Doença já registrou o segundo maior número de casos desde 2019 no país; adultos devem reforçar vacina, segundo especialista do Sabin Diagnóstico e Saúde
A
coqueluche, doença respiratória transmissível, já foi considerada controlada no
Brasil, mas volta a preocupar em todo o continente americano. Segundo a
Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS),
2025 registrou o segundo maior número de casos da doença no Brasil, desde 2019.
O que acende um alerta para o incentivo à vacinação, que segundo a médica
infectologista pediátrica Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde, é a
principal forma de prevenção.
Com
maior potencial de gravidade em menores de um ano, a doença pode causar
infecções em pessoas de todas as idades. “Dessa forma, é imprescindível a
vacinação em crianças e também a aplicação de reforços na adolescência e na
fase adulta”, explica Sylvia.
Infecção
respiratória aguda caracterizada por episódios de tosse intensa e prolongada, a
coqueluche é altamente contagiosa e apresenta crescimento em todo o continente
americano, segundo relatório da OPAS. No Brasil, já foram notificados 1.634
casos confirmados de coqueluche em 2025, incluindo cinco óbitos. O grupo etário
mais afetado é o de crianças menores de um ano, representando 27,7%, seguido
pelo grupo de 1 a 4 anos, representando 25,5%.
“O
esquema primário de imunização deve ser iniciado aos 2 meses de vida com novas
doses aos 4 e 6 meses e reforços aos 15 meses e aos 4 anos. Devem ser aplicadas
outras doses de reforço ao longo da vida, conforme faixa etária e histórico
prévio de imunização. Gestantes merecem especial atenção e devem ser vacinadas
para oferecer proteção a seus bebês nos primeiros meses de vida, até que possam
ser imunizados”, destaca a especialista do Sabin.
Adultos
responsáveis pelo cuidado de crianças de baixa idade devem manter atualizada a
vacinação para evitar infecções naquelas que ainda não atingiram idade para
iniciar ou completar o esquema vacinal e têm maior risco de doença grave. Em
muitos casos, bebês adquirem a infecção a partir do contato com irmãos mais
velhos, pais, avós e cuidadores que apresentam sintomas leves e, infelizmente,
demoram a chegar ao diagnóstico.
“Como
a proteção conferida pela vacina dura cerca de 5 a 10 anos, são necessários
reforços na adolescência e idade adulta”, alerta a infectologista pediátrica. A
vacina para adultos em geral (sem ocupações específicas e fora da gestação e
puerpério) está disponível apenas na rede particular. A vacina dTpa (tríplice
bacteriana acelular tipo adulto acelular) pode ser utilizada para início do
esquema de imunização ou reforço em adultos, conforme histórico prévio. Para
indivíduos que pretendem viajar para áreas endêmicas de poliomielite, a
dTpa+VIP, que combina a proteção contra poliomielite, pode substituir a dTpa.
Tratamento
O
tratamento da coqueluche envolve o uso de antibiótico, que ajuda a reduzir a
gravidade dos sintomas quando iniciado precocemente. Cuidados de suporte, como
hidratação e controle da febre, são igualmente importantes, indica Sylvia.
“Todo o tratamento deve ser orientado por um médico, visando evitar
complicações”, finaliza a infectologista pediátrica do Sabin.
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