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sexta-feira, 18 de julho de 2025

Reforma Tributária muda cálculo de preços e exige estratégia das empresas, alerta especialista

Nova estrutura com IBS e CBS impacta margens, benefícios fiscais e força revisão da precificação no Brasil

 

A aprovação da Reforma Tributária representa uma das maiores reestruturações no sistema de tributos do Brasil em décadas. A mudança, que prevê a substituição de cinco impostos federais, estaduais e municipais (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por dois novos – o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) – promete simplificar o modelo atual e trazer mais transparência. Mas, segundo a especialista Karol Dapousa, o impacto para as empresas será profundo, especialmente na formação de preços e na gestão estratégica. 

“Estamos diante de um marco histórico. A nova estrutura tributária tem o potencial de eliminar distorções antigas, como o efeito cascata, mas também exige das empresas um olhar atento para seus modelos de precificação e margem de lucro”, analisa Karol. 

A especialista explica que os dois novos tributos terão uma base de cálculo unificada e permitirão créditos financeiros plenos ao longo da cadeia de produção. Isso significa que os tributos pagos em etapas anteriores poderão ser abatidos em fases seguintes, reduzindo a cumulatividade. “Essa mudança traz mais transparência para os preços finais, mas também impõe o desafio de ajustar os sistemas e estratégias das empresas para o novo cenário”, destaca. 

Além disso, Karol chama a atenção para o fim de benefícios fiscais setoriais e regimes especiais. “Muitos negócios que hoje se beneficiam de isenções precisarão recalcular suas estratégias de precificação e competitividade. A padronização da alíquota exigirá uma revisão profunda nos modelos atuais”, ressalta. 

A Reforma Tributária prevê um período de transição até 2033, durante o qual os tributos antigos e os novos conviverão. Para Karol, isso é uma oportunidade para que empresas se preparem com antecedência: “A transição não significa que podemos esperar. É essencial que as organizações comecem a mapear a nova carga tributária efetiva, simular impactos nos preços e atualizar seus sistemas fiscais e contábeis. O planejamento preventivo será o grande diferencial neste processo”.

 

Entre as recomendações da especialista para as empresas estão:


Mapear a nova carga tributária efetiva considerando suas atividades e produtos;

Revisar o modelo de precificação e ajustar margens conforme o novo sistema de créditos;

Atualizar sistemas fiscais e contábeis para atender às exigências do IBS e da CBS;

Acompanhar de perto os decretos e leis complementares que ainda definirão detalhes operacionais e alíquotas;

Investir em planejamento tributário estratégico com foco na nova realidade. 

“Essa é uma mudança que vai além de contabilidade. Ela impacta diretamente a forma como as empresas se posicionam no mercado. Quem se antecipar e adotar uma postura estratégica sairá na frente em competitividade e eficiência fiscal”, conclui Karol Dapousa. 

 


Anna Karolina Dapousa Pinto - formada em Ciências Contábeis pela Universidade Metropolitana de Santos em 2009, especializada em Perícia Judicial e Extrajudicial em 2011 e Mestre em Administração Empresarial com foco em Controladoria em 2019. Possui vasto conhecimento na área financeira, administrativa e RH.


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