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A cidade de Dubai, nos Emirados Árabes
Unidos, passa a eliminar o valor mínimo de investimento para a concessão do
visto imobiliário de dois anos a compradores individuais, em mudança anunciada
pelo Dubai Land Department que flexibiliza as regras de residência
para investidores estrangeiros e amplia o acesso ao mercado local, antes
restrito a aportes mínimos de AED 750 mil, cerca de R$ 1 milhão.
Com a nova regra, qualquer pessoa que
adquira uma propriedade como único proprietário pode solicitar o benefício,
independentemente do valor do ativo. A medida reduz significativamente a
barreira de entrada e abre espaço para investidores com menor ticket médio.
A expectativa é que a mudança
impulsione o mercado imobiliário local, especialmente em segmentos mais
acessíveis, como studios e unidades compactas, além de ampliar o
perfil de investidores internacionais interessados em Dubai. O visto de dois anos
passa a funcionar como uma porta de entrada mais democrática dentro do sistema
de residência dos Emirados Árabes Unidos, que inclui ainda opções como o Golden
Visa de dez anos, voltado a investimentos a partir de AED 2 milhões.
A flexibilização, no entanto, não se
aplica a todos os casos. Em situações de copropriedade, quando duas ou mais
pessoas dividem a titularidade de um imóvel, permanece a exigência de
investimento mínimo proporcional, com cada participante precisando deter ao
menos AED 400 mil em participação para ser elegível ao visto.
Para brasileiros, o movimento ganha
relevância em um momento de crescente interesse pelo emirado. Segundo dados da
plataforma MH/Q, especializada em patrimônio privado de famílias de alta renda,
brasileiros já estruturaram US$ 1,5 bilhão em Dubai, um aumento de 66,6% em
relação ao ano anterior, quando o montante era de US$ 900 milhões. O número de
famílias que transferiram parte ou a totalidade de seus ativos também avançou,
passando de 18 para 30 em apenas um ano.
Na avaliação de Leo Ickowicz,
sócio-diretor da Elite International Realty, consultoria imobiliária
internacional fundada por brasileiros, com atuação também nos Emirados Árabes
Unidos, a mudança reforça o posicionamento global de Dubai como destino
estratégico para investimento imobiliário. “Ao reduzir a barreira de entrada,
Dubai amplia significativamente seu alcance e passa a atrair um perfil ainda
mais diversificado de investidores. Para o brasileiro, essa mudança é
especialmente relevante, porque permite acessar o mercado internacional com um
capital menor e ainda com o benefício de residência, algo que poucos destinos
oferecem hoje. Isso tende a acelerar o fluxo de investidores e consolidar Dubai
como uma das principais portas de entrada para quem busca diversificação
global”, afirma Ickowicz.
Dubai reúne fatores que ajudam a
explicar o crescente interesse de investidores internacionais. O emirado conta
com uma estrutura tributária favorável, sem cobrança de imposto de renda e sem
incidência de IVA sobre propriedades residenciais para investimento, além de
oferecer rentabilidade imobiliária média de cerca de 8% ao ano, acima da média
global, estimada em torno de 6%, e de mercados como os Estados Unidos, onde
gira em torno de 4%.
Outro diferencial é a estabilidade
econômica proporcionada pela vinculação do dirham, moeda local, ao
dólar americano, o que reduz a volatilidade cambial e aumenta a previsibilidade
para investimentos de longo prazo, aliado ao fato de o emirado figurar entre os
destinos mais seguros do mundo.
“Dubai vem se consolidando como uma
verdadeira cidade do futuro, combinando facilidade de entrada, segurança e
retorno, o que deve manter o emirado entre os destinos mais estratégicos para
investidores nos próximos anos”, afirma Leo Ickowicz.

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