A Associação Brasileira das Empresas de
Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) acompanha com
preocupação a escala da tensão no Oriente Médio, com o crescente envolvimento
de países na guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O impacto no setor, segundo o gestor de Mercado Internacional da entidade, Luiz Ribas Júnior, se dá na cadeia global de suprimentos. “A instabilidade no Oriente Médio atinge frontalmente a estrutura de custos da indústria calçadista, especialmente no que tange à volatilidade do petróleo Brent e ao risco logístico no Estreito de Ormuz. Esses fatores já sinalizam reajustes severos na nafta e no etileno, projetando um impacto direto no custo de polímeros essenciais como o polietileno, polipropileno e PVC, assim como solventes, produtos auxiliares, comprometendo também a previsibilidade do câmbio e dos fretes marítimos”, explica.
Diante deste cenário de incerteza, a Assintecal prega
que a transparência e a cooperação mútua são as únicas ferramentas capazes de
preservar a competitividade do setor. “Não podemos ignorar que a alta dos
insumos importados exigirá do setor uma revisão profunda e estratégica dos
planejamentos de produção e de compras. É fundamental que as indústrias e seus
fornecedores caminhem em sintonia para evitar rupturas de estoque que
inviabilizem a operação comercial, buscando soluções conjuntas que garantam a
fluidez dos processos industriais mesmo sob a pressão do cenário internacional
atual”, acrescenta Ribas Júnior, ressaltando que é imperativo compreender que,
mesmo com a produção local, os preços praticados por players nacionais
seguem a paridade internacional, garantindo que os efeitos da alta do petróleo
cheguem em alta velocidade no mercado interno.

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