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quinta-feira, 17 de julho de 2025

Julho Amarelo acende o alerta sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce contra o avanço das hepatites virais

 

Especialista da UniRedentor Afya alerta para os riscos da desinformação e reforça o papel da prevenção diante de quase 1 milhão de casos registrados desde 2000 

 

Julho é o mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais, doenças silenciosas que podem causar sérios danos ao fígado e evoluir para complicações como cirrose, falência hepática e câncer. A campanha Julho Amarelo tem como principal objetivo alertar a população sobre os riscos das hepatites, incentivar a testagem e promover ações de prevenção, como a vacinação.

De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 700 mil brasileiros vivem com hepatite C,  e cerca de 70% dessas pessoas nem sabem que estão infectadas. As hepatites B e C são as mais preocupantes por seu alto potencial de cronificação e evolução sem sintomas aparentes.

Na maioria das vezes, ela não dá sinais imediatos. Muitos pacientes só descobrem quando a função do fígado já está comprometida", explica o Dr. Raphael Gomes, médico gastroenterologista e professor do Centro Universitário UniRedentor, do grupo Afya Educação Médica.

“Muitas pessoas vivem com o vírus por anos sem apresentar sintomas. Quando sinais como cansaço, pele amarelada (icterícia), urina escura e dor abdominal aparecem, o fígado já pode estar bastante comprometido”, alerta o Dr. Raphael. 

O especialista também destaca que o diagnóstico precoce é decisivo para a recuperação. Para ele, a hepatite tem tratamento e, em muitos casos, pode ser curada, desde que o diagnóstico ocorra a tempo. Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de evitar danos graves ao fígado.


Tipos de hepatite e formas de prevenção

As hepatites virais são classificadas em cinco tipos principais: A, B, C, D e E, cada uma com formas de transmissão e prevenção distintas:

·         Hepatite A: transmitida por água e alimentos contaminados, é comum em locais com saneamento básico precário. A prevenção inclui boa higiene, consumo de água tratada e vacinação.

·         Hepatite B: é sexualmente transmissível e também pode ser adquirida por contato com sangue contaminado, seringas, instrumentos de manicure ou durante o parto. É prevenível por vacina, oferecida gratuitamente pelo SUS.

·         Hepatite C: a principal via de transmissão é o sangue contaminado. Apesar de ainda não ter vacina, é altamente curável com medicamentos disponíveis no SUS. A prevenção envolve evitar o compartilhamento de objetos perfurocortantes e usar preservativos.

·         Hepatite D: só afeta pessoas que já têm hepatite B. A vacinação contra o tipo B, portanto, previne automaticamente a hepatite D.

·         Hepatite E: mais comum na Ásia e África, é transmitida por água contaminada, como a hepatite A. A prevenção está ligada à melhoria do saneamento e higiene alimentar.


Quem deve fazer o teste?

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente testes rápidos para detecção das hepatites B e C em unidades básicas de saúde de todo o país. O exame é seguro, não exige agendamento prévio e pode ser fundamental para o diagnóstico precoce e o início do tratamento adequado. 


De acordo com o professor Dr. Raphael, alguns grupos devem ficar especialmente atentos à testagem: pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1993, já compartilharam seringas, agulhas ou objetos cortantes, possuem tatuagens ou piercings, tiveram múltiplos parceiros sexuais ou relações sem preservativo, são gestantes (o exame deve ser incluído no pré-natal), vivem com HIV, atuam na área da saúde ou estão em situação de vulnerabilidade social, como a população privada de liberdade.


Mesmo indivíduos que não se enquadram nesses grupos devem considerar realizar o teste ao menos uma vez na vida, especialmente para hepatite C, de acordo com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).


Prevenção é o melhor caminho

Além da testagem, a vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção contra as hepatites A e B, e ambas estão disponíveis gratuitamente nas unidades básicas de saúde. O uso de preservativos, o não compartilhamento de objetos cortantes, e o cuidado com higiene em procedimentos estéticos e odontológicos também são essenciais para evitar a infecção. 


“A mensagem do Julho Amarelo é clara: informar, prevenir, testar e tratar. Vivemos um momento em que o conhecimento está ao nosso alcance, e isso pode salvar vidas. Hepatite tem cura, tem tratamento, e o diagnóstico precoce faz toda a diferença. Não espere os sintomas aparecerem. Faça o teste e incentive outras pessoas a fazerem o mesmo”, finaliza o médico da Uniredentor Afya.

 

Afya
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