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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Como conviver com a Geração Z sem surtar - e ainda fazer sua empresa crescer

Perestroika lança guia para empresas superarem ruídos com a Geração Z e transformarem conflitos geracionais em vantagem competitiva. Helena Kich, COO da escola de pensamento, assina a provocação


O turnover entre jovens profissionais nunca esteve tão alto. De acordo com a LCA Consultores, em fevereiro deste ano, 40% dos trabalhadores com até 29 anos haviam trocado de emprego nos últimos 12 meses; em fevereiro de 2020 esse número era de 26%.. E os custos dessa rotatividade não são pequenos: segundo estudo da PwC, o custo médio de uma substituição pode chegar a 50% do salário anual do colaborador. Soma-se a isso o aumento no tempo de recrutamento para perfis entre 20 e 25 anos (em média 18% mais longo, segundo a Gupy) e a alta nos índices de absenteísmo e desligamentos voluntários. O diagnóstico é claro: as empresas ainda não sabem como lidar com a nova geração.
 

A Perestroika, reconhecida por reinventar modelos de aprendizagem e pensamento, propõe uma nova abordagem: e se, em vez de tentar adaptar os Zs aos velhos moldes, fosse o contrário? A escola lançou uma solução pocket sobre como líderes mais experientes podem compreender, dialogar e se conectar com esses jovens — transformando ruído em resultado.

 

A provocação vem de dentro. Quem assina a iniciativa é Helena Kich, COO da Perestroika e ela mesma uma representante da Geração Z. Atuando na gestão de equipes e projetos com múltiplas gerações, Helena entende na prática os desafios — e as soluções — para esse novo cenário. 

Segundo a executiva, “o que vejo é um ruído gigante de interpretação. De um lado, líderes que não entendem por que os jovens não querem ‘pagar o preço’ e se frustram com o que chamam de ‘falta de comprometimento’. Do outro, jovens que não aceitam mais ser medidos por presença física ou horas sentadas. A falta de escuta e empatia trava todo o potencial de inovação que essa geração carrega”, afirma Helena.

 

O que saber e fazer

O manual elaborado pela Perestroika oferece diretrizes práticas para gestores que desejam criar ambientes de trabalho mais produtivos e harmoniosos, sem abrir mão da performance. Entre os principais comportamentos esperados de líderes que desejam ter sucesso com a Geração Z, estão: 

  • Escuta ativa e empática: validar sentimentos, entender o ponto de vista do outro e abrir espaço real de diálogo.
  • Transparência radical: deixar claro o porquê das decisões, dos objetivos e das estratégias. O "faz porque eu mando" perdeu o prazo de validade.
  • Flexibilidade com responsabilidade: liberdade para cumprir metas no próprio ritmo, com foco em entregas e não em controle.
  • Mentoria, não comando: ser um guia, e não um chefe. Estimular autonomia, aprendizado e protagonismo.
  • Reconhecimento genuíno: pequenos elogios e feedbacks rápidos importam — muito.


Palavras, vibes e códigos

Entender a linguagem dessa geração é mais do que uma curiosidade — é uma ferramenta de integração. Abaixo, um mini vocabulário compilado pela equipe da Perestroika: 

  • Cringe: Vergonhoso, antiquado ou forçado
  • Foi de Arrasta: Algo ou alguém chegou ao fim, ou foi perdido
  • PPRT: Papo Reto, falar de forma direta, sem rodeios
  • Gás: Disposição, energia, esforço
  • Me serve!: Expressão de aprovação ou inspiração
  • Conta pra mim: Convite para se abrir ou compartilhar
  • Vibes: Sensações, clima, impressão
  • Dropou: Desistiu ou abandonou algo
  • Hater: Pessoa crítica e negativa
  • Cancelado: Rejeitado socialmente por atitude questionável

Helena comenta que “não se trata de adotar gírias no discurso. Mas sim de decodificar sinais e acessar a camada cultural dessa geração. Isso melhora o clima, reduz conflitos e cria um campo mais fértil para inovação”, explica.


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