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domingo, 8 de março de 2026

Dia da Mulher

 Defensor Público Federal destaca avanços, alerta para desigualdades estruturais e defende políticas inclusivas

André Naves aponta dados recentes sobre desigualdade salarial, violência de gênero e dupla vulnerabilidade das mulheres com deficiência

 

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, é, acima de tudo, uma data de reflexão e responsabilidade institucional. Para o Defensor Público Federal André Naves, a celebração deve vir acompanhada de um debate qualificado sobre dados, avanços concretos e, principalmente, os desafios persistentes que afetam milhões de brasileiras - em especial as mulheres com deficiência, chefes de família e em situação de vulnerabilidade social.

“Não se trata apenas de reconhecer conquistas simbólicas, mas de enfrentar desigualdades estruturais que ainda limitam o pleno exercício da cidadania feminina no Brasil”, afirma Naves.


Avanços e desafios: o que dizem os dados

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres brasileiras apresentam maior escolaridade média que os homens, mas continuam recebendo salários inferiores e enfrentando maior informalidade. Em 2024, a diferença salarial média ainda girava em torno de 20%.

O mais recente Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (RASEAM 2025), divulgado pelo Ministério das Mulheres, aponta que a sobrecarga do trabalho doméstico ainda recai majoritariamente sobre as mulheres; mulheres negras são as mais afetadas pela informalidade e pelo desemprego; a violência doméstica e o feminicídio seguem como graves problemas estruturais.

Segundo dados consolidados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país ainda registra números alarmantes de feminicídio, o que demonstra que os instrumentos legais precisam ser acompanhados de políticas públicas eficazes e orçamento adequado.

No cenário internacional, a ONU Mulheres reforçou, em seus relatórios mais recentes, que a igualdade de gênero permanece distante da meta estabelecida na Agenda 2030, especialmente no que se refere à autonomia econômica feminina.


Mulheres com deficiência: dupla vulnerabilidade

Um dos pontos centrais destacados por André Naves é a condição das mulheres com deficiência. Elas enfrentam uma sobreposição de barreiras: de gênero, sociais e capacitistas.

“Quando falamos em inclusão, precisamos reconhecer que mulheres com deficiência estão mais expostas à violência, têm menor acesso ao mercado de trabalho e encontram obstáculos adicionais no acesso à Justiça e a políticas públicas”, ressalta.

Estudos internacionais indicam que mulheres com deficiência têm risco significativamente maior de sofrer violência doméstica e institucional. No Brasil, a interseção entre deficiência, pobreza e gênero ainda é pouco enfrentada de forma estruturada.

Para Naves, é fundamental que políticas de proteção considerem: acessibilidade plena nos serviços públicos; atendimento especializado e humanizado; capacitação de profissionais da rede de proteção; e integração entre Estado e organizações do terceiro setor.


O papel do terceiro setor e da sociedade civil

O fortalecimento de organizações da sociedade civil tem sido decisivo para ampliar redes de acolhimento, capacitação profissional e empreendedorismo feminino. Projetos voltados à geração de renda para mulheres chefes de família e mulheres com deficiência demonstram que inclusão econômica é também política de prevenção à violência.

“O terceiro setor é parceiro estratégico do Estado. Ele chega aonde muitas vezes a política pública ainda não alcança”, observa Naves.


Protagonismo feminino e caminhos para o futuro

Apesar dos desafios, o último ano foi marcado por maior presença feminina em espaços de liderança, ampliação de debates sobre igualdade salarial e fortalecimento de políticas de combate à violência.

Para André Naves, o próximo passo exige integração entre economia e direitos humanos: “A desigualdade de gênero não é apenas uma pauta identitária. É uma questão econômica, democrática e civilizatória. Países que investem na autonomia feminina crescem mais, distribuem melhor renda e fortalecem suas instituições.”


Agenda propositiva defendida por André Naves

  • Fortalecimento das políticas de prevenção à violência contra a mulher
  • Ampliação do acesso à Justiça para mulheres vulneráveis
  • Inclusão produtiva de mulheres com deficiência
  • Integração entre políticas sociais e desenvolvimento econômico
  • Apoio institucional a iniciativas do terceiro setor

Neste Dia da Mulher, a mensagem central é clara: celebrar avanços sem ignorar desigualdades. A construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva depende de compromisso institucional permanente.

Para saber mais sobre o trabalho de André Naves, acesse o site andrenaves.com ou acompanhe pelas redes sociais: @andrenaves.def.


Dia Internacional da Mulher: Arcos Dorados amplia debate sobre “cargas invisíveis” e sustentabilidade das carreiras femininas

Iniciativa conecta saúde mental, corresponsabilidade e políticas estruturais para enfrentar desafios que ainda impactam mulheres dentro e fora do ambiente de trabalho 

 

No Dia Internacional da Mulher, a Arcos Dorados, responsável pela operação do McDonald’s no Brasil, amplia o debate sobre as chamadas “cargas invisíveis” que ainda impactam a trajetória profissional das mulheres. A iniciativa parte do entendimento de que avanços em representatividade são importantes, mas não necessariamente suficientes para eliminar sobrecargas estruturais impostas pela sociedade que afetam a saúde mental, o reconhecimento profissional e a longevidade das carreiras femininas. 

Com 56% de sua força de trabalho composta por mulheres, a companhia estruturou suas ações a partir da escuta ativa de suas pessoas colaboradoras e de diagnósticos internos sobre bem-estar e ambiente de trabalho. Esses levantamentos apontaram a importância de ampliar o debate sobre as chamadas “cargas invisíveis” que ainda impactam a trajetória profissional das mulheres. Para a empresa, o conceito de “carga invisível” vai além da divisão desigual de tarefas e responsabilidades familiares. Ele também engloba fatores como o gerenciamento emocional, o estresse causado por atender expectativas de desempenho, desafios sociais e a sensação de desvalorização que ainda afetam mulheres dentro e fora do ambiente corporativo. 

“A representatividade das mulheres tem avançado muito nos últimos anos, mas ainda existem responsabilidades que continuam sendo absorvidas de forma desigual pelas mulheres nos diversos meios onde atuam. Quando não compreendemos ou não somos sensíveis a essas dinâmicas, o impacto aparece diretamente na saúde mental e na perenidade das trajetórias profissionais” afirma Fábio Sant’Anna, Diretor de Pessoas e Cultura da Arcos Dorados no Brasil. 

Como parte da iniciativa, a companhia promove uma campanha interna que convida as pessoas colaboradoras a refletirem sobre a pergunta: “Que cargas invisíveis nos acostumamos a normalizar?” A ação busca tornar visíveis desafios muitas vezes naturalizados no cotidiano profissional e estimular uma cultura de corresponsabilidade, cooperação e, sobretudo, inclusão entre lideranças, equipes e a organização. 

Na prática, essa reflexão também se traduz em iniciativas estruturais da companhia. Entre elas estão trilhas claras de carreira desde as funções operacionais até os cargos de liderança, processos automatizados de avaliação para mitigar vieses inconscientes e políticas voltadas à segurança psicológica e ao bem-estar.

 

Representatividade com estrutura

A Arcos Dorados encerrou o último ano com avanços consistentes em equidade de gênero. Atualmente, mulheres representam 56% do quadro de colaboradores no Brasil e ocupam 53% das posições de liderança. Nas operações de restaurantes, esse índice chega a 56%. No mesmo período, 55% das promoções realizadas foram concedidas a profissionais do gênero feminino. 

Segundo a companhia, os resultados estão associados a políticas estruturadas de desenvolvimento e gestão de pessoas que buscam reduzir barreiras invisíveis ao crescimento profissional.

 

Corresponsabilidade, cooperação e novos olhares sobre parentalidade

Entre os temas abordados pela companhia está a parentalidade, tratada como uma responsabilidade coletiva e não exclusivamente feminina. A empresa busca estimular a participação ativa de pais em programas de apoio familiar e mantém políticas voltadas à equidade nas trajetórias profissionais, como o pagamento integral de PPR durante a licença-maternidade e o período de amamentação. 

"Ampliar a perspectiva de parentalidade como um tema organizacional. É fundamental para enfrentar desigualdades que afetam indireta ou diretamente a carreira das mulheres”, afirma Fábio Sant’Anna

 

A viabilidade da carreira na prática

Zubeide de Almeida, 40 anos, que atua como Gerente de Unidade em um restaurante de Piracicaba, é um exemplo de como iniciativas como essa refletem em oportunidades de crescimento na carreira, enquanto mulher e mãe solo. Prestes a completar uma década de Méqui, ela transformou o desafio de recomeçar a vida em uma cidade nova e sem rede de apoio em uma trajetória de ascensão meteórica, saindo do turno da madrugada como atendente para o posto mais alto de gestão da unidade. "O Méqui me salvou em todos os sentidos. Cheguei em uma cidade nova, sozinha com meus filhos pequenos, e foi aqui que encontrei a estabilidade para comprar nosso apartamento. Em um ano, passei de atendente a treinadora e hoje gerencio o restaurante com a segurança de quem domina o negócio. A companhia abre portas para as mulheres e mães que muitas vezes o mercado ignora. Meu foco agora é o prêmio global, mostrando que não há limites para quem tem determinação", destaca Zu. 

Ao colocar a lupa sobre a saúde mental e a corresponsabilidade, a Arcos Dorados projeta ganhos diretos na longevidade das carreiras. Dados da consultoria Filhos no Currículo indicam que o investimento estruturado em programas de parentalidade pode reduzir em até 33% a rotatividade de mulheres no pós-licença, demonstrando que o suporte às famílias e à saúde emocional é, acima de tudo, um investimento na eficiência do próprio negócio.

 

Arcos Dorados
http://www.arcosdorados.com/pt/

 

Dia da Mulher: 5 livros clássicos com protagonistas que atravessaram gerações

De diários reais a tragédias gregas, personagens fortes e ver volucionárias ajudam a refletir sobre o papel feminino na história e sociedade 

 

Ao longo dos séculos, a literatura construiu algumas das mais poderosas representações do universo feminino. Seja em relatos autobiográficos, romances históricos, distopias feministas ou tragédias clássicas, essas personagens desafiaram padrões, questionaram estruturas de poder e abriram caminhos para novas formas de existir e resistir. Ler essas obras é também revisitar debates fundamentais sobre liberdade, identidade, opressão e autonomia. 

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, reunimos cinco livros clássicos, publicados pela Edipro, protagonizados por mulheres marcantes — reais ou ficcionais — cujas histórias continuam atuais, provocadoras e inspiradoras. Narrativas que atravessam culturas, épocas e estilos literários, convidando o leitor a refletir sobre as múltiplas faces da experiência feminina. 

 

Medeia

de Eurípedes


                                                                         

Uma das personagens mais intensas da tragédia grega, Medeia é o retrato extremo da mulher traída que desafia deuses, homens e convenções sociais em busca de justiça. Movida por paixão, dor e vingança, sua trajetória provoca reflexões profundas sobre honra, poder, abandono e o lugar da mulher em uma sociedade dominada por valores masculinos. Um clássico arrebatador sobre os limites da condição humana. 

Onde encontrar: Amazon

 

 

O diário de Anne Frank

de Anne Frank


  

Símbolo universal de esperança e resistência, Anne Frank transformou sua vivência no esconderijo durante a Segunda Guerra Mundial em um dos relatos mais impactantes do século XX. Em suas páginas, a jovem judia revela emoções, sonhos, medos e reflexões profundas sobre a vida, a guerra e a condição humana. Seu diário não é apenas um testemunho histórico, mas também um retrato sensível do amadurecimento feminino em meio à adversidade. 

Onde encontrar: Amazon 

 

 

 

Herland: A Terra das Mulheres

de Charlotte Perkins Gilman


Nesta novela revolucionária de 1915, Gilman imagina uma sociedade composta exclusivamente por mulheres, organizada de forma pacífica, cooperativa e livre de dominação masculina. A partir do olhar de três exploradores, o livro questiona padrões tradicionais de gênero, maternidade e individualidade, propondo uma reflexão ousada sobre os papéis femininos e as estruturas sociais. Uma obra-chave do pensamento feminista na literatura. 

Onde encontrar: Amazon

 

  

Mulherzinhas Adoráveis mulheres

de Louisa May Alcott


 

Meg, Beth, Amy e, especialmente, a intensa e sonhadora Jo March compõem um dos retratos mais icônicos da juventude feminina na literatura. Ambientada durante a Guerra Civil Americana, a narrativa acompanha o amadurecimento das quatro irmãs, seus conflitos, desejos e ambições, em uma trama que aborda independência, escolhas, afeto e realização pessoal. Um clássico atemporal sobre crescer, resistir e sonhar. 

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O papel de parede amarelo

de Charlotte Perkins Gilman


Neste conto perturbador e simbólico, uma mulher confinada em um quarto pelo marido passa a desenvolver uma obsessão pelo papel de parede, no qual enxerga figuras femininas aprisionadas. Com forte carga autobiográfica, a obra se tornou um marco da literatura feminista ao denunciar o silenciamento, a opressão doméstica e os limites impostos às mulheres, revelando as consequências psicológicas desse encarceramento social. 

 Onde encontrar: Amazon 

 

8/3 - Dia Internacional da Mulher

 

Joyce, inspiração para nova geração de cientistas

A vez delas na ciência 

Mulheres se destacam e ocupam cada vez mais seu espaço, inspirando novas gerações de estudantes para carreiras até então priorizadas por homens

 

A bióloga Tatiana Sampaio tem sido bastante destacada na ciência brasileira, por seus estudos em avanço na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com a polilaminina, uma substância que pode auxiliar na reconexão de neurônios do cérebro e do resto do corpo, perdida pelos pacientes com tetra e paraplegia. O medicamento fabricado no laboratório da universidade entrou na primeira fase de testes clínicos e, caso seja comprovada a eficácia, alcançará algo jamais alcançado pela medicina mundial. Os holofotes merecidos levam a um outro efeito, que é inspirar outras mulheres que também na ciência é o lugar delas.

Este lugar já vem sendo mais ocupado pelas mulheres. De 2002 a 2022, a proporção de pesquisadoras autoras de artigos científicos saltou de 38% para 49%, de acordo com levantamento da Agência Bori em parceria com a Editora Elsevier, colocando o Brasil no terceiro lugar de um ranking de presença feminina na produção científica com 18 países e a União Europeia.

Além de figuras como Tatiana, a inspiração na ciência parte das próprias escolas. Joyce, 17 anos, estuda na Escola Estadual Professora Maria Dolores Veríssimo Madureira, em São José dos Campos, e sempre se interessou pela escola e por aprender. Durante sua trajetória escolar, chegou a considerar carreiras como a Pedagogia e a Comunicação, áreas pelas quais sentia afinidade. Embora seja uma pessoa curiosa e movida a desafios, a possibilidade de seguir uma carreira científica só passou a fazer parte de seu horizonte quando a escola pública lhe ofereceu experiências concretas que conectavam a Ciência, a Tecnologia e a Matemática à prática e ao cotidiano dos jovens.

Hoje, a estudante do 3º do Ensino Médio se prepara para prestar vestibular para Engenharia de Bioprocessos. Mais do que uma mudança de escolha profissional, essa trajetória reflete a ampliação de repertório e de confiança proporcionada por projetos que aproximam estudantes da Ciência de forma significativa.

A rede pública de ensino de São José dos Campos, inclusive, tem investido em nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, por meio de projetos STEM (acrônimo em inglês para Science, Technology, Engineering and Mathematics), realizados pela Parceiros da Educação, Organização da Sociedade Civil que atua no fortalecimento do sistema educacional de São Paulo, em parceria com a Boeing. Os professores recebem formação específica para atuar com esse tipo de iniciativa.

Na Escola Estadual Maria Dolores, esse processo ganha forma a partir da atuação de outra mulher especial: a professora de Química Nidinalva Tamacia da Silva, a professora Nidi. Com mais de uma década de experiência em projetos STEM, ela encontrou na formação e no suporte oferecidos as condições para transformar a Química em prática cotidiana.

“Quando os alunos se envolvem em atividades práticas, a motivação e o interesse pela aprendizagem surgem naturalmente. Com o STEM, não precisamos mais convencê-los da importância do que ensinamos. Eles querem aprender. Assim, com experimentos simples e poucos recursos, é possível trabalhar conteúdos complexos e desenvolver projetos inovadores, transformando a escola pública em um espaço onde ciência, criatividade e inovação caminham juntas em prol de uma aprendizagem significativa”, diz a profa Nidi.

Projetos em laboratório, mostras e eventos para a comunidade, participação em olimpíadas científicas e a aproximação com instituições de referência, como o ITA, ajudaram a expandir as possibilidades formativas dentro da escola pública. Foi nesse contexto que a jovem Joyce passou a integrar o projeto STEM para Meninas, do ITA. Além de aprender com professoras e pesquisadoras universitárias, ela assumiu o papel de mentora de meninas mais novas, especialmente do Ensino Fundamental, apoiando outras estudantes em seus primeiros contatos com as áreas STEM e ajudando a fortalecer a presença feminina nesses espaços.

“A exemplo da jovem Joyce, quando meninas têm acesso a experiências significativas a escola pública se torna um espaço real de descoberta de talentos e construção de futuros possíveis em Ciência e Tecnologia”, destaca Mônica Weinstein, diretora pedagógica da Parceiros da Educação. 

Para a representante da Boeing, a empresa está compromissada com a transformação da educação. “Na Boeing, acreditamos que educação é a chave para transformar futuros. Por meio da cooperação com a Parceiros da Educação, a Boeing investe no fortalecimento do ecossistema local e gera oportunidades reais para estudantes das escolas públicas de São José dos Campos. Ao interagir com nossas engenheiras e lideranças buscamos inspirar meninas a seguirem carteiras em STEM”, diz Juliana Pavão, diretora de Relações Institucionais da Boeing na América Latina e Caribe

 

Estresse, dor de cabeça, insônia: estudo revela os principais efeitos da insegurança na saúde e qualidade de vida das brasileiras

Dados acabam de ser revelados pela Verisure, que investigou os efeitos da insegurança no bem-estar de centenas de entrevistadas 

 

Em um contexto marcado pela sensação constante de vulnerabilidade, quais são os impactos da insegurança na saúde e no bem-estar das brasileiras?

 

Um estudo recente ouviu centenas de entrevistadas de diferentes regiões e descobriu a resposta: hoje, 7 em cada 10 mulheres admitem se sentir mais estressadas ou em frequente estado de alerta por medo de furtos, roubos e da violência, preocupação que também têm gerado cansaço mental (47,9%) e problemas com sono (34,9%). 

 

Os dados são da Verisure, empresa de alarmes monitorados que, recentemente, buscou entender como a percepção de risco afeta o equilíbrio emocional e os hábitos cotidianos em diferentes regiões — entre os maiores receios, a interferência no dia a dia e estratégias para se sentir mais protegido, dentro e fora de casa. 

Mais do que se refletir no próprio corpo, de acordo com as respondentes, medos como ser roubada ou ter a própria residência invadida vêm levando a uma série de hábitos e mudanças, como alterar rotas e trajetos diariamente (59,9%), recorrer a itens de autoproteção (32,5%) e investir em soluções como câmeras, sensores e alarmes (47,2%). 

 

Mulheres revelam os efeitos da insegurança na saúde e no bem-estar 

Se, no começo de janeiro, uma pesquisa do Instituto Ipsos revelou que o crime e a violência são as maiores preocupações, hoje, no país (à frente de questões como a corrupção e saúde), o levantamento da Verisure identificou que essa insegurança não está associada a um único cenário, mas atravessa diferentes espaços do cotidiano dos brasileiros... em especial, delas. 

Quando questionadas sobre seus principais receios no dia a dia, as respostas das entrevistadas não causaram surpresa: 70,5% delas apontaram ter medo constante de roubos e furtos, enquanto outras temem sofrer violência física (64,7%) ou ter a própria residência invadida (64,7%) — preocupação muito mais considerável do que entre os homens (42,7% e 58,1%). 

Mais do que algo pontual, aliás, a pesquisa mostra que a sensação de insegurança tem impactado diretamente a saúde emocional das brasileiras. 

De um lado, por exemplo, 7 em cada 10 respondentes disseram que medos relativos à segurança as tornaram mais estressadas ou amplificaram a sensação constante de alerta. De forma similar, 47,9% reconheceram que isso costuma vir junto de certo cansaço mental, parcela similar à das que enfrentam problemas de sono (34,9%) em decorrência de barulhos suspeitos, movimentos ou demais sinais de que sua casa está sob risco.

 


Além do bem-estar: como a insegurança impacta a rotina das brasileiras? 

Para além dos impactos emocionais, ao longo do levantamento, uma parcela expressiva das entrevistadas admitiram que receios relacionados à violência as levaram a repensar algumas dinâmicas e decisões práticas no dia a dia — o que, por sua vez, tem levado a mudanças de hábito com o objetivo de cuidar da própria segurança. 

No campo do lazer e da circulação urbana, as restrições aparecem de forma ainda mais evidente. Evitar sair de casa à noite, por exemplo, foi algo mencionado em 70,5% das respostas (entre os homens, o medo é menor e aparece em 60%), decisão tão comum quanto deixar de retornar para casa em determinados horários por medo de algo pior (55,4%). 

Dentro de casa, o medo também tem imposto alguns limites. Deixar crianças ou idosos sozinhos (37,6%) ou atender à porta em determinadas situações (40,4%) — seja pelo horário, seja pela ausência de familiares — foram algumas das situações mais compartilhadas pelas mulheres consideradas, que também procuram não viajar ou ficar longos períodos fora (29,7%) e deixar o pet sozinho (22,2%)

 

Práticas e soluções para se sentir protegida 

Diante da percepção crescente de insegurança, algo que a Verisure descobriu é que, em 2026, muitas brasileiras têm adotado medidas práticas para reduzir riscos e incidentes no cotidiano.

Entre as iniciativas mais comuns para as entrevistadas está evitar deixar objetos de valor visíveis, comportamento adotado por 67,4%. Há quem também faça o possível para alterar rotas e trajetos no dia a dia (59,9%), bem como manter contato frequente com familiares ou vizinhos para o caso de eventuais problemas (55,8%). 



Quando o assunto é a tecnologia aplicada à proteção, a adesão também se mostrou expressiva: soluções de monitoramento e segurança eletrônica (como câmeras, sensores e alarmes) já fazem parte da rotina de 47,2% das entrevistadas, enquanto 3 em cada 10 respondentes demonstraram interesse em adotar esse tipo de recurso daqui para frente. 

Quanto aos itens populares, os mais associados à sensação de segurança são as câmeras de vigilância, citadas por 84,5%. Fechaduras digitais ou leitores de chave aparecem na sequência (60,6%), seguidos por sensores e detectores de arrombamento (57,8%) e sirenes ou dispositivos sonoros (50%). O resultado, nesse sentido, não apenas acompanha a expansão do setor, mas ressalta como tecnologias que oferecem monitoramento contínuo são vistas como grandes aliadas na proteção do lar. 

 

Metodologia  

Para compreender os impactos da insegurança na saúde, bem-estar e dia a dia das brasileiras, nas últimas semanas, foram entrevistadas 300 adultas (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.

Ao todo, as respondentes tiveram acesso a 8 questões, que exploraram seus principais medos e receios no dia a dia, como tais preocupações afetam a rotina e estratégias para driblá-los. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada pelas entrevistadas.

 

Verisure



8 de março: Dia Internacional da Mulher

Consumo de álcool na gravidez ainda atinge 15% das gestantes no Brasil e pode causar danos irreversíveis aos bebês

 

Campanha do Instituto OMP reforça que não existe quantidade segura de bebida alcoólica durante a gestação

 

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, especialistas fazem um importante alerta: cerca de 15% das gestantes brasileiras consomem bebidas alcoólicas durante a gravidez, expondo seus bebês ao risco da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), uma condição irreversível que pode causar malformações, alterações neurológicas e dificuldades de aprendizagem ao longo de toda a vida. 

A SAF ocorre quando o feto é exposto ao álcool consumido pela mãe durante a gestação. A condição pode provocar alterações físicas, neurológicas, comportamentais e de aprendizagem, muitas vezes acompanhando a criança por toda a vida. 

Apesar dos riscos conhecidos, estima-se que cerca de 15% das gestantes brasileiras consumam bebidas alcoólicas durante a gravidez, o que representa mais de 450 mil mulheres por ano. Por isso, além de informar, a campanha busca mobilizar a sociedade para apoiar as mulheres durante a gestação. A recomendação é que familiares e amigos também participem desse cuidado, oferecendo alternativas sem álcool em encontros e celebrações. 

“A gestação é um período em que o apoio da família e do círculo social faz toda a diferença. Pequenos gestos, como optar por bebidas sem álcool em comemorações, ajudam a criar um ambiente de acolhimento e proteção para a gestante e para o bebê”, afirma Sara Machado de Assis, gestora do Instituto OMP.

 

O que toda gestante precisa saber 

Não existe dose segura: qualquer quantidade de álcool pode atravessar a placenta e atingir o feto.

A Síndrome Alcoólica Fetal não tem cura: os danos provocados pela exposição ao álcool podem ser permanentes.

As consequências podem ser diversas: malformações faciais, problemas cardíacos, alterações neurológicas, dificuldades de aprendizagem e de comportamento.

Muitos casos não são diagnosticados: estima-se que menos de 1% das crianças afetadas recebam diagnóstico adequado.

A prevenção é simples e eficaz: a única forma de evitar a SAF é não consumir bebidas alcoólicas durante toda a gestação.

 

SAF no Brasil 

O Brasil ainda não possui dados oficiais consolidados sobre a incidência da Síndrome Alcoólica Fetal. No entanto, um estudo realizado na periferia de São Paulo identificou 38 casos a cada 1.000 nascidos vivos com algum transtorno relacionado à exposição ao álcool durante a gestação. 

Especialistas acreditam que esse número pode ser ainda maior, já que menos de 1% das crianças afetadas recebem diagnóstico adequado.

 

Os riscos da SAF 

Segundo a ginecologista e obstetra Dra. Rosiane Mattar, diretora científica da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), não existe nível seguro de consumo de álcool durante a gravidez. 

“Beber durante a gestação pode aumentar em até 65 vezes o risco de alterações no desenvolvimento do feto. Por isso, a recomendação médica é clara: não consumir qualquer tipo ou quantidade de bebida alcoólica ao longo de toda a gravidez”, explica. 

A exposição ao álcool pode provocar uma série de alterações no bebê, incluindo malformações faciais, cardíacas, renais e neurológicas, além de restrições no crescimento e problemas de visão, audição e desenvolvimento cognitivo. 

“O diagnóstico precoce e o início do acompanhamento ainda na primeira infância podem amenizar algumas manifestações, mas os danos provocados pela exposição ao álcool são permanentes. A SAF não tem cura”, ressalta a médica.

 

Prevenção 

A única forma de prevenir a Síndrome Alcoólica Fetal é a abstinência total de bebidas alcoólicas durante a gestação. 

Desde 2023, o Instituto OMP realiza uma campanha permanente de conscientização sobre o tema, buscando ampliar o conhecimento da população sobre os riscos do consumo de álcool na gravidez. 

“Em pouco mais de um ano, a campanha já alcançou mais de 3 milhões de pessoas, com mais de 500 mil visualizações de vídeos informativos nas redes sociais”, destaca Sara Assis. 

Em 2026, a mobilização continuará ao longo do ano, com ações educativas e divulgação de conteúdos informativos voltados para gestantes, familiares e profissionais de saúde. 

Mais informações sobre a campanha e sobre a Síndrome Alcoólica Fetal estão disponíveis nas redes sociais do Instituto OMP e das entidades parceiras ou no site: https://www.instituto-omp.org.br/gravidezsemalcool 



Mais fortes e mais livres do que nunca: a ciência do treino de força para mulheres

 A fisiculturista e profissional de Educação Física Angela Borges mostra como o treino de força se consolida como ferramenta essencial para a saúde, a autonomia corporal e a longevidade da mulher moderna 

Por décadas, o corpo feminino foi atravessado por regras, limitações e mitos, muitos deles ainda presentes no universo do exercício físico. No Dia da Mulher, a ciência ajuda a ressignificar esse cenário ao mostrar que o treino de força vai muito além da estética e se consolida como um dos pilares da saúde feminina ao longo da vida. 

O que antes era associado quase exclusivamente a fisiculturistas ou atletas de alto rendimento — majoritariamente homens — hoje representa autonomia corporal, prevenção de doenças, proteção óssea, melhora da composição corporal e fortalecimento da autoestima. 

Segundo Angela Borges, fisiculturista especialista em Treinamento Feminino Avançado, Biomecânica e Fisiologia, consultora e atleta patrocinada pela Max Titanium, as evidências científicas são claras. “Hoje a ciência já comprovou que o treino de força ajuda a preservar massa muscular, melhora a densidade óssea e contribui para prevenir doenças como a osteoporose. Além disso, também traz benefícios metabólicos e psicológicos importantes”, afirma. “Por isso eu sempre digo: musculação não é só estética. Para a mulher, é uma ferramenta de saúde, longevidade e autonomia física.” 

Apesar dos avanços, alguns mitos ainda afastam muitas mulheres da musculação. Um dos mais comuns é a crença de que levantar pesos “engrossa” o corpo feminino. “As mulheres têm níveis muito menores de testosterona do que os homens, o que torna muito difícil um aumento significativo de massa muscular”, explica Angela. “Na maioria das vezes, o treino de força faz justamente o contrário do que as pessoas imaginam: melhora o tônus muscular, reduz gordura corporal e deixa o corpo mais definido.” 

Outro equívoco recorrente é a ideia de que mulheres precisam treinar de forma completamente diferente dos homens. Na prática, os princípios fisiológicos são os mesmos. “Músculo é músculo, responde a sobrecarga, volume e recuperação da mesma forma em homens e mulheres. O que muda são detalhes individuais, como objetivos, histórico de treino e características corporais”, diz. 

Além do treinamento, a nutrição e a suplementação também têm papel importante na evolução da performance. Um dos suplementos mais estudados nesse contexto é a creatina, que atua diretamente na produção de energia muscular. “A creatina aumenta a disponibilidade de energia para exercícios intensos, o que permite treinar com mais força e realizar mais repetições de qualidade”, explica Angela. “Com o tempo, isso gera adaptações maiores, como aumento de força e melhora do desempenho.” 

A presença cada vez maior de mulheres no universo do esporte também tem influenciado o desenvolvimento de produtos voltados a esse público. A Max Titanium, por exemplo, desenvolveu o Femini Whey, whey protein com 27g de proteína por dose, além de colágeno hidrolisado e um complexo de vitaminas e minerais direcionados às necessidades nutricionais das mulheres — reflexo de um público feminino cada vez mais comprometido com saúde, performance e autocuidado.


Max Titanium


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