8 de julho de 2025 – Hoje, o Brasil celebra o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, uma data dedicada a reconhecer a importância da pesquisa científica e o papel fundamental dos pesquisadores na construção de um futuro mais avançado e sustentável. Instituído pela Lei nº 10.221/2001, o dia 8 de julho marca a criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 1948, e é uma oportunidade para refletir sobre os avanços, desafios e o potencial da ciência brasileira.
A
Ciência como Motor de Transformação
A ciência é a base do progresso humano, impulsionando inovações em
áreas como saúde, tecnologia, meio ambiente e educação. No Brasil,
pesquisadores têm contribuído significativamente, apesar das barreiras
estruturais. De vacinas desenvolvidas em tempo recorde a tecnologias agrícolas
que colocam o país como líder global em exportações, a ciência brasileira
demonstra resiliência e criatividade.
Um exemplo inspirador é o trabalho de cientistas como o Dr.
Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, pós-PhD em Neurociências e
diretor do Centro de Pesquisa e Análises Heráclito (CPAH). Membro de
prestigiadas sociedades científicas, como a Sigma Xi, a Society for
Neuroscience (EUA), a Royal Society of Biology (Reino Unido) e a European
Society of Human Genetics (Áustria), Dr. Fabiano é reconhecido como detentor do
maior QI do Brasil, registrado pelo RankBrasil. Ele destaca que a essência do pesquisador está
na curiosidade inata, mas alerta para os obstáculos que limitam o
potencial de muitos cientistas.
Desafios
da Ciência no Brasil
Apesar do talento nacional, a ciência brasileira enfrenta desafios
significativos. O investimento em pesquisa, de apenas 1,2% do PIB (CNPq, 2024),
está bem abaixo da média de países da OCDE (2,8%). Além disso, a burocracia e
os altos custos de publicação em revistas científicas internacionais, que podem
chegar a milhares de dólares, dificultam a disseminação do conhecimento. Dr.
Fabiano critica o sistema: “As melhores ideias muitas vezes não estão nas
revistas de ponta, porque elas são caras e burocráticas. A ciência tornou-se
comercial.”
Outro problema é a exclusão de pesquisadores de países lusófonos
no cenário global. “A ciência é dominada pelo inglês. No Brasil e até em
Portugal, onde cursos de neurociências são ministrados em inglês, falta
credibilidade para quem não se comunica nesse idioma”, aponta Fabiano. Ele
também denuncia o fechamento de portas em instituições brasileiras, como USP e
UFRJ, que, segundo ele, formam “panelas” que dificultam o acesso de
pesquisadores independentes.
Histórias
de Superação
Para contornar esses desafios, Dr. Fabiano fundou o CPAH, onde
foca na criatividade científica enquanto delega tarefas burocráticas a
colaboradores. “Sem isso, eu teria desistido. A burocracia sufoca a inovação”,
diz. Ele também lidera o grupo “Gifted Debate”, com mais de 500 superdotados,
muitos dos quais desejam contribuir para a ciência, mas são desencorajados
pelos custos e pela complexidade do sistema.
O
Futuro da Ciência Brasileira
O Dia Nacional da Ciência é um momento para celebrar conquistas,
mas também para cobrar mudanças. Especialistas defendem maior investimento
público, a criação de revistas científicas nacionais de alto impacto e a
valorização da diversidade linguística na ciência. Modelos de acesso aberto,
como os repositórios arXiv e bioRxiv, são apontados como alternativas para
democratizar o conhecimento.
Neste 8 de julho, o Brasil reafirma seu compromisso com a ciência
e seus pesquisadores. Como destaca Dr. Fabiano, “as ideias que mudam o mundo
muitas vezes vêm de fora das grandes universidades. Precisamos dar voz a esses
talentos.” Que esta data inspire novas gerações a explorar, questionar e
transformar o futuro por meio da ciência.
Nenhum comentário:
Postar um comentário