sexta-feira, 1 de maio de 2026

Dubai elimina valor mínimo para visto imobiliário e amplia acesso de investidores estrangeiros

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Atualização do Dubai Land Department facilita obtenção de residência de dois anos e deve impulsionar o mercado, com potencial de atrair mais brasileiros

 

A cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, passa a eliminar o valor mínimo de investimento para a concessão do visto imobiliário de dois anos a compradores individuais, em mudança anunciada pelo Dubai Land Department que flexibiliza as regras de residência para investidores estrangeiros e amplia o acesso ao mercado local, antes restrito a aportes mínimos de AED 750 mil, cerca de R$ 1 milhão. 

Com a nova regra, qualquer pessoa que adquira uma propriedade como único proprietário pode solicitar o benefício, independentemente do valor do ativo. A medida reduz significativamente a barreira de entrada e abre espaço para investidores com menor ticket médio. 

A expectativa é que a mudança impulsione o mercado imobiliário local, especialmente em segmentos mais acessíveis, como studios e unidades compactas, além de ampliar o perfil de investidores internacionais interessados em Dubai. O visto de dois anos passa a funcionar como uma porta de entrada mais democrática dentro do sistema de residência dos Emirados Árabes Unidos, que inclui ainda opções como o Golden Visa de dez anos, voltado a investimentos a partir de AED 2 milhões. 

A flexibilização, no entanto, não se aplica a todos os casos. Em situações de copropriedade, quando duas ou mais pessoas dividem a titularidade de um imóvel, permanece a exigência de investimento mínimo proporcional, com cada participante precisando deter ao menos AED 400 mil em participação para ser elegível ao visto. 

Para brasileiros, o movimento ganha relevância em um momento de crescente interesse pelo emirado. Segundo dados da plataforma MH/Q, especializada em patrimônio privado de famílias de alta renda, brasileiros já estruturaram US$ 1,5 bilhão em Dubai, um aumento de 66,6% em relação ao ano anterior, quando o montante era de US$ 900 milhões. O número de famílias que transferiram parte ou a totalidade de seus ativos também avançou, passando de 18 para 30 em apenas um ano. 

Na avaliação de Leo Ickowicz, sócio-diretor da Elite International Realty, consultoria imobiliária internacional fundada por brasileiros, com atuação também nos Emirados Árabes Unidos, a mudança reforça o posicionamento global de Dubai como destino estratégico para investimento imobiliário. “Ao reduzir a barreira de entrada, Dubai amplia significativamente seu alcance e passa a atrair um perfil ainda mais diversificado de investidores. Para o brasileiro, essa mudança é especialmente relevante, porque permite acessar o mercado internacional com um capital menor e ainda com o benefício de residência, algo que poucos destinos oferecem hoje. Isso tende a acelerar o fluxo de investidores e consolidar Dubai como uma das principais portas de entrada para quem busca diversificação global”, afirma Ickowicz. 

Dubai reúne fatores que ajudam a explicar o crescente interesse de investidores internacionais. O emirado conta com uma estrutura tributária favorável, sem cobrança de imposto de renda e sem incidência de IVA sobre propriedades residenciais para investimento, além de oferecer rentabilidade imobiliária média de cerca de 8% ao ano, acima da média global, estimada em torno de 6%, e de mercados como os Estados Unidos, onde gira em torno de 4%. 

Outro diferencial é a estabilidade econômica proporcionada pela vinculação do dirham, moeda local, ao dólar americano, o que reduz a volatilidade cambial e aumenta a previsibilidade para investimentos de longo prazo, aliado ao fato de o emirado figurar entre os destinos mais seguros do mundo. 

“Dubai vem se consolidando como uma verdadeira cidade do futuro, combinando facilidade de entrada, segurança e retorno, o que deve manter o emirado entre os destinos mais estratégicos para investidores nos próximos anos”, afirma Leo Ickowicz. 

 

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