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segunda-feira, 23 de maio de 2022

40% das brasileiras acham que os profissionais da saúde não estão preparados para lidar com situações de aborto, diz estudo


Principalmente as mulheres dos 35 aos 39 anos, com metade das participantes.


Cerca de 23 milhões de gestações em todo o mundo terminam em aborto espontâneo a cada ano; conforme demonstram estimativas publicadas na revista médica The Lancet em 26 de abril de 2021. No entanto, nem sempre as mulheres recebem o apoio e o cuidado adequados após tão grande perda. Especialmente quando passam pelo procedimento de curetagem, que não é fácil, e é muito doloroso. Muitas vezes, após passar por ele, as pacientes são simplesmente instruídas pelos profissionais da saúde a “apenas tentar novamente”.

E conforme constatou o Trocando Fraldas em seu mais recente estudo, 40% das brasileiras que já sofreram aborto e fizeram curetagem, acreditam que os profissionais da saúde não estão preparados para lidar com as mulheres nestas situações. O percentual é mais alto entre as mulheres dos 35 aos 39 anos, com metade das participantes. Já entre as entrevistadas dos 30 aos 34 anos, pelo menos 48% concordam com esta afirmação.

Os dados por estado demonstram que no Rio Grande do Sul 56% das entrevistadas concordam que os profissionais da saúde não estão preparados para lidar com mulheres que sofrem perda gestacional. No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, 47% e 44%, respectivamente, concordam com a afirmação. Já em São Paulo, 39% acreditam que os profissionais da saúde não estão preparados.


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