No Dia Mundial da
Segurança Alimentar, especialistas alertam para o impacto de alimentos
contaminados e reforçam a importância de práticas seguras em toda a cadeia, do
campo à mesa
Ter o que comer já não é o único desafio quando o
assunto é alimentação. Cada vez mais, a segurança alimentar passa a ser entendida
de forma ampliada, envolvendo não apenas o acesso aos alimentos, mas também sua
qualidade, segurança e valor nutricional. No Dia Mundial da Segurança
Alimentar, celebrado em 7 de junho, o tema ganha relevância global diante de um
cenário em que milhões de pessoas ainda são impactadas por doenças transmitidas
por alimentos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de
600 milhões de pessoas adoecem todos os anos no mundo após consumir alimentos
contaminados, resultando em aproximadamente 420 mil mortes anuais, com crianças
menores de 5 anos representando 40% da carga de doenças transmitidas por
alimentos (125.000 mortes por ano). A organização ainda aponta que em países de
baixa e média renda, perdem-se anualmente US$110 bilhões em produtividade e
despesas médicas devido a alimentos inseguros.
No Brasil, o tema também preocupa, um levantamento
do Ministério da Saúde mostra que existem mais de
250 tipos de doenças transmitidas por alimentos (DTAs), geralmente causadas por
bactérias, vírus, parasitas ou substâncias químicas nocivas, e que, entre 2014
e 2023, foram notificados 6.874 surtos de DTHA (Doenças de Transmissão Hídrica
e Alimentar), resultando em 110.614 casos de doença e 121 óbitos.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) reforça que a segurança dos alimentos é um dos pilares essenciais para
a saúde pública e para sistemas alimentares mais sustentáveis. Segundo Gisele Pavin,
head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil, a segurança alimentar
está diretamente relacionada à qualidade e à segurança do que chega ao prato
das pessoas. ‘’O alimento precisa cumprir seu papel nutricional sem representar
riscos à saúde. Afinal, ele só cumpre seu papel se, além de nutritivo, for
seguro para o consumo em todas as etapas, do campo à mesa”, afirma a
especialista.
Na prática, isso envolve diferentes etapas da
cadeia produtiva: controle de qualidade, rastreabilidade, monitoramento de
ingredientes, armazenamento adequado e processos rigorosos de produção. Dentro
dessa agenda, a Nestlé cumpre estritamente a legislação vigente e todos os
procedimentos e regulamentos, adota políticas e procedimentos rígidos de
segurança e monitoramento do alimento ao longo de sua cadeia de produção,
garantindo maior transparência e confiabilidade para o consumidor.
Para controle e execução de análises, a companhia
conta ainda com um centro de qualidade equipado com tecnologia de ponta, o
Nestlé Quality Assurance Center (NQAC), com foco na segurança dos alimentos,
além de equipamentos e métodos específicos, constantemente revisados, para
detecção de resíduos de agrotóxicos.
A discussão sobre segurança alimentar também
dialoga com um movimento crescente de consumidores mais atentos à origem dos
alimentos, à forma como são produzidos e aos impactos na saúde. Em um cenário
de maior acesso à informação, cresce a demanda por produtos que aliem
qualidade, segurança e valor nutricional, o que reforça a importância de
práticas responsáveis em toda a indústria de alimentos.
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