Nutricionista Alice Paiva explica como hábitos
alimentares podem fortalecer a imunidade e reduzir os riscos de gripes e
infecções nos dias frios
Com
a chegada do inverno, os casos de gripes, resfriados e infecções respiratórias
se multiplicam. Mas ao contrário do que muitos pensam, não é apenas o frio que
derruba a imunidade. De acordo a nutricionista esportiva Alice Paiva,
especialista em emagrecimento e reeducação alimentar, a maior permanência em
ambientes fechados, a redução da exposição solar e mudanças nos hábitos
alimentares são fatores decisivos para que o sistema imunológico fique mais
vulnerável nessa época do ano. Além disso, o consumo menor de frutas, vegetais
e alimentos frescos, ricos em antioxidantes e nutrientes essenciais, contribui
para deixar o corpo ainda mais suscetível.
O que significa fortalecer a imunidade?
Fortalecer
o sistema imunológico, na prática, significa oferecer ao organismo as condições
e nutrientes necessários para que as células de defesa atuem de forma
eficiente. Alice compara o sistema imune a um exército que depende de um bom
“combustível” para funcionar bem. Sem vitaminas, minerais, proteínas e
compostos bioativos adequados, as defesas perdem força, agilidade e capacidade
de resposta.
Nutrientes que protegem!
Para
manter as barreiras naturais do corpo ativas, a nutricionista destaca a
importância de incluir alimentos ricos em vitamina C, como acerola, laranja,
goiaba e pimentão, que atuam como antioxidantes e ajudam a estimular a produção
de células protetoras. A vitamina A e o betacaroteno, presentes em cenoura,
abóbora, manga e gema de ovo, também são essenciais para preservar a
integridade das mucosas respiratórias, primeira linha de defesa contra vírus e
bactérias.
“Minerais
como zinco, encontrado em carnes, castanhas e sementes, e selênio, abundante na
castanha-do-pará, são fundamentais para a produção e o funcionamento das
células de defesa. Já a vitamina D, obtida principalmente pela exposição solar
e por fontes como ovos e peixes gordurosos, atua diretamente na ativação do
sistema imunológico”, revela a nutricionista.
A importância do intestino para a defesa do corpo
Outro
ponto central é a saúde intestinal. Cerca de 70% das células imunológicas estão
no intestino, o que torna indispensável o consumo de probióticos naturais, como
iogurtes, kefir, kombucha e chucrute, além de fibras e prebióticos que
alimentam as bactérias benéficas.
Quando suplementar?
Quando
há deficiência comprovada ou necessidade aumentada, a suplementação pode ser
uma aliada, especialmente no inverno, período em que os níveis de vitamina D
costumam cair. No entanto, Alice alerta: o uso deve sempre ser orientado por um
profissional, já que o excesso pode ser tão prejudicial quanto a falta.
Por
outro lado, hábitos como alimentação rica em açúcar e ultraprocessados, baixo
consumo de vegetais, sono de má qualidade, estresse crônico, falta de sol e
sedentarismo prejudicam diretamente a função imunológica e favorecem um estado
de inflamação silenciosa no corpo.
Crianças,
idosos e pessoas com doenças crônicas merecem atenção especial. Esses grupos
têm respostas imunes mais frágeis ou lentas, exigindo ajustes na alimentação,
reforço de nutrientes específicos, boa hidratação e, em alguns casos,
suplementação preventiva para garantir proteção adicional.
Receitas práticas para o dia a dia
Para
quem busca opções práticas, Alice sugere receitas como o caldo de ossos com
cúrcuma e gengibre, rico em colágeno, minerais e compostos anti-inflamatórios,
ou um shot matinal de limão, cúrcuma, pimenta-do-reino e própolis, que ajuda a
ativar o sistema imune logo no início do dia.
"A
imunidade não falha do nada. Ela reflete os cuidados que construímos
diariamente com nossos hábitos. O inverno pode até trazer mais desafios, mas
também é a melhor época para investir em nutrição de verdade, sono de qualidade
e uma rotina mais equilibrada. Esse é o verdadeiro segredo para manter o corpo
forte e protegido", conclui a nutricionista.
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