respeitar o limite do animal e seguir as
orientações do médico-veterinário para evitar sobrecarga”, destaca o
veterinário da Vetnil®.
4. Tosse frequente pode estar relacionada a
problemas cardíacos
Verdade. Embora seja comumente associada a doenças
respiratórias, a tosse também pode ser um sinal de alterações cardíacas,
especialmente quando aparece com frequência ou vem acompanhada de cansaço e
dificuldade respiratória.
“Quando o coração aumenta de tamanho ou há
alterações na circulação, algumas estruturas próximas aos pulmões podem ser
afetadas, o que pode desencadear episódios de tosse. É importante entender
também que o grau de tosse não está diretamente correlacionado com o grau da
doença, não devendo ser um parâmetro para avaliar efetividade do tratamento”,
explica Ribeiro.
5. Cardiopatias reduzem o tempo de vida do cão e
não há medicação que possa prolongar a longevidade
Mito. Com diagnóstico precoce e acompanhamento
adequado, muitos cães com doenças cardíacas conseguem manter uma boa qualidade
de vida por longos períodos.
“Hoje temos mais recursos para acompanhar e manejar
essas condições. Quando o diagnóstico acontece cedo e o tratamento é seguido
corretamente, muitos animais continuam ativos e com boa qualidade de vida. O
ideal é termos exames de imagens específicos que nos permitam classificar o
estágio da doença cardíaca, principalmente falando das doenças valvares e cardiomiopatia
dilatada, iniciando o tratamento no momento certo para preservar a qualidade de
vida e estender ao máximo o período sem que o paciente avance a doença e
necessite de mais medicações e cuidados mais intensos”, ressalta.
Acompanhamento veterinário é
essencial para a saúde do coração
Segundo o veterinário da Vetnil®, manter consultas
regulares e realizar exames quando indicados são medidas importantes para
acompanhar a saúde do coração dos pets ao longo da vida. A observação atenta do
comportamento do animal também faz diferença, já que alterações na respiração,
cansaço excessivo, desmaios ou tosse persistente devem sempre ser avaliadas por
um médico-veterinário.
“Cuidar da saúde do coração também faz parte da
rotina de prevenção. Consultas periódicas e atenção aos sinais do animal ajudam
a identificar alterações precocemente e permitem que o pet receba o acompanhamento
adequado para viver com mais conforto e qualidade de vida”, conclui Ribeiro.

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