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quinta-feira, 5 de março de 2026

Assintecal relata efeitos da tensão no Oriente Médio no setor de componentes

  

A Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) acompanha com preocupação a escala da tensão no Oriente Médio, com o crescente envolvimento de países na guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O impacto no setor, segundo o gestor de Mercado Internacional da entidade, Luiz Ribas Júnior, se dá na cadeia global de suprimentos. “A instabilidade no Oriente Médio atinge frontalmente a estrutura de custos da indústria calçadista, especialmente no que tange à volatilidade do petróleo Brent e ao risco logístico no Estreito de Ormuz. Esses fatores já sinalizam reajustes severos na nafta e no etileno, projetando um impacto direto no custo de polímeros essenciais como o polietileno, polipropileno e PVC, assim como solventes, produtos auxiliares, comprometendo também a previsibilidade do câmbio e dos fretes marítimos”, explica.

Diante deste cenário de incerteza, a Assintecal prega que a transparência e a cooperação mútua são as únicas ferramentas capazes de preservar a competitividade do setor. “Não podemos ignorar que a alta dos insumos importados exigirá do setor uma revisão profunda e estratégica dos planejamentos de produção e de compras. É fundamental que as indústrias e seus fornecedores caminhem em sintonia para evitar rupturas de estoque que inviabilizem a operação comercial, buscando soluções conjuntas que garantam a fluidez dos processos industriais mesmo sob a pressão do cenário internacional atual”, acrescenta Ribas Júnior, ressaltando que é imperativo compreender que, mesmo com a produção local, os preços praticados por players nacionais seguem a paridade internacional, garantindo que os efeitos da alta do petróleo cheguem em alta velocidade no mercado interno.

 

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