Venho apresentar essa sugestão de pauta sobre mulheres de 50 parecem ter 30 (Por exemplo a Kris Jenner aparecer absurdamente mais nova e até mesmo a Linday Lohan que surpreendeu com sua aparência completamente mais jovem e natural). E jovens de 20 já exibem rostos artificializados. Afinal, por que a aparência deixou de acompanhar a idade? A dermatologista Dra. Renata Castilho explica os fatores por trás desse fenômeno desde os avanços do skincare e dos procedimentos naturais até os riscos da adultização precoce e da estética sem critério. Uma matéria atual, provocativa e necessária.
Espero que goste!
Nos dias de hoje, tentar adivinhar a idade de alguém apenas pela aparência
tornou-se uma aposta arriscada. Enquanto mulheres de 50, 60 ou até mais
aparentam um viço quase adolescente, outras, com pouco mais de 20, já
apresentam sinais de envelhecimento precoce ou uma aparência artificial que
destoa da juventude real que ainda carregam.
A
pergunta que circulou nas redes nos últimos dias é o exemplo perfeito dessa
inversão de expectativas: "O que Kris Jenner fez no rosto?" Aos 69
anos, a matriarca das Kardashian chocou os fãs ao surgir visivelmente mais
jovem, com uma pele firme, traços delicadamente reposicionados e uma aparência
rejuvenescida, sem sinais óbvios de intervenção estética.
Mas o
que está por trás dessa transformação silenciosa, quase imperceptível aos olhos
leigos? E por que, ao mesmo tempo, meninas muito jovens estão parecendo mais
velhas do que são?
A
idade deixou de ser um marcador confiável da aparência
Segundo
a dermatologista Dra. Renata Castilho, essa mudança é reflexo de uma combinação
de fatores:
“Hoje temos acesso a dermocosméticos altamente tecnológicos, protocolos de
skincare mais acessíveis, maior conscientização sobre o uso diário de protetor
solar e uma alimentação mais voltada à saúde da pele. Além disso, os procedimentos
estéticos evoluíram e passaram a ser executados com mais parcimônia,
priorizando resultados naturais e harmônicos, o que muda completamente o
impacto do envelhecimento aparente."
Esse novo movimento faz com que muitas mulheres acima dos 50 anos, que começaram a cuidar da pele com antecedência e realizam tratamentos personalizados com regularidade, tenham uma aparência mais jovem do que mulheres de 30 que nunca olharam para a própria pele com atenção.
Começar cedo:
um benefício ou um problema?
Hoje,
o cuidado com a pele começa cada vez mais cedo, muitas vezes antes dos 30 anos,
o que pode ser extremamente benéfico quando feito com orientação e equilíbrio.
“Iniciar um protocolo preventivo de hidratação, proteção solar e estímulo leve
de colágeno pode atrasar de forma saudável os sinais visíveis do
envelhecimento”, explica a Dra. Renata.
No
entanto, há um movimento crescente que acende um alerta: a adultização precoce.
Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia mostram que a busca por
procedimentos estéticos entre adolescentes de 13 a 18 anos cresceu 141% nos
últimos cinco anos.
O
motivo? Em grande parte, a pressão estética imposta pelas redes sociais.
Filtros, padrões idealizados e a normalização de intervenções em rostos muito
jovens têm levado meninas a procurar preenchimentos, botox e até lifting facial
antes mesmo dos 20 anos.
Quando
o excesso reverte o efeito: procedimentos que envelhecem
O que
pouca gente fala é que procedimentos estéticos feitos de forma precoce ou mal
indicada podem envelhecer o rosto, em vez de rejuvenescer.
“Alguns
tipos de preenchimento com ácido hialurônico, se feitos sem a técnica correta,
alteram o volume facial e acabam artificializando a expressão, tirando a leveza
que é natural da juventude. O mesmo vale para aplicações de toxina botulínica
exageradas, que podem paralisar áreas importantes da face e comprometer a
dinâmica natural dos músculos faciais”, alerta a especialista.
A
consequência são rostos mais estáticos, pesados ou até mesmo deformados, o
oposto da beleza fresca e espontânea que se busca preservar.
Procedimento
não é sinônimo de juventude. Indicação é
A
dermatologista reforça: a idade cronológica importa, mas não deve ser o único
critério. O ideal é sempre analisar:
- A estrutura óssea e muscular do rosto
- O estágio de envelhecimento cutâneo
- Os hábitos de vida e rotina de cuidados
- A real motivação por trás da intervenção
Um
procedimento bem indicado pode oferecer benefícios duradouros e sutis. Mas
quando feito antes do tempo, por modismo ou pressão externa, ele não só perde o
propósito, como também pode comprometer a estética futura da paciente.
A era
do “envelhecer bem” não é sobre apagar rugas ou competir com os 20 anos. É
sobre preservar a naturalidade, respeitar a anatomia e fazer escolhas
conscientes em qualquer idade.
A Dra. Renata Castilho conclui: “Hoje, mais do que nunca, a aparência deixou de ter uma relação direta com os números no RG. Mas isso não significa que todos os rostos devam seguir o mesmo padrão ou que a juventude precise ser encenada.O segredo não está em parecer mais nova a qualquer custo. Está em parecer bem consigo mesma, com o tempo, com a pele e com o que é seu de verdade.”
“Procuro com meu trabalho postergar o envelhecimento e manter a pele bonita e saudável, mas gosto de beleza natural e sem excessos, cada rosto é único, e as características individuais devem ser sempre valorizadas”.


Nenhum comentário:
Postar um comentário