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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Pessoas tóxicas e suas facetas




Life Coach Luciane Cadan explica como pessoas tóxicas camuflam suas ações


Saber o que é relacionamento tóxico pode até parecer fácil, porém saber se está vivendo em um às vezes é difícil de compreender. Um relacionamento tóxico pode ser amoroso, entre amigos, ou até mesmo entre colegas de trabalho. O relacionamento tóxico é quando qualquer indivíduo afeta o outro negativamente, principalmente de maneira emocional, onde a pessoa atingida se sente inferior e isso gera um mal estar a curto, médio e longo prazo. 

Luciane Cadan, life coach, explica que estar em um relacionamento desse tipo é compreender que, mesmo que haja afeto com a outra pessoa, ela provoca discussões, acerta nos pontos fracos, atinge em cheio a saúde mental trazendo apenas energias negativas. “Geralmente, as pessoas tóxicas não têm empatia nem compaixão, não conhecem a palavra respeito e limite”, ressalta. Não que ela não saiba o que significa, mas talvez, ela não tenha recebido isso no decorrer da sua vida. Somos resultados de nossas experiências e talvez, essa pessoa tóxica não tenha passado pela linda experiência da empatia e da compaixão. 

As críticas são feitas exageradamente pela pessoa tóxica. De maneira manipuladora, um indivíduo tóxico nunca assume a culpa. Ele aponta o dedo da culpa para o outro, fazendo com que o outro se sinta fraco, inseguro, com ideias distorcidas em sua cabeça. Ele não age com auto-responsabilidade, encontrar o culpado acaba se tornando uma diversão, um prazer. 

E para ela, é um ciclo vicioso. A pessoa camufla suas ações tóxicas, diz que gosta ou ama, mas na verdade não perde a oportunidade de ferir e inferiorizar. 
E como se livrar de um relacionamento assim? Determinação é uma das palavras chaves, pois desapegar muitas vezes é dolorido. “Outro conselho que eu dou: estabeleça limites. Impor vontade, se sobressair e não deixar o julgamento da pessoa tóxica interferir nas decisões. O ato de merecer é de cada um, e cada um merece o melhor para si”, enfatiza. 

Vale lembrar que toda e qualquer forma de relação deve ser recíproca e deve fazer bem. A Life Coach diz que “um relacionamento saudável agrega, incentiva, é cheio de palavras esperançosas e agradáveis”, não que um relacionamento não tenha uma discussão, mas essa discussão deve ser para alinhar ideias e pensamentos, não para inferiorizar e dominar o outro. 

Para Luciane o último conselho:  “Ame sem medida, mas não esqueça de blindar-se contra o negativo, não aceitando qualquer energia em sua vida”, finaliza. As pessoas só entram em nossas vidas com a nossa permissão.





Como os relacionamentos interferem na felicidade



Eles fazem parte de nossas recordações e lembranças que sustentam os pensamentos para uma vida plena e feliz


Existem coisas na vida que não são palpáveis. Surgem em nossa mente através das recordações do passado. É assim quando refletimos sobre a felicidade. Costumamos mensurar o nosso nível de satisfação em relação à vida pela quantidade de boas lembranças que possuímos. Nesses momentos de reflexão que recorremos às lembranças. Algumas mais vívidas não demoram em se manifestar presentes e coloridas. E geralmente essas lembranças não são coisas materiais que construímos, nem mesmo grandes cargos que conquistamos, e sim momentos de felicidade partilhados com outras pessoas.

Em um exercício singelo, fechando os olhos por poucos segundos, a imagem de um abraço, de boas gargalhadas em grupo, de um olhar afetuoso, das mãos entrelaçadas, de um beijo, da conexão do corpo e da mente na hora de um encontro maior, surgem à mente rapidamente, nos fazendo suspirar, nos enchendo de humanidade. A vida é feita a partir dos relacionamentos, e quanto maior a excelência nesse quesito, maior é a satisfação do indivíduo em relação a sua própria experiência de vida. Essa foi a conclusão de uma longa pesquisa efetuada pela Universidade de Harvard que acompanhou a vida de 724 homens, durante cerca de sete décadas, e que concluiu que os participantes que nutriram e cultivaram boas relações durante a vida, envelheceram mais felizes e saudáveis. A pesquisa também concluiu que no tocante aos relacionamentos, o que vale mesmo é a qualidade e não a quantidade de relações.

Nessa hora, aquelas relações de amizade, que dizemos ser “à prova de fogo”, são na verdade as relações que trazem segurança e conforto, e que protegem quanto ao envelhecimento. As relações sociais são boas para o homem, e ao contrário, a solidão mata. Boas relações protegem o corpo e o cérebro do indivíduo. Viver em um universo de conflitos nas relações é prejudicial à saúde humana e afeta todas as áreas da vida.

Quando vivenciamos um relacionamento conturbado com o nosso parceiro ou parceira, quando não conseguimos nos entender com o nosso chefe ou colaboradores, quando não temos êxito em nos comunicar, quando estamos repletos de sentimentos limitantes, como a raiva, a culpa, o medo ou a tristeza por conta de um relacionamento, as áreas da nossa vida, como o trabalho, a saúde, o sexo, o lazer etc., são afetadas também.

A arte da comunicação, do relacionar-se com o outro, é uma das habilidades mais poderosas desenvolvida pelos seres humanos. A boa notícia é que muitas áreas do desenvolvimento humano, nas últimas décadas, desenvolveram ferramentas e recursos que podem ajudar qualquer pessoa que tenha como intenção se relacionar melhor com outros indivíduos. Ferramentas que elevam o padrão dos relacionamentos introduzindo recursos que auxiliam na comunicação, nas linguagens interna e externa, na escuta, nos estados emocionais, no poder da criação de empatia e na percepção da realidade em relação a si e ao outro.

As relações duram a vida toda, é um exercício longo e diário, não é efêmero, não tem apelos instantâneos como os do consumo ou dos pequenos prazeres que o dinheiro pode oferecer. No entanto, é no ciclo das relações que criamos, que estão guardadas as nossas mais preciosas joias, aquelas que quando fechamos os olhos num instante, em qualquer etapa de nossa jornada, surgem fortes e reluzentes nos dizendo da vitalidade da vida, da força do amor.




Hilda Medeiros – Transformando Realidades. Coach e terapeuta, realiza atendimento presencial e on-line. Ministra palestras, workshops e treinamentos em todo o Brasil - www.sucessonorelacionamento.com.br




Desnutrição atinge até 60% dos pacientes que dão entrada em hospitais da América Latina




A desnutrição é o distúrbio da saúde mais comum nos hospitais brasileiros, presente em 19 a 80% dos pacientes hospitalizados em estados mórbidos;

Aumenta o risco de desnutrição hospitalar com o uso de bolsas de alimentação parenteral industrializadas;

         Uma Audiência Pública na Câmara dos Deputados discutiu o assunto referente à saúde pública e hospitalar;


A perda de peso durante internações hospitalares é algo que não recebe a devida atenção no Brasil. Uma audiência pública que ocorreu no dia 5 de julho – solicitada pelos deputados Flávia Morais, do PDT/GO e Chico Lopes, do PCdoB/CE – abordou o uso das bolsas de NP em versões manipuladas versus versões industrializadas, o assunto foi amplamente discutido por especialistas da área, porém novas discussões sobre o tema deverão surgir, pois fazer uso dessa alternativa terapêutica é uma tomada de decisão médica. Segundo um estudo do Instituto Brasiliense de Nutrologia, de 19 a 80% das pessoas em estados mórbidos de internação possuem desnutrição hospitalar – algo que pode ser tratado com o uso da nutrição parenteral (NP), método terapêutico existente a mais de 50 anos indicado para pacientes que não podem se alimentar normalmente.

Segundo uma revisão de estudos lançada em junho de 2016 na revista especializada Clinical Nutrition, a desnutrição atinge de 40% a 60% dos pacientes que dão entrada em hospitais da América Latina. A revisão incluiu 66 pesquisas de 12 países, sendo que a maior parte dos estudos é brasileira. “A desnutrição intra-hospitalar aumenta os riscos de mortalidade e complicações, como infecção e diminuição da cicatrização de feridas, além dos custos hospitalares. Negligenciar o estado nutricional dos pacientes, é negligenciar parte do tratamento e recuperação da saúde do paciente.” afirma Dr. Guilherme Araújo, médico nutrólogo pelo programa de residência médica do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP) e pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), e Diretor acadêmico do Núcleo de Terapia Enteral e Parenteral (NUTEP) de Brasília.

Estudos discutidos no IBRANUTRO,simpósio feito pelo Instituto Brasiliense de Nutrologia, mostraram que pessoas desnutridas ou com predisposição a esta condição, possuem quatro vezes mais chances de morrer do que pacientes com boa condição nutricional. Para serem consideradas completas, as bolsas de nutrição parenteral devem conter elementos que atendam todas as necessidades nutricionais do paciente como água, carboidratos, lipídeos, aminoácidos, vitaminas, eletrólitos e oligoelementos; salvo pacientes com necessidades nutricionais particulares.

"Muitos pacientes recebem o tratamento com foco apenas na condição clínica ou doença que motivou a procura ao hospital. No entanto, infelizmente, parte destes pacientes não é submetida a uma triagem nutricional para que seja possível identificar o risco nutricional e muito menos a uma avaliação nutricional completa para que seja possível o diagnóstico nutricional." complementa o Dr. Fabiano Girade Corrêa, médico Intensivista pelo programa de residência médica do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE) e pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), Especialista em Nutrição Parenteral e Enteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Enteral e Parenteral (SBNPE) e Diretor Médico do Instituto Brasiliense de Nutrologia (IBRANUTRO).

Bolsas de nutrição parenteral industrializadas não suprem as particularidades nutricionais de grupos de pacientes específicos; seu uso prolongado sem o devido acompanhamento e a falta de individualização da terapia nutricional podem ser fatores agravantes para a situação de desnutrição nos hospitais brasileiros. O uso de NP manipuladas oferece maiores recursos terapêuticos por serem desenvolvidas levando em consideração a necessidade nutricional de cada um.

Segundo especialistas da área, trata-se de uma questão muito sensível para as pessoas que são afetadas pelas decisões tomadas em relação à nutrição parenteral, é necessário que se analise as relações de poder e o possível lobby realizado pelas grandes multinacionais farmacêuticas que produzem as bolsas industrializadas e exercem forte influência no cenário público decisório. A disputa desse mercado deve ser analisada para que o bem-estar do paciente seja sempre o foco das discussões. Durante a audiência pública foram discutidas legislações para regulamentar a produção de NP manipuladas, com análises semelhantes às realizadas em produções de larga escala, o que não se aplica a versão manipulada, por se tratar de formulações particulares a cada paciente e, por isso, apresentarem fórmulas individualizadas. A SCMED, órgão que regulamenta o preço de medicamentos industrializados no Brasil, esteve presente na audiência e discutiu as razões para a abrangência da regulamentação dos preços para as NP industrializadas e não para soluções manipuladas, sendo justificado pela diferenciação na produção e a cadeia de suprimentos diferentes para cada uma das versões produzidas.

Um impasse recorrente na discussão do tema é de quem seria responsável pela discussão junto ao poder público; durante a audiência pública, a AMIB (Associação da Medicina Intensiva Brasileira) foi responsável por trazer as discussões sobre assunto, porém a ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia) não esteve presente na audiência pública, o que pode demonstrar um conflito sobre de quem é a responsabilidade de levantar questões sobre o tema.

No IBRANUTRO, simpósio feito pelo Instituto Brasiliense de Nutrologia, foi rediscutido a relação entre o tempo que o paciente segue internado e a desnutrição, complicações no quadro de saúde, menor cicatrização entre outras complicações. O assunto é abordado desde a década de 1980, porém até agora, poucos avanços foram feitos sobre o assunto e pacientes continuam desenvolvendo desnutrição hospitalar mesmo sob cuidados de saúde dentro dos hospitais brasileiros.

A tomada de decisão sobre a estratégia terapêutica a ser utilizada no paciente é do prescritor que conhece as necessidades de cada paciente e não deve ser influenciada nem pelas indústrias farmacêuticas e nem pelas farmácias de manipulação. Antes de qualquer conclusão sobre o tema, é necessário que haja estudos mais aprofundados sobre a fim de que os pacientes em situação de desnutrição hospitalar sejam beneficiados.





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