Alteração no ritmo cardíaco pode estar ligada a cansaço, palpitações, falta de ar ou até mesmo ser assintomática, alerta cardiologista do Hospital Santa Catarina - Paulista
A fibrilação atrial (FA) atinge 5,4% da população acima
dos 65 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, e causa uma
alteração significativa para o ritmo do coração, que bate de forma rápida e
desorganizada. Segundo o Dr. Rafael Magliari, cardiologista do Hospital Santa
Catarina - Paulista, a condição é considerada a arritmia cardíaca mais comum do
mundo, principalmente devido ao aumento da obesidade, sedentarismo e da
expectativa de vida da população.
Em muitos casos, o problema cardíaco surge a partir da
combinação de diferentes fatores de risco ao longo da vida, como hipertensão,
estresse, envelhecimento, diabetes, apneia do sono, fatores genéticos,
distúrbios da tireoide, obesidade, inflamações e consumo excessivo de álcool.
Principais sintomas e riscos
Os principais sintomas são: palpitações, cansaço, falta
de ar, tontura, desconforto no peito, fraqueza e desmaio. Porém, também pode
funcionar de forma assintomática, passando despercebida pelo indivíduo. “É
importante lembrar que os sintomas podem variar de intensidade e nem sempre
aparecem juntos. Por isso, se você sentir um ou mais desses sinais, é
fundamental procurar um médico para avaliação”, recomenda o Dr. Rafael.
Os pacientes diagnosticados com problemas cardiológicos precisam
ter atenção, realizando acompanhamentos regulares com os médicos para reduzir
riscos. Isso porque a hipertensão é um dos principais fatores da fibrilação
atrial e a insuficiência cardíaca pode tanto causar como ser agravada por esse
tipo de arritmia.
O especialista também alerta para o risco do Acidente
Vascular Cerebral (AVC): “Quando o batimento acontece de forma irregular, o
sangue é capaz de formar coágulos dentro do coração, que podem se soltar e ir
até o cérebro, causando o AVC”, destaca o médico.
Tratamento envolve medicamentos e, em alguns casos,
cirurgia minimamente invasiva
O tratamento tem o objetivo de controlar os batimentos,
reduzir sintomas e evitar maiores complicações. Por isso, nos estágios iniciais
o paciente faz o uso de medicamentos para controlar a frequência ou do ritmo
cardíaco e fazer uma espécie de “afinação” do sangue, diminuindo o risco de
formar coágulos.
Outra opção é a ablação por catéter, um procedimento
minimamente invasivo, em que o médico usa cateteres finos que chegam até o
coração e, por meio da radiofrequência ou congelamento, desativam os focos
responsáveis pela arritmia.
Segundo o cardiologista do Hospital Santa Catarina -
Paulista, na maioria dos casos, por meio da ablação é possível controlar ou até
mesmo eliminar a doença. Mudanças no estilo de vida, como a prática de
atividade física, alimentação saudável, diminuição do consumo de álcool e
tabaco também são essenciais para o processo de melhora.
Na maior parte dos casos, a fibrilação atrial é considerada
uma doença crônica. Diante disso, mesmo com o desaparecimento dos sintomas e da
normalização do batimento, é fundamental priorizar o acompanhamento médico
regular ao longo do tempo.
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