Vivemos
em um tempo de stories
perfeitos, em que jantares à luz de velas e legendas românticas criam a ilusão
de que amar é simples — e estar só, um fracasso. A pressão social e digital
transforma o status de relacionamento em termômetro de valor pessoal. E,
silenciosamente, muitas mulheres começam a se perguntar: “O que há de errado comigo?”
Eu
já fiz essa pergunta também. Mas a resposta é clara: nada. O problema está na
forma distorcida com que o amor tem sido medido, baseada em superficialidades,
filtros e carências emocionais. Estar solteira não é sinal de fracasso, atraso
ou incompletude. Muito mais prejudicial é permanecer em um relacionamento
vazio, mantido apenas por medo, status
ou conveniência. A saúde emocional começa quando entendemos que conexões não se
sustentam em aparências, mas em verdade, propósito e maturidade.
Escolher
esperar é um ato de coragem. É nesse tempo que descobrimos quem somos, o que
realmente queremos e o que jamais
aceitaremos. A espera me ensinou que não preciso me apressar para agradar
algoritmos, nem expor a minha vida para validar sentimentos. Quando a
autoestima está saudável, a gente não precisa provar nada para ninguém.
E
não se engane: a superexposição muitas vezes é sintoma de baixa autoestima.
Mostrar demais não significa amar mais. Pelo contrário: quem se ama sabe se
preservar. Quem se conhece, sabe seu valor. E quem se valoriza, escolhe com
mais consciência. Foi assim que aprendi a me preparar para viver um amor:
mergulhando no autoconhecimento, cuidando da minha saúde emocional, espiritual,
financeira e física.
Ame-se
para amar bem. Porque no fim das contas, não é o status que define você — é sua identidade. E a
minha, eu escolhi viver com fé e propósito, não com pressa para tentar
substituir a solitude saudável por relações falidas.

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