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terça-feira, 2 de junho de 2026

Segurança alimentar vai além do acesso e coloca a qualidade dos alimentos no centro das discussões sobre saúde

No Dia Mundial da Segurança Alimentar, especialistas alertam para o impacto de alimentos contaminados e reforçam a importância de práticas seguras em toda a cadeia, do campo à mesa 

 

Ter o que comer já não é o único desafio quando o assunto é alimentação. Cada vez mais, a segurança alimentar passa a ser entendida de forma ampliada, envolvendo não apenas o acesso aos alimentos, mas também sua qualidade, segurança e valor nutricional. No Dia Mundial da Segurança Alimentar, celebrado em 7 de junho, o tema ganha relevância global diante de um cenário em que milhões de pessoas ainda são impactadas por doenças transmitidas por alimentos. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 600 milhões de pessoas adoecem todos os anos no mundo após consumir alimentos contaminados, resultando em aproximadamente 420 mil mortes anuais, com crianças menores de 5 anos representando 40% da carga de doenças transmitidas por alimentos (125.000 mortes por ano). A organização ainda aponta que em países de baixa e média renda, perdem-se anualmente US$110 bilhões em produtividade e despesas médicas devido a alimentos inseguros.

No Brasil, o tema também preocupa, um levantamento do Ministério da Saúde mostra que existem mais de 250 tipos de doenças transmitidas por alimentos (DTAs), geralmente causadas por bactérias, vírus, parasitas ou substâncias químicas nocivas, e que, entre 2014 e 2023, foram notificados 6.874 surtos de DTHA (Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar), resultando em 110.614 casos de doença e 121 óbitos.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) reforça que a segurança dos alimentos é um dos pilares essenciais para a saúde pública e para sistemas alimentares mais sustentáveis. Segundo Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil, a segurança alimentar está diretamente relacionada à qualidade e à segurança do que chega ao prato das pessoas. ‘’O alimento precisa cumprir seu papel nutricional sem representar riscos à saúde. Afinal, ele só cumpre seu papel se, além de nutritivo, for seguro para o consumo em todas as etapas, do campo à mesa”, afirma a especialista. 

Na prática, isso envolve diferentes etapas da cadeia produtiva: controle de qualidade, rastreabilidade, monitoramento de ingredientes, armazenamento adequado e processos rigorosos de produção. Dentro dessa agenda, a Nestlé cumpre estritamente a legislação vigente e todos os procedimentos e regulamentos, adota políticas e procedimentos rígidos de segurança e monitoramento do alimento ao longo de sua cadeia de produção, garantindo maior transparência e confiabilidade para o consumidor.

Para controle e execução de análises, a companhia conta ainda com um centro de qualidade equipado com tecnologia de ponta, o Nestlé Quality Assurance Center (NQAC), com foco na segurança dos alimentos, além de equipamentos e métodos específicos, constantemente revisados, para detecção de resíduos de agrotóxicos. 

A discussão sobre segurança alimentar também dialoga com um movimento crescente de consumidores mais atentos à origem dos alimentos, à forma como são produzidos e aos impactos na saúde. Em um cenário de maior acesso à informação, cresce a demanda por produtos que aliem qualidade, segurança e valor nutricional, o que reforça a importância de práticas responsáveis em toda a indústria de alimentos.

 

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